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A PATERNIDADE

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A paternidade é à base do relacionamento de Cristo com sua Igreja.

Na oração ensinada pelo Mestre, a começar pelo titulo dado, (Pai Nosso) demonstra uma relação estreita entre o salvo e Deus; não estamos como os gregos, buscando apenas o Sentido da Suprema Beleza, ou apenas da Razoabilidade da vida, e nem apenas de um Ser Inefável e Supremo, mas distante; dizer que nosso Deus é onipotente, onipresente e onisciente, são apenas aspectos revelados de Seus atributos Incomunicáveis.

Dizer que Ele é justo e puro amor, apenas ressalta o que Ele é por essência. Mais o que Deus quer de nós, é que o reconheçamos como PAI! Isso muda completamente toda perspectiva de vida e forma de ver o mundo.

Ele não apenas nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo, e nem apenas nos levou ao conhecimento da verdade; Ele nos adota como filhos! E como filhos, ganhamos acesso em todo tempo e a todo tempo com Ele. Podemos a qualquer momento correr pro Seu colo, e gritar a plenos pulmões, chamando-O da forma que Ele mais aprecia: Papai!

Geralmente quando as pessoas não me conhecem bem, costumam me chamar de Presbítero Felipe; alguns me chamam (embora ainda não o seja) de Pastor Felipe; os conhecidos me chamam apenas de Felipe; os amigos mais íntimos de Fe ou de Lipe; mais como é gostoso ouvir o meu filho Gabriel me chamando de Papai!

Dele eu não posso aceitar que me chame pelo titulo eclesiástico, nem tão pouco como um conhecido ou como amigo; se ele não me chamar do que eu sou pra ele, é que ele não entendeu nada da nossa relação;  ou porque eu, ao contrário de Deus, não consegui imprimir no coraçãozinho dele a minha marca de pai!”

Felipe Rocha

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Casamento: Erros na Formação dos Homens

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“Grande parte dos problemas que acontecem dentro dos casamentos, acontecem porque os meninos foram condicionados a:

1. Não se defenderem das agressões
2. Buscar responsáveis pelos seus próprios erros
3. Na falsa ideia de que nunca experimentariam fracassar

– Por nunca terem se defendido, desenvolvem um caráter temeroso, fraco e débil. Quem não está pronto pra se defender, nunca estará para defender os seus!
– Por nunca terem tido que lidar com as consequências de seus erros, entrarão em relacionamentos com o único objetivo: de serem servidos! Mesmo sendo péssimos maridos, péssimos pais, péssimos amigos!
– Por nunca terem sido preparados para a dureza da vida, encararão o mundo, com a perspectiva errada, e muito cedo verão, que não são tão importantes assim, nem tão indispensáveis assim. E por isso desenvolverão depressão, síndrome do pânico e mania de perseguição.
Agora junte esses três fatores; consegue entender o ‘porquê’ de tantos divórcios, de tantos casamentos e relacionamentos destruídos?
Nunca se esqueçam: o caráter do homem é forjado nas batalhas, nunca na saia da mamãe!”

Felipe Rocha

Não comece um noivado até que você esteja pronto para se casar

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Quando os jovens podem começar um namoro?
Sua resposta provavelmente dependerá da sua concepção do propósito do namoro. Qualquer um pode ver que os custos do fracasso no namoro são freqüentemente elevados: rupturas devastadoras, pecado sexual, traição, rejeição repentina, tremendas decepções, angústia, a dor de um amor que nunca andou até o altar.
Por que, muitos de nós querem entrar no noivado tão rápido?
Em parte, é porque Satanás mascara os riscos muito bem (Apocalipse 12: 9). Ele apresenta o romance como se fosse um requisito para uma boa vida, e, como isso, sem ele, tudo se torna vazio, solitário e sem propósito em comparação. Satanás aproveita nossos desejos e nos convence de que devemos “amar” para viver verdadeiramente, que os maiores prazeres e as experiências mais completas estão em um relacionamento com um noivo (ou marido ou mulher). Ele prepara um coração partido para o café da manhã e adora todo pecado sexual com uma linda, mas venenosa, esmalte.
Satanás e sua influência e em todo o mundo levam milhões de nós a ter muitos parceiros e tê-los muito cedo, porque ele ama o que esses tipos de relações provocam em nós.
Eu tive minha primeira “namorada” na sexta série, meu primeiro beijo naquele verão (com uma garota diferente) e depois uma nova namorada quase todos os anos no ensino médio.

