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Sobre adoção e cuidados órfãos: uma proposta de resolução

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Ontem enviei uma resolução ao Comitê de Resoluções da Convenção Batista do Sul de 2009. O Comitê de Resoluções tem o poder total de recusar ou reescrever qualquer resolução, portanto, só porque isso é enviado, não significa que ele será votado pela SBC. Isso é inteiramente a critério do comitê. No entanto, abaixo está a resolução que enviei para sua consideração.
“Sobre a adoção e cuidados órfãos”
CONSIDERANDO QUE, no evangelho, recebemos o “Espírito de adoção”, pelo qual não somos mais órfãos espirituais, mas somos agora amados filhos de Deus e co-herdeiros com Cristo (João 14:18; Romanos 8: 12-25; Gl 3 : 27-4: 9; Ef 1: 5); e
CONSIDERANDO que o Deus que agora conhecemos como nosso Pai se revela como um “pai dos órfãos” (Sl 68.5) que concede misericórdia aos órfãos (Dt 10:18; Oséias 14: 3); e
CONSIDERANDO QUE, nosso Senhor Jesus acolhe os pequeninos (Lucas 18: 15-17), implora pela vida dos inocentes (Sl 72: 12-14), e nos mostra que seremos responsabilizados pela nossa resposta aos “ menores destes meus irmãos ”(Mateus 25:40); e
CONSIDERANDO QUE, a Escritura define “religião pura e imaculada” como “visitar órfãos e viúvas em sua tribulação” (Tg 1.27); e
CONSIDERANDO que os poderes satânicos têm combatido crianças e bebês do Faraó a Moloch e Herodes e, agora, através dos horrores de uma cultura de divórcio, uma indústria de aborto e as pragas globais de doenças, fome e guerra; e
CONSIDERANDO QUE, os Batistas do Sul têm articulado um compromisso inequívoco com a santidade de toda a vida humana, nascida e não nascida; e
CONSIDERANDO QUE, uma denominação de igrejas definida pela Grande Comissão deve se preocupar com o evangelismo de crianças – incluindo aquelas que não têm pais; e
CONSIDERANDO que mais de 150 milhões de órfãos agora definham sem famílias em orfanatos, casas de grupos e sistemas de colocação na América do Norte e ao redor do mundo; e
CONSIDERANDO QUE, nosso Pai ama todas essas crianças, e uma grande multidão delas nunca ouvirá o evangelho de Jesus Cristo; portanto, seja
RESOLVEU-SE que os mensageiros da Convenção Batista do Sul, reunidos em Louisville, Kentucky, de 23 a 24 de junho de 2009, expressam nosso compromisso como uma denominação de igrejas para se unirem a nosso Pai em busca de misericórdia para os órfãos; e seja mais
RESOLVEU-SE que convocamos cada família batista do sul a orar pedindo orientação sobre se Deus os está chamando a adotar ou promover um filho ou filhos; e seja mais
RESOLVIDO, que encorajamos nossos pastores e líderes da igreja a pregar e ensinar sobre a preocupação de Deus com os órfãos; e seja mais
RESOLVEU-SE que elogiamos as igrejas e os ministérios que estão equipando as famílias para fornecer recursos financeiros e outros recursos àqueles chamados a adotar, por meio de doações, fundos equivalentes ou empréstimos; e seja mais
RESOLVIDO, que pedimos ao nosso Conselho de Missão Internacional e ao Conselho de Missão da América do Norte que priorizem o evangelismo e ministério para órfãos ao redor do mundo, e procurem maneiras de energizar os Batistas do Sul por trás dessa missão; e seja mais
RESOLVIDO, que encorajamos as igrejas Batistas do Sul a se unirem a outros cristãos evangélicos no reconhecimento de 8 de novembro de 2009, como “Domingo dos Órfãos”, enfocando aquele dia em nossa adoção em Cristo e nosso fardo comum para os órfãos do mundo; e seja mais
RESOLVIDO, que esperamos que o que Deus está fazendo na criação de uma cultura de adoção em tantas igrejas e famílias possa nos indicar uma unidade do evangelho que é definida não pela mesmice racial, econômica ou cultural da “carne”, mas pela união e paz do Espírito. em Cristo Jesus; e seja finalmente
RESOLVIDO, que nós oramos por um derramamento do Espírito de Deus nas congregações Batistas do Sul, para que nossas igrejas cada vez mais anunciem e imaginem, em palavras e atos, que “Jesus ama as criancinhas, todos os filhos do mundo.

