Arquivo da categoria: Cosmovisão Cristã

DEVOCIONAL 41

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Leitura: Êxodo 25:1-9 “Disse o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel que me traga oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta. […] E me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles”
Êxodo 25:1, 2; 8.

APTIDÕES DIVERSAS

O ponto alto da organização de uma comunidade, era o momento do serviço. Todas as vezes que, alguma coisa precisava ser feita na Igreja, cada um colocava a serviço do Corpo seus talentos e aptidões, experiências e profissões. Ainda me lembro dos multirões formados por irmãos, para construção de suas paróquias. Brotava dos bancos mais escondidos, um leque amplo de profissionais. Pedreiros, azulejistas, pintores, eletricistas, engenheiros (profissionais e os metidos à). Uma Catolicidade de serviços!

Aqui a ordem de Deus à Moisés e à Seu povo, era que ofertas fossem entregues para a construção do tabernáculo, e a prescrição clara de materiais e profissionais. Quando nos atentamos às descrições da planta desenhada por Deus, fico abismado com a quantidade de habilidades necessárias para o cumprimento da Santa vontade: carpinteiros, ferreiros, ourives, perfumistas, bordadores, etc. Pessoas tão diferentes, de capacidades diferentes, contribuindo com um único propósito: glorificar a Deus!

Hoje, infelizmente, muitas igrejas tornaram-se tribais: igrejas para skatistas, igrejas para jovens, igrejas para velhos, igrejas para universitários. E a formação católica do corpo foi aos poucos sendo destruída. A prova disso é a profissionalização de funções antes cumpridas por membros do corpo!

Reflita, e veja quais dons e habilidades você pode empregar em favor do Reino de Deus. Sempre haverá espaço! E necessidades!

Felipe Rocha

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Sobre adoção e cuidados órfãos: uma proposta de resolução

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Ontem enviei uma resolução ao Comitê de Resoluções da Convenção Batista do Sul de 2009. O Comitê de Resoluções tem o poder total de recusar ou reescrever qualquer resolução, portanto, só porque isso é enviado, não significa que ele será votado pela SBC. Isso é inteiramente a critério do comitê. No entanto, abaixo está a resolução que enviei para sua consideração.
“Sobre a adoção e cuidados órfãos”
CONSIDERANDO QUE, no evangelho, recebemos o “Espírito de adoção”, pelo qual não somos mais órfãos espirituais, mas somos agora amados filhos de Deus e co-herdeiros com Cristo (João 14:18; Romanos 8: 12-25; Gl 3 : 27-4: 9; Ef 1: 5); e
CONSIDERANDO que o Deus que agora conhecemos como nosso Pai se revela como um “pai dos órfãos” (Sl 68.5) que concede misericórdia aos órfãos (Dt 10:18; Oséias 14: 3); e
CONSIDERANDO QUE, nosso Senhor Jesus acolhe os pequeninos (Lucas 18: 15-17), implora pela vida dos inocentes (Sl 72: 12-14), e nos mostra que seremos responsabilizados pela nossa resposta aos “ menores destes meus irmãos ”(Mateus 25:40); e
CONSIDERANDO QUE, a Escritura define “religião pura e imaculada” como “visitar órfãos e viúvas em sua tribulação” (Tg 1.27); e
CONSIDERANDO que os poderes satânicos têm combatido crianças e bebês do Faraó a Moloch e Herodes e, agora, através dos horrores de uma cultura de divórcio, uma indústria de aborto e as pragas globais de doenças, fome e guerra; e
CONSIDERANDO QUE, os Batistas do Sul têm articulado um compromisso inequívoco com a santidade de toda a vida humana, nascida e não nascida; e
CONSIDERANDO QUE, uma denominação de igrejas definida pela Grande Comissão deve se preocupar com o evangelismo de crianças – incluindo aquelas que não têm pais; e
CONSIDERANDO que mais de 150 milhões de órfãos agora definham sem famílias em orfanatos, casas de grupos e sistemas de colocação na América do Norte e ao redor do mundo; e
CONSIDERANDO QUE, nosso Pai ama todas essas crianças, e uma grande multidão delas nunca ouvirá o evangelho de Jesus Cristo; portanto, seja
RESOLVEU-SE que os mensageiros da Convenção Batista do Sul, reunidos em Louisville, Kentucky, de 23 a 24 de junho de 2009, expressam nosso compromisso como uma denominação de igrejas para se unirem a nosso Pai em busca de misericórdia para os órfãos; e seja mais
RESOLVEU-SE que convocamos cada família batista do sul a orar pedindo orientação sobre se Deus os está chamando a adotar ou promover um filho ou filhos; e seja mais
RESOLVIDO, que encorajamos nossos pastores e líderes da igreja a pregar e ensinar sobre a preocupação de Deus com os órfãos; e seja mais
RESOLVEU-SE que elogiamos as igrejas e os ministérios que estão equipando as famílias para fornecer recursos financeiros e outros recursos àqueles chamados a adotar, por meio de doações, fundos equivalentes ou empréstimos; e seja mais
RESOLVIDO, que pedimos ao nosso Conselho de Missão Internacional e ao Conselho de Missão da América do Norte que priorizem o evangelismo e ministério para órfãos ao redor do mundo, e procurem maneiras de energizar os Batistas do Sul por trás dessa missão; e seja mais
RESOLVIDO, que encorajamos as igrejas Batistas do Sul a se unirem a outros cristãos evangélicos no reconhecimento de 8 de novembro de 2009, como “Domingo dos Órfãos”, enfocando aquele dia em nossa adoção em Cristo e nosso fardo comum para os órfãos do mundo; e seja mais
RESOLVIDO, que esperamos que o que Deus está fazendo na criação de uma cultura de adoção em tantas igrejas e famílias possa nos indicar uma unidade do evangelho que é definida não pela mesmice racial, econômica ou cultural da “carne”, mas pela união e paz do Espírito. em Cristo Jesus; e seja finalmente
RESOLVIDO, que nós oramos por um derramamento do Espírito de Deus nas congregações Batistas do Sul, para que nossas igrejas cada vez mais anunciem e imaginem, em palavras e atos, que “Jesus ama as criancinhas, todos os filhos do mundo.