Desde o início da minha juventude, eu estava procurando carinho, segurança e intimidade nas meninas em vez de procurá-las em Deus. Eu tinha namoradas antes do que a maioria, e muitos mais do que a maioria. Meus anos de adolescência eram uma longa cadeia de relacionamentos que eram muito sérios para o nosso tempo, durou muito tempo e, portanto, terminou muito dolorosamente. Eu disse “eu te amo” muito cedo, e demais. E o diabo sentou-se na primeira fila, desfrutando cada minuto da minha história romântica.
Por que – para o que – tem uma namorada?
A guerra espiritual em nossos corações é real, e há muito em jogo, então é fundamental perguntar-se por que pensamos que devemos ter namorados ou namoradas em primeiro lugar. Por que eu tive uma namorada quando eu tinha doze anos (e treze, catorze e até dezoito anos)?
Muitos de nós só querem ser felizes; queremos pertencer e ser valorizados. Imaginamos que nossas necessidades mais profundas serão resolvidas na intimidade de estar com esse homem ou aquela mulher especial.

Todos queremos que nossos corações se levantem para alguém ou algo assim. O romance e o mistério do casamento parecem ser o mais alto nível de prazer e amizade terrestre. Desejamos ser conhecidos e amados, pertencer a alguém, estar na história de outra pessoa. Nós também queremos que alguém se faça parte de nossa própria história. E todos queremos que nossas vidas funcionem para algo. Queremos trazer algo significativo para uma causa significativa. Queremos fazer a diferença. Não queremos desperdiçar nossas vidas.
Muitos de nós temos namoradas porque estamos tentando preencher essas necessidades com amor. Se nos fizessem a pergunta, poderíamos dizer que estamos “buscando casamento”, mas muitos de nós nem sequer são casados ​​por causa da idade, das finanças, da maturidade, da educação ou do estágio da vida. Estamos realmente à procura da felicidade, da pertença e do significado que acreditamos que encontraremos no romance.
Se eu pudesse começar de novo, o que eu mudaria?
Se eu pudesse fazer tudo de novo, preferiria não ter uma namorada no primeiro ano do ensino médio (ou o último, ou mesmo os meus dois primeiros anos de faculdade). Esperaria até que eu estivesse pronto para me casar.
Meus olhos se arregalaram quando comecei a entender as principais diferenças entre namoro e casamento. Alguns casais podem se sentir casados ​​às vezes, mas alguns casais não são casados. Compreender as diferenças entre esses tipos de relacionamentos nos protegerá das muitas dores e falhas associadas ao namoro.

A maior recompensa em qualquer vida, independentemente do nosso estado civil, é conhecer Cristo e ser conhecido por Ele, amá-Lo e ser amado por Ele. A grande recompensa do casamento é a intimidade centrada em Cristo com o cônjuge, sabendo e sendo conhecido, amando e sendo amado por um marido ou esposa. A grande recompensa em namoro e namoro é a clareza centrada em Cristo sobre casamento (ou casamento).

A intimidade romântica é mais segura no contexto do casamento e o casamento é mais seguro no contexto da clareza. Se queremos ter e desfrutar desse tipo de intimidade centrada em Cristo, temos que nos casar. E se queremos nos casar, precisamos procurar ser claro com quem fazê-lo.
Antes do noivado, espere

Legalmente, pelo menos nos Estados Unidos, não podemos nos casar até completar 18 anos (exceto para os estados de Nebraska e Mississippi, onde você deve ser mais antigo: 19 e 21, respectivamente).
Além da mera idade, devemos nos fazer perguntas sérias sobre maturidade e estabilidade. Nosso namorado ou namorada amadureceu o suficiente para ter alguma idéia do tipo de marido ou mulher que ele vai estar nos próximos 50 anos? Já amadurecemos o suficiente? Será que um ou ambos serão capazes de sustentar a família economicamente? Sua fé em Jesus Cristo foi testada o suficiente para ter certeza de que é real?
Alguns, sem dúvida, detestam esse conselho – tenho certeza de que também o odiaria -, mas todos devemos reconhecer que mesmo que possamos ter um namoro muito antes de nos casarmos, isso não significa que devemos fazê-lo. O que quero dizer é que você não deve começar uma namorada com vista ao casamento quando o casamento não for no futuro próximo. Você pode sonhar com casamento cedo (como eu fiz), mas é realista dizer que você e seu parceiro poderão se casar em breve?
Aguarde para começar a namorar até que esteja pronto para se casar. Meu conselho – pegue ou deixe – é esperar até que ele ou ela pode se casar nos próximos dezoito meses (um ano e meio). Não estou dizendo que você precisa se casar antes de um ano e meio de namoro. A parte importante é que você poderia se casar, se Deus deixar claro que é Sua vontade e o tempo certo para você. Claramente, você não encontrará esses dezoito meses que mencionei na Bíblia e não deveria ser tratado como uma lei de Deus. Mas você pode usar esse tempo para avaliar – com o Senhor, seus pais e amigos cristãos próximos – se isso parecer conveniente e seguro para você e seu coração.
O que fazer enquanto esperamos?
Esperar o noivado não significa que devemos nos sentar e não fazer nada. A vida não é apenas, ou principalmente, sobre amor e casamento. Nossa vida é sobre Jesus – seu amor por nós e seus planos para nós – seja nós solteiros ou casados, ou se temos dezesseis ou sessenta anos de idade.