 

Autor: Dr. Russell D. Moore

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:
https://www.russellmoore.com/2009/05/19/on-adoption-and-orphan-care-a-proposed-resolution/

Datado de 19 de maio de 2009

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Leitura: Êxodo 10.21-29 “Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias; não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações”
Êxodo 10.22, 23

ENTRE TREVAS, LUZ

A igreja que éramos na minha adolescência, não tinha gerador autônomo de luz. Na década de 90, eram muito comuns apagões. E muitas vezes (me parece que quase sempre) aconteciam durante os cultos. Uma noite, quando o pregador estava exatamente no momento apoteótico do sermão, um desses companheiros diários (conhecidos como apagões) chegou pra nos fazer uma visita!

A avenida toda ficou um breo!
Como plano emergencial, a igreja mantinha guardado alguns lampiões a gás. Mas como esses apagões estavam acontecendo com muita frequência, descobrirmos ali, que todos estavam com os botijões vazios!

Foi quando os únicos dois irmãos que tinham carro na igreja, tiveram a ideia de estacionarem seus veículos em cima na calçada, virados pra dentro, para a iluminarem com seus faróis! A igreja ficou visível à centenas de metros. Naquela noite escura, tornou-se até referencial geográfico.

Lembro-me de algumas pessoas que estavam no ponto de ônibus em frente, com medo – por causa da escuridão -, foram sentar-se na igreja. E ainda é nítida pra mim, a lembrança de uma dessas, ao final do sermão, ir a frente em lágrimas, reconhecendo Jesus como Salvador e Senhor!

Os israelitas, representaram ali, o que a Igreja deve ser aqui: um farol em meio a tanta escuridão! Assim como os egípcios ficaram, as pessoas hoje caminham por estradas espirituais tão escuras, que não podem enxergar um palmo diante de seus rostos!
Sua vida, sua família, sua casa, devem serem propagadores da luz de Cristo. Nunca se esqueça: o mundo não pode ver a Deus. Mas pode pode te ver; e através de você, ver o Senhor! Seja Luz!

Felipe Rocha

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Leitura: Êxodo 5.1-14 “Estão ociosos e, por isso, clamam: Vamos e sacrifiquemos ao nosso Deus. Agrava-se o serviço sobre esses homens, para que nele se apliquem e não dêem ouvidos a palavras mentirosas”
Êxodo 5.8, 9

O CULTO

Tenho algumas boas lembranças da minha infância. Uma delas – a que sinto mais falta hoje – era ver as pessoas indo a pé pras suas igrejas. Em um determinado horário aos domingos (principalmente), viam-se saindo às ruas familias inteiras. Às vezes, no meio do caminho encontravam com outras famílias amigas que iam pra mesma igreja (ou não); ouvia-se cânticos, risadas – algumas broncas nas crianças que insistiam em correr e sujar a roupa. Uma cena linda. Hoje, as condições financeiras são outras, e a maioria das famílias têm seu veículo próprio; o perfil dos casais mais jovens também mudou, e a busca por igrejas que se adequem a esse perfil também surgiu: igrejas mais descoladas, distantes dos bairros. Não se ouve mais aquele cântico nem aquelas risadas. Os domingos parecem ser mais cinzas.

Dentro dessa mudança cultural, outra também teve lugar: aquela que prega, que o domingo já não é tão sagrado assim, e que pode-se usar-lo pra trabalhar um pouquinho mais, pode tirar-lo pra estudar um pouquinho mais, pode reserva-lo pra descansar um pouquinho mais. E a adoração comunitária? E a comunhão entre os santos?

Aqui nesse texto, quando os israelitas dizem que queriam ter um local e um tempo pra adorar a Deus, Faraó ordenou que tudo fosse dificultado, e a que opressão fosse ampliada. Porque pra ele o fato de que o povo querer ter tempo pra adoração era sinônimo de ociosidade. Quantas vezes nos tornamos escravos daquilo que deveria ser nossos servos: nosso trabalho, estudos e lazer. Erguemos a eles altares e os adoramos. E a mais breve menção de ir comungar, os faz aumentar sobre nós sua opressão!

Hoje, passamos tempo demais contabilizando no que avançamos e nos esquecemos de lembrar o que perdemos! É tempo de voltarmos a uma vida cristã mais simples e verdadeira!

Felipe Rocha

Jesus como o Homem Verdadeiro e Perfeito

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Os homens estão passando por uma crise de identidade. E nós estamos com poucos modelos.

 

Estamos presos entre Don Draper como o macho alfa e toda uma equipe de homens ômega como Judd Apatow. Alguém tenta expressar masculinidade através de poder, posses e promiscuidade. O outro grupo parou de tentar por completo. Ao contrário de nós, esses outros caras parecem estar tirando algo do isolamento e do descontentamento, da rebelião e da falta de disciplina. Estamos presos a dores e dificuldades.