 

Autor: Dr. Russell D. Moore

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:
https://www.russellmoore.com/2009/05/19/on-adoption-and-orphan-care-a-proposed-resolution/

Datado de 19 de maio de 2009

DEVOCIONAL 40

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Leitura: Êxodo 23:1-5 “Não espalharás notícias falsas, nem darás mão ao ímpio, para serem testemunha maldosa”
Êxodo 23:1

FAKE NEWS

Eu não sei vocês, mas, não são raras as vezes que estou lendo algum trecho bíblico, e alguma cena da minha vida vêm a mente. Comecei a namorar muito cedo com a minha esposa. Tínhamos à época, eu 14 e ela 13 anos. A bem da verdade, os 3 primeiros anos foram só o que chamamos de “namoro de corte”. Morávamos perto um do outro, mais ainda assim, nos falávamos apenas por meio de cartas (as temos até hoje!). Não sei se já contei em algum dos devocionais, que, durante minha adolescência toda, era de uma igreja extremamente legalista.

E nesse ambiente, nascem como ervas daninhas, “santarrões” metidos a 007; que fazem do propósito de suas vidas, investigarem os “pecados” alheios pra entregarem para os pastores. E entre esses agentes, havia um, que tinha um prazer especial em me investigar. Estou falando sério! Não foram poucas vezes que, o percebi me seguindo andando pela avenida, se escondendo atrás das barracas de camelôs!

Num tardezinha, estava passeando com a minha irmã mais velha, quando percebemos que ele estava nos seguindo. Dai armamos o plano: passei o braço pela cintura dela e lhe dei um beijo no rosto! A noite, chegando na Igreja, o então pastor me chamou ao gabinete pra dizer que “alguem” havia me visto “de safadeza” na rua.

Bom, resumindo, pedi que chamasse o tal agente na sala, que veio envergonhado, primeiro por que agora ele sabia que eu sabia que ele me vigiava, e também por que revelei que a garota que estava abraçado não era minha namorada, mais sim, minha irmã (que curiosamente havia recusado um pedido de namoro dele – fato que não tinha relação com essas atitudes que ele tomava. Acho…)

Infelizmente, não são poucas as pessoas, que sentem um prazer mórbido na fofoca, e em espalhar as notícias mais fantasiosas possíveis! E como isso é detestável perante o Santo Deus! Conselho do tio Lipe: não seja essa pessoa! Lute contra esse ídolo que tem dominado sua vida (e língua) até hoje! Da mesma boca que entoa louvores a Deus,não pode sair tanta calúnia e difamação!