Deus tem muito mais para você do que qualquer relacionamento pode oferecer. Ele significa algo espetacular através de você e sua vida jovem. Ele quer usar você e seus presentes para mudar a vida de outras pessoas. Se ele quer que você se case, ele quer fazer de você uma futura esposa ou um marido forte e solidário. Ele quer mostrar ao mundo onde encontrar a felicidade através da sua alegria.
Você não precisa de um namorado ou uma namorada para experimentar esses planos de Deus para os anos de espera. Então, o que você pode fazer se não tiver namorado ou namorada?
1. Seja um exemplo corajoso e fiel para os outros.
“Não permita que ninguém despreze a sua juventude, mas seja um exemplo dos crentes na palavra, na conduta, no amor, na fé e na pureza” (1 Timóteo 4:12).
Você ainda não pode votar ou dirigir, mas você pode viver para dizer algo sobre Jesus. Sua palavra – o idioma e a atitude que você usa com sua família e amigos – diz algo sobre Jesus.

Tuconducta – as decisões que você faz todos os dias sobre o que você vai fazer ou não, as maneiras como você se encaixa com o resto do mundo ou não – eles contam ao mundo sobre seu Deus. Seu amor – a maneira como você trata as pessoas em sua vida – diz algo sobre como você foi amado por Deus. Sua pureza – seu compromisso de confiar em Deus e Sua palavra, e atesorá-lo acima de todos os prazeres e experiências prematuras – prega o evangelho aos seus companheiros escravos de seus próprios desejos.

 
2. Viver para servir, para não ser servido.
“Como cada um recebeu um presente especial, use-o servindo um ao outro como bons mordomos da múltipla graça de Deus. Aquele que fala, deixe-o falar de acordo com as palavras de Deus; aquele que serve, para fazê-lo pela força que Deus dá, para que, em todos os deuses, seja glorificado por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém “(1 Pedro 4: 10-11).
A maioria dos jovens é tão consumida por suas próprias necessidades e deseja que eles não tenham consciência das necessidades daqueles ao seu redor. Mas você tem um potencial muito grande para passar seu tempo em redes sociais, shopping e videogames. Olhe, por exemplo, no que os adolescentes conseguem nas Olimpíadas; meninos e meninas de quinze e dezesseis anos de idade conquistando o ouro contra os melhores atletas do mundo.

E se você decidir usar os dons que Deus lhe deu para fazer a diferença na vida de outra pessoa? Você poderia servir em um ministério da igreja, orientar alguém mais novo ou ajudar com as necessidades do seu bairro. Você é capaz de muito mais do que o mundo espera de você. Viva de tal maneira “que em todos os deuses seja glorificado através de Jesus Cristo” através de você.

 
3. Esteja preparado para ser o futuro cônjuge que Deus o chama a ser.
“As mulheres estão sujeitas aos seus próprios maridos quanto ao Senhor. Pois o marido é o chefe da mulher, assim como Cristo é o chefe da igreja, sendo ele mesmo o Salvador do corpo. Mas assim como a igreja está sujeita a Cristo, as mulheres devem ser para seus maridos em tudo. Maridos, amem suas esposas, assim como Cristo amou a igreja e se entregou por ela “(Efésios 5: 22-25).
Talvez alguns de nós nasçam querendo se casar, mas nenhum de nós nasceu pronto para se casar. O chamado para amar a esposa é um chamado para refletir a maior história já contada: o próprio Deus veio na carne para morrer por sua noiva pecadora, a Igreja. Nossos instintos naturais não são para morrer para nós mesmos por causa de outra pessoa, nem mesmo para a pessoa que realmente gostamos.
Até que você esteja pronto para ter um namorado ou uma noiva, Deus está preparando você para amar adequadamente quando você vem para fazê-lo, preparando você da glória para a glória (2 Coríntios 3:18).

