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Leitura: Êxodo 5.1-14 “Estão ociosos e, por isso, clamam: Vamos e sacrifiquemos ao nosso Deus. Agrava-se o serviço sobre esses homens, para que nele se apliquem e não dêem ouvidos a palavras mentirosas”
Êxodo 5.8, 9

O CULTO

Tenho algumas boas lembranças da minha infância. Uma delas – a que sinto mais falta hoje – era ver as pessoas indo a pé pras suas igrejas. Em um determinado horário aos domingos (principalmente), viam-se saindo às ruas familias inteiras. Às vezes, no meio do caminho encontravam com outras famílias amigas que iam pra mesma igreja (ou não); ouvia-se cânticos, risadas – algumas broncas nas crianças que insistiam em correr e sujar a roupa. Uma cena linda. Hoje, as condições financeiras são outras, e a maioria das famílias têm seu veículo próprio; o perfil dos casais mais jovens também mudou, e a busca por igrejas que se adequem a esse perfil também surgiu: igrejas mais descoladas, distantes dos bairros. Não se ouve mais aquele cântico nem aquelas risadas. Os domingos parecem ser mais cinzas.

Dentro dessa mudança cultural, outra também teve lugar: aquela que prega, que o domingo já não é tão sagrado assim, e que pode-se usar-lo pra trabalhar um pouquinho mais, pode tirar-lo pra estudar um pouquinho mais, pode reserva-lo pra descansar um pouquinho mais. E a adoração comunitária? E a comunhão entre os santos?

Aqui nesse texto, quando os israelitas dizem que queriam ter um local e um tempo pra adorar a Deus, Faraó ordenou que tudo fosse dificultado, e a que opressão fosse ampliada. Porque pra ele o fato de que o povo querer ter tempo pra adoração era sinônimo de ociosidade. Quantas vezes nos tornamos escravos daquilo que deveria ser nossos servos: nosso trabalho, estudos e lazer. Erguemos a eles altares e os adoramos. E a mais breve menção de ir comungar, os faz aumentar sobre nós sua opressão!

Hoje, passamos tempo demais contabilizando no que avançamos e nos esquecemos de lembrar o que perdemos! É tempo de voltarmos a uma vida cristã mais simples e verdadeira!

Felipe Rocha

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DEVOCIONAL 33

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Leitura: Êxodo 3.1-12 “Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito”
Êxodo 3.10

FAÇA A DIFERENÇA

Um dos meus filmes de guerra preferidos é o “Falcão Negro em Perigo” (Black Hawk Down). Nele, a famosa batalha de Mogadíscio é retratada: uma gigante operação militar pra desarticular a guerra civil na Somália e a prisão de seu principal líder a causador, Mohammed Farah Aidid. Conta com cenas de tirar o fôlego: tiros voando, helicópteros caindo, feridos e mortos as centenas.
O comboio que levava os prisioneiros segue por caminhos tortuosos, e é duramente atacado durante todo o trajeto. A cena mais icônica, talvez, é o revezamento de soldados na ponto 50 no Humvee comando. Um a um, vão sendo feridos! A primeira coluna de escolta que levava o primeiro ferido em batalha chega a base, quando recebem a notícia da queda do “Falcão 64”; o diálogo que segue é confrontador: – (Sgto Struecker) Tá legal!

Agrupem-se. O “meia-quatro” do Duran caiu. Nós vamos voltar pra pegá-lo!
– (soldados perto) Isso é loucura! Será que tem alguém vivo naquilo?
– (Sgto Struecker) Não importa! Ninguém fica pra trás!
– (Thomas) Eu não posso voltar lá!
– (Sgto Struecker) Todo mundo sente o que você está sentindo, tá legal; mas o que você fizer agora, fará a diferença!

Não sei qual batalha você acabou de enfrentar, ou de qual passado você acabou de fugir! Mas assim como Moisés, o Senhor te chama pra olhar de onde você saiu, pra levar salvação a quem ficou! Nessa caminhada, quantas pessoas acabam ficando pra trás: amigos, esposas, irmãos! Seja na busca frenética pelo sucesso, seja na corrida alucinante por abandonar o lugar de onde viemos! Sempre há alguém e algo a se resgatar!

O que você fizer, fará a diferença!