 

Felipe rocha

DEVOCIONAL 38

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Leitura: Êxodo 16.1 – 10 “Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não”
Êxodo 16.4

CONFIAR

Um dos meus filmes preferidos é o “Fomos Heróis” (We were soldiers) com Mel Gibson. Sem dúvida, a frase do então Coronel Hal Moore que mais me impactou foi: “Não posso prometer que trarei todos os vivos para casa, mas uma coisa eu juro, diante de vocês e do Deus Todo Poderoso: que quando formos para o combate eu serei o primeiro a por os pés em campo e serei o último a sair. Não deixarei ninguém para trás. Vivos ou mortos, voltaremos juntos para casa” Rodrigo Hilbert ainda é pra você padrão de “homão”? Mas a cena que quero usar para contextualizar esse trecho bíblico, é quando depois de combates intensos e desgastantes, as linhas de ataque americanas estavam todas desfaceladas, e uma das companhias estava isolada e pra ser destruída; e nesse ínterim o grande Hal Moore ordena que companhia “charlie” que ficasse bem quietos nas suas trincheiras, por que mandaria toda a artilharia pra lá!

Nesse trecho bíblico, Deus ordena ao povo que pegasse apenas o Maná suficiente pro dia. Embora não fizesse dois meses que o Senhor os tinha tirado do Egito, eles estavam no deserto. E é durante os desafios da vida, que nosso caráter e fidelidade é posto a prova. E mesmo depois de tantos milagres, eram ainda um povo propenso a duvidar. O objetivo de Deus era lhes ensinar algo precioso: deviam confiar Nele, na Sua provisão de cada dia. Deveriam descansar em Suas promessas. Ele estaria ali todos os dias (Mt 28.20)

Como a companhia Charlie, as vezes o “descansar em Deus”, é curvar a cabeça perante Ele, enquanto fogo cai bem a nossa frente. Deus nos livra através de meios que geralmente não entendemos. Eles foram salvos com bombas caindo sobre as trincheiras! E você, como Deus o tem salvo nas suas guerras diárias?
Felipe rocha