 
4. Que sua alegria em espera é surpreendente.
“Por esta razão também nós, desde o dia em que o conhecemos, não deixaram de orar por você, pedindo que … caminhe como digno do Senhor, fazendo em tudo o que o agrada, dando frutos em cada bom trabalho e crescimento no conhecimento de Deus. Rezamos para que se fortaleçam com todo o poder de acordo com o poder da Sua glória, para obter toda a perseverança e paciência com alegria “(Colossenses 1: 9-11).

Não é difícil encontrar solteiros amargos, homens e mulheres jovens que lamentem a sua solidão enquanto todos os outros estão namorando alguém. É muito mais difícil encontrar jovens que encontrem sua identidade, felicidade e segurança em um lugar diferente.
Surpreenda seus amigos (e todos os outros) por estar disposto a esperar para entrar no namoro até que você possa se casar, porque em Deus você já tem tudo o que precisa.

 

Originalmente publicado em Desriring God. .
Marshall Segal é o assistente executivo de John Piper e editor associado de Desiring God. Ele é formado pelo Bethlehem College & Seminary e vive com sua esposa Faye em Minneapolis. Você pode segui-lo no Twitter.

Link do Artigo Original em Espanhol

https://www.thegospelcoalition.org/coalicion/article/espera-a-tener-una-relacion-hasta-que-puedas-casarte

 

COMO AS IGREJAS TREINAM CRIANÇAS A SE TORNAREM ATEÍSTAS

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Eu sou um filho de pastor que abandonou a fé, declarou-se ateu, voltou à fé depois de descobrir um câncer, quase perdeu a fé novamente e foi salvo pela teologia evangélica e pela apologética. Portanto, minha paixão é ajudar os outros a evitarem a destruição do pecado e o desespero pelos quais eu passei enquanto vagava pelo deserto do ateísmo.

Há alguns anos eu fiquei intrigado ao ler o livro You Lost Me: Why Young Christians Are Leaving Church…and Rethinking Faith (“Você Me Perdeu: Por que Jovens Cristãos Estão Deixando A Igreja… E “Repensando Sua Fé”, em inglês), de David Kinnaman. Ele argumenta que existem pelo menos seis motivos pelos quais os homens e as mulheres entre 18 e 30 anos abandonam a fé. Ele publicou um resumo desses seis motivos no site do Grupo Barna (link em inglês), que são:
Motivo #1 – As igrejas parecem ser superprotetoras.

Motivo #2 – A experiência dos adolescentes e dos jovens de 20 e poucos anos com o Cristianismo é superficial.

Motivo #3 – As igrejas são vistas como inimigas da ciência.

Motivo #4 – As experiências dos jovens cristãos relacionadas à sexualidade na igreja são muitas vezes simplificadas ou críticas demais.

Motivo #5 – Eles lutam com a exclusividade do Cristianismo.

Motivo #6 – A igreja parece ser hostil para com os que possuem dúvidas.

Pode-se argumentar que estas descobertas se tratam mais de uma percepção do que de uma realidade na maioria das igrejas. Por exemplo, eu ficaria surpreso (de uma maneira desagradável) em saber que a maioria das igrejas evangélicas ainda gasta muito tempo condenando a cultura popular como se fosse o Conselho Municipal de Footloose.

Além disso, eu quase não escuto mais sermões sobre sexualidade e, enquanto eu crescia, a maioria dos sermões condenava todo o tipo de sexo fora do casamento, mas sempre de uma maneira graciosa. Entretanto, eu penso que os motivos 2, 3, 5 e 6 provavelmente são válidos. Também, por experiência própria, eu acrescentaria que alguns jovens simplesmente sentem que a fé não funciona (link em inglês).

De fato, muitas igrejas apresentam uma fé superficial, que trocam a doutrina e a apologética por sermões de “o que fazer quando…”, que são como palestras de autoajuda polvilhadas com alguns trechos da Bíblia. A recusa em aprender teologia e em como defender a fé, como também o investimento no tempo para pensar em como apresentar tudo isso de uma maneira clara e cativante, é a essência de todas as quatro objeções válidas feitas por jovens à igreja evangélica. Os pastores devem simplesmente levar a sério essa responsabilidade, usando seu tempo e seus esforços. Não há outra resposta.