 

Precisamos de uma visão mais atraente para a masculinidade. Precisamos ver um homem tão profundamente enraizado e seguro em sua identidade que ele possa realmente incorporar a masculinidade para nós. Um homem sem crise de identidade, perseguindo seu chamado com paixão e persistência. Um homem cuja masculinidade não é vaidosa e egoísta.

 

Precisamos olhar para Jesus, o homem verdadeiro e perfeito.

 

Conteúdo e Contentamento

Contentamento impulsionou Jesus. Antes de sua encarnação, ele tinha tudo o que alguém poderia imaginar. No entanto, ele renunciou a tudo por nossa causa, entrando em um mundo de dificuldades, limitações, sofrimento e morte. Seu contentamento não vinha de suas circunstâncias ou localização, mas de seu eterno relacionamento com o Pai. Antes de Jesus entrar no ministério público, pregou um único sermão, realizou algum milagre, ou curou alguém, o Pai falou estas palavras: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:17).

 

Porque Jesus estava contente e seguro em sua identidade como o Filho do Pai, ele era coabitável. Ele era o professor perfeito, mas o Evangelho de Lucas o descreve sendo guiado pelo Espírito Santo. Ele disse que ele fez na terra o que quer que seu Pai fez (João 5:19), mesmo aprendendo através de seu sofrimento ordenado (Hebreus 5: 8). Ele modelou a humildade, deixando claro que estava sob a orientação e autoridade de Deus Pai. Mesmo quando ele foi tentado a evitar o sofrimento da cruz, Jesus disse: “Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42).

 

Disciplinado e Determinado

 

Ele foi disciplinado. Sabendo que uma vez que o sol nascesse, ele seria assediado pela multidão, ele fez a sua prática de levantar cedo para estar com seu pai e obter instruções para o dia. Ele tinha foco e um senso claro de tempo. Ele mudou para a próxima coisa quando necessário (Marcos 1: 37-38). Ele viveu no momento: “E o que direi? “Pai, salva-me desta hora?” Mas para este propósito cheguei a esta hora “(João 12:27).

Ele lidou com as fraquezas de viver como um homem na sociedade saturada de pecado (Hebreus 4:15). As pessoas se opuseram a sua missão e mensagem em cada turno. No entanto, apesar de todos os obstáculos, Jesus permaneceu concentrado em nosso bem e em seu perfeito sacrifício em nosso favor (Hebreus 10:14). Jesus era um homem determinado.

 

Conectado à Família e Amigos

 

Jesus foi conduzido, mas sempre teve outros em vista, até mesmo abrindo espaço para sua família (João 2: 3–5). Ele estava ciente de suas responsabilidades como filho, sabendo que, mesmo como Deus, ele precisava cumpri-las. Antes de ingressar no ministério público, ele assumiu a carpintaria como seu pai terreno José. E em seu ato final, enquanto estava na cruz, Jesus confiou o cuidado de sua mãe a um discípulo amado – João (João 19: 26-27).

 

Jesus estava ligado aos seus seguidores, revelando-se a eles. Ele treinou e treinou, encorajou e desafiou. Ele era um professor para eles, mas muito mais. O trabalho deles era absorver o máximo que pudessem, imitá-lo e obedecer a seus comandos. Mas em uma declaração notável, Jesus os fez mais do que seguidores. Ele os convidou para serem amigos, para serem iguais a ele em seu trabalho, em seu descanso, em todos os benefícios e alegrias que são seus – mesmo como o Filho de Deus (João 15:15).

 

Resistente e gentil

 

Jesus foi ao mesmo tempo terno e duro. Ele se entristeceu e chorou pela morte de seu amigo Lázaro. E quando os líderes religiosos de seus dias estavam vendendo coisas no templo, Jesus derrubou suas mesas e as chicoteou com cordas (João 2:15)! Ele não foi governado por suas emoções, mas também não negou ou reprimiu. Jesus sentiu as coisas tanto profundamente quanto corretamente.