Adoção, Identidade e Kung-Fu Panda

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Meus ombros ficaram tensos, enquanto eu olhava para os meus filhos, comendo pipoca nos assentos ao meu lado. Não é que eu ache que nunca haveria um filme que pudesse desenterrar algumas conversas familiares estranhas e potencialmente traumáticas. É só que eu não esperava que fosse o Kung-Fu Panda Dois.
Neste filme de animação, há um sub-enredo de adoção que eu não estava totalmente preparado para entrar. Acontece (alerta de spoiler) que o protagonista do panda, Po, descobre que seu pai não é seu pai biológico. Ele foi encontrado, abandonado, em uma caixa de nabo quando ele era um filhote. Po descobre que havia uma antiga profecia de que o rei perverso seria derrotado por um panda. O rei tentou destruir, preventivamente, todos os pandas para garantir que seu rival nunca surgisse. Eu acho que você poderia dizer que ele estava perturbado e toda Jerusalém com ele (Mateus 2: 3), mas essa é outra história.
O filme lida de forma intermitente com Po buscando responder a pergunta: “Quem sou eu?” É encontrando seu lugar na velha profecia que ele descobre sua identidade e chega a paz com quem ele é.
Eu estremeci, não porque o filme abordasse a adoção, mas porque o velho ganso parecia gaguejar, quase com vergonha, quando “admitiu” que seu filho havia sido adotado. Meus ombros relaxaram enquanto o filme lutava com o que eu achava ser um modo útil e basicamente afirmativo da vida com o que é um dos aspectos mais perturbadores da adoção.
Muitas (embora não todas) crianças que foram adotadas eventualmente fazem o tipo de perguntas difíceis que este filme levanta no meio de toda a sua diversão e tolice. Um pode ser assombrado com perguntas “Quem sou eu” e “What if” e “Why”. Em certo sentido, todos nós enfrentamos essas questões, independentemente de nossas origens. Mas, para as crianças que foram adotadas, muitas vezes há um senso especial de desamparo diante delas.
Se o darwinismo social fosse verdade, então essas questões seriam sombrias. Nesse mundo, a pergunta “quem é você” é primeiramente respondida pela constituição genética. Se você não conhece seu histórico biológico completo, nunca poderá saber quem você é. Mas, como aqueles que apostaram nossas vidas no túmulo vazio de Jesus, sabemos que esse não é o mundo real.
Se você foi adotado, não há nada de errado em querer descobrir tanto sobre a sua origem quanto quiser. Não há nada de errado em querer conhecer seus pais biológicos ou outros parentes biológicos. Isso faz parte da sua história. Mas a palavra “parte” é realmente importante.
Se você conhece a Cristo, medite na providência de Deus em sua história pessoal. Você é quem você é, e você pertence onde você está, porque você está exatamente onde Deus planejou que você seja, para se tornar a pessoa que você é. Nada acontece com você por acidente. Todas as coisas, até mesmo misteriosamente aquelas coisas horríveis que Deus odeia, entra de alguma forma em um drama cósmico secreto em que tudo funciona em conjunto “segundo o conselho da sua vontade” (Ef. 1:11).
Não importa quão horrível seja sua história, você não é uma aberração e sua vida não é um acidente. Sim, os genes são importantes. Você tem os genes que Deus queria que você tivesse. Sim, nutrir é significativo. Você tem os pais que Deus queria que você tivesse. É a interação entre os dois que faz de você quem você é. Apesar de todos os reducionismos da nossa idade, chegamos a ser o tipo de pessoa que somos por uma curiosa combinação de genes, educação e decisões livres. Você não está cativo de nada disso.
E no seu caso, como no caso de todos nós, Deus orquestrou todos esses fatores para formar você no tipo de pessoa que você é, com os tipos de experiências que você tem. Por quê? Você pode não saber por milhares de anos. Se você está em Cristo, Deus está preparando você para governar o cosmos. Ele quer que você seja quem você é em Cristo e esteja pronto para este reinado.
Este filme foi divertido duas horas; e realmente foi divertido. Eu diria “dois polegares para cima”, mas você pode pensar que eu estava fazendo uma piada sobre pandas, polegares e design inteligente. Mas além de todo o entretenimento, me perguntei se a dor animada na tela à nossa frente poderia ter provocado alguma dor real nas pessoas que eu mais amo.
Quando saímos do teatro, eu cutuquei um pouco, para iniciar qualquer conversa que precisássemos ter. “O que você achou do filme?”, Perguntei. “Quando ele começou a atirar aquelas balas de canhão”, meus filhos responderam, “foi legal”.
Eles não parecem ter nenhum tipo de “crise de identidade” neste momento, mas tenho certeza que sim. A cada minuto de cada dia, eu luto se sou quem eu era em meus próprios termos, o que a Bíblia chama de “a carne”, ou se sou quem Deus me disse para estar no evangelho, um filho amado e herdeiro.
E, como um panda animado que conheço poderia dizer, isso é simplesmente fantástico.

 

Autor: Dr. Russell D.Moore

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:
https://www.russellmoore.com/2011/06/05/adoption-identity-and-kung-fu-panda/

Como as igrejas podem criar uma cultura de adoção

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Ainda tinha aquele cheiro, como uma mistura de tapete novo e velha senhora.

Maria e eu olhamos uma para a outra enquanto nos levantávamos neste auditório familiar. Foi o primeiro lugar que nós já vimos um ao outro – de pé bem aqui, enquanto eu corria da chuva e ela estava dobrando um guarda-chuva encharcado. Eu andei por esta porta milhares de vezes.

Meus pais me carregaram nessas portas algumas semanas depois do meu nascimento. Eu passei por eles todos os domingos de manhã da minha infância, com uma Bíblia e um envelope de oferta na mão. Todo verão eu caminhava por essas portas – carregando uma bandeira ou uma Bíblia para a rodada de compromissos da Escola Bíblica de Férias, as coisas mais próximas que tínhamos de uma liturgia ou de um calendário do ano cristão.

Eu olhei para a janela, bem ao lado das grandes portas de vidro. Esse foi o filho do pregador que quebrou com uma pedra, e nós todos nos espalhamos, sabendo que ele iria conseguir. Esta foi a minha igreja em casa. Fazia muito tempo desde que entramos neste auditório, e agora tínhamos duas pequenas mãos segurando nossos dedos.

