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4 Razões pelas Quais Homens Gostam de Pornografia

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Uma das tarefas de um bom amigo ou de um parceiro de prestação de contas para com pessoas enraizadas na pornografia é ajudá-los a entender o seu próprio coração. Por que eles correm em direção a pornografia vez após vez? Salomão nos lembra que, “Como águas profundas, são os propósitos do coração do homem” [muitas vezes nós não conseguimos enxergar nossas motivações], “mas o homem de inteligência sabe descobri-los” (Provérbios 20.5).
Um amigo sábio ajuda a extrair dos outros as motivações mais profundas que eles não são capazes de enxergar ou que eles não desejam enxergar.

Como um parceiro de prestação de contas, é importante entender o fascínio da pornografia. Quais as motivações mais profundas que fazem com que homens retornem a ela vez após vez? Quais são as boas perguntas para nos ajudar a encontrar a raiz do problema?

  1. Pornografia é fácil, mas relacionamentos são difíceis

Relacionamentos, especialmente nossos relacionamentos mais próximos, envolvem trabalho. Todos os dias somos cobrados de cuidar do que tem acontecido na vida uns dos outros. Precisamos lidar com mau-humor, comportamentos ofensivos e egoísmo — tanto em nós quando nos outros.

 

Por outro lado, a pornografia oferece aos homens um sentimento de intimidade sem riscos. A pornografia oferece aos homens um mundo de fantasias onde eles não precisam conhecer ninguém, onde o romance não é necessário, e onde eles não precisam se sacrificar em benefício dos outros. E para muitos, a recompensa é grande: eles não somente podem evitar a confusão de relacionamentos reais, como podem sentir prazer com milhares de mulheres virtuais dispostas a fazerem o que eles desejarem.

 

Boa pergunta para prestação de contas: Há ou houve algum relacionamento recente em sua vida que foi extraordinariamente difícil?

 

 

  1. Pornografia é confortável, mas a vida é estressante

Na vida, as coisas dão errado. Expectativas são frustradas. Pessoas nos decepcionam. Tragédias acontecem. Ficamos doentes. Ficamos cansados. Entramos em grandes desentendimentos. A vida é estressante.

 

A pornografia, por outro lado, oferece um mundo extremamente confortável em que nada dá errado. Ela oferece um cenário pronto onde sabemos que podemos conseguir exatamente o que queremos.

 

Obviamente, sabemos que isso é mentira. É como luta livre ou reality shows. Como Chris Hedges diz em seu livro Império da Ilusão (Empire of Illusion), “o sucesso dessas formas de entretenimento não está em nos fazer acreditar que essas histórias são reais. Pelo contrário, elas são bem-sucedidas porque nós queremos ser enganados. Nós pagamos alegremente pela chance de fugir da realidade.”

 

Boa pergunta para prestação de contas: Há ou houve algum estresse recente em sua vida que trouxe um sentimento de pressão ou tensão?

 

  1. A pornografia é excitante, mas a vida é chata

A palavra “tédio” começou a ser usada por autores franceses quando eles escreviam sobre esse sentimento de descontentamento quando a vida se torna tediosa. Embora o sentimento de tédio sempre esteve presente, somente nos últimos 300 anos ele se tornou uma epidemia social. Blaise Pascal disse que o tédio é a situação do homem moderno quando “ele não tem distrações e não tem mais paixões ou passatempos”.

 

 

Tédio é um dos frutos de uma cultura preguiçosa. Conforme a saúde e o tempo livre aumentaram, também aumentou nosso desejo por distrações. À medida em que começamos a esperar estímulos constantes e excitação, o dia a dia parece maçante. Com o Google na ponta dos dedos, a informação está em todo lugar, mas nós facilmente ficamos isolados, como expectadores anônimos, raramente assumindo riscos para se envolver de forma vulnerável ou nos comprometendo de forma apaixonada — raramente agindo com base naquilo que sabemos.

 

Culturalmente, somos culpados do que Dorothy Sayers chama de pecado de tolerância, “o pecado que não acredita em nada, que não se preocupa com nada, que não quer saber de nada, que não interfere em nada, que não gosta de nada, que não odeia nada, que não encontra propósito em nada, que vive para nada, e que permanece vivo porque não há nada pelo qual ele irá morrer”.

 

 

A pornografia oferece um mundo de prazer sexual para as nossas mentes entediadas. Ela é uma forma altamente sexualizada da cultura em que vivemos, baseada na imagem, em um mundo onde bilhões de imagens estão pintando milhares de palavras a uma velocidade surpreendente. A pornografia oferece a fantasia de estímulos sexuais puros.

Boa pergunta para prestação de contas: Você se já se viu entediado ou inquieto em busca de excitação? Você sente que sua vida é mundana?

 

 

  1. A pornografia faz o homem se sentir poderoso, mas a vida real faz com que eles se sintam fracos

É fácil sentir-se pequeno no mundo. Nós sabemos, intuitivamente, que o mundo não gira ao nosso redor, mas isso não nos faz deixar de desejar que isso aconteça. Queremos que outros prestem atenção em nós, que nos tratem como pessoas importantes, que nos coloquem em primeiro lugar. Esse desejo pode ser tão forte que, por vezes, pensamos que temos o direito de exigir exatamente isto: queremos um pequeno canto do mundo onde somos reis.

 

A pornografia oferece ao homem uma grande quantidade de poder. Na fantasia pornográfica de um homem, as mulheres nunca dizem não. Na pornografia, não existem barreiras sociais entre o homem e a mulher dos seus sonhos. A pornografia vende a ideia de que mulheres bonitas são troféus — como peças de coleção que mostram ao mundo ao redor o que é um homem de verdade. A pornografia também sensualiza o domínio masculino, permitindo aos homens fantasiar um mundo onde as mulheres gostam de serem tratadas como objetos.

Boa pergunta para prestação de contas: Você se lembra de alguma situação recente em que você se sentiu menosprezado, sem importância ou desrespeitado?

 

 

O objetivo bíblico das perguntas para prestação de contas

A razão pelas quais os parceiros de prestação de contas devem fazer essas perguntas não é para “psicologizar” os pecados. Pelo contrário, o objetivo de boas perguntas é usá-las como um trampolim para focar nossos pensamentos nos benefícios do evangelho de Cristo mais do que nos prazeres do pecado (Hebreus 11.24-26).

 

Cada questão abre uma porta para vivermos Hebreus 10.24: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras”.

 

  • Quando fazemos a pergunta: “Há ou houve algum relacionamento recente em sua vida que foi extraordinariamente difícil?”, o objetivo é ajudar os outros a enxergarem como eles têm buscado relacionamentos como forma de obter prazer ou satisfação (e esse tipo de relacionamento sempre vai decepcioná-los). Podemos, então, apontá-los para a plenitude de alegria e satisfação que vem de Cristo (João 15.1–11; 16.16–24; Romanos 15.13).
  • Quando fazemos a pergunta: “Há ou houve algum estresse recente em sua vida que trouxe um sentimento de pressão ou tensão?”, o objetivo é ajudar os outros a enxergarem como eles têm usado a pornografia para fugir da vida. Podemos, então, apontá-los para o salmista que viu Deus como seu refúgio (Salmo 46; 59.16–17; 61.1–3; 62.5–8; 91; 142). Ao invés de escapar da realidade, podemos escapar para dentro da realidade divina.
  • Quando fazemos a pergunta: “Você se encontrou entediado ou inquieto em busca de excitação? Você sente que sua vida é mundana?”, o objetivo é ajudar os outros a enxergar se eles têm buscado uma vida de entretenimento ao invés de uma vida de admiração. Podemos, então, apontá-los para a alegria de conhecer a Deus e obedecê-lo (Mateus 13.44; 2 Coríntios 8.1–2; Filipenses 1.3–4; Colossenses 1.9–14; 1 Pedro 1.3–9; 3 João 1.3–4).
  • Quando fazemos a pergunta: “Você se lembra de alguma situação recente em que você se sentiu menosprezado, sem importância ou desrespeitado?”, o objetivo é ajudar os outros a enxergarem como eles buscam poder, reconhecimento e estima dos homens mais do que buscam pelo favor de Deus. Jesus perguntou: “Como podeis crer, vós os que aceitam glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?” (João 5.44). Podemos, então, apontá-los para a glória eterna que o Pai concede a Cristo, e a realidade de que os cristãos compartilham da glória de Cristo porque ele vive em nós (João 17.20–24; Romanos 2.6–10; Colossenses 1.24–29).

 

 

Autor: Luke Gilkerson

Fonte: Biblical Counseling Coalition

Tradução: Gustavo Santos

Via: ABCB

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Perguntas a fazer antes de postar sobre política nas redes sociais

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Discussões políticas têm dominado as redes sociais por vários anos e agora parecem estar ficando mais aquecidas. Cada ordem executiva emitida pelo Presidente Trump ou protesto destinado a mudar uma prática atual, farão as redes sociais gerarem uma infinidade de links e opiniões. Essas opiniões geralmente levam a debates nas seções dos comentários que geram mais calor do que luz.

Como cristãos, o modo como nos envolvemos em discussões políticas nas redes pode ser especialmente complicado. De um lado, nossa fé toca cada área da nossa vida, portanto, política é importante. Por outro lado, sabemos que cada pessoa neste mundo deverá estar diante de Jesus um dia e a última questão não será se eles tinham a posição correta sobre questões de segurança nacional.

Quando você considera quão causadora de divisões a política pode ser e como geralmente nós dizemos coisas no calor do momento que podem influenciar o modo como as pessoas veem Jesus e o evangelho, cristãos devem gastar tempo em reflexões antes de publicarem sobre política nas redes sociais.

Na verdade, eu gostaria de sugerir sete perguntas que você deve fazer a si mesmo antes de publicar sobre política ou compartilhar um link de um artigo sobre alguma questão política.

Tenho os fatos corretos?

“O tolo não tem prazer no entendimento, mas sim em expor os seus pensamentos” [NVI]. Embora o rei Salomão não pudesse ver o advento das redes sociais, ele conhecia o coração humano. Provérbios 18.2 nos lembra a importância de ouvir e entender uma questão antes de começar a falar sobre ela. Quanto mais divisiva a questão, mais tempo precisamos gastar para entendê-la.

A Bíblia fala sobre essa questão? Se eu acho que sim, tenho certeza que entendo a passagem bíblica em seu próprio contexto e que estou aplicando-a corretamente à situação? Há outros textos que falam sobre isso que eu não considerei?

Eu gostaria de sugerir que você leia uma ampla variedade de recursos sobre um assunto antes de opiniar a respeito dele nas redes sociais. Leia o artigo que mais se baseia em fatos que você puder encontrar. Por exemplo, Joe Carter postou um conjunto de perguntas frequentes sobre a ordem executiva do Presidente Trump a respeito dos imigrantes e refugiados. Ler esse tipo de arquivo pode lhe ajudar a obter um entendimento dos principais fatos. Depois, leia vários artigos de publicações mais liberais e outros de publicações mais conservadoras. Leia o The Atlantic, The New York Times, The Wall Street Journal e The National Review. Observe os argumentos de cada lado e veja como cada lado responde a eles. Através desse tipo de leitura cuidadosa, você pode obter uma compreensão melhor da questão antes de falar sobre ela.

Isso precisa ser dito?

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”. Quando eu era mais jovem, o versículo que mais ouvia sobre não xingar era Efésios 4.29. Embora possa falar disso, também tem algo a dizer sobre nossas interações nas redes sociais.

“E, assim, transmita graça aos que ouvem”. O que você tem a dizer vai trazer graça aos que ouvem? Eles aumentarão seu entendimento e obterão um discernimento maior da perspectiva bíblica sobre esse assunto? Suas palavras mostrarão Cristo a eles? Ou o que você vai dizer é apenas mero vento? Você vai trazer luz ou vai trazer apenas calor?

O que você tem a dizer pode ser correto, mas isso não necessariamente deve ser dito.

Porque eu preciso ser a pessoa a dizer isso?

Vamos imaginar que o que você tem a dizer sobre política nas redes deveria ser dito. Agora você precisa considerar se você é a pessoa certa para dizê-lo. Você tem um discernimento sobre essa questão que não tenha visto em outro lugar, ou você está meramente repetindo um argumento que leu em algum lugar? Você tem um papel ou uma responsabilidade onde pessoas estão procurando por sua liderança? Por que você deveria ser a pessoa a dizer o que está prestes a dizer?

Estou dizendo isso de uma forma que representa Cristo?

“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” [Colossenses 4.6]. Pessoas que experimentaram a graça devem falar de modo que exibam a graça. Geralmente, nós publicamos a primeira coisa que vem à nossa mente sobre certa questão, não lemos para perceber como pode ser percebido e acabamostrazendo vergonha sobre Cristo e sua igreja através do nosso discurso imprudente. Emitir opiniões impensadas e que ofendem os outros é um sinal de tremenda tolice, isso demonstra falta de amor pelos nossos próximos e não honra a Jesus.

Antes de postar algo, leia o texto três ou quatro vezes. Printe a tela do texto e envie a um amigo. Está bom? Está correto? Está elaborado para o bem dos outros? Irá impactar negativamente o que as pessoas pensam sobre Jesus?

Paralelamente, se você precisa pensar duas vezes antes de postar sobre a política americana, então precisa pensar dez vezes antes de postar sobre políticas denominacionais. Na verdade, não consigo pensar em nenhuma boa razão para disputas denominacionais serem compartilhadas diante de um mundo observador nas redes sociais. Debata-as em grupos ou nas seções de comentários dos blogs, mas não as leve a público e traga desonra à causa de Cristo.

Como posso ser mal-interpretado?Eu aprendi uma lição em agosto passado no Facebook. Publiquei o que eu cria sobre ser uma falta de compromisso de Donald Trump sobre questões pró-vida e disse que era um terrível erro nomeá-lo. Quase imediatamente, meus amigos e família perceberam que minhas preocupações sobre Trump estavam apoiando Hillary Clinton.

A lição que aprendi disso foi que não havia nada a ser ganho por questionar a nomeação de Donald Trump, que no momento já era algo passado. A corrida presidencial era primariamente entre Donald Trump e Hillary Clinton. Eu falhei em pensar como as pessoas interpretariam minhas preocupações sobre um dos candidatos como se fosse apoio ao outro. Minha publicação não trouxe luz ou graça à situação e somente trouxe confusão.

Pare e pense antes de publicar. Você está se comunicando claramente ou há a possibilidade de um número significativo de pessoas lhe interpretarem de forma errada?Quais são meus motivos para dizer isso?

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus”.

Embora a questão dos nossos motivos esteja subjacente a várias outras questões, devemos fazer esse questionamento em si: Você pode honestamente dizer que está dizendo o que está dizendo para a glória de Deus e o bem de outros?Devemos estar cientes dos nossos motivos, pois eles irão determinar o que nós dizemos, como dizemos, quando dizemos e como responderemos às pessoas que discordarão de nós. Se o nosso motivo é divulgar algo porque estamos bravos, iremos falar brusca, precipitada e imediatamente, e feriremos aqueles que discordam de nós. Por outro lado, se os nossos motivos refletirem o ensino de Paulo em 1 Coríntios 10.31-32, então falaremos graciosa, gentil e racionalmente, e responderemos pacientemente àqueles que discordam.

Posso esperar até amanhã para dizer isso?

Quando Abraham Lincoln ficava bravo com alguém, ele escrevia o que chamava de “carta quente”. Ele colocaria a carta de lado até que suas emoções esfriassem. Daí então, leria a carta com a cabeça fria. Ele deixou de assinar e de enviar muitas cartas.

Embora Abraham Lincoln escrevesse cartas ao invés de posts nas redes sociais, seu hábito nos dá um exemplo útil para hoje. Se sua publicação lida com um tema particularmente sensível, ela pode esperar até amanhã? Se puder esperar um dia, salve-a como rascunho e revise amanhã. Ao ler novamente você pode descobrir que não deveria publica-la. Ou pode perceber que seria útil para as pessoas e clicar em “publicar”. De qualquer forma, quanto mais tempo puder esperar antes de entrar em uma discussão, melhor.

Cristãos, precisamos lembrar que somos cristãos em primeiro lugar. Nós representamos o Rei Jesus e sua igreja. Quando falamos, nossa fala deveria refletir as prioridades e o caráter do nosso Rei e de seu reino. Essa preocupação significa que precisamos tomar cuidados extras e considerar as palavras que dizemos online.

Tradução: Anderson Alcides

Revisão: William Teixeira

Original: 7 questions ask posting politics social

 

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
Autor
Scott Slayton (M.Div., SBTS) serve como pastor principal na Chelsea Village Baptist Church in Chelsea, Alabama. Scott e sua esposa Beth têm quatro filhos:…

Ministério de Homens – Palestras (Série) 

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Nesse artigo, quero trazer algo que acontece em minha igreja (mas também em tantas outras), que são palestras para a família. Na minha igreja, existem palestras para as mulheres, pessoas idosas, famílias e claro para os homens.
Gosto particularmente da idéia de haverem palestras sobre diversos temas nas igrejas, por diversos motivos que vou listar abaixo:
– É uma forma de educar as famílias de nossas igrejas;
– Diferentemente de uma pregação, a palestra é algo num tom mais informal, informativo e aberto a conversas, debates e perguntas;
– É uma forma de correlacionar a Bíblia com o assunto que iremos abordar. Como por exemplo: Saúde, Depressão e problemas emocionais, cuidados com o idoso, amamentação, empreendedorismo, etc;
– É algo dinâmico e interativo, pois podemos usar diversos recursos (powerpoint, panfletos, dinâmicas de grupos, vídeos, imagens, etc), bem trazer especialistas e convidados para abordar os mais diversos assuntos;
– Poder trazer autoridades civis e jurídicas para falar na igreja e para a comunidade, bem como convidar a comunidade para assistir e participar das palestras;
– Reconheço e vejo como importante a realização de palestras em nossas igrejas, pois através delas podemos tratar problemas enfrentados por famílias na igreja ou mesmo preveni-los, orientar desde crianças até idosos, usar os mais diversos recursos, e abençoar a vida dos nossos irmãos e suas famílias.

Algumas sugestões de temas que podem ser abordados em palestras na igreja:
– Saúde Mental, Depressão e outros problemas emocionais;
– Os perigos da internet e redes sociais;
– Empreendedorismo;
– Alimentação Saudável;
– Cuidados com o Idoso;
– Cuidados com a Gestante e o Recém-Nascido;
– Violência Doméstica;
– Orientação Vocacional;
– Mercado de Trabalho;
– Direitos do Consumidor;
– Direitos Trabalhistas;
– Orientação Jurídica;
– Saúde da Mulher;
– Drogas;
Dentre vários outros assuntos;

Anos atrás um irmão e amigo meu em Cristo, desejava muito realizar palestras sobre saúde mental e doenças de cunho emocional, na igreja em que ele congregava. Devido a observar pessoas e famílias que enfrentavam dificuldades e problemas nessa área, bem como ensinar a igreja a diferenciar problemas emocionais de origem espiritual e de origem física, bem como a devida orientação para lidar com cada situação. Infelizmente, ele não teve essa oportunidade.

 
Hoje em dia, vejo como seria bom que as igrejas tratassem melhor sobre certos assuntos que infelizmente não vemos os pastores tratando através de pregações e aconselhamento. Recentemente em nosso país, houve o caso de dois pastores que se suicidaram e a esposa de um pastor que também cometeu suicídio.

 
Após seu filho cometer suicídio, o pastor Rick Warren, conhecido aqui no Brasil pelo o Livro Uma Vida com Propósito. Iniciou na igreja em que ele serve como pastor e líder, um ministério cristão para ajudar pessoas e famílias que estejam passando por problemas emocionais ou que sofreram a perda de familiares e amigos que se suicidaram.

 
Não descarto a importância da pregação do Evangelho e da Palavra de Deus, bem como que a Bíblia fala sobre diversos assuntos de maneira especifica. Mas acredito que como cristãos através de palestras temos a oportunidade de correlacionar o que a Palavra de Deus nos diz sobre os mais diversos assuntos e princípios de Deus para a vida, abordando isso com diversos recursos e numa disposição de tempo maior que normalmente não dispomos nos cultos semanais de nossas igrejas.

Acredito na importância de palestras baseadas em uma cosmovisão bíblica-cristã voltadas para preparar e ajudar os homens e famílias de nossas igrejas a como lidarem com os mais diferentes problemas e desafios de suas vidas.

Em Cristo Jesus,
Filipe Paulo Christian

Para saber mais sobre Rick Warren e a perda de seu filho, confira nos links abaixo:
https://noticias.gospelmais.com.br/pastor-rick-warren-esposa-falam-suicidio-seu-filho-60681.html
https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/dois-anos-apos-morte-do-filho-pastor-rick-warren-pede-oracoes-por-sua-familia-e-recebe-apoio-nas-midias-sociais.html

Ministério de Homens – Café da Manhã (Série) 

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Nesta série de artigos – Ministério com Homens, estaremos trazendo várias dicas de como iniciar e realizar um bom trabalho com os meninos, rapazes e homens de sua igreja, família e comunidade. 

 

Na dica de hoje, trago como uma excelente ação em prol de criar e fortalecer relacionamentos dentro da igreja, bem como evangelizar homens e rapazes não cristãos – o café da manhã dos homens na Igreja. 

 

Pude ver essa ação sendo realizada pela Primeira Igreja Batista de Cajueiro, aqui em Recife/PE. Onde uma vez por mês, normalmente no primeiro sábado de cada mês, logo cedo de manhã das 7h as 9h, realizam esse encontro de homens, rapazes e meninos para juntos orarem, compartilhar uma palavra e testemunho de conversão e transformação de vida em Jesus, louvar ao Senhor juntos. E logo após esse momento de comunhão com Deus e edificação mútua, tomam um maravilhoso café da manhã juntos. 

 

Essa é uma das ações do ministério de homens dessa igreja. E que serve como dica para as demais igrejas, de uma maneira excelente de iniciar e realizar o ministério de homens em sua igreja. E que benefícios podemos colher disso: 

  • Criar e fortalecer relacionamentos. Pois começar o dia orando, louvando ao Senhor, ouvindo a Sua Palavra, ouvindo o testemunho de conversão e transformação no Senhor e finalizando com um café da manhã abençoado. Não tem como não serem criados e fortalecidos os relacionamentos de amizade e família dentro de um clima e ambiente cristão como esse e tantos outros que a igreja nos proporciona. 
  • Ocorre edificação do Corpo de Cristo (Mateus 18:20). Pois é um momento rico para haver encorajamento, consolação, aconselhamento mútuo, correção e exortação amorosa, oração e intercessão, ensino e pregação da Palavra de Deus, testemunhos, etc. 
  • É uma oportunidade de pregar e anunciar o Evangelho a homens e rapazes que ainda não seguem e servem ao Senhor Jesus; 
  • Discipular e treinar homens que discipulem e cuidem de outros homens (2 Timóteo 2:1-2). Mais do que nunca devemos nos preocupar e investir tempo e recursos no discipulado dos homens de nossas igrejas e famílias. Com o objetivo de que eles alcancem outros para Cristo e assim por diante. 

 

Esses são alguns dos benefícios pelos quais vale a pena investir nesse tipo de programação para a sua igreja. Uma dica que pode ser implementada nesse café da manhã (antes, durante ou depois) seria um momento de prestação de contas (que pode ser em dupla, pequenos grupos de 3 pessoas ou no coletivo), onde os homens estariam livres para fazer confissões de tentações, lutas e fracassos, dizer como foi a semana, como está a vida devocional deles, áreas de suas vidas em que eles tem avançado, etc. 

 

Resumindo e como forma de sugestão 

Café da Manhã dos Homens 

Período do dia: Manhã 

Horário ideal: 7h as 9h 

Regularidade: Inicialmente 1 vez por mês. Podendo ser semanal ou 2 vezes por mês. 

Programação: Boas Vindas, Oração, Louvor, Palavra Devocional, Testemunho, Oração e Ação de Graças. E o café da manhã. 

 

 

 

“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” 

Salmo 133:1 

 

Em Cristo Jesus, 

Filipe Paulo Christian 

Ministério  com Homens – Dicas (Série)

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Nessa série de artigos, irei dar várias dicas de como podemos iniciar um ministério de homens em nossas igrejas. Bem como de atividades e programações que podem ajudar no trabalho em discipular e ajudar os homens de nossas igrejas, dos mais novos aos mais velhos. 

 

Numa geração em que o feminismo é exaltado e cada vez mais vemos homens e rapazes efeminados sendo aclamados. Precisamos criar, discipular e ajudar os meninos e homens de nossas igrejas e famílias a serem realmente homens. 

 

E o melhor referencial de homem não está na mídia, lá fora ou mesmo é impossível de ser visto ou imitado. Pois o nosso melhor, maior e mais completo referencial do que significa ser homem é Jesus Cristo. 

 

Aqui em nosso blog, destacamos diversos bons exemplos de homens de Deus e também de atitudes de homens que vale a pena imitar. Porém, nenhum deles é perfeito, completo e bom 100%. Mas em suas fraquezas podemos aprender muito, bem como em suas qualidades podemos crescer ainda mais. 

 

Mais que sempre tenhamos em vista o Senhor Jesus Cristo, de maneira a seguir os seus passos em nossas vidas. E em cada área de nossas vidas. 

 

 

Em Cristo Jesus, 

Filipe Paulo Christian 

Uma carta aos meus filhos sobre pornografia

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Meus queridos filhos,

O olho contempla tanto o bem quanto o mal nesta vida. Olhar leva a tornar-se. O que nós continuamente colocamos diante de nossos olhos e mentes moldarão e determinarão quem somos. As imagens dizem ou a verdade ou a mentira, mas todas elas falam.

 

Além disso, os nossos olhos naturais são coisas sensuais que não são satisfeitas facilmente (1João 2.16). Um olhar lascivo pode nos mudar. Um olhar pode alimentar o monstro interior de modo a erguer a sua cabeça feia à procura de mais.
“Alimente-me”, diz ele. Seu apetite é feroz e insatisfeito. Um olhar conduz a outro, e, em seguida, a muitos outros mais.

 
Tal é o reino do desejo sexual — um mundo de pornografia leve e livre — e dos segredos contidos em navegadores de internet. O que vocês veem, meninos, vocês se tornam. Se vocês fervem o seu chá por muito tempo, ele fica amargo.

 

Assim, se vocês se sentarem e se encharcarem de fantasias pornográficas, sua vida terá um sabor amargo. A princípio, os sabores podem parecer doces, mas a amargura sempre será o resultado final. E essa amargura será compartilhada um dia em suas interações com moças, no modo como vocês pensam sobre moças, falam com as moças, tratam as moças e se interessam por elas.

 
Uma educação ímpia sobre sexo
A pornografia deforma a sua visão sobre as moças, estejam vocês conscientes disso ou não. E um dia, a pornografia pode afetar a sua futura esposa. As mulheres exuberantes na tela do computador podem não sentir diretamente os efeitos de sua luxúria, mas elas as sentem indiretamente, enquanto vocês alimentam a indústria que as escraviza e as trafica.

 
Mas as imagens não podem sentir o doloroso pesar e perda que uma esposa sente quando os pecados ocultos de seu marido são inevitavelmente revelados. Peço a vocês que não deixem o chá ferver por muito tempo; não deixem que alguém contemple os milhares de olhares ao longo de anos. Se isso acontecer, vocês sentirão amargura, meus filhos, e vocês desejarão vomitá-la.

 
A luxúria distorce a glória tanto da masculinidade quanto da feminilidade bíblicas; vai contra a ordem divina dada no jardim do Éden. Os homens devem cuidar das mulheres — prover e protegê-las com força humilde — não devem explorar e dominar. As mulheres são fortes, capazes e iguais a eles, e não objetos a serem usados e descartados.
Mas a indústria da pornografia rebaixa homens e mulheres, e os reduz de todas as formas a simples atores de luxúria animal por pixilação#1, em vez de honrá-los como complexos e gloriosos portadores da imagem do seu Criador. Essa é a sociedade de consumo em que vivemos, desvalorizando os seres humanos enquanto eles são oferecidos para consumo. A indústria pornográfica se apresenta como um zoológico sexual virtual para busca de prazer.

 
Um lugar muito melhor para olhar
Vocês, meus filhos, são chamados por Deus para rejeitar o consumismo sexual. Vocês são chamados por Cristo a buscarem o prazer nele e a derramarem a sua vida em sacrifício altruísta a Deus e aos outros.

 
Jesus Cristo é o oposto da pornografia. Jesus viveu uma vida de negação e sacrifício. Jamais ele teve qualquer luxúria. O sexo para ele era desnecessário, já que era perfeitamente à imagem de Deus. Ele humilhou-se e colocou-se como último, a fim de colocar-nos em primeiro lugar.

 

A pornografia é autoexaltação. É colocar os seus prazeres e desejos em primeiro lugar, antes da glória de Deus e do bem dos outros. Visto que Cristo é o oposto da pornografia, então, olhem para Cristo em sua luta contra a tentação sexual e contra o pecado. Quando vocês contemplarem a Cristo, se tornarão semelhante a ele.

 
“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2Coríntios 4.6).
Olhem em sua face e a pornografia começará a parecer estranhamente obscurecida.

 

 

Um lugar seguro após a falha sexual
Quando Moisés solicitou a Deus que lhe mostrasse a sua glória (Êxodo 33.18), a glória de Deus no evangelho de Jesus Cristo ainda não havia sido totalmente revelada. Quanto mais glorioso é para vocês, quando pedirem a Deus que lhes mostre a sua glória agora, depois da cruz e da ressurreição? Vocês apenas precisam ler sobre essa glória na Palavra de Deus e meditar sobre ela em seus corações e mentes. Vocês serão transformados. “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Salmos 119.9).

 
E se vocês estão atraídos por prazeres ilícitos na internet, lembrem-se das palavras de Robert Murray M’Cheyne: “Para cada olhar para si mesmo, olhe dez vezes para Cristo”. Um olhar para o seu eu pecaminoso carece de dez olhares para Cristo pregado numa cruz por vocês. Estar em Cristo é a única qualificação que nós precisamos para contemplarmos a sua glória, mesmo depois de termos pecado. Somente Ele é a cura e a prevenção para o seu pecado.

 
Sê tu a minha visão

 
Lembrem-se do que Jesus disse em Mateus 6.22: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”.
Um olho bom indica visão clara, e vocês terão uma forma espiritualmente boa de olhar para as coisas (como o dom do sexo).

Porém os seus olhos podem mentir para vocês se verem apenas com eles e não através deles. Os seus olhos podem corromper os seus corações e as suas mentes, se estiverem usando-o apenas para verem o que está diretamente diante de vocês. Quando seus olhos estiverem cheios com a glória de Deus em Cristo, vocês verão claramente todas as mentiras distorcidas da luxúria.

 
Antes que papai e eu tivéssemos vocês, meninos, nós planejamos o nosso casamento. Eu desejei cantar o meu hino favorito: “Sê Tu a Minha Visão” [“Be Thou My Vision”], antes de caminhar até o altar. Minha oração foi que Cristo sempre fosse a minha visão no casamento, mas agora essa oração também envolve vocês. Eu oro para que Cristo seja a sua visão em toda a vida — que os seus olhos sejam cheios da glória que conduz à verdade, à vida e à alegria. Aquilo que vocês colocam diante de seus olhos os transformarão. Que isso vos encha de luz e não de trevas.

 

 
Com amor,
Sua mamãe.

 
#1: Pixilação: é uma técnica que capta imagens de atores ou objetos reais, criando uma sequência de animação.

 

 

Por: Liz Wann. © 2016 Desiring God. Original: A Letter to My Sons About Pornography
Tradução: Camila Rebeca Almeida. Revisão: William Teixeira. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Uma carta aos meus filhos sobre pornografia
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

 

 

Liz Wann (@liz_wann) tem um bacharelado em Inglês e escrita pelo Rollins College. Ela agora vive na Filadélfia com o seu marido e dois filhos pequenos. Ela escreve em lizwann.com. Ela é uma mãe que permanece na vida comum do lar em tempo integral

Compartilhando o Evangelho com um Amigo Homossexual

CONVERSAR-PESSOA

 

Josh sempre soube que ele era diferente. Desde suas memórias mais antigas, ele olhava para alguns meninos como mais do que apenas colegas. Seus pais sabiam que ele era “especial”, mas o amavam por isso. Ele aprendeu a usar uma máscara e fazer o papel de criança “normal” até se formar no Ensino Médio.

 

Na faculdade, Josh decidiu que era hora de ser quem ele realmente era. Ele fez amizade com outros homossexuais e se lançou em descobertas sexuais. Josh encontrou um refúgio em sua comunidade gay e desenvolveu laços que foram muito além de aventuras sexuais. Embora seus pais tenham se distanciado e seus antigos amigos tenham passado a ignorá-lo, Josh sentiu que estava finalmente livre em sua nova identidade como um homem gay.

 

Josh não é uma caricatura. Suas experiências e sua história são verdadeiras, e elas são comuns.

 

E se Josh fosse o seu vizinho, ou seu colega de trabalho, ou o seu filho? Como você apresentaria o evangelho para ele? Como você contaria a ele a respeito do perdão de pecados, da comunidade de crentes e da verdadeira identidade em Jesus?

 

Em certo sentido, nós presumiríamos que de fato não existe diferença na maneira como apresentaríamos a Josh as boas novas em relação a qualquer outra pessoa. Só porque Josh sente atração sexual por pessoas do mesmo gênero, isso não o torna fundamentalmente diferente de ninguém.

 

Para muitos dos meus amigos cristãos que amam Jesus e lutam contra a mesma atração homossexual, a beleza do evangelho é que ele aborda cada área de suas vidas e não apenas uma expressão somente da queda. Todos nós que somos crentes sabemos disso. Quer tenhamos sido ateus, mentirosos, muçulmanos ou hipócritas frequentadores de igreja, não existe um evangelho mágico apenas para o “nosso pecado”. Aos pés da cruz todos nós somos igualmente necessitados da maravilhosa graça de Deus.

 

Ao mesmo tempo, Josh tem perguntas muito reais que precisam ser respondidas. Da mesma maneira que um ateu, um muçulmano ou um hipócrita precisaria que o evangelho fosse dirigido a eles pessoalmente, nós devemos aprender a amar Josh onde ele está em suas considerações a respeito das afirmações de Jesus. Ele tem perguntas reais com as quais luta, e devemos buscar ajudá-lo a encontrar essas respostas.

 

Ideias para compartilhar o evangelho

 

Para compartilhar o evangelho com Josh ou com qualquer outra pessoa que possa ter perguntas como as dele, aqui vão algumas ideias para você guardar em mente.

 

1. Confie no poder de Jesus para ajudá-lo

 

Confie no poder de Jesus para ajudá-lo. Pode ser intimidador para pessoas que nunca lutaram contra a atração homossexual compartilhar o evangelho com um homem ou uma mulher homossexual. Assim como qualquer um com quem compartilhamos o evangelho, tememos como eles nos julgarão e nos sentimos tentados a pensar que eles nunca nos ouviriam. O temor do homem é uma cilada (Pv 29.25). Então em vez de sermos apanhados na armadilha, devemos confiar na força de Jesus em nós, e não na nossa suficiência para entregar a mensagem (Jo 15.5; 2Co 3.5). Devemos beber profundamente do evangelho enquanto o compartilhamos, pois nele encontramos o poder que precisamos para sermos testemunhas de Jesus (At 1.8). Confie no poder de Jesus para ajudá-lo.

 

2. Mantenha Jesus no centro

 

Considere Jesus supremo. Amigos como Josh frequentemente irão querer trazer a questão da sexualidade para o foco durante sua conversa. Ao mesmo tempo, queremos manter Jesus e seu evangelho no centro.

 

A fim de ajudar, eu encorajo você a pedir que ele compartilhe a própria história com você. Peça que ele ou ela ajude você a entender como ser gay se tornou parte central de sua identidade. Ou, se não é esse o caso, pergunte onde ele ou ela encontra a própria identidade. Pergunte a ela se já houve momentos difíceis em sua jornada. Conhecer as pessoas é parte do processo de amá-las.

 

Conforme você faz isso, pergunte a ela se você pode contar porque você vê a sua identidade em Cristo como suprema. No fim das contas, não estamos tentando transformar as pessoas em heterossexuais, mas queremos que elas sejam salvas. Nós nunca queremos minimizar os pecados que afastam as pessoas de Deus, mas ao mesmo tempo queremos magnificar quem nos aproxima de Deus. Jesus veio para pecadores de todos os tipos, e devemos manter essa mensagem central.

 

Também é bom se ter em mente que todos são pecadores sexuais — alguns de maneiras menores, outros de maneiras maiores. Isso nos ajuda a reformular a conversa de “Você é sexualmente doente e precisa ser como nós” para “Todos nós somos pecadores sexuais que precisam de Jesus”. Jesus é a esperança para todos nós, não importa como a queda se mostre em nossas vidas.

 

3. Tenha a compaixão e a convicção de Jesus.

 

Tenha a compaixão e a convicção de Jesus. Os cristãos têm pecado em, pelo menos, duas grandes áreas quando se trata de alcançar aqueles na comunidade gay. Por um lado, alguns colocam de lado o claro ensinamento de Deus de que o homossexualismo é um pecado na tentativa de mostrar o amor de Deus. Amor que é despojado de verdade não é amor, mas engano. Esse é um pecado grave, tanto contra Deus quanto contra o homem.

 

Tenha a convicção de Jesus e fale a verdade em amor. Compartilhe o que a Bíblia ensina sobre o homossexualismo (Mc 7.21; Rm 1.24-27; 1Co 6.9-10; 1Tm 1.10). Compartilhe que há um terrível julgamento para aqueles que rejeitam a Cristo (Ap 20.11-15). Compartilhe que existe um grande custo em seguir a Cristo e também uma grande esperança de perdão e liberdade para aqueles que o fazem (Mc 10.28-30). Fale a verdade em amor.

 

Por outro lado, alguns têm negligenciado a compaixão e nutrido uma atitude de superioridade para com pessoas que praticam o pecado homossexual. Amor que é despojado de compaixão não é amor, mas hipocrisia. Esse também é um pecado grave, porque é diferente do amor de Cristo para conosco.

 

Jesus, o Deus-homem, era diferente do mundo de pecadores que o cercavam, mas ainda assim teve compaixão deles (Mt 9.36). Conforme alcançamos aqueles na comunidade gay, devemos nos esforçar para fazê-lo com um coração semelhante. O que poderia ser mais desolador do que uma pessoa criada à imagem de Deus estar perdida em seus pecados e para sempre separada do amor de Deus? Peça a Deus que o ajude a ver aqueles na comunidade gay como ele vê, a fim de que você possa ministrar com convicção e compaixão.

 

4. Coloque a igreja de Jesus no centro

 

Coloque a igreja de Jesus no centro. Assim como foi para Josh, a comunidade gay é um refúgio da rejeição e da agitação interior que muitos homossexuais experimentam. Por causa disso, eles encontram um lugar onde eles são aceitos em seus pecados e adotados por quem eles são.

 

Eu creio que um dos grandes antídotos para essa poderosa ferramenta do maligno é a comunidade da igreja. Isso pode parecer estranho tendo em vista o modo como muitos demonizam a igreja por causa de sua “intolerância”, mas acredito que conforme construímos relacionamentos com amigos gays e os convidamos aos nossos lares e às nossas vidas, eles verão a verdadeira comunidade que só conheceram em seus sonhos.

 

Isso só é reforçado quando nós, como igreja, crescemos em graça para com nossos irmãos e irmãs em Cristo que lutam contra a atração homossexual. Um dos momentos mais instrutivos que tive na última década foi quando um neófito estava sendo batizado e compartilhou abertamente a respeito de estar saindo de um estilo de vida homossexual. Em seu testemunho, ele descreveu como a igreja não apenas havia compartilhado o evangelho compassivamente com ele, mas também estava ajudando-o a viver agora como um homem que luta contra os seus antigos desejos. Ele disse que encontrou na igreja um refúgio que o desafiou a não abraçar seu pecado, mas a abraçar o Salvador.

 

Jesus disse que todas as pessoas saberão que somos seus discípulos pelo nosso amor (Jo 13.34-35). Conforme você constrói relacionamentos com amigos homossexuais, convide-os a participar da sua vida para que eles possam não só ouvir o evangelho, mas também vê-lo representado através da vida da sua igreja local.

 

5. Ajude a responder suas perguntas

 

Ajude a responder suas perguntas. Sempre existem objeções ao evangelho e poucos de nós se sentem “plenamente preparados” para responder a essas objeções. Mas Deus nos chama a defender a nossa esperança em Jesus (1Pe 3.15). Isso significa que devemos ajudar as pessoas a lutar com perguntas muito reais. Aqui estão algumas que Josh fez:

 

Por que você acredita em alguns versículos do Antigo Testamento e ignora outros?

Por que Deus me fez gay se ele condena isso como um pecado?

Por que é errado que duas pessoas que se amam se comprometam em um relacionamento?

Eu tenho que me tornar heterossexual para me tornar um cristão?

Por que Jesus não disse nada a respeito do homossexualismo?

E se eu me tornar um cristão gay?

Parte do nosso chamado como embaixadores de Cristo é ajudar as pessoas a trabalharem perguntas como essas e a verem que a Palavra de Deus tem as respostas. Se você não sabe a resposta, não tenha medo de dizer: “Essa é uma pergunta realmente importante. Podemos encontrar a resposta juntos?”

 

6. Tenha paciência

 

Tenha paciência com eles. Assuma uma visão de longo prazo no evangelismo. É raro você compartilhar o evangelho com alguém e a pessoa se arrepender imediatamente. Isso pode acontecer, mas normalmente o processo é muito mais demorado.

 

Entre em relacionamentos evangelísticos de longo prazo. Nós somos impacientes, e isso pode nos tentar a desistir rápido demais quando não vemos resultados. Pessoas são pessoas, não projetos. Frequentemente não veremos o que Deus está fazendo em suas vidas. Veja a si mesmo como parte dos meios que Deus escolheu para ajudá-las a ver e a ouvir o evangelho de Jesus. O amor é paciente. Demonstre a eles amor estando presente ao longo de todo o processo.

 

7. Confie no poder de Jesus para salvar

 

Confie no poder de Jesus para salvá-las. O evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16-17). Isso significa que o evangelho para um homem ou mulher homossexual é o mesmo evangelho para um homem ou mulher heterossexual. O homossexualismo não é o pecado principal; incredulidade é o pecado principal. Jesus morreu por todos os tipos de pecados e por todos os tipos de pecadores.

 

Então não duvide do poder de Cristo, mas ore fervorosamente por corações receptivos, portas abertas e frutos que permaneçam. Confie na sabedoria de Deus e no poder de Deus, não no seu. Lembre-se que cada cristão é um milagre vivo. Se Jesus pode salvar você, ele pode salvar qualquer um, inclusive Josh.

 

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Autor

Garrett Kell

Garret Kell é pastor sênior da Del Ray Baptist Church em Alexandria, Virginia.