 

Artigo por Darrin Patrick

Tradução: Filipe Paulo Christian

Fonte Original:

https://www.desiringgod.org/articles/jesus-as-the-true-and-perfect-man

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Leitura: Jó 42.1-6 “Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia”
Jó 42.3

QUANDO OS OLHOS VÊEM

Toda vez que preciso levar meu filho no médico, é um parto! Ele tem pavor só de passar em frente a um hospital! Há alguns meses, ele reclamou de uma dor muito forte nas costas. Colocamos compressa e melhorou. No dia seguinte, no meio do culto, ele começa a se retorcer de dor. Eu estava tocando aquele dia. Larguei meu contra-baixo, peguei minha esposa e ele, e fomos pro hospital. Ele tentou se mostrar forte e animado, até que ele ouviu o doutor chamar o seu nome; ali ele entrou em desespero. Mas o ato central desse drama, aconteceu quando as enfermeiras foram colher o sangue dele! Eu, e mais três enfermeiras mal dávamos conta de segura-lo. Com o sangue colhido, fomos aguardar o resultado.
A eficiência do sistema público de saúde é notável: derrepente a enfermeira nos chama, pra avisar que a mostra havia sido perdida, e que teríamos que colher novamente! A cena então repete-se. Só que dessa vez, ele já estava cansado fisicamente de tanto chorar, e ali na maca deitado chorando, ele diz pra mim: “por favor papai, não deixar ela chegar perto de mim!” Como doeu ouvir isso, mesmo sabendo que era necessário e para o bem dele. Às vezes, quando alguma dor nos acomete, agimos como o meu Gabriel: choramos , gritamos, pedimos pra que aquele mal não encoste na gente! Jó reconhece que havia falado de coisas que ele não entendia – e nem podia entender; estavam muito acima da sua capacidade!

Mas todo o processo que passamos tem um único objetivo, o qual o nossos amigo Jó descobriu só ao final: deixarmos de conhecer a Deus na teoria, e passarmos a a experimentar a Sua presença viva, conhecê-lo como Salvador e amigo; mas sobretudo, como Pai!
Felipe Rocha

 

 

 

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Leitura: Jó 35.1-16 “Jó, ainda que dizes que não o vês, a tua causa está diante dele; por isso, espera nele”

Jó 35.14

 

QUANDO NÃO VÊ

 

Os primeiros meses de casamento foram um desafio pra mim. Passei os 6 primeiros, em jobs temporários. Uma função que não gostava, ganhava mal (quer dizer, pra ser considerado que eu ganhava mal, tinha que pelo menos melhorar muito primeiro!).

Depois, consegui um outro emprego – ganhava mal também, pra variar – mas, ao menos, era uma função da qual gostava muito. Infelizmente, era também temporário. Curiosamente, fui dispensado na semana do aniversário da minha esposa, e exatamente no dia em que pregaria na minha igreja. O sermão preparado era – surpreendentemente! – sobre a provisão de Deus em meio às impossibilidades!

Lembro-me de ter ministrado aquela noite, com um gosto muito amargo na boca. Cada palavra do sermão, feria meu coração! Confiar em Deus nessa circunstância? Era a pergunta que a razão fazia ao meu espírito.

Nas circunstâncias difícieis da nossa vida, um cântico de lamento é formado! Mesmo quando não externado, pelo menos sentido. Aqui, Eliú adverte Jó. Jó está num momento delicado, em que compreende a Soberania de Deus, mas não a Sua Justiça. Ele sabia que Deus era Deus, mas não compreendia o “porque”  da estrada que havia sido posto pra trilhar.

Mesmo em meio ao caos que nos cerca, nosso lamento, por mais doído que seja, precisa ser equilibrado pelo compromisso santo de esperar em Deus. Mesmo que não O vejamos, nossa causa, vida e circunstância, estão diante Dele.

Cristo é o nosso conforto!

 

Felipe Rocha

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Leitura: Jó 33.8-24 “Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim, de modos, mas o homem não atenta para isso”

Jó 33.14

 

A RELAÇÃO PEDAGÓGICA

Ouvi uma vez, uma entrevista com alguém que se identificava como ateu. Ao final dela, foi interpelado, o que ele diria se, ao final da vida – depois da morte – descobrisse que Deus de fato existia. Sua resposta foi, que, lamentaria por Deus ter se escondido dele. Resposta curiosa não é?

 

Não raro, nós cristãos – embora não gostemos tanto de admitir – não temos respostas pra tudo. E com muita frequência, achamos não ter as devidas respostas pras demandas do nosso cotidiano.

 

Nunca sabemos o “porque” de uma enfermidade, de um desemprego, da perda de um ente querido. Faltam respostas e sobras dúvidas!

Aqui, Eliú expõe à Jó, uma verdade incrível! Deus fala! Não apenas de uma, mas duas formas! E que formas são essas? Sua revelação (natural e e especial) e as próprias circunstâncias! Quantas vezes olhamos em volta, e parece que tudo o que acontece grita algo pra nós! Mas grita em aramaico! Não entendemos! Não deciframos! Não compreendemos!

E isso, segundo Eliú, é porque o homem não “se atenta”. Talvez, o que falta pra você e pra mim, é desacelerar, tapar os ouvidos pro próprio choro, olhar pras circunstâncias e ver o que Deus está dizendo! Nossa relação com Deus é sempre pedagógica! Ele sempre tem algo a nos ensinar!!!

 

Felipe Rocha

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Leitura: Jó 30.25-31 “Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado? Aguardava eu o bem, e eis que me veio o mal; esperava a luz, veio-me a escuridão”
Jó 30. 25, 26

AO CONTRÁRIO

A vida do cristão, sempre é marcada por uma história, que poucos entendem – talvez ninguém. Nem ele próprio!
Quando entendemos que, fomos comissionados por Deus, para obras que o glorifiquem, torna-se natural – e não só mais ‘esperado’ – o nosso cuidado com outras pessoas. Não raro, veremos irmãos nossos, que não estão em condições financeiras boas, e mesmo assim, tirando do que não tem, pra abençoar outras pessoas.

Quantas vezes, doamos noites pra que outros as durmissem por nós! Quantas vezes, entregamos nossos ombros, pra que cabeças cansadas tivessem repouso. Quantas vezes choramos perdas que não eram nossas.
E mesmo depois de tudo isso – que registre-se, fizemos de coração aberto – o nosso mundo desaba! Tudo acontece bem ao contrário do que esperávamos! Sentimo-nos como, sendo, uma pequena vela acesa em meio a um deserto escuro!
Nesse momento em que tudo parece sem sentido, a única forma de encontrar alegria em meio ao caos, é olhar pra Cristo, e se lembrar do caráter pedagógico da dor: mortifica-nos a carne e nos leva a deleitar-mo-nos na Graça de Jesus! Ela (e só ela, nos basta!)

Felipe Rocha

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Leitura: Jó 24.1-25

“Por que o Todo Poderoso não designa tempos de julgamento?
Jó 24.1

HAVERÁ JULGAMENTO?

Há alguns anos, assiste o filme “Senhor das Armas”, que contava com o ator Nicolas Cage. Nesse filme, narra a história de um homem que lucra imensamente com o espólio da guerra, vendendo armas pra traficantes, guerrilheiros e ditadores. Com a anuência de agências de inteligência, figurões das forças armadas, e do próprio Estado.

Lembro-me da sensação de extrema raiva quando o filme termina e ele simplesmente sai livre, ileso, sem qualquer consequência pra seus crimes de guerra. Quanto sangue em suas mãos!

Jó lida com um tema delicado e extremamente difícil de entendermos; o por que um Deus bom não traz juízo sobre aqueles que causam tanta dor no mundo!

De certa forma, quando pensamos assim, anulamos a nossa própria culpa e pecado, traçando uma métrica entre nós, os santos, e eles, os pecadores. O fato de Deus não os consumir em sua ira imediatamente, é uma prova de amor por nós; se a Sua ação fosse apenas um exercício da Sua Santa Justiça, quem ficaria de pé?

Mas esses crimes todos, não ficarão sem a devida resposta! Uma coisa devemos lembrar: “…qual será a esperança do ímpio, quando lhe for cortada a vida?”

Cedo ou tarde, estarão perante Deus O Juiz! Não haverá delação premiada, nem como comprar Sua sentença!

Felipe Rocha

DEVOCIONAL 26

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Leitura Jó 21.1-34

“Ouvi atentamente as minhas razões, e já isso me será a vossa Consolação”
Jó 21.2

FALADORES

Conheci algumas pessoas assim. Pessoas que você sente preguiça de estar perto. Um sono poderoso me toma, quando me encontro com gente como esses amigos de Jó: querem ficar falando, falando, falando, falando. Chegam pra consolar e botam pra dormir!

Sempre tivemos esse tipo de pessoa na história. Mas duvido muito que antes as tivéssemos em quantidades tão excessivas! Filósofos do caos, conselheiros da dor, aqueles que tudo sabem (mas nada entendem!); Pessoas que tem uma resposta para tudo, mesmo não compreendendo absolutamente nada!

Ao contrário de uma pessoa sábia, que, ouve, pensa, pondera e faz pequenas e precisas intervenções, esse tipo em especial, fala do começo ao fim. Não raro, falam tanto que fico preocupado com tanto ar que gasta. Pode ser que fique até sem!

Jó aqui, pede algo a seus “excelentes” amigos e conselheiros, algo muito simples: apenas me ouçam. Isso já valerá como consolação da minha dor!

Ouça mais, fale menos!
Não raro, a única coisa que a pessoa sentada a sua frente precisa, é ser ouvida!

Felipe Rocha