Nossos garotos tinham, eu tenho certeza, nenhuma ideia de quão grande era para nós tê-los aqui conosco. Para eles, era apenas outra igreja em algum lugar. Mas para mim, foi tudo.

Para a maioria das igrejas, a adoção não é uma prioridade, e isso não é porque os membros da igreja são anti-adoção. É porque a adoção parece estranha para alguns deles e irrelevante para os outros. Torna-se um foco apenas quando um membro da igreja enfrenta pessoalmente infertilidade, ou conhece crianças particulares sem pais. Até então, para a maioria de nós, a adoção raramente cruza nossas mentes.

 

É por isso que o primeiro passo para uma igreja amiga da adoção deve ser o púlpito. Isso parece óbvio, mas é menos óbvio do que parece. Ao dizer que os pastores deveriam pregar sobre adoção, não estou falando primariamente de “conscientizar” sobre a adoção, da mesma forma que um diretor do ensino médio pode “aumentar a conscientização” em um discurso sobre uma campanha de arrecadação de fundos para o novo estádio de futebol.

A pregação não é simplesmente um meio de transmitir informações. O ato de pregar, então, carrega consigo, se é a pregação bíblica fiel do evangelho, a autoridade do próprio Jesus. Essa é a diferença entre o ato de pregar e o ato de dar palestras – a diferença entre “Assim diz o Senhor” e “Parece para mim”.

O pregador, além disso, deveria pregar sobre adoção com especificidade.

O pastor não sabe exatamente como uma prioridade de adoção funciona em cada vida ou família individual, mas ele pode promover a causa provocando perguntas. Ele pode perguntar, por exemplo, em uma mensagem sobre a pobreza ou a santidade da vida humana, se Deus pode estar chamando alguns na congregação naquele dia para adotar, se Deus está chamando alguém para dar dinheiro para financiar uma adoção. Ele pode chamar seu povo para orar por como Deus os usaria para servir os órfãos, seguido por informações sobre como eles podem cumprir qualquer compromisso que Deus ponha em seus corações com informações de contato sobre grupos dentro da igreja capazes de ajudar.

Pastores e líderes da igreja também podem criar uma prioridade para adoção, destacando as adoções dentro da igreja. Esta não é uma maneira de “elogiar” os pais adotivos, mas sim de fazer com que a adoção pareça menos “estranha” para o resto da congregação.

Em quase todos os cultos da igreja, há aqueles que começariam a pensar se deveriam ou não adotá-los se apenas virem alguém que tenha feito isso. Quando as pessoas vêem e conhecem crianças que foram adotadas, de repente, a realidade não é abstrata para elas. Quando eles ouvem a palavra “órfão”, eles param de pensar em um rosto triste em um filme e começam a pensar em “Caleb” ou “Chloe”, que se senta no banco na frente deles.

Algumas igrejas têm um tempo de “dedicação do bebê” ou “dedicação de pais e filhos”, em que oram por recém-chegados dentro da congregação. Algumas congregações são de um tamanho tão grande, que esse tipo de celebração anual é o que é prático. Para outras igrejas, no entanto, pode haver um tempo no final do culto sempre que um bebê nasce ou uma criança é adotada por uma família dentro da igreja.

Isso poderia levar apenas três ou quatro minutos com reconhecimento e uma oração de agradecimento. Em igrejas maiores, isso poderia ser feito via vídeo. O objetivo seria contrapor-se à crescente visão utilitarista da cultura sobre as crianças, acolher as crianças como bênçãos de Deus e encorajar as famílias a considerarem a adoção de órfãos em suas casas.

Um pastor-herói meu costumava concluir cada batismo permanecendo no batistério, mergulhando as mãos na água e anunciando: “E ainda há espaço para mais.” Era a maneira dele de convidar aqueles que ouviam entrar na comunhão de Cristo sem demora. Um pastor poderia ter grande efeito se realizasse um tempo de oração por adotar famílias, seguido da declaração ao seu povo: “E ainda há mais crianças lá fora que precisam de pais piedosos”.

Outro aspecto chave do ministério da igreja local em direção à adoção é o da administração econômica.