Felipe Rocha

Jesus como o Homem Verdadeiro e Perfeito

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Os homens estão passando por uma crise de identidade. E nós estamos com poucos modelos.

 

Estamos presos entre Don Draper como o macho alfa e toda uma equipe de homens ômega como Judd Apatow. Alguém tenta expressar masculinidade através de poder, posses e promiscuidade. O outro grupo parou de tentar por completo. Ao contrário de nós, esses outros caras parecem estar tirando algo do isolamento e do descontentamento, da rebelião e da falta de disciplina. Estamos presos a dores e dificuldades.

 

Precisamos de uma visão mais atraente para a masculinidade. Precisamos ver um homem tão profundamente enraizado e seguro em sua identidade que ele possa realmente incorporar a masculinidade para nós. Um homem sem crise de identidade, perseguindo seu chamado com paixão e persistência. Um homem cuja masculinidade não é vaidosa e egoísta.

 

Precisamos olhar para Jesus, o homem verdadeiro e perfeito.

 

Conteúdo e Contentamento

Contentamento impulsionou Jesus. Antes de sua encarnação, ele tinha tudo o que alguém poderia imaginar. No entanto, ele renunciou a tudo por nossa causa, entrando em um mundo de dificuldades, limitações, sofrimento e morte. Seu contentamento não vinha de suas circunstâncias ou localização, mas de seu eterno relacionamento com o Pai. Antes de Jesus entrar no ministério público, pregou um único sermão, realizou algum milagre, ou curou alguém, o Pai falou estas palavras: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:17).

 

Porque Jesus estava contente e seguro em sua identidade como o Filho do Pai, ele era coabitável. Ele era o professor perfeito, mas o Evangelho de Lucas o descreve sendo guiado pelo Espírito Santo. Ele disse que ele fez na terra o que quer que seu Pai fez (João 5:19), mesmo aprendendo através de seu sofrimento ordenado (Hebreus 5: 8). Ele modelou a humildade, deixando claro que estava sob a orientação e autoridade de Deus Pai. Mesmo quando ele foi tentado a evitar o sofrimento da cruz, Jesus disse: “Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42).

 

Disciplinado e Determinado

 

Ele foi disciplinado. Sabendo que uma vez que o sol nascesse, ele seria assediado pela multidão, ele fez a sua prática de levantar cedo para estar com seu pai e obter instruções para o dia. Ele tinha foco e um senso claro de tempo. Ele mudou para a próxima coisa quando necessário (Marcos 1: 37-38). Ele viveu no momento: “E o que direi? “Pai, salva-me desta hora?” Mas para este propósito cheguei a esta hora “(João 12:27).

Ele lidou com as fraquezas de viver como um homem na sociedade saturada de pecado (Hebreus 4:15). As pessoas se opuseram a sua missão e mensagem em cada turno. No entanto, apesar de todos os obstáculos, Jesus permaneceu concentrado em nosso bem e em seu perfeito sacrifício em nosso favor (Hebreus 10:14). Jesus era um homem determinado.

 

Conectado à Família e Amigos

 

Jesus foi conduzido, mas sempre teve outros em vista, até mesmo abrindo espaço para sua família (João 2: 3–5). Ele estava ciente de suas responsabilidades como filho, sabendo que, mesmo como Deus, ele precisava cumpri-las. Antes de ingressar no ministério público, ele assumiu a carpintaria como seu pai terreno José. E em seu ato final, enquanto estava na cruz, Jesus confiou o cuidado de sua mãe a um discípulo amado – João (João 19: 26-27).

 

Jesus estava ligado aos seus seguidores, revelando-se a eles. Ele treinou e treinou, encorajou e desafiou. Ele era um professor para eles, mas muito mais. O trabalho deles era absorver o máximo que pudessem, imitá-lo e obedecer a seus comandos. Mas em uma declaração notável, Jesus os fez mais do que seguidores. Ele os convidou para serem amigos, para serem iguais a ele em seu trabalho, em seu descanso, em todos os benefícios e alegrias que são seus – mesmo como o Filho de Deus (João 15:15).