Sermões menos superficiais, entretanto, não são A resposta, embora ajudem. Todos os membros da igreja, de todas as idades, devem ser discipulados, e isso inclui um treinamento para que se tornem teólogos e apologetas leigos.

O detetive J. Warner Wallace argumentou que devemos treinar os estudantes cristãos ao invés de ensiná-los (metodologia T.R.A.I.N., link em inglês), mas eu penso que precisamos treinar todos os nossos irmãos cristãos (e ele iria concordar comigo). Treinar é mais difícil do que ensinar.

Precisamos nos lembrar de que, em média, as pessoas precisam ouvir uma informação sete vezes ou mais para conseguirem guardá-la hoje em dia. Além disso, a maioria das pessoas não entende uma coisa realmente até ela que seja posta em prática. Por isso, os pastores devem ser treinados para treinarem congregações para realmente serem teólogos e apologetas leigos.

Os pastores devem, então, desafiar a congregação a usar suas habilidades para alcançar os perdidos e ajudar uns aos outros. E todos os que forem treinados devem ajudar a tomar conta dos mais jovens, para que tenham certeza que de conhecem sua fé tão bem que não irão sucumbir aos pobres argumentos do ateísmo. Isso significa que os pastores devem implementar programas rigorosos para as pessoas que lhes foram confiadas por Deus.

Eu recomendaria alguns recursos que eu acredito que todos os pastores e líderes de igreja deveriam ler depois, mas por enquanto é suficiente dizer que se você quer que sua congregação produza discípulos ao invés de alvos fáceis para os ateus, treine seu povo, principalmente os que estão no seu grupo de jovens!

Note, por favor, que os dias de nos focarmos apenas em alicerces, prédios e orçamentos terminaram. Não vivemos mais em Jerusalém, mas somos um povo exilado na Babilônia. Se continuarmos tentando entreter ao invés de treinar, abrandar ao invés de aprofundar, evadir ao invés de engajar, estaremos correndo atrás do vento.

 

Por Matt Rawlimgs

Traduzido por Filipe Espósito e revisado por Jonathan Silveira.

Texto extraído de: http://tuporem.org.br/como-as-igrejas-treinam-criancas-a-serem-ateistas/

RODRIGO HILBERT E NOSSA MASCULINIDADE DISTORCIDA

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Rodrigo Hilbert, famoso ator e galã da TV Globo, recentemente virou um fenômeno na internet por causa de sua peculiar disponibilidade em servir e ajudar sua família – em especial, sua esposa. O rapaz parece gostar de cozinhar, arrumar, consertar e prestar todo tipo de auxílio necessário dentro de casa. Ao que parece, ele faz muita coisa e tudo que faz, faz muito bem feito.

Obviamente, o fato de Rodrigo ser uma pessoa pública, exposto nas televisões de todo país e ainda ser marido de Fernanda Lima, certamente faz com que todo esse frisson ganhe ainda mais volume, contudo, mesmo assim, gostaria de propor um motivo mais estrutural e profundo para todo esse barulho.
Por que atitudes cotidianas e cuidados comuns de homens para com suas esposas e famílias há 20 ou 30 anos atrás, em certo sentido, transformaram-se em algo absolutamente raro atualmente? Por que as mulheres identificaram-se tanto com o jeito de ser de Rodrigo Hilbert? Será mesmo apenas uma identificação com os dotes físicos e com a conta bancária do galã ou existe algo a mais por trás desse movimento todo?

Essência perdida, masculinidade distorcida.
Gostaria de chamar a atenção para os caminhos que nossa geração tem tomado no que tange à compreensão do que significa ser homem. Existe há décadas uma positiva e fundamental ascensão dos direitos e garantias sociais das mulheres, que, não por culpa delas obviamente, ao que me parece, tem feito com que os homens deixem-se acomodar em um lugar de completa apatia, quase que de anonimato.
O problema, do meu ponto de vista, parece dividir-se em dois aspectos: o primeiro é que, com a ascensão da mulher e seu quase que onipresente espírito empreendedor e guerreiro na sociedade, o homem viu a oportunidade ideal para dar vazão a uma personalidade preguiçosa e acomodada, que, corriqueiramente, é predominantemente bastante acentuada nos homens.

Não sei como essas coisas funcionam ao certo, mas creio que