Se os apóstolos lembram até mesmo o próprio Paulo de “lembrar-se dos pobres” (Gl 2,10), então certamente o restante de nós precisa de tal lembrança. O pastor pode se levantar e dizer: “Temos um casal sem nome em nossa congregação que está orando pelo dinheiro que será necessário para adotar uma criança, imagino se o Senhor está chamando alguém aqui para ajudar a fazer isso acontecer”. ao permitir que os doadores o façam anonimamente, sabendo que serão recompensados ​​integralmente no Tribunal.

Os pastores podem encorajar a adoção também à medida que enfatizam continuamente a santidade (e dignidade) da vida humana, incluindo a vida dos deficientes, os “ilegítimos” e os que ainda não nasceram.

Algumas das mulheres da sua congregação são vulneráveis ​​à propaganda abortista precisamente porque ela sente que perderá sua igreja se as pessoas da igreja souberem da vergonha de sua gravidez. Fale com essa mulher do púlpito – e para seu marido ou namorado ou pai. Fale diretamente com o abortista, que pode ter escorregado pela porta dos fundos ou pode se deparar com uma gravação da mensagem. Fale diretamente do horror do julgamento que virá por aqueles que derramam sangue inocente. Mas fale também diretamente que o julgamento caiu sobre o corpo trêmulo de um Jesus crucificado. Avise do inferno, mas ofereça misericórdia – misericórdia não apenas no Tribunal, mas misericórdia nas células/grupos e nos corredores de sua igreja.

Sua congregação pode incentivar e equipar a adoção de bebês e crianças. Sua igreja pode pregar o evangelho e cuidar dos vulneráveis. Você pode fornecer os fundos e o incentivo e o apoio de oração para um número incontável de famílias da Grande Comissão. Se a adoção for uma prioridade, as congregações precisarão se mobilizar para isso. Afinal, é preciso mais do que uma aldeia para adotar uma criança, pelo menos para aqueles de nós em Cristo. É preciso uma igreja.

 

Este artigo é adaptado da nova edição do meu livro Adoptado para a Vida: A Prioridade da Adoção para Famílias e Igrejas Cristãs.

 

Autor: Dr. Russell D. Moore

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:

https://www.russellmoore.com/2015/11/23/how-churches-can-create-a-culture-of-adoption/

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Leitura: Jó 35.1-16 “Jó, ainda que dizes que não o vês, a tua causa está diante dele; por isso, espera nele”

Jó 35.14

 

QUANDO NÃO VÊ

 

Os primeiros meses de casamento foram um desafio pra mim. Passei os 6 primeiros, em jobs temporários. Uma função que não gostava, ganhava mal (quer dizer, pra ser considerado que eu ganhava mal, tinha que pelo menos melhorar muito primeiro!).

Depois, consegui um outro emprego – ganhava mal também, pra variar – mas, ao menos, era uma função da qual gostava muito. Infelizmente, era também temporário. Curiosamente, fui dispensado na semana do aniversário da minha esposa, e exatamente no dia em que pregaria na minha igreja. O sermão preparado era – surpreendentemente! – sobre a provisão de Deus em meio às impossibilidades!

Lembro-me de ter ministrado aquela noite, com um gosto muito amargo na boca. Cada palavra do sermão, feria meu coração! Confiar em Deus nessa circunstância? Era a pergunta que a razão fazia ao meu espírito.

Nas circunstâncias difícieis da nossa vida, um cântico de lamento é formado! Mesmo quando não externado, pelo menos sentido. Aqui, Eliú adverte Jó. Jó está num momento delicado, em que compreende a Soberania de Deus, mas não a Sua Justiça. Ele sabia que Deus era Deus, mas não compreendia o “porque”  da estrada que havia sido posto pra trilhar.

Mesmo em meio ao caos que nos cerca, nosso lamento, por mais doído que seja, precisa ser equilibrado pelo compromisso santo de esperar em Deus. Mesmo que não O vejamos, nossa causa, vida e circunstância, estão diante Dele.

Cristo é o nosso conforto!

 

Felipe Rocha

DEVOCIONAL 28

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Leitura: Jó 30.25-31 “Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado? Aguardava eu o bem, e eis que me veio o mal; esperava a luz, veio-me a escuridão”
Jó 30. 25, 26

AO CONTRÁRIO

A vida do cristão, sempre é marcada por uma história, que poucos entendem – talvez ninguém. Nem ele próprio!
Quando entendemos que, fomos comissionados por Deus, para obras que o glorifiquem, torna-se natural – e não só mais ‘esperado’ – o nosso cuidado com outras pessoas. Não raro, veremos irmãos nossos, que não estão em condições financeiras boas, e mesmo assim, tirando do que não tem, pra abençoar outras pessoas.