 

Resistente e gentil

 

Jesus foi ao mesmo tempo terno e duro. Ele se entristeceu e chorou pela morte de seu amigo Lázaro. E quando os líderes religiosos de seus dias estavam vendendo coisas no templo, Jesus derrubou suas mesas e as chicoteou com cordas (João 2:15)! Ele não foi governado por suas emoções, mas também não negou ou reprimiu. Jesus sentiu as coisas tanto profundamente quanto corretamente.

 

Artigo por Darrin Patrick

Tradução: Filipe Paulo Christian

Fonte Original:

https://www.desiringgod.org/articles/jesus-as-the-true-and-perfect-man

DEVOCIONAL 32

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Leitura: Jó 42.1-6 “Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia”
Jó 42.3

QUANDO OS OLHOS VÊEM

Toda vez que preciso levar meu filho no médico, é um parto! Ele tem pavor só de passar em frente a um hospital! Há alguns meses, ele reclamou de uma dor muito forte nas costas. Colocamos compressa e melhorou. No dia seguinte, no meio do culto, ele começa a se retorcer de dor. Eu estava tocando aquele dia. Larguei meu contra-baixo, peguei minha esposa e ele, e fomos pro hospital. Ele tentou se mostrar forte e animado, até que ele ouviu o doutor chamar o seu nome; ali ele entrou em desespero. Mas o ato central desse drama, aconteceu quando as enfermeiras foram colher o sangue dele! Eu, e mais três enfermeiras mal dávamos conta de segura-lo. Com o sangue colhido, fomos aguardar o resultado.
A eficiência do sistema público de saúde é notável: derrepente a enfermeira nos chama, pra avisar que a mostra havia sido perdida, e que teríamos que colher novamente! A cena então repete-se. Só que dessa vez, ele já estava cansado fisicamente de tanto chorar, e ali na maca deitado chorando, ele diz pra mim: “por favor papai, não deixar ela chegar perto de mim!” Como doeu ouvir isso, mesmo sabendo que era necessário e para o bem dele. Às vezes, quando alguma dor nos acomete, agimos como o meu Gabriel: choramos , gritamos, pedimos pra que aquele mal não encoste na gente! Jó reconhece que havia falado de coisas que ele não entendia – e nem podia entender; estavam muito acima da sua capacidade!

Mas todo o processo que passamos tem um único objetivo, o qual o nossos amigo Jó descobriu só ao final: deixarmos de conhecer a Deus na teoria, e passarmos a a experimentar a Sua presença viva, conhecê-lo como Salvador e amigo; mas sobretudo, como Pai!
Felipe Rocha

 

 

 

Como as igrejas podem criar uma cultura de adoção

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Ainda tinha aquele cheiro, como uma mistura de tapete novo e velha senhora.

Maria e eu olhamos uma para a outra enquanto nos levantávamos neste auditório familiar. Foi o primeiro lugar que nós já vimos um ao outro – de pé bem aqui, enquanto eu corria da chuva e ela estava dobrando um guarda-chuva encharcado. Eu andei por esta porta milhares de vezes.

Meus pais me carregaram nessas portas algumas semanas depois do meu nascimento. Eu passei por eles todos os domingos de manhã da minha infância, com uma Bíblia e um envelope de oferta na mão. Todo verão eu caminhava por essas portas – carregando uma bandeira ou uma Bíblia para a rodada de compromissos da Escola Bíblica de Férias, as coisas mais próximas que tínhamos de uma liturgia ou de um calendário do ano cristão.

Eu olhei para a janela, bem ao lado das grandes portas de vidro. Esse foi o filho do pregador que quebrou com uma pedra, e nós todos nos espalhamos, sabendo que ele iria conseguir. Esta foi a minha igreja em casa. Fazia muito tempo desde que entramos neste auditório, e agora tínhamos duas pequenas mãos segurando nossos dedos.

Nossos garotos tinham, eu tenho certeza, nenhuma ideia de quão grande era para nós tê-los aqui conosco. Para eles, era apenas outra igreja em algum lugar. Mas para mim, foi tudo.

Para a maioria das igrejas, a adoção não é uma prioridade, e isso não é porque os membros da igreja são anti-adoção. É porque a adoção parece estranha para alguns deles e irrelevante para os outros. Torna-se um foco apenas quando um membro da igreja enfrenta pessoalmente infertilidade, ou conhece crianças particulares sem pais. Até então, para a maioria de nós, a adoção raramente cruza nossas mentes.

 

É por isso que o primeiro passo para uma igreja amiga da adoção deve ser o púlpito. Isso parece óbvio, mas é menos óbvio do que parece. Ao dizer que os pastores deveriam pregar sobre adoção, não estou falando primariamente de “conscientizar” sobre a adoção, da mesma forma que um diretor do ensino médio pode “aumentar a conscientização” em um discurso sobre uma campanha de arrecadação de fundos para o novo estádio de futebol.

A pregação não é simplesmente um meio de transmitir informações. O ato de pregar, então, carrega consigo, se é a pregação bíblica fiel do evangelho, a autoridade do próprio Jesus. Essa é a diferença entre o ato de pregar e o ato de dar palestras – a diferença entre “Assim diz o Senhor” e “Parece para mim”.

O pregador, além disso, deveria pregar sobre adoção com especificidade.

O pastor não sabe exatamente como uma prioridade de adoção funciona em cada vida ou família individual, mas ele pode promover a causa provocando perguntas. Ele pode perguntar, por exemplo, em uma mensagem sobre a pobreza ou a santidade da vida humana, se Deus pode estar chamando alguns na congregação naquele dia para adotar, se Deus está chamando alguém para dar dinheiro para financiar uma adoção. Ele pode chamar seu povo para orar por como Deus os usaria para servir os órfãos, seguido por informações sobre como eles podem cumprir qualquer compromisso que Deus ponha em seus corações com informações de contato sobre grupos dentro da igreja capazes de ajudar.

Pastores e líderes da igreja também podem criar uma prioridade para adoção, destacando as adoções dentro da igreja. Esta não é uma maneira de “elogiar” os pais adotivos, mas sim de fazer com que a adoção pareça menos “estranha” para o resto da congregação.

Em quase todos os cultos da igreja, há aqueles que começariam a pensar se deveriam ou não adotá-los se apenas virem alguém que tenha feito isso. Quando as pessoas vêem e conhecem crianças que foram adotadas, de repente, a realidade não é abstrata para elas. Quando eles ouvem a palavra “órfão”, eles param de pensar em um rosto triste em um filme e começam a pensar em “Caleb” ou “Chloe”, que se senta no banco na frente deles.

Algumas igrejas têm um tempo de “dedicação do bebê” ou “dedicação de pais e filhos”, em que oram por recém-chegados dentro da congregação. Algumas congregações são de um tamanho tão grande, que esse tipo de celebração anual é o que é prático. Para outras igrejas, no entanto, pode haver um tempo no final do culto sempre que um bebê nasce ou uma criança é adotada por uma família dentro da igreja.

Isso poderia levar apenas três ou quatro minutos com reconhecimento e uma oração de agradecimento. Em igrejas maiores, isso poderia ser feito via vídeo. O objetivo seria contrapor-se à crescente visão utilitarista da cultura sobre as crianças, acolher as crianças como bênçãos de Deus e encorajar as famílias a considerarem a adoção de órfãos em suas casas.

Um pastor-herói meu costumava concluir cada batismo permanecendo no batistério, mergulhando as mãos na água e anunciando: “E ainda há espaço para mais.” Era a maneira dele de convidar aqueles que ouviam entrar na comunhão de Cristo sem demora. Um pastor poderia ter grande efeito se realizasse um tempo de oração por adotar famílias, seguido da declaração ao seu povo: “E ainda há mais crianças lá fora que precisam de pais piedosos”.

Outro aspecto chave do ministério da igreja local em direção à adoção é o da administração econômica.

Se os apóstolos lembram até mesmo o próprio Paulo de “lembrar-se dos pobres” (Gl 2,10), então certamente o restante de nós precisa de tal lembrança. O pastor pode se levantar e dizer: “Temos um casal sem nome em nossa congregação que está orando pelo dinheiro que será necessário para adotar uma criança, imagino se o Senhor está chamando alguém aqui para ajudar a fazer isso acontecer”. ao permitir que os doadores o façam anonimamente, sabendo que serão recompensados ​​integralmente no Tribunal.

Os pastores podem encorajar a adoção também à medida que enfatizam continuamente a santidade (e dignidade) da vida humana, incluindo a vida dos deficientes, os “ilegítimos” e os que ainda não nasceram.

Algumas das mulheres da sua congregação são vulneráveis ​​à propaganda abortista precisamente porque ela sente que perderá sua igreja se as pessoas da igreja souberem da vergonha de sua gravidez. Fale com essa mulher do púlpito – e para seu marido ou namorado ou pai. Fale diretamente com o abortista, que pode ter escorregado pela porta dos fundos ou pode se deparar com uma gravação da mensagem. Fale diretamente do horror do julgamento que virá por aqueles que derramam sangue inocente. Mas fale também diretamente que o julgamento caiu sobre o corpo trêmulo de um Jesus crucificado. Avise do inferno, mas ofereça misericórdia – misericórdia não apenas no Tribunal, mas misericórdia nas células/grupos e nos corredores de sua igreja.

Sua congregação pode incentivar e equipar a adoção de bebês e crianças. Sua igreja pode pregar o evangelho e cuidar dos vulneráveis. Você pode fornecer os fundos e o incentivo e o apoio de oração para um número incontável de famílias da Grande Comissão. Se a adoção for uma prioridade, as congregações precisarão se mobilizar para isso. Afinal, é preciso mais do que uma aldeia para adotar uma criança, pelo menos para aqueles de nós em Cristo. É preciso uma igreja.

 

Este artigo é adaptado da nova edição do meu livro Adoptado para a Vida: A Prioridade da Adoção para Famílias e Igrejas Cristãs.

 

Autor: Dr. Russell D. Moore

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:

https://www.russellmoore.com/2015/11/23/how-churches-can-create-a-culture-of-adoption/

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Leitura: Jó 38.1-4 “Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento?”

Jó 38.2

 

DEUS É DEUS

 

Alguns filmes que assistimos, acabam por marcar nossas vidas. E sem dúvida, um desses  é o Karatê Kid! Não é possível que haja um ser vivo (nascido nos anos 80) que não tenha assistido esse que já é um clássico.

Um remake foi feito em 2010, contando com o astro das artes marciais, Jack Chan, e o filho do talentosíssimo Will Smith, Jaden Smith. Uma cena muito legal desse filme, é quando o Sr. Han (uma versão chinesa pro Sr. Miyagi do primeiro filme) começa instruir o garoto no Kung Fu. E o treinamento todo ali pode ser resumido numa frase: “Tira-casaco, bota-casaco” (fala sério: você leu isso com a voz do sr. Han na cabeça!) Ele fica nessa por dias! E absolutamente nenhuma explicação disso é dada pro garoto!

 

Nas nossas vidas, estamos o tempo todo exigindo de Deus respostas e explicações; quase que, colocando-O na parede, apontando o dedo no Seu rosto!

Até esse momento, Deus havia ficado em total silêncio com Jó. Nós, os leitores modernos, sabemos da história completa e de como ela começou, mas Jó não! Eu imagino Deus se levantando do trono e dizendo: já chega! Já falaram bobagens demais! Jó, senta aqui que agora Eu vou falar contigo!

E o interessante é que Deus, em momento algum fala sobre a condição de Jó; não há qualquer resposta as perguntas e colocações feitas pelos amigos dele. Não é dada qualquer razão para o que estava passando! Deus apenas deixa claro que Seus caminhos não podem ser sondados e Sua mente não pode ser dissecada! Mas não obstante a isso, Jó devia teme-lo e Nele confiar! Deus é um Deus bondoso, Soberano e de puro amor! Sempre tem uma razão pra cada coisa que faz – mesmo que essa razão não seja dividida conosco!

 

E o garoto do filme? Depois de tanto “tira-casaco, bota-casaco”, ele entendeu que mesmo aqueles movimentos tão simples, podiam tornar-se em perfeitos golpes de Kung-Fu! Você também verá que, mesmo a dor e o sofrimento pelos quais passa hoje, serão as causas de uma vida plena no futuro!

Confie!

Deus é bom em todo tempo! Em todo tempo, Deus é bom!

 

Felipe Rocha

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Leitura: Jó 35.1-16 “Jó, ainda que dizes que não o vês, a tua causa está diante dele; por isso, espera nele”

Jó 35.14

 

QUANDO NÃO VÊ

 

Os primeiros meses de casamento foram um desafio pra mim. Passei os 6 primeiros, em jobs temporários. Uma função que não gostava, ganhava mal (quer dizer, pra ser considerado que eu ganhava mal, tinha que pelo menos melhorar muito primeiro!).

Depois, consegui um outro emprego – ganhava mal também, pra variar – mas, ao menos, era uma função da qual gostava muito. Infelizmente, era também temporário. Curiosamente, fui dispensado na semana do aniversário da minha esposa, e exatamente no dia em que pregaria na minha igreja. O sermão preparado era – surpreendentemente! – sobre a provisão de Deus em meio às impossibilidades!

Lembro-me de ter ministrado aquela noite, com um gosto muito amargo na boca. Cada palavra do sermão, feria meu coração! Confiar em Deus nessa circunstância? Era a pergunta que a razão fazia ao meu espírito.

Nas circunstâncias difícieis da nossa vida, um cântico de lamento é formado! Mesmo quando não externado, pelo menos sentido. Aqui, Eliú adverte Jó. Jó está num momento delicado, em que compreende a Soberania de Deus, mas não a Sua Justiça. Ele sabia que Deus era Deus, mas não compreendia o “porque”  da estrada que havia sido posto pra trilhar.

Mesmo em meio ao caos que nos cerca, nosso lamento, por mais doído que seja, precisa ser equilibrado pelo compromisso santo de esperar em Deus. Mesmo que não O vejamos, nossa causa, vida e circunstância, estão diante Dele.

Cristo é o nosso conforto!

 

Felipe Rocha

Série Referenciais: Pr.Jaime Kemp

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Jaime Kemp é um pastor estadunidense, proveniente da Califórnia. Kemp é formado no Western Seminary – Portland, Oregon, e na Universidade Biola – Califórnia aonde também fez doutorado em Ministério da Família. Kemp já escreveu mais de 70 títulos até hoje. É casado com Judith desde 1965.

O casal tem três filhas: Márcia, Melinda e Annie além de dois netos e uma neta: James Paul, Skyler e Keyla Grace. Em 1967 ele veio ao Brasil com seus missionários aonde começaram uma orientação aos jovens brasileiros, fundando a missão Vencedores por Cristo. Os jovens eram formados durante as férias, todos de diferentes igrejas evangélicas.

Havia treinamentos bíblicos bem como musicais para essas pessoas. Dessa forma eles retornavam para suas igrejas com ideais e ensinamentos de acordo com o que era passado pelos missionários de Kemp. Já em 1968 o pastor fundou a Associação Lar Cristão. Lá existem diversas atividades:

• Congressos de pastores e líderes para área familiar bem como ministerial;
• Seminários para casais, famílias, adolescentes e jovens com cursos apostilados. A duração das atividades é entre oito a dez horas;
• Produção de vídeos, CDs e DVDs;
• Produção da revista Lar Cristão, com o intuito de orientar líderes da área e família com diversos articulistas reconhecidos na área.

A Associação Lar Cristão possui quatro conceitos básicos que a norteiam:

• A importância do evangelho: conhecer e anunciar a vida eterna por meio de Cristo.
• Permanência do Casamento: manter a união estável apesar de provações, reveses, enfermidades ou alterações emocionais.
• Valor dos filhos: valorização dos filhos, criando-os para vida e de maneira humanizada.
• Santidade de vida: a valorização da vida, independente de quem seja, e que esta deve ser protegida bem como preservada.

Além disso, o pastor também escreve artigos em diversos jornais e revistas. Por meio de suas produções e também em conferências Jaime orienta muitas pessoas ao redor do mundo. No Brasil diversas editoras já trabalharam com suas produções como: Mundo Cristão, Palavra, Vida, Fôlego, Hagnos, Graça e Sociedade Bíblica do Brasil.

Algumas Obras do autor Jaime Kemp

No livro Minha Família, Projeto de Deus Kemp fala sobre as difíceis situações familiares enfrentadas atualmente e mostra jeitos de fortalecer os laços com harmonia e relação saudável entre pais e filhos. Já na obra A Força Vence o Medo apresenta os problemas enfrentados como ansiedade, medos, preocupações e como lutar contra isso. O autor crê que para enfrentar o inimigo é preciso conhecê-lo, por isso propõe um conhecimento profundo dos medos para superá-los.

Na produção A Menina dos Olhos o autor também destaca a família em seus doze capítulos. É ideal para pastores, líderes, grupos familiares, classes de Escola Bíblica Dominical, encontro de casais, etc. Já no livro A Minha Grama é mais Verde, Kemp fala sobre a vida sexual dos casais, sobre como fortalecer as relações e o contato na vida conjugal. Em Antes de Dizer Adeus o autor fala sobre o divórcio, questionando se é o caminho mais indicado do ponto de vista emocional, financeiro e dos trâmites legais.

Existem diversas outras produções de Kemp voltadas à família, filhos, questões conjugais e a igreja.

Fonte Original:

http://blog.presentesevangelicos.com.br/tudo-sobre-jaime-kemp-vida-e-bibliografia/

Para Saber Mais:

http://comunhao.com.br/entrevista-jaime-kemp/

Alguns Vídeos do Pr. Jaime Kemp

 

 

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Leitura: Jó 33.8-24 “Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim, de modos, mas o homem não atenta para isso”

Jó 33.14

 

A RELAÇÃO PEDAGÓGICA

Ouvi uma vez, uma entrevista com alguém que se identificava como ateu. Ao final dela, foi interpelado, o que ele diria se, ao final da vida – depois da morte – descobrisse que Deus de fato existia. Sua resposta foi, que, lamentaria por Deus ter se escondido dele. Resposta curiosa não é?

 

Não raro, nós cristãos – embora não gostemos tanto de admitir – não temos respostas pra tudo. E com muita frequência, achamos não ter as devidas respostas pras demandas do nosso cotidiano.

 

Nunca sabemos o “porque” de uma enfermidade, de um desemprego, da perda de um ente querido. Faltam respostas e sobras dúvidas!

Aqui, Eliú expõe à Jó, uma verdade incrível! Deus fala! Não apenas de uma, mas duas formas! E que formas são essas? Sua revelação (natural e e especial) e as próprias circunstâncias! Quantas vezes olhamos em volta, e parece que tudo o que acontece grita algo pra nós! Mas grita em aramaico! Não entendemos! Não deciframos! Não compreendemos!

E isso, segundo Eliú, é porque o homem não “se atenta”. Talvez, o que falta pra você e pra mim, é desacelerar, tapar os ouvidos pro próprio choro, olhar pras circunstâncias e ver o que Deus está dizendo! Nossa relação com Deus é sempre pedagógica! Ele sempre tem algo a nos ensinar!!!

 

Felipe Rocha

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Leitura: Jó 30.25-31 “Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado? Aguardava eu o bem, e eis que me veio o mal; esperava a luz, veio-me a escuridão”
Jó 30. 25, 26

AO CONTRÁRIO

A vida do cristão, sempre é marcada por uma história, que poucos entendem – talvez ninguém. Nem ele próprio!
Quando entendemos que, fomos comissionados por Deus, para obras que o glorifiquem, torna-se natural – e não só mais ‘esperado’ – o nosso cuidado com outras pessoas. Não raro, veremos irmãos nossos, que não estão em condições financeiras boas, e mesmo assim, tirando do que não tem, pra abençoar outras pessoas.

Quantas vezes, doamos noites pra que outros as durmissem por nós! Quantas vezes, entregamos nossos ombros, pra que cabeças cansadas tivessem repouso. Quantas vezes choramos perdas que não eram nossas.
E mesmo depois de tudo isso – que registre-se, fizemos de coração aberto – o nosso mundo desaba! Tudo acontece bem ao contrário do que esperávamos! Sentimo-nos como, sendo, uma pequena vela acesa em meio a um deserto escuro!
Nesse momento em que tudo parece sem sentido, a única forma de encontrar alegria em meio ao caos, é olhar pra Cristo, e se lembrar do caráter pedagógico da dor: mortifica-nos a carne e nos leva a deleitar-mo-nos na Graça de Jesus! Ela (e só ela, nos basta!)

Felipe Rocha

Nossa Visão – Levar todos os homens a alcançar seu máximo em Cristo Jesus. Até chegarmos a estatura do varão perfeito, que é o Nosso Senhor e Salvador Jesus!

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