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Como funciona e quem faz parte do grupo da Casa Branca que estuda a Bíblia?

President Barack Obama's Presidential Inauguration at Capitol Building, Washington DC

 

Pela primeira vez em pelo menos cem anos, integrantes do gabinete presidencial dos Estados Unidos participam de um grupo que toda semana estuda a Bíblia. Todas as quartas, algumas das pessoas mais poderosas do mundo se reúnem em uma sala de conferências em Washington para aprender e falar sobre Deus.

 
O local dos encontros é mantido sob absoluto sigilo, por determinação do Serviço Secreto. Os nomes dos integrantes do grupo, contudo, não são considerados “segredo de Estado”.

 
O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, o novo secretário de Estado, Mike Pompeo, a secretária de Educação, Betsy DeVos; o de Energia, Rick Perry, e o secretário de Justiça, Jeff Sessions, por exemplo, são alguns dos que estudam a Bíblia juntos. No total, dez membros do gabinete de Trump participam do grupo. Nem sempre vão a todos os encontros, mas aparecem quando não têm compromissos já firmados.

 
As reuniões duram de 60 a 90 minutos e os participantes são guiados por um professor, com quem podem ter conversas privadas após as sessões coletivas.
Esse professor, o homem responsável pelos ensinamentos ao grupo de estudos da Bíblia mais influente dos EUA é Ralph Drollinger, um ex-jogador de basquete que se converteu pastor. Ex-jogador do Dallas Mavericks, Drollinger, hoje com 63 anos, se define como “apenas um jogador com joelhos ruins”.

 

 

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O “professor” Ralph Drollinger e a mulher Danielle Drollinger fundaram a Capitol Ministries e se dedicam a levar a palavra de Deus a políticos e funcionários públicos

 

 

Drollinger cresceu em La Mesa, subúrbio de San Diego, na Califórnia. Quando criança, raramente ia à igreja. “Fui provavelmente umas doze vezes”, diz ele.
“Sempre me prometia ler a Bíblia. Mas toda vez que tentava, não fazia muito sentido para mim”, diz o agora professor do seleto grupo de estudos da Bíblia.
Foi no último ano da escola, depois de uma partida de basquete, que algumas animadoras de torcida o convidaram para estudar a Bíblia. Ele aceitou o convite e, desde então, Drollinger diz que o mundo dele mudou.

 
“Foi a primeira vez que eu realmente ouvi a palavra de Deus. Fui pra casa, li todo o Evangelho de Mateus naquela noite e abri me coração para Jesus”, conta Drollinger.
Em 1972, Drollinger ganhou uma bolsa para jogar basquete e estudar na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ele passou a frequentar a igreja e a assistir aulas sobre a Bíblia. Ao longo dos quatro anos que passou na universidade, Drollinger disse que se apaixonou pelas escrituras.

 
Atleta de Cristo

Depois da faculdade, chegou a ser sondado por três times da NBA, mas acabou recusando todos.
“Senti tanta paixão pelo ministério que tudo ficou sem graça”, diz ele. Assim, em vez de aceitar convites de times como Boston Celtics ou New York Nets, ele assinou com uma equipe cristã chamada Atletas em Ação. Jogou basquete ao redor do mundo – em 35 países, contabiliza – e pregou o evangelho no intervalo.
“Foi perfeito para mim”, diz ele, emendando que não gostava tanto de basquete quanto de pregar.

 
Drollinger, contudo, acabou virando jogador profissional. Entrou nos Dallas Mavericks em 1980, mas apenas porque queria ir para o seminário na cidade. Jogou seis partidas pela NBA e abandonou a principal liga do mundo depois de uma temporada apenas.

 

Ao se aposentar do basquete, em 1996, trabalhou com esporte e migrou para a política. Mas o caminho de Drollinger até a Casa Branca começou na Califórnia.
Em 1996, a mulher de Drollinger, Danielle, atuava como diretora executiva de um comitê político na Califórnia, que fazia campanha para eleger cristãos para ocupar vagas de legisladores liberais. Mas Danielle, segundo o marido, estava frustrada. “Eles (o comitê) ajudava a eleger representantes para o capitólio (sede do governo e da legislatura) da Califórnia, mas logo eles perdiam os princípios cristãos”, diz.

 
Ela desistiu do trabalho e o casal assumiu a direção de uma igreja em Sacramento, onde passaram a oferecer encontros semanais a políticos e funcionários públicos para o estudo da Bíblia, além de apoio, orações e consultas individuas.

 

 

Discípulos na política

Donald Trump já mandou comentários e elogios escritos em letras de forma aos textos do professor que ensina a Bíblia a integrantes do gabinete presidencial
Essa igreja e seus cursos deram certo. A Capitol Ministries cresceu e se expandiu, com a ideia de, segundo a própria página na internet, “fazer discípulos de Jesus Cristo na arena política em todo o mundo”.

 
Em 2010, a Capitol Ministries chegou a Washington, onde montou um grupo de estudos da Bíblia para membros do Legislativo, que hoje conta com cerca de 50 integrantes. Quando quatro participantes foram eleitos para o Senado, pediram aulas para outros senadores, que começaram em 2015. Em março do ano passado, dois meses depois de Donald Trump assumir a Casa Branca, o mesmo processo fez com que um grupo do gabinete presidencial passasse a ter aulas sobre a Bíblia.

 
“Trump começou a nomear nomes que já estudavam a Bíblia na Câmara e no Senado”, explica Drollinger, uma tendência que ele atribui ao vice-presidente Mike Pence, “que sabia quem eram os que realmente acreditam”. Muitos dos indicados por Trump para fazer parte de seu governo, diz o “professor”, tem algo em comum: “São todos fortes em Cristo”.

 
Assim, o secretário de Justiça, Jeff Sessions, e Tom Price, ex-secretário de Saúde, decidiram começar o grupo de estudos do gabinete presidencial.
Drollinger acredita ser este o primeiro do tipo em pelo menos 100 anos. Havia um grupo na administração de George W. Bush, mas era para representantes de escalões mais baixos.

 
O presidente Trump não é integrante do grupo, mas é cristão e recebe as oito páginas que Drollinger prepara quase toda semana. “Ele me responde de volta, com anotações”, garante o professor. “Ele usa uma caneta com ponta de feltro da marca Sharpie, com a qual ele escreve, em letras maiúsculas, ‘Muito bem, Ralph realmente gosto desse estudo, continue assim’ e outras coisas assim.”

 

 
Posições conservadoras

Os estudos bíblicos semanais de Drollinger não são privados ou secretos. Qualquer um pode lê-los online.

 
As aulas da Capitol Ministries são ministradas apenas por pastores homens. Drollinger tenta justificar a ausência de mulheres ensinando as palavras de Deus: “Não há proibição [bíblica] da participação da liderança feminina no comércio, no Estado, sobre as crianças. Mas há proibição da liderança no casamento e na igreja. Isso está claro nas escrituras. Isso não significa que a mulher tem menos importância, apenas que têm diferentes papeis.”

 

 

Sobre casamento de pessoas do mesmo sexo, o professor escreveu: “Homossexualidade e cerimônias de pessoas do mesmo sexo são ilegítimas sob os olhos de Deus. A palavra Dele é repetitiva, perspícua [claramente expressa] e séria sobre o assunto.”
Ele defende o capitalismo, dizendo que direito à propriedade individual, “também conhecido como livre iniciativa ou capitalismo, é o sistema econômico governamental que conta com apoio das escrituras”. “As escrituras não apoiam o comunismo”, afirmou.

 

 

Questionado se os políticos que estudam a Bíblia deveriam condenar gays à morte, Drollinger diz que não. Afirma que algumas leis civis que aparecem no Antigo Testamento não se aplicam.

 

 

Drollinger se compara a um garçom num restaurante. Essas lições não são dele, afirma. Diz estar meramente servindo a palavra de Deus, como revelada na Bíblia, aos cristãos professos. “Se Deus é o chef, então eu sou apenas o servo, e espero que as pessoas gostem da refeição”, diz ele. “Mas na saída da cozinha, eu não vou alterar o que está no prato. Então, meu trabalho é apenas ser um servo.”

 
E se as pessoas não gostarem da mensagem que ele oferece?

 
“Você vai ter que ir falar com o chef (Deus). A não ser que eu tenha alterado o que está no prato – o que, graças a minha disciplina, não faço. ”
Para o professor, a Bíblia ensina a separação entre Igreja e Estado. “Nós temos que diferenciar, mas infelizmente muitos grupos da direita evangélica advogam para não separar os dois.”

 
Misturando religião e política

 
Drollinger garante que nunca diz aos membros dos seus grupos de estudo como deveriam votar nem as políticas públicas que deveriam tirar do papel. Mas espera que isso fique óbvio ao transmitir os ensinamentos.

 
E os alunos de Drollinger alguma vez já o deixaram desapontado?
Ele diz que sim, quando “uma pessoa obviamente sabe qual a coisa bíblica a fazer e acaba votando contra o que sabe ser bíblico”.
Drollinger ainda mora na Califórnia, e vai à capital dos EUA semanalmente para as aulas, que normalmente ocorrem de segunda à quarta. Ele se define como um “republicano conservador”. “Não acho que tem muita surpresa nisso”, diz.

 
A Capitol Minister é uma organização sem fins lucrativos, financiada por doações. Ele e a mulher recebem salário, mas diz que não fica com tudo.
E como ele se sente ensinando a Bíblia numa manhã de quarta-feira a algumas das pessoas mais poderosas do mundo?
Ralph Drollinger responde: “Um dos sentimentos é: quem sou eu para estar aqui. Você sabe, tipo Moisés, quando este se questionava se era a pessoa certa. Sou apenas um atleta com os joelhos ruins, e aqui estou eu”.
“Mas, por outro lado, estou há 21 anos expondo a palavra de Deus, especificamente para que seja aplicada à vida de servidores públicos. Então, nesse sentido, sinto que sou o cara mais qualificado do mundo.”

 

 

Autor Owen Amos
Da BBC News em Washington
10 abril 2018

Fonte Original:
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-43699303

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O que há por trás do discurso que defende pedofilia como orientação sexual

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O Código Penal do Brasil considera crime a relação sexual entre adultos e menores de 14 anos. (Foto: Reprodução)

FONTE: GUIAME

Alguns movimentos têm defendido a pedofilia como opção sexual. Até que ponto esse tipo de opinião pode influenciar a sociedade?
A abordagem da pedofilia como orientação sexual voltou a ser discutida depois que uma palestrante alegou que “a sociedade deveria aceitar mais os pedófilos” na série de conferências TED, realizada na Alemanha.

 

Em uma apresentação chamada “Por que nossa percepção da pedofilia tem que mudar”, a estudante de medicina Mirjam Heine disse à plateia da Universidade de Würtzberg que a atração por menores de idade é simplesmente uma “orientação sexual”.

 

“Segundo uma pesquisa atual, a pedofilia é uma orientação sexual imutável, como, por exemplo, a heterossexualidade. Ninguém escolhe ser pedófilo e ninguém pode deixar de ser um”, argumentou Heine. “A diferença entre a pedofilia e outras orientações sexuais é que viver essa orientação sexual terminará em um desastre”.

 

A pedofilia como orientação sexual ainda não se tornou uma pauta política no Brasil. No entanto, alguns movimentos têm se apropriado da arte para incluir as crianças dentro de um contexto sexual. Dois exemplos disso foram destaques no ano passado, como a exposição “Queermuseu”, realizada pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, e o “35º Panorama da Arte Brasileira – 2017”, realizado no Museu de Arte Moderna, em São Paulo.

 

 

Pedofilia no Brasil

 

O Código Penal brasileiro não cita a pedofilia textualmente, mas considera crime a relação sexual ou ato libidinoso praticado por adulto com criança ou adolescente menor de 14 anos.

 

O artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente considera crime, inclusive, o ato de “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”.

 

Por outro lado, a Comissão Especial de Juristas chegou a propor ao Senado Federal a redução da idade da vítima de estupro, para fins de punição por crimes sexuais, de 14 para 12 anos. De acordo com o deputado federal Roberto de Lucena (Podemos-SP), que se opôs fortemente à proposta na ocasião, esta é uma porta para a descriminalização da pedofilia no Brasil.

 

“No momento em que nós devemos enfrentar a agressão sexual contra crianças e adolescentes, na contramão do aceitável, se reduz a idade da vítima para configuração de estupro de vulnerável de 14 para 12 anos. Isso corresponde a dizer ao mundo que neste País — e houve nas discussões quem, inclusive, sugerisse reduzir para 10 anos — as portas para o turismo sexual infantil estão escancaradas”, lamentou.

 

Diante do retorno do debate acerca do assunto, Lucena destaca que pedofilia não pode ser encarada como orientação sexual e que as pessoas que cometem esse tipo de crime devem ser punidas com castração química e condenadas a pena máxima.

 

“Pedofilia não é orientação sexual. É uma aberração. O movimento global — que está crescendo — pela descriminalização da pedofilia é um atentado, uma ofensa à humanidade”, afirmou o deputado federal ao Guiame.

 

“Não há a menor possibilidade de dialogarmos sobre isso com os setores que representam o movimento no Brasil. O pedófilo é um criminoso e eu defendo para ele a castração química e a não possibilidade de progressão de pena, que deve ser a pena máxima. Não vão mexer com as nossas crianças aqui no Brasil!”, ressaltou.

 

 

Fonte: Portal Guiame

Link Original:

https://guiame.com.br/gospel/noticias/o-que-ha-por-tras-do-discurso-que-defende-pedofilia-como-orientacao-sexual.html

 

O Mandato Perdido em Missões Modernas

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A maior necessidade dos servidores públicos é conhecer a Cristo. É por isso que os Ministérios do Capitólio se concentram em mudar os corações compartilhando o evangelho. Boa legislação é importante, mas dificilmente se pode esperar que homens e mulheres façam políticas baseadas em princípios sólidos baseados na Bíblia, se eles discordarem do autor das Escrituras. Somente o evangelho tem a eficácia de mudar um coração. Acreditamos que o objetivo mais importante da Comunidade dos Ministérios do Capitólio é evangelizar e discipular os líderes políticos. Precisamos de mais discipuladores!

Considere se existe uma base bíblica ou um chamado para ministrar aos líderes políticos. Se sim, quão importante é isso na mente de Deus? Eu acho que pode te surpreender. Continue lendo, meu amigo!

 

Ralph Drollinger

 

I. INTRODUÇÃO
Existe um mandato bíblico que trata se a missão moderna inclui servidores públicos! Este estudo pretende mostrar essa verdade, como é usada em toda a Bíblia, e ajudá-lo a construir uma convicção sobre ela.

Como funcionário público, este estudo deve fasciná-lo! Como os líderes políticos são essenciais para a Grande Comissão, segue-se que você deve estar muito envolvido em seu cumprimento. A melhor maneira de alcançar outros servidores públicos com o Evangelho de Jesus Cristo é através de esforços evangelísticos. Então, vamos explorar e examinar atentamente este mandato bíblico para alcançar líderes políticos com o evangelho.

 

II. EXPLORANDO O MANDATO
As três partes seguintes do Novo Testamento fornecem a melhor compreensão inicial desta ênfase missiológica que atravessa a Palavra de Deus.

A. 1 Timóteo 2: 1-4 (RVR1960)

“Exorto, acima de tudo, que sejam feitas orações, orações, petições e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que estão eminentes, para que possamos viver em silêncio e em paz, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.”

O apóstolo Paulo pede a Timóteo que ore evangelisticamente, não apenas por todos os homens em geral, mas especificamente pelos reis e por todos os que estão eminentes. Muito importante, o verso 1 começa, eu exorto. Estas palavras vêm da língua grega original: parakalo, que é uma palavra comprimida composta da preposição para e do verbo kaleo. Significa “vir com” enquanto kaleo significa “chamar”. Juntos, parakalo é um verbo enfático que significa “chamar para o lado”. É na primeira pessoa do singular: eu exorto [a você Timóteo].

Paulo intensifica esse comando com o principal, para indicar sua prioridade. Em outras palavras, Paulo queria que Timóteo se juntasse a ele orando evangelicamente pelos reis e autoridades. (Você notará que a última parte desta passagem, versículo 4, indica que o supracitado mandamento de orar é tudo o que deve ser tomado no contexto da evangelização.) O que vemos aqui não é uma idéia de última hora na mente de Paulo. A preocupação com os líderes políticos foi uma ênfase que percorreu todo o seu ministério e nasceu em sua conversão no caminho para Damasco.

Observe isso na passagem em Atos 9:15 que segue:
B. Atos 9:15 (NKJV)

“Disse-lhe o Senhor: Vai, porque este é o instrumento que escolhi para levar o meu nome adiante dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel.”

Desde o início da chamada de Paulo, o Senhor revelou a Ananias que  Paulo seria o seu instrumento escolhido … para levar o seu nome na presença dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel.

 

É IMPORTANTE ANUNCIAR QUE OS REIS ERAM UM DOS GRUPOS DE PESSOAS ESPECÍFICAS QUE DEUS CHAMOU PARA EVANGELIZAR

 
Havia muitas cidades no Império Romano que não haviam ouvido o evangelho. Então, a pergunta interessante deveria ser: como Paulo decidiu onde seria a próxima viagem? Certamente, havia muitos fatores considerados, mas um deles foi a presença de líderes políticos: Então, vamos ver que o seu recurso foi julgado procedente em suas viagens, isto é o que as cidades iriam a fim de estabelecer igrejas. É muito importante observar essa conexão: a grande maioria das cidades que Paulo escolheu para visitar veio de Atos 9:15. Note que essas cidades eram capitais do Império Romano. Considere o seguinte a esse respeito:

• PAFOS FOI A CIDADE DE CAPITAL DE CHIPRE

• PERGA FOI A CIDADE DE CAPITAL DE PANFILIA

• ANTIOQUÍA DE PISIDIA FOI A CIDADE DE CAPITAL DA GALÁCIA

• ICONIO FOI A CIDADE DE CAPITAL DE LICAONIA

• A THESALONICA ERA A CIDADE DO CAPITAL DA MACEDÓNIA

• ATENAS FOI A CIDADE DE CAPITAL DA GRÉCIA MODERNA

• CORINTO FOI A CIDADE DE CAPITAL DE ACHAIA

• Éfeso foi a cidade de capital ÁSIA PROCONSULAR

Paulo ministrou a judeus e gentios, mas é importante não esquecer que nesta passagem, Paulo também foi chamado para ser um missionário para evangelizar reis (Políticos). É por isso que ele foi para essas capitais, como veremos mais adiante.

C. O LIVRO DOS FATOS

Nesse sentido:

Conversões individuais de treze registradas no livro de Atos PELO AUTOR LUCAS SETE PESSOAS ESTÃO relacionadas com a política.
Essa ênfase em alcançar os líderes do governo é vividamente ilustrada na narrativa do capítulo 28. É esclarecedor notar que Lucas está escrevendo Os Fatos para Teófilo (ver Atos 1: 1). Em que ele chama excelentísimo, um título usado para abordar os governadores (ver Atos 23:26, 24: 3, 26:25). É bem possível que Lucas esteja escrevendo esses fatos, assim como o Evangelho de Lucas (ver Lucas 1: 3), com o propósito de persuadir um líder do governo a chegar à fé em Cristo. Isso explicaria por que mais da metade das histórias individuais de conversão registradas no livro de Atos envolvem pessoas relacionadas à política. O propósito de Lucas pode ter sido relacionar Teófilo com outros líderes do governo que vieram a Cristo, ou para ilustrar o cumprimento do chamado de Paulo em Atos 9:15, ou ambos. Tenha em mente a vocação comum entre as seguintes conversões:

• O ETÍOPE EUNUCO ERA O TESOUREIRO DE CANDACE, A RAINHA DA ETIÓPIA (8:27)

  • CORNELIO O CENTURIÃO FOI UM LÍDER MILITAR DE 100 HOMENS (10:17)

• BLASTO ERA UM HOMEM DE CONFIANÇA DO REI (12:20)

• SERGIO PAULO ERA UM GOVERNADOR PROVINCIAL ROMANO (13: 7)

• DIONISIO FOI O JUIZ DO AREÓPAGO (17:34)

• PUBLIO FOI O GOVERNADOR DE MALTA (28: 7)

O chamado de Paulo em Atos 9:15 dá uma idéia de por que ele queria visitar Roma e depois viajar até a Espanha. Em Atos 23:11 o Senhor revelou a Paulo que ele deveria testificar Dele em Roma:

“Seja corajoso, Paulo, pois como você testificou de mim em Jerusalém, também deve testificar em Roma.”

 

O apóstolo desejava ter comunhão com a igreja em Roma (Romanos 1: 10-12), mas ele tinha pelo menos um outro motivo para fazer a jornada: evangelismo. Isso é evidente em Atos 27:24, onde o Senhor acrescenta que Paulo “deve ficar diante de César”. Portanto, por obediência ao seu chamado, Paulo foi forçado a levar o evangelho a César. A história mostra que César não foi salvo, mas em Filipenses 4:22 diz que Paulo foi usado por Deus de uma maneira poderosa no palácio do imperador:

“Todos os santos vos saúdam e especialmente os da casa de César.”

 

Paulo era um homem regido pela vívida memória de sua conversão, conforme registrada em Atos 9 – e pela especificidade de seu chamado para alcançar os líderes mundiais com o evangelho.

COMO LÍDER POLÍTICO, VOCÊ ESTÁ ESPECIFICAMENTE QUALIFICADO PARA SEGUIR A CHAMADO DE PAULO
É lógico supor que a missão de Paulo à Espanha estava de algum modo alinhada com seu chamado, e ele o fez. A Espanha era uma colônia rica em minerais na extensão mais ocidental do Império. Ele tinha uma população de judeus e gentios que não ouviram o evangelho. A Espanha teve uma contingência de líderes políticos? Sim. O orador Quintiliano, o escritor Marcial e o estadista Séneca residiam lá.

 

Os imperadores romanos Trajano e Adriano também nasceram lá. De acordo com Clemente de Roma (escritor 95 d.c.), Paulo chegou à Espanha e “deu seu testemunho diante dos governantes”. O apóstolo trabalhou para alcançar líderes políticos com o evangelho. Sua profunda preocupação com a salvação dos políticos talvez explique por que ele deu um enfático mandato a Timóteo na passagem mencionada (1 Timóteo 2: 1-4).

 

Tudo isso serviu de suporte para a ênfase na vida ministerial de Paulo. Em resumo, Paulo instruiu Timóteo a orar pela salvação dos líderes políticos romanos. O mesmo princípio se aplica a todos os crentes hoje: os cristãos devem querer ver seus líderes políticos conhecerem a Cristo. De fato:

DE GÊNESIS AO APOCALIPSE, O POVO DE DEUS ESTÁ PROCURANDO UM MINISTÉRIO EVANGELISTA PARA OS LÍDERES POLÍTICOS NAS NAÇÕES ESTRANGEIRAS
Este ardente zelo evangelístico abraçou a vida de Paulo após sua conversão a Damasco. Essa mesma ênfase existe nas Escrituras.

 

III EXPANDINDO O MANDATO
Além do apóstolo Paulo, o apóstolo Pedro também exemplificou essa ênfase do ministério no Novo Testamento. Avançando da era da igreja e depois do fechamento da igreja, os santos da tribulação terão um ministério para os reis incrédulos.

Olhando para o outro lado na Bíblia, a nação de Israel no Antigo Testamento, o povo escolhido de Deus sob a antiga aliança, estava destinado a ser um farol, um representante da glória do Senhor, brilhando todas as nações dos gentios do mundo . E nesse sentido, ainda mais especificamente, a nação de Israel foi destinada por Deus a testificar Dele para os líderes políticos naquelas nações gentias! Nós veremos isso em algumas passagens selecionadas depois.

O ponto é este: o ministério de alcançar líderes políticos é mantido em destaque em toda a Escritura. Em suma, um dos servos escolhidos de Deus declara a esse respeito: “Eu falarei do vosso testemunho perante os reis e não me envergonharei” (Salmos 119: 46).

 

 

IV. EXPLORANDO O MANDATO
A proposta de que hoje há um mandato faltando nas missões modernas (a de alcançar os líderes políticos como primeira prioridade) pode ser demonstrada a partir das seguintes épocas de revelação bíblica. Essas passagens indicam um fio histórico de ênfase próximo ao coração de Deus que infelizmente foi subestimado na missiologia cristã de hoje.

 
A. O Ministério de Israel no Antigo Testamento

Deus prometeu a Abraão que um dia ele receberia terra, teria descendentes numerosos e seria abençoado por Deus (ver Gênesis 12: 1-3). Quatro séculos se passaram para os descendentes de Abraão crescerem de uma família de 12 tribos e finalmente para a nação de Israel. O Senhor os chamou do mundo para serem seu “tesouro especial”, “um reino de sacerdotes e pessoas santas” (Êxodo 19: 5-6). Extrinsecamente, Israel foi chamado para proclamar as excelências de Deus a todas as nações vizinhas.

Deus pretendia que Seu povo se tornasse uma luz para as nações gentias em um sentido geral; e mais especificamente, Ele esperava que Seu povo fosse uma luz para os líderes dessas nações. Isaías 60: 3 afirma isso:

“E as nações virão para a tua luz e reis para a luz do teu nascimento.”

Isaías 49: 6-7 e 62: 1-2 sugerem o mesmo tipo de ministério para Israel. O Senhor esperava que os líderes gentios prestassem atenção ao Seu povo escolhido, uma nação separada para Seus propósitos. No entanto, a única maneira de isso acontecer seria se Israel usasse alguma forma de ministério evangelístico neles. No entanto, em um sentido histórico geral:

ISRAEL FALHOU EM SEU MINISTÉRIO PARA AS NAÇÕES ESTRANGEIRAS E SEUS LÍDERES. NO ENTANTO, O ANTIGO TESTAMENTO FORNECE VÁRIOS EXEMPLOS ONDE OS OBJETIVOS DE DEUS REALMENTE SE CUMPRIRAM EM DIFERENTES PESSOAS
Uma ilustração da obediência de Israel ao chamado de Yahweh para alcançar líderes políticos é a Rainha de Sabá, quando ela visita Israel durante o reinado de Salomão (compare com 1 Reis 10: 1-9).

A rainha havia percorrido uma distância de 2.253 quilômetros para ver a esplêndida cidade de Jerusalém – ela não se decepcionaria. 1 Reis 10: 5 diz que, como resultado de sua visita, ela ficou impressionada (uma frase eufemística semelhante à de hoje, “ela apenas ficou de boca aberta!”). A rainha foi esmagada e procedeu, como resultado, para louvar o Senhor (veja 1 Reis 10: 9). Lucas 11:31 indica que durante esse tempo ela se converteu. O ponto é claro: o testemunho de Salomão (até este ponto) se mostrou convincente na evangelização dessa líder estrangeira.

 

Uma segunda ilustração da obediência de Israel ao seu chamado para alcançar os líderes políticos das nações gentias é quando Salomão terminou o templo. Ele deu graças a Deus. Durante a oração de ação de graças, ele lembrou a Israel que o Senhor os abençoou com um propósito: “para que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus e que não há outro” (1 Reis 8:60). ). O templo até incluía uma tribuna para os gentios adorarem a Javé, de acordo com o propósito de proclamar Deus às nações. Quando as nações viram a luz de Israel, a esperança era que, como a rainha de Sabá, eles viessem de longe, conduzidos por seus reis, para adorar o Deus de Israel.

 

Declare Isaías 60:11 neste sentido:

“Suas portas estarão continuamente abertas; não se fecharão de dia ou de noite, para que as riquezas das nações te sejam trazidas, e os seus reis sejam levados para ti.

A oração de ação de graças no templo também ilustra que Deus queria que Israel fosse magneticamente atraente para as nações gentias e seus líderes.
Essa ideia é ilustrada novamente e de outra maneira pelo ministério profético de Jonas. Embora relutante ministro judaico, Jonas finalmente foi (em uma “baleia” em um transporte alternativo) para a cidade gentia de Nínive e convocou seus cidadãos a se arrependerem de seu mal. Muitos ouviram e logo Jonas teve a oportunidade de chamar o rei ao arrependimento. Ele também ouviu e depois ordenou a toda a cidade que seguisse seu exemplo em uma passagem muito profunda das Escrituras (Jonas 3: 3-9).

Em suma, como ilustrado nas três passagens mencionadas, Israel tinha um grande chamado para alcançar as nações do mundo com a glória de Yahweh, e um aspecto importante era alcançar os líderes dessas nações gentias.

B. O MINISTÉRIO DE JESUS E OS DISCÍPULOS

Além da missão anteriormente vista ilustrada por Paulo e os três exemplos de Israel no Antigo Testamento, quando Jesus comissionou seus doze discípulos, ele disse, “e perante governadores e reis sereis levados por minha causa, em testemunho para eles …”. Portanto, Ele enviou seus discípulos com a tarefa de evangelizar os líderes políticos.

 

C. O MINISTÉRIO DOS APÓSTOLOS

Como um crescendo para as várias conversões relacionadas à política no livro de Atos, como mencionado acima, lembre-se que Paulo procurou ministrar a César e sua família, visitando Roma. E como uma obra-prima, ele queria visitar a Espanha para pregar o evangelho aos líderes que residiam lá (Romanos 15: 23-24). Portanto, a ordem posterior que Paulo dá a Timóteo (1 Timóteo 2: 1-4) (como anteriormente notado no estudo) e Tito (Tito 3: 1) salientar a importância da realização deste mandato hoje na era da a Igreja.

 

No entanto, Paulo não foi o único apóstolo envolvido com uma paixão para ministrar aos reis; Pedro tinha as mesmas aspirações, embora não fosse tão direto.

 

Em 1 Pedro 2:12, Pedro exortou os ouvintes a viverem uma vida exemplar entre os gentios com um único propósito: glorificar a Deus no dia da visitação. Esta linguagem petrina é a sua maneira de dizer que ele queria que os gentios que tinham entrado em contato com eles fossem salvos: para ver os gentios conhecerem a Cristo.

Ele sabia que a má conduta na igreja levaria a um pobre testemunho na comunidade e que permaneceria no caminho, isto é, que o mau comportamento arruinaria seu testemunho.

Curiosamente, os versículos 13 e 14 de Pedro 2 desenvolvem essa ideia com respeito e especificidade para os líderes políticos. Simples e curtas, evangelismo Gentile reis e governadores, só será eficaz na medida em que os crentes humildemente submeter-se a eles e as leis promulgadas (contanto que eles não são claramente anti-bíblico, é claro).

Então, quando lemos 1 Pedro 2:13 -14: Para o bem do Senhor, submetam-se a toda instituição humana, seja ao rei, ao superior e aos governadores, como ele os enviou …

No contexto que está estabelecido: a razão para tal submissão aos legisladores – é com o objetivo principal de ser uma boa testemunha para eles. Essa ideia geralmente não é extraída desse verso, mas, no entanto, é importante para a tese deste estudo da Bíblia.

 

D. O MINISTÉRIO DOS SANTOS DA TRIBULAÇÃO

Durante o discurso nas Oliveiras, em Marcos 13, Jesus ensinou sobre eventos que se desdobrariam durante a tribulação. As guerras irromperão, desastres naturais ocorrerão e a perseguição será comum para os seguidores de Cristo. Marcos 13: 9 conclui essa descrição adicionando:

“Mas olhem para si mesmos; porque eles vos entregarão aos conselhos e nas sinagogas vocês serão açoitados; e perante governadores e reis te levarão por amor de mim, por testemunho contra eles.

Espero que estejamos arrebatados antes este meu amigo, acho que os seguidores de Cristo serão arrebatados antes disso, que aqueles que vêm a Cristo durante a Tribulação, dos quais falamos aqui, ser testemunhas de líderes do governo.

Curiosamente Jesus fez menção específica de evangelizar os líderes políticos
Esse é um ponto que vale a pena ver. Marcos 13: 9 diz que os crentes “e antes dos governadores e reis o levarão por minha causa, por um testemunho para eles”. Portanto, o fio do ministério para aqueles que estão na arena política continua mesmo durante esta era futura. de grande agitação.

 

E. O MINISTÉRIO DOS SANTOS MILENARIOS

Após a segunda vinda de Cristo, o povo de Deus não mais ministrará aos reis, porque eles mesmos se tornarão reis (ver 2 Timóteo 2:12, Apocalipse 5:10, 20: 4, 6). Aqueles que foram redimidos receberão o privilégio de governar na terra. Quando Cristo voltar e o Seu Reino chegar, concederá aos crentes as posições de governo semelhantes às que existem hoje. Os crentes então governarão com perfeição sob a autoridade do “Rei dos Reis”. A liderança política perfeita de Cristo e Seu chamado é uma característica que está faltando em todos os líderes políticos anteriores no mundo caído de hoje (ver Gênesis 3). Louvado seja Deus pelo dia futuro!

O tipo de ministério mudará, de um para buscar um para ser – mas o grande interesse apaixonado de Deus pelos líderes do governo, no entanto, permanecerá intacto mesmo durante o Reino Milenar.

 

V. PARTICIPAÇÃO NO MANDATO
A Grande Comissão inclui um elemento específico, e eu acho que a ênfase estratégica para alcançar líderes políticos em todo o mundo com o Evangelho de Jesus Cristo. Essa visão torna-se bastante evidente e importante a partir das passagens examinadas neste estudo. Os Ministérios do Capitólio são uma resposta a este mandato. Congratulamo-nos com esta sociedade neste chamado específico de Deus! Você está buscando o que é mais importante – protos – em relação ao cumprimento da Grande Comissão?

 

Autor Ralph Drollinger

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original em Inglês:
https://capmin.org/es/el-mandato-perdido-en-las-misiones-modernas/

Os crentes deveriam estar envolvidos na política?

justiça

 

Este estudo examina uma das várias visões errôneas da igreja e do estado: a ideia de que os crentes devem estar envolvidos apenas no evangelismo e não na política.

O resumo do que está errado com esse ponto de vista é o seguinte: se todo crente aderisse a esse ensino evangélico popular, não haveria crentes em altos cargos! Não haveria influência do sal e da luz em uma forma representativa de governo.

 

Eu costumava dar crédito a esta campanha, mas isso começou a mudar alguns anos atrás, quando ele, pessoalmente, viu o principal defensor dessa posição, um pastor de uma grande igreja no sul da Califórnia, reunir sua congregação para participar de uma reunião do conselho Municipal onde a decisão seria feita se a universidade cristã de que ele era o presidente, ele seria concedida uma autorização para usar a terra para construir uma capela memorial em seu nome.

 

Esta aparente incongruência colidiu com a minha consciência crescente de que não poderia ministrar aos crentes no Capitólio de Califórnia, se uma profunda reflexão estavam fora de sintonia com a vontade de Deus – ter sido envolvido no processo político de uma forma representativa de governo civil . Percebo que ambos são argumentos anedóticos, mas essas experiências me levaram a considerar o outro lado desse debate e a estudar a Palavra sobre esse assunto com uma reduzida predisposição.

 

Hoje eu estou do lado que os crentes devem estar envolvidos na política versus estar contra ou isolado dela. O que segue são os argumentos bíblicos para participar do Estado além do evangelismo.

 

 

I. INTRODUÇÃO
O fato de que os crentes devem afetar o mundo em que vivem (versus isolar-se deles) é evidente no Sermão da Montanha. Note Mateus 5: 13-16:

“Você é o sal da terra; Mas se o sal desaparecer, com o que será salgado? Não é mais bom para nada, mas para ser jogado fora e pisoteado pelos homens. Você é a luz do mundo; uma cidade situada em uma colina não pode ser escondida. Nem uma luz acende e é colocada sob um alqueire, mas no candelabro, e dá luz a todos que estão na casa. Deixe a sua luz brilhar diante dos homens, para que possam ver suas boas obras e glorificar seu Pai que está no céu. ”

 
Quando Jesus acende uma lâmpada – quando Ele traz um indivíduo para a verdadeira fé salvadora em Si mesmo – como uma conseqüência Ele é uma pessoa que dará luz a todos que estão na casa. Isto não é difícil de decifrar desta passagem. A palavra casa (v.15) é outra maneira de expressar duas palavras usadas anteriormente na passagem. Isto significa simplesmente que um crente afetará as pessoas na terra (v. 13a), pessoas no mundo (v. 14a). Esta passagem ensina que é normativo para os crentes afetarem a terra / mundo físico ou a “terra” em que vivem aqui e agora.

 

Mas observe a progressão desta passagem: Versículos 13-16, como citado acima, siga os versículos 1-12, comumente conhecidos como as bem-aventuranças de Jesus. As bem-aventuranças ensinam virtudes concisas (listadas na porção inicial do Sermão da Montanha) que são emblemáticas de Seus seguidores maduros; isto é, qualidades de caráter como doçura (5: 5), retidão (5: 6,10), misericórdia (5: 7), pureza (5: 8), etc. Por causa da natureza progressiva desta passagem, as manifestações de sal e luz (expressando a idéia de que os crentes estão preservando e iluminando os seres na terra / mundo) estarão em proporção direta ao grau das características mencionadas anteriormente que habitam o mundo. crente O ponto é este: a longo prazo, não se pode afetar o ambiente de uma forma piedosa, a menos que ele primeiro tenha um caráter piedoso.

 

QUEM É E COMO UM AFETA O SEU MUNDO ESTÁ INTRINSECAMENTE INTERLIGADO
Tal interpretação do significado desta passagem é apoiada pelos seguintes  entendimentos gramaticais. Primeiro, o verbo que é duas vezes usado no começo dos versos 13 e 14 é Você (humeis isto). Esses verbos estão presentes como indicativos ativos na língua grega, ou seja, em contraste com os verbos imperativos, ou seja, ordens de Jesus. Esta é uma distinção sutil mas importante. Significa que uma é a influência de Cristo na cultura (agentes da preservação e iluminação da verdade) na medida em que amadurecem no Salvador. Jesus não está dizendo: “Seja sal e luz!” Ao contrário, Ele está ensinando que o grau em que alguém manifesta internamente a semelhança de Cristo é o grau em que alguém afetará externamente seu mundo, ou, no caso da comunidade governamental, as pessoas e suas leis.

 

Por que isso é tão importante? Jesus não está dizendo “Você deve ser sal e luz” Jesus não está falando em imperativo aqui. Pelo contrário, o uso de Vocês significa isto: você é a preservação e a iluminação da sociedade na medida em que você é uma felicidade! Você está baseado no que Jesus já disse no Sermão da Montanha! Indicativo do caráter da bem-aventurança – Sempre ligado à maturidade de Cristo – são as manifestações de preservação e iluminação no mundo de hoje! Não há outra maneira de ver este claro significado e conexão nesta passagem. Essa é a cadência dessa passagem.

 

Em segundo lugar, note que na língua original, o começo do próximo versículo, versículo 16. O advérbio no início do versículo é mais uma evidência da idéia do pensamento sequencial de Jesus em relação ao que Ele havia delineado anteriormente. Assim (outws) significa “desta maneira”. Em outras palavras, a luz de um é brilhar dessa maneira. O verbo brilhar (lampatw) é um imperativo, o que significa que Deus está lhe ordenando: em outras palavras, nossa luz deve brilhar dessa maneira. E o que é isso? Deixe que os outros vejam seu caráter piedoso e sua preservação e iluminação cultural resultante. O que resulta é que outros glorificam o Pai que está no céu. Isto é, seguindo esta fórmula, você se torna uma testemunha poderosa em um mundo caído! Aqui está uma soma gráfica:

Maturação espiritual
(Mt 5: 1-12)

Cultura Participativa
(Mt 5: 13-15)

Evangelização de outros
(Mt 5:16)

 

A maturidade espiritual pessoal será demonstrada pela participação cultural de alguém que testifica de Deus em um mundo de aparência. Esta progressão revela a fórmula bíblica para ter um testemunho eficaz – glorificando a Deus – em um mundo caído.

 

Em suma, para a introdução, para aqueles que dizem: “O crente deve apenas evangelizar na arena política”, esta passagem mostra a omissão de um passo vital e necessário: a participação cultural no mundo é um ingrediente necessário para se tornar uma testemunha eficaz! (veja 1 Cor 9: 21-23)

 

PODE QUALQUER EVANGELIZAÇÃO CRISTÃ  SER EFICAZ SEM NÃO EVITAR A CONEXÃO COM O MUNDO?
A ideia de que tudo deveria ser sobre evangelismo sem compromisso cultural é um erro bíblico.

Mateus 5 não suporta essa ideia; O próprio Jesus não apoia essa ideia. Essa passagem se presta à correção de tal pensamento. Não se pode eliminar a necessidade fundamental do crente de ser um preservador e iluminador na terra e no mundo se ele deseja ser um bom evangelista. Se este argumento introdutório foi insuficiente, o que se segue são oito razões bíblicas adicionais por que os crentes deveriam estar envolvidos na política.

II. O único evangelismo é uma visão estreita da missão de Jesus
Na passagem da Grande Comissão de Mateus 28: 19-20, Jesus ordena a Seus seguidores que ensinem aos outros não apenas as verdades do evangelho (tão básicas e importantes quanto a missão de Jesus).

Ele ensina os crentes a ir além do evangelismo e fazer discípulos. Como é que o crente vai fazer isso? Para “… ensinar [aos outros] guardar todas as coisas que te ordenei”. Paulo repete a amplitude necessária da instrução acima e além das verdades do Evangelho quando disse aos líderes efésios: “Porque não tenho evitado falar-vos de todo o conselho de Deus” (Atos 20:27).

Paulo disse com respeito a todas as suas escrituras, o que eu escrevo para você são os mandamentos do Senhor. (1Cor 14:37) Pedro disse sobre o seu “mais do que os ensinamentos da salvação”: para que você possa lembrar … e o mandamento do Senhor e Salvador dado por seus apóstolos; (2 Pedro 3: 2) Portanto, Jesus quer que os outros saibam todas as suas instruções.

Isso significa que Ele quer que Seus seguidores aprendam sobre Casamento, Família, Igreja, Comércio e Governo. Isso é necessário para fazer discípulos (que é a ordem principal da Grande Comissão). Em conclusão, enquanto a primazia da missão de Jesus é converter os perdidos, a totalidade de sua mensagem abrange fazer discípulos.

Pensamento míope
Que o crente deve apenas evangelizar os líderes políticos (e não se envolver em
política) representa o pensamento ultra-míope. Segue-se que o evangelista
ele precisaria aconselhar seu convertido a deixar o cargo imediatamente!

Se um evangelista ganhou todos os líderes eleitos para Cristo o governo teria que fechar!

Então, o que Jesus ensina? Qual é todo o conselho de Deus (KJV) – com respeito ao governo civil? Entre outras coisas isso: Ele criou o universo e as demais coisas (Gênesis 1:26, Cl 1:16); Ele mandou/instituiu (Romanos 13: 1); Ele a segura (Cl 1:17); e destina-se a moralizar um mundo caído (Romanos 13: 4). Além de sua graça salvadora, os propósitos de Jesus, impelidos por um coração de compaixão pelos perdidos (Mt 9:36), manifestam graça comum e graça restritiva para toda a Sua criação através desta instituição ordenada (veja Mt. 5: 45b). Quão grande é o seu amor!

 

As descrições acima mencionadas, bem como as passagens de apoio, revelam claramente que Jesus tem um propósito para a instituição do governo, além do evangelismo. Consequentemente, quando um dos principais defensores de “Todo evangelismo, não política”, seu ponto de vista diz:

[Jesus] não veio à terra para tornar a velha criação moral através da reforma social e governamental, mas para fazer novas criaturas (Seu povo) santificadas através do poder salvador do evangelho e da transformação pela obra do Espírito Santo. .

Aqui o autor está divulgando uma compreensão reduzida da missão de Jesus! O que ele diz não representa todo o conselho de Deus a respeito de seus propósitos para Sua instituição do governo civil! O principal papel do crente no evangelismo é o governo, é lá onde uma compreensão mais ampla dos ensinamentos de Jesus sobre esta instituição deve ser sempre promovida. O crente deve viver tudo o que a Escritura diz sobre o governo civil e, mais especificamente, ensinar essas verdades aos líderes do governo!

Em um sentido paralelo e expansivo, dizer que o propósito geral de Jesus e a missão era apenas sobre salvação, é implicar que Jesus não tem instrução sobre Casamento, Família, Igreja ou Comércio.

Outro erro deste mesmo autor cristão influente é a sua tendência para remover a importância espiritual de um bom Governo Civil em relação à propagação do Evangelho.

Ele diz:

O governo humano ideal pode finalmente não fazer nada para promover o reino de Deus, e o pior de tudo, o governo mais ditatorial do mundo não pode deter o poder do Espírito Santo ou a propagação da Palavra de Deus.

Em um bom sentido e considerando a grandeza e soberania de Deus, o que ele diz é verdade. Mas é um argumento sustentável para os crentes não se envolverem no governo civil? Uma coisa não tem que ser um estudante de geopolítica atual, a história do mundo, ou missões históricas para descobrir quais países do Médio Oriente, a Coreia do Norte, Cuba e Rússia, entre outros, suprimiram o crescimento do Corpo de Cristo em um grau muito maior do que países não repressivos.

 

Quantos missionários chegaram tão longe pela causa de Cristo nas terras mencionadas? Em termos práticos, por que 90% das missões no mundo, durante o último século, foram financiadas pelos Estados Unidos? Os crentes deveriam estar envolvidos na política apenas para continuar enviando missionários com o propósito de espalhar a Palavra de Deus? O país ideal pode avançar no Reino de Deus mais que um país não ideal.

 

PORTANTO, UM BOM GOVERNO É IMPORTANTE PARA ALCANÇAR E MANTER O CUMPRIMENTO DA GRANDE COMISSÃO
O presente e o ímpeto histórico para a maior parte do cumprimento da Grande Comissão vêm de países que honram a liberdade. Isso significa que o papel do crente na manutenção da saúde e do bem-estar é uma tarefa nobre e importante e, indubitavelmente, está de acordo com tudo o que Jesus nos ordenou.

Para ilustrar um dos muitos resultados possíveis para viver demasiado estreitas uma compreensão da missão de Jesus na pregadores radiais Canadá deve agora editar suas transmissões não inclui qualquer menção de Romanos 1. Este livro de mudança de vida aborda a gravidade do pecado , o princípio da justificação, a importância da fé, o ministério do Espírito Santo, os dons do Espírito, entre muitos outros temas importantes da fé. Isso se deve às novas leis canadenses influenciadas por não-cristãos. O que os grandes ministérios de rádio na América que afetaram tanto a nossa cultura tão bem e ter evangelizados os perdidos, se as leis não foram afetados pela influência cristã, e sim começar a proibir a Igreja para evangelizar aqui?

 

OS GOVERNOS REALMENTE FACILITAM OU DE OUTRA FORMA LIMITAM O AVANÇO DO REINO DE DEUS
Mais uma vez e vale a pena repetir, os crentes deveriam estar envolvidos no governo civil, mesmo que apenas para a Grande Comissão? Sim! Os líderes da Igreja devem aplaudir, respeitar, apoiar, sustentar, preparar e eleger mais líderes políticos cristãos para trabalhar duro (entre outras coisas) para preservar as liberdades dos pregadores para espalhar o Evangelho.

 

OS LEGISLADORES CRISTÃOS AOS QUAIS EU CONHECEM QUE SE VÊM EM UMA ALIANÇA COM PASTORES. O PASTOR NÃO DEVE SER VISTO A SI MESMO EM UMA ALIANÇA COM OS LEGISLADORES CRISTÃOS?
Deveria a Igreja educar jovens e mulheres para concorrer a cargos públicos com a mesma paixão e entusiasmo que tem ao criar pastores piedosos, mulheres, maridos, filhos e homens de negócios? Absolutamente sim.

 

III A MISSÃO DE JESUS INCLUI UMA TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE
Se ensinando-os a observar tudo o que lhes tenho ordenado é o objetivo geral de Cristo para vir à terra, como visto anteriormente (o ministério evangélico é uma parte vital desta [cf. 1Cor. 15: 3-6] E ponto de partida dos discípulos), a missão de Jesus inclui a transformação de casamentos, famílias, comércio e governos. A missão de Jesus tem a intenção total de transformar as sociedades, ou como são chamadas na passagem da Grande Comissão, nações (etno).

 

A passagem da Grande Comissão é clara: os crentes devem afetar as nações!

 

Aqueles que defendem uma visão muito estreita da missão de Jesus são forçados a interpretar ethnos como “grupos de pessoas”, a fim de igualar a passagem ao seu ponto de vista de não se envolverem no governo civil. Mas, para aqueles que têm uma visão mais ampla da missão de Jesus, o evangelismo individual não é apenas inevitável, mas também afeta as nações para o bem.

 
IV. QUE PARTES DA BÍBLIA A IGREJA NÃO PODERÁ PREGAR?
Decorre do exposto que o pastor ou crente que afirma que “Não se evangelização política” pouca compreensão da missão de Jesus e deve decidir quais partes da Bíblia que ele ou ela deve ensinar. Será que um omite para ensinar Gênesis 9: 5-6, João 19:11, Atos 25:11, Romanos 13: 1-7 e 1 Pedro 2: 13-14 como eles se relacionam com os crentes que impactam o governo? Alguém evita ensinar sobre a influência de José sobre o governo do Faraó ou Daniel sobre o governo de Nabucodonosor? Expandindo, se alguém “só prega o Evangelho” deve evitar ensinar Matrimônio e Família? Que partes de todo o conselho de Deus o professor da Bíblia deve omitir?

 

A imposição de um entendimento muito estreito da missão de Jesus conduz inevitavelmente a editar partes da Escritura que você ensina ou omitir – e, portanto, uma enorme incongruência à luz de 2 Timóteo 3: 16-17: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar … e Atos 20:27 “porque não me esquivei de anunciar-vos todo o conselho de Deus.”

 

V. DEUS DEIXA OS CRISTÃOS AQUI NA TERRA PARA FAZER O EVANGELISMO E FAZER BEM AOS OUTROS
Depois que alguém é salvo (Deus deixa Seus santos na terra depois que Ele os salva), o que o crente deve fazer? Deveria ele ou ela apenas evangelizar os outros pelo resto de sua vida terrena? E quanto a Mateus 22:39, “Ame o seu próximo como a si mesmo”?

Este comando é mencionado 6 vezes mais no Novo Testamento. Como o mandato da Grande Comissão, este também é um mandato de Jesus! O espírito deste comando requer que eu considere estes tipos de publicações: garantir que a lei castigue os ladrões que poderiam roubar meu vizinho; trabalhando para criar e fazer cumprir as leis que dizem respeito à privacidade na Internet para proteger meus vizinhos de hackers que, de outra forma, roubariam informações de cartão de crédito; criando políticas que assegurem que aqueles que educam os filhos de seus vizinhos não possam ensinar-lhes coisas ruins.

 

Como essas normas, tão compatíveis com os mandamentos das Escrituras, poderiam ser alcançadas se não fossem para os cristãos envolvidos na formulação de políticas? Gálatas 6:10 declara aos crentes: Então, como temos oportunidade, façamos bem a todos e especialmente aos da família de fé. Efésios 2:10 também promove a responsabilidade social, quando lemos, Porque somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.

 

“Por que a IGREJA ensinar a seus membros como fazer o bem em hospitais e escolas, nas empresas e no bairro, mas não no governo?”
A conexão bíblica entre amar o próximo e estar envolvido no governo civil é forte.

 

VI. DEUS ESTABELECEU A IGREJA E O ESTADO PARA RESTRINGIR/COMBATER O MAL
Quando um crente ganha alguém para Cristo, essa regeneração interna deve sufocar o mal no coração do convertido (ver 2 Coríntios 5:17). No entanto, a história e a observação atual indicam que nem todos chegam a Cristo, nem são aqueles que demonstram plena e imediatamente a santificação em suas ações.

 

Consequentemente, Deus instituiu, além da Igreja, o Governo Civil para conter o mal pelo uso da força e punição em um mundo caído. Romanos 13: 4 é claro sobre isso em que Paulo se manifesta (falando do governo), … Mas se você faz errado, o medo; porque não é em vão que ele leva a espada, porque é servo de Deus, vingador para castigar aquele que faz o mal. I Pedro 2: 13-14 também diz amor do Senhor, sujeitai-vos a toda instituição humana, quer a um rei como, governadores yaa Supremo, como por ele enviados para castigo dos malfeitores e para louvar os que fazem o bem … ”

 

Deus intercede pelo seu reinado concedendo Sua autoridade em e através do Governo Civil (Romanos 13: 1) para conter o mal em um mundo caído. Considerando que a Igreja é o canal de Deus da graça salvadora, o Estado é o canal de Deus da graça restritiva. Tal realização requer a participação do crente no governo civil, já que faz parte da missão geral de Jesus.

 

É importante mencionar aqui outro ponto. Isolacionistas cristãos muitas vezes abrigam superioridade ideológica: como se a autoridade da Igreja estivesse acima da autoridade do Estado. A igreja não é sobre o Estado; contrário, a Igreja também precisa se submeter ao Estado. A deslumbrante ilustração americana histórica e embaraçosa disso é a Proclamação da Emancipação de 1863. A abolição da escravidão não veio da Instituição da Igreja através do evangelismo. Foi o Estado que deu origem à liberdade de um ser humano pertencente a outra pessoa. Às vezes o Estado pára o mal mais efetivamente que a Igreja!

 

Tenha em mente também que não foi a participação dos líderes da Igreja que nos deu a canonização do Novo Testamento. Não foi até que Constantino, no início do século IV, exigiu que Eusébio a igreja começasse a costurar 27 livros juntos!

 

Portanto, é lógico que os crentes devem respeitar o papel único do Estado (e não atitudes condescendentes para com ele) e participar no Governo Civil, para que eles acabam de herdar um país sem lei, e que é muito provável a perder suas liberdades religiosas.

 

OS CRISTÃOS TÊM INFLUENCIADO NO ESTADO POSITIVAMENTE ATRAVÉS DA HISTÓRIA
Há pelo menos três categorias de influência histórica dos crentes no estado. Essas histórias são numerosas e bem documentadas pelos autores Schmidt e Colson em seus respectivos trabalhos maravilhosos. Aqui está um resumo:

A. A dignidade da humanidade

A extensão histórica da influência cristã sobre o Estado tem sido responsável por muitas vitórias: sua influência proibia o infanticídio, o abandono infantil e o aborto no Império Romano (374); proibiu a combustão viva de viúvas na Índia (1829); terminou com a escravidão no Império Britânico (1840); parou os pés enfaixados de mulheres na China (1912); e proibiu a discriminação racial na América. Estas são apenas algumas das contribuições históricas dos cristãos envolvidos na política.

B. A Constituição da Humanidade

Os cristãos foram influentes na redação da Carta Magna na Inglaterra em 1215, a Declaração de Independência nos Estados Unidos em 1776, ea Constituição dos Estados Unidos em 1787. Estes são os documentos mais importantes na história dos governos conhecidas para a humanidade . Todos foram significativamente influenciados pelos crentes e são as fundações, não só de países prósperos, mas do consequente movimento missionário cristão em todo o mundo. Essas visões avançadas do governo deram origem a liberdades individuais, justiça, liberdade de religião e a separação da Igreja e do Estado.

 

C. A Educação da Humanidade
Os crentes influenciaram muito o desenvolvimento do ensino superior em vários países.

Dos 182 colégios e universidades da América em 1932, 92% foram fundados por democratas cristãos
Tal influência levou ao avanço de uma sociedade anteriormente desconhecida na história mundial, uma sociedade que acelerou a Grande Comissão para os níveis de realização iguais aos do primeiro século da Igreja.

 

Estas são apenas algumas ilustrações da influência cristã no estado. Portanto, quando um proeminente autor cristão em 2000, disser: “Deus não chama a igreja para influenciar a cultura através da promoção de decisões legislativas e judiciais que melhoram um ponto de vista melhor e avançado” e “usando métodos temporários para promover mudanças legislativas e judicial … não é nosso chamado – e não tem valor eterno “, alguém se pergunta como pode chegar a ter uma compreensão tão limitada da missão de Jesus?

 

Em seu comentário anterior sobre Mateus 5: 13-16, (1985) este autor disse: “. . . Os cristãos podem ter uma influência poderosa no bem-estar do mundo “. E aí ele cita Martyn Lloyd-Jones, que disse: “[O que salvou a Inglaterra foi isso]. . . A situação política foi afetada, e os grandes Atos do Parlamento que foram aprovados no século passado foram principalmente devido ao fato de que havia um grande número de cristãos na Terra “.

Infelizmente, no ano 2000, esse mesmo escritor escreveu um livro para tentar influenciar os pastores a fim de evitar sua participação no governo. História, o argumento contextual de Mateus 5: 1-16 (apresentado na introdução) favorece a posição mais bíblica do autor em 1985.

 

VIII. A BÍBLIA NÃO DIZ QUE A PERSEGUIÇÃO É PRÓXIMA?

Ao estudar escatologia, a doutrina dos acontecimentos bíblicos futuros, pode-se raciocinar e que as coisas vão piorar nos últimos tempos (ver Mateus 24: 9-12; 21-22; 2 Tm 3: 1-5). Por que então Alguém deveria tentar melhorar o governo hoje? A resposta é simples: Enquanto isso, o crente deve ser “sal e luz” (Mateus 5: 13-15); “Ame o seu próximo” (Mt 22:39), e faça boas obras (Ep 2:10), bem como evangelizar os perdidos (Mt 5:16). Não se pode desobedecer aos claros mandamentos de Deus no aqui e agora, em vez de olhar apenas para as passagens do final dos tempos.

 

O FUTURO PESSIMISTA DO MUNDO NÃO PROPORCIONA NENHUMA DESCULPA PARA NOS OMITIRMOS SOCIALMENTE
Escritura menciona explicitamente que ninguém sabe a hora exata de sua segunda vinda (Mateus 24:36; 25:13), portanto, o crente deve influenciar o governo civil, enquanto ele ou ela é capaz.

 

IX. A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA AGITARÁ CRENTES DA TAREFA PRINCIPAL DE PREGAR O EVANGELHO?
A questão não é se a participação política da Igreja desvia a energia de pregar o Evangelho, mas sim, se de fato Deus chama o crente a ser sal e luz como um valor para a evangelização, Ele tem.

 

X. SUMÁRIO
Por estas razões, “Fazer evangelismo, não política” como conhecimento da vida cristã está errado. Os crentes devem estar envolvidos na política de maneira semelhante à sua participação, tornando o casamento melhor, a família melhor, o negócio melhor ou a igreja melhor. Ser candidato na política, servir no governo civil não é menos espiritual do que entrar no ministério de tempo integral.

 

 

Autor Ralph Drollinger

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:
https://capmin.org/es/deberian-los-creyentes-estar-involucrados-en-la-politica/

Projeto Josias

josias
Esse tem sido um ano bastante agitado por questões políticas de diversos níveis e ainda mais por ser um ano de eleições para presidência da república e outros cargos. Temos processos e operações da Lava jato, o lançamento de uma série na netflix inspirada na maior operação contra a corrupção em nosso país (O Mecanismo), tivemos a prisão de um ex-presidente, quase todo mês tem algum protesto em algum lugar do brasil, tivemos a greve dos caminhoneiros que afetou todo o país, bem como tantas outras coisas que já aconteceram, tem acontecido e irão acontecer no cenário político de nossa nação.

 

Diante de tal cenário, surgem várias questões para a nossa reflexão:

– Por que temos tanta corrupção no ambiente político? Será que é algo somente restrito ao meio político?

 

– Existem políticos honestos em nosso país? Será que existe algum político que além de ficha limpa, honre realmente com seu cargo e responsabilidades?

 

– Como a corrupção política nos afeta? E rouba recursos e oportunidades para o crescimento de nosso povo?

 

– Cristãos podem atuar na política? Existem cristãos sérios atuando no meio político? O que a Bíblia diz sobre esse assunto e outros assuntos que se relacionem a política? Vale a pena, pensarmos e buscarmos respostas para essas e outras questões.

 

 

Inspirado na história do rei Josias e também na dos demais políticos citados e descritos na Biblia. Começaremos mais uma série de artigos e materiais para aprendermos mais sobre política, especialmente em como nós homens cristãos podemos atuar e servir ao Senhor no ambiente político de nossa nação. Portanto, vem conosco. E oremos para que o Senhor Nosso Deus levante homens tementes ao Senhor, vocacionados, capacitados e que realmente trabalhem para o bem de nosso país.

 
“Josias tinha oito anos de idade quando começou a reinar, e reinou trinta e um anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jedida, filha de Adaías; ela era de Bozcate.Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda.”

2 Reis 22:1-2

 

Em Cristo Jesus

Filipe

Você ora pelos os políticos de nosso País?

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Recentemente, pude ver uma notícia que me fez pensar mais sobre porque eu oro pelos os políticos de meu país, bem como porque de maneira geral muitos cristãos tem ou total repulsa a política ou total zelo e amor como se seu partido ou ideologia política fosse um time de futebol para defender com unhas, dentes e até a própria vida.

Essa Notícia Aqui
https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/nao-tem-ver-com-politica-tem-ver-com-jesus-diz-atleta-que-orou-por-trump.html

 

Infelizmente, existem muitos erros no meio cristão em relação a política justamente por falta de conhecermos a Palavra de Deus e o que ela nos ensina ou diz a respeito da política. Se atentarmos para a vida e obra de diversos servos e servas de Deus na Bíblia, veremos que Deus se importa e se preocupa com o modo como os homens fazem política ou atuam na esfera pública, como exemplos disso temos José sendo levantando como o governador do Egito (uma nação estrangeira e idolatra), Daniel e seus amigos na Babilônia e demais impérios seguintes, a rainha Ester e seu tio Mordecai, o governador Neemias, bem como o longo relato da atuação de todos os reis de israel e judá (1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas),Provérbios, dentre várias outras passagens no Novo Testamento.

Ao vermos tão vasta quantidade de livros e referências bíblicas tratando sobre política e nossa atuação dentro e fora dela, deveríamos de fato nos envolver e se importar com este assunto. E a melhor recomendação que a Palavra de Deus nos traz sobre como os cristãos devem lidar com a política é orando, jejuando, agradecendo e intercedendo pelas as autoridades de nosso país.
Antes de tudo, de tudo o que? De tudo o que quisermos pensar, fazer ou falar em relação a política. Devemos nos dedicar a orar pela a vida, família e trabalho dos homens e mulheres que atuam na esfera política de nosso país conforme podemos ver em 1 Timóteo 2:1-6.

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens;pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.

Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador,que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus,o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.” (1 Timóteo 2:1-6)
Vejam também: Jeremias 29:7 e Romanos 13

 

Oremos pelas as autoridades políticas de nosso país para que desempenhem bem o seu trabalho de maneira a que tenhamos uma vida pacifica. Onde não somente nós cristãos possamos viver bem, mas também todos aqueles que ainda não conhecem ao Senhor. Bem como que tenhamos a nossa liberdade de culto, expressão e pregação do evangelho preservada.

 
Lembremos ao orar por eles, que tal como nós somos, eles também são homens e mulheres falhos, caídos e que carecem da Graça e Misericórdia de Deus para viverem, trabalharem e mais do que tudo serem salvos da Ira Vindoura.

 
Homens, Orem por seu País!

 

Em Cristo Jesus,
Filipe Paulo Christian

William Wilberforce

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No século 18, a Inglaterra detinha o monopólio do comércio de escravos negros. Os meios de transporte eram os mais cruéis imagináveis. Boa parte da população inglesa tirava proveito desse comércio, e o povo, de maneira geral, aceitava a escravidão. Havia aqueles que enriqueciam e, por isso, defendiam com veemência o escravagismo. Mas Deus graciosamente ergueu uma geração de políticos cristãos para lutar contra o que William Carey chamou de “maldito comércio de escravos”.

 

 

Preciosa graça

 

 

É surpreendente que nenhum grande reformador da história ocidental seja tão pouco conhecido como William Wilberforce. Ele nasceu numa família nobre da Inglaterra, na cidade portuária de Hull, em Yorkshire, em 24 de agosto de 1759. Naquela época, como hoje, a aristocracia vivia em meio a contradições: nela se encontravam alguns dos grandes benfeitores da nação e alguns de seus maiores corruptores. Wilberforce era fruto dessas ambigüidades.

 

 

Após estudar em uma escola em Pocklington, foi aceito em 1776 no St. John’s College, na Universidade de Cambridge, onde decidiu dedicar-se à carreira política, tendo sido eleito representante de seu povoado aos 21 anos de idade. Além de repartir o dinheiro que possuía, mandou fazer um grande churrasco para todo o vilarejo, o que lhe valeu um bom número de votantes. Aos 24 anos, já era um político famoso por sua eloqüência e acabou por ser eleito representante de Yorkshire, o maior e mais importante condado da Inglaterra, chegando a Londres cheio de popularidade.

 

 

Em 1784, ainda aos 24 anos de idade, partiu para uma viagem a Nice, na França, que traria grande transformação em seu caráter. Levou consigo a mãe, Elizabeth, a irmã Sally, uma amiga dela e Isaac Milner, seu antigo professor primário, e que veio a se tornar presidente do Queen’s College, na Universidade de Cambridge. Na bagagem de Milner, Wilberforce viu uma cópia do livro de Philip Doddridge – mais conhecido por ter escrito o famoso hino “Oh! Happy Day” [Oh! Dia Feliz!] -, The Rise and Progress of Religion in the Soul [O começo e o progresso da religião na alma]. Ele perguntou para seu amigo o que era aquilo e recebeu a resposta: “Um dos melhores livros já escritos”. Os dois concordaram em lê-lo juntos na jornada.

 

 

A leitura desse livro e das Escrituras, acompanhada de conversas com Milner, levaram o jovem político à conversão. Ele declarou em seu diário, em fins de outubro daquele ano:

 

 

Assim que me compenetrei com seriedade, a profunda culpa e tenebrosa ingratidão de minha vida pregressa vieram sobre mim com toda sua força, condenei-me por ter perdido tempo precioso, oportunidades e talentos […]. Não foi tanto o temor da punição que me afetou, mas um senso de minha grande pecaminosidade por ter negligenciado por tanto tempo as misericórdias indescritíveis de meu Deus e Senhor. Eu me encho de tristeza. Duvido que algum ser humano tenha sofrido tanto quanto eu sofri naqueles meses.

 

 

Wilberforce começou um programa que durou toda sua vida, de separar os domingos e um intervalo a cada manhã para se dedicar à oração e às leituras espirituais.

 

 

Uma longa e dura luta

 

 

Já de volta a Londres, a vida de Wilberforce tomou novos rumos. Ele considerou suas opções, inclusive o ministério cristão, mas foi convencido por John Newton que Deus o queria permanecendo na política, em vez de entrar para o ministério. “Espera e crê que o Senhor te levantou para o bem da nação”, escreveu Newton.

 

 

Depois de muito pensar e orar, Wilberforce concluiu que Newton estava certo. Deus o chamara para defender a liberdade dos oprimidos como parlamentar. “Minha caminhada é de vida pública. Meu negócio está no mundo, e é necessário que eu me misture nas assembléias dos homens ou deixe o cargo que a Providência parece ter-me imposto”, escreveu em seu diário, em 1788.

 

 

Outro que o influenciou fortemente foi JohnWesley. Newton e Wesley tinham, além de uma fé vibrante no evangelho, uma forte convicção de que não havia maior pecado pesando sobre as costas do Império Britânico do que o terrível e abominável tráfico de escravos, que Wesley batizara de “execrável vileza”.

 

 

 

Bruce Shelley diz que os ingleses entraram nesse comércio em 1562, quando Sir John Hawkins pegou uma carga de escravos em Serra Leoa e a vendeu em São Domingos. Então, depois que a monarquia foi restaurada em 1660, o rei Carlos II deu uma concessão especial para uma companhia que levava 3 mil escravos por ano para as Índias Orientais. A partir daí, o comércio cresceu e atingiu enormes proporções. Em 1770, os navios ingleses transportavam mais da metade dos cem mil escravos vindos da África Oriental. Muitos ingleses consideravam o tráfico de escravos inseparavelmente ligado ao comércio e à segurança nacional da Grã-Bretanha.

 

 

John Wesley escreveu sua última carta a Wilberforce, em 24 de fevereiro de 1791, seis dias antes de morrer, encorajando-o a executar o plano da abolição da escravatura. Um parágrafo dessa carta diz o seguinte: “Oh! Não vos desanimeis de fazer o bem. Ide avante, em nome de Deus, e na força do seu poder, até que desapareça a escravidão americana, a mais vil que o sol já iluminou”.

 

 

 

Foi por conta dessas influências que Wilberforce decidiu dedicar toda a força de sua juventude e todo o talento que tinha a um único objetivo que consumiria toda sua vida: a abolição do tráfico negreiro. Algum tempo depois, num domingo, 28 de outubro de 1787, ele escreveu em seu diário as palavras que se tornaram famosas: “O Deus todo-poderoso tem colocado sobre mim dois grandes objetivos: a supressão do comércio escravocrata e a reforma dos costumes.

 

 

Uma fonte de estímulo nessa luta foi sua participação ativa no chamado Grupo de Clapham (Clapham Sect), constituído de pessoas ricas cujas residências ficavam em Clapham, um elegante bairro localizado a 8 quilômetros de Londres, que apoiava muitos líderes leigos na busca de uma reforma social, liderados por um humilde ministro anglicano, John Venn. Como destacam Clouse, Pierard & Yamauchi, o Grupo de Clapham foi, de longe, a mais importante expressão anglicana na esfera da ação social. Esse grupo de leigos geralmente se reunia para estudar a Bíblia, orar e dialogar na biblioteca oval de Henry Thornton, um rico banqueiro que todo ano doava grande parte de seus rendimentos para a filantropia.

 

 

Outros que participavam do grupo eram: Charles Grant, presidente da Companhia das Índias Orientais; James Stephens, cujo filho, chefe do Departamento Colonial, auxiliou bastante os missionários nas colônias; John Shore, Lorde Teignmouth, governador-geral da Índia e primeiro presidente da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira; Zachary Macauley, editor do Observador Cristão; Thomas Clarkson, famoso líder abolicionista; a educadora Hannah More, além de outros líderes evangélicos. Dentre várias atividades, eles ajudaram a fundar a colônia de Serra Leoa, onde escravos libertos poderiam viver livres.

 

 

Clouse, Pierard & Yamauchi dizem:

Este grupo uniu-se numa intimidade e solidariedade incríveis, quase como uma grande família. Eles se visitavam e moravam um na casa do outro, tanto em Clapham, como na própria Londres e no campo. Ficaram conhecidos como ‘os Santos’ por causa de seu fervor religioso e desejo de estabelecer a retidão no país. Vários comentaristas observaram que eles planejavam e trabalhavam com um comitê que estava sempre reunido em ‘conselhos de gabinete’ em suas residências pata discutir o que precisava ser consertado e estratégias que poderiam usar para alcançar seus objetivos.

 

 

Neste grupo, discutiam os erros e as injustiças de seu país, e as batalhas que teriam de travar para estabelecer a justiça.

 

 

Os membros do Grupo de Clapham demonstraram a diferença que um grupo de cristãos pode fazer. Eles elaboraram 12 marcas que nortearam seu esforço pela reforma social na Inglaterra do século 19:

 

 

1. Estabeleça objetivos claros e específicos.
2. Pesquise cuidadosamente para produzir uma proposta realista e irrefutável.
3. Construa uma comunidade comprometida que apóie uns aos outros. A batalha não pode ser vencida sozinha.
4. Não aceite retiradas como uma derrota final.
5. Comprometa-se a lutar de forma contínua, mesmo que a luta demore décadas.
6. Mantenha o foco nas questões; não permita que os ataques malignos de oponentes o distraiam ou provoquem resposta similar.
7. Demonstre empatia com a posição do oponente, de forma que diálogo significativo aconteça.
8. Aceite ganhos parciais quando tudo o que é desejado não puder ser obtido de uma só vez.
9. Cultive e apóie suas bases populares quando outros, que estiverem no poder, se opuserem a seus projetos.
10. Transcenda à mentalidade simplista e direcione-se às questões maiores, principalmente as que envolvem questões éticas!
11. Trabalhe através de canais reconhecidos, sem lançar mão de táticas sujas ou violentas.
12. Prossiga com senso de missão e convicção de que Deus o guiará providencialmente se estiver verdadeiramente a seu serviço.

 

 

Em 1797, Wilberforce publicou um livro intitulado Practical View of Real Christianity [Panorama prático do cristianismo verdadeiro], amplamente lido e ainda publicado, que evidenciava o interesse evangélico na redenção como a única força regeneradora, na justificação pela graça por meio da fé e na leitura da Escritura em dependência ao Espírito Santo, ou seja, numa piedade prática que redundasse em serviço relevante para a sociedade. Nessa obra, ele disse sobre o cristianismo verdadeiro:

 

 

 

Eu compreendo que a marca prática e essencial dos verdadeiros cristãos é a seguinte: que os pecadores arrependidos, confiando na promessa de serem aceitos [por Deus], mediante o Redentor, têm renunciado e abjurado todos os outros senhores, e têm de maneira integral se devotado a Deus. Agora, seu propósito determinado é se dedicar integralmente ao justo serviço do legítimo Soberano. Eles não mais pertencem a si mesmos: todas as faculdades físicas e mentais, sua herança, sua essência, sua autoridade, seu tempo, sua influência, tudo o que desconsideram como sendo seus […] devem ser consagrados em honra a Deus e empregados a seu serviço.

 

 

E sobre o poder e o direito:

Eu devo confessar […] que minhas próprias [e sólidas] esperanças pelo bem-estar do meu país não depende de seus navios e exércitos, nem da sabedoria de seus governantes, ou ainda do espírito de seu povo, mas sim da [capacidade de] persuasão de todos aqueles que amam e obedecem ao evangelho de Cristo.

 

 

No tempo de Deus

 

 

 

Wilberforce e seus amigos do Grupo de Clapham também ajudaram a fundar escolas cristãs para os pobres, a reformar as prisões, a combater a pornografia, a realizar missões cristãs no estrangeiro e a batalhar pela liberdade religiosa. Mas Wilberforce acabou por se tornar mais conhecido por seu compromisso incansável pela abolição de escravidão e do comércio de escravos.

 

 

Sua luta começou por volta de 1787 – ele já era parlamentar desde 1780. Haviam pedido a Wilberforce que propusesse a abolição do comércio de escravos, embora quase todos os ingleses achassem a escravidão necessária, ainda que desagradável, e que a ruína econômica certamente viria ao acabar com a escravidão. Apenas uns poucos achavam o comércio de escravos errado. A pesquisa de Wilberforce o pressionou até conclusões dolorosamente claras. “Tão enorme, tão terrível, tão irremediável aparentou a maldade desse comércio que minha mente ficou inteiramente decidida em favor da abolição”, disse ele à Casa dos Comuns.

 

“Sejam quais forem as conseqüências, deste momento em diante estou resolvido que não descansarei até efetuar sua abolição.” Wilberforce falou primeiramente sobre o comércio de escravos na Casa de Câmara dos Comuns em 1788, num discurso de três horas e meia, que concluiu dizendo: “Senhor, quando nós pensamos na eternidade e em suas futuras conseqüências sobre toda conduta humana, se existe esta vida, o que esta fará a qualquer homem que contradisser as ordens de sua consciência e os princípios da justiça e da lei de Deus!”. Sua luta custou-lhe dezoito anos de trabalho incansável.

 

 

Os feitos de Wilberforce foram realizados em meio a tremendos desafios. Ele era um homem de constituição fraca e com uma fé desprezada. Quanto à tarefa, enquanto a prática da escravatura era quase universalmente aceita, o comércio de escravos era tão importante para a economia do Império Britânico quanto é a indústria de armamentos para os Estados Unidos hoje.

 

Quanto à sua oposição, incluía poderosos interesses mercantis e coloniais e personalidades como o famoso Almirante Horacio Nelson e a maior parte da família real. E quanto à sua perseverança, Wilberforce continuou incansavelmente, anos a fio, antes de alcançar seu alvo. Sempre desprezado, ele foi duas vezes assaltado e surrado. Certa vez, um amigo lhe escreveu, dizendo-lhe que, do jeito que as coisas andavam, “eu espero ouvir dizer que foste carbonizado por algum dono de fazenda das Índias Ocidentais, feito churrasco por mercadores africanos e comido por capitães da Guiné, mas não desanime – eu escreverei o seu epitáfio!”

 

 

O comércio de escravos foi finalmente abolido em 25 de março de 1806. Quando a lei foi aprovada, todo o Parlamento se pôs de pé e aplaudiu Wilberforce por vários minutos, enquanto ele, já desgastado pelos anos, chorava com o rosto entre as mãos.

 

 

Ele continuou a campanha contra a escravidão em todos os territórios britânicos, e o voto crucial da famosa Lei de Emancipação chegou quatro dias antes de sua morte, em 29 de julho de 1833.

 

 

Por conta da decisão parlamentar, poderosa como era e não querendo ser lesada em seus interesses, a Grã-Bretanha declarou ao mundo que nem ela nem ninguém mais poderia traficar escravos. Além disso, tornou-se a guardiã dos mares. Logo, Portugal e Bélgica, as duas nações rivais, tiveram também de parar com o tráfico, por força do poderio naval inglês.

 

Um ano depois da morte de Wilberforce, em julho de 1834, 800 mil escravos, principalmente na Índia Ocidental britânica, foram libertos. Em pouco tempo, a maior parte dos países ocidentais aboliria a escravidão em definitivo.

(extraido do blog azusa)