Quantas vezes, doamos noites pra que outros as durmissem por nós! Quantas vezes, entregamos nossos ombros, pra que cabeças cansadas tivessem repouso. Quantas vezes choramos perdas que não eram nossas.
E mesmo depois de tudo isso – que registre-se, fizemos de coração aberto – o nosso mundo desaba! Tudo acontece bem ao contrário do que esperávamos! Sentimo-nos como, sendo, uma pequena vela acesa em meio a um deserto escuro!
Nesse momento em que tudo parece sem sentido, a única forma de encontrar alegria em meio ao caos, é olhar pra Cristo, e se lembrar do caráter pedagógico da dor: mortifica-nos a carne e nos leva a deleitar-mo-nos na Graça de Jesus! Ela (e só ela, nos basta!)

Felipe Rocha

DEVOCIONAL 27

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Leitura: Jó 24.1-25

“Por que o Todo Poderoso não designa tempos de julgamento?
Jó 24.1

HAVERÁ JULGAMENTO?

Há alguns anos, assiste o filme “Senhor das Armas”, que contava com o ator Nicolas Cage. Nesse filme, narra a história de um homem que lucra imensamente com o espólio da guerra, vendendo armas pra traficantes, guerrilheiros e ditadores. Com a anuência de agências de inteligência, figurões das forças armadas, e do próprio Estado.

Lembro-me da sensação de extrema raiva quando o filme termina e ele simplesmente sai livre, ileso, sem qualquer consequência pra seus crimes de guerra. Quanto sangue em suas mãos!

Jó lida com um tema delicado e extremamente difícil de entendermos; o por que um Deus bom não traz juízo sobre aqueles que causam tanta dor no mundo!

De certa forma, quando pensamos assim, anulamos a nossa própria culpa e pecado, traçando uma métrica entre nós, os santos, e eles, os pecadores. O fato de Deus não os consumir em sua ira imediatamente, é uma prova de amor por nós; se a Sua ação fosse apenas um exercício da Sua Santa Justiça, quem ficaria de pé?

Mas esses crimes todos, não ficarão sem a devida resposta! Uma coisa devemos lembrar: “…qual será a esperança do ímpio, quando lhe for cortada a vida?”

Cedo ou tarde, estarão perante Deus O Juiz! Não haverá delação premiada, nem como comprar Sua sentença!

Felipe Rocha

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Leitura: Jó 19.1 – 25

 

TEMPOS DIFÍCIEIS

 

“Eis que clamo: violência! Mas não sou ouvido; grito: socorro! Porém não há justiça”

Jó 19.7

 

Dona Maria, sai de casa rumo ao trabalho, todos os dias – pontualmente – as 4:30. Ainda muito escuro. Antes de sair, vai até o quarto de seu filho, beija-lhe a testa, e sobre a mesa deixa os recados e lembretes necessários aquele dia. Sempre encerra escrevendo: “mamãe te ama”. Certo dia, chegando em casa bastante tarde – como de costume – , não encontra seu filho. Ele já deveria ter chego. Pega sua bolsa, e sai desesperada a procura dele.

De longe, vê um grupo de pessoas, com seus celulares tirando foto de alguma coisa. Ela vai empurrando um, acotovelando outro, até chegar ao centro do burbulho. Seu coração dói: era seu filho, morto, que estava deitado naquele chão sujo de uma praça mal cuidado qualquer. Ela o toma nos braços, e grita a pleno pulmões: Justiça! Cade a justiça? Do outro lado do país, um grupo de deputados se reuniam pra acertar os detalhes da propina da próxima obra pública!

 

Quantas histórias assim ouvimos nos rádios ou assistimos na televisão. A impressão que tenho, é que se torcer a Tv durante alguns programas, minha sala vai ficar cheia de sangue.

 

Como ter esperança de dias melhores? Como sair de casa, sem medo? Como esperar qualquer coisa que não o pior?

 

Jó responde: “Eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra”! (Cap. 19, vs 25)

 

Um dia, todo dor cessará, toda injúria acabará. Um dia o Deus de justiça terá seu encontro final com esse mundo de maldade!

 

Felipe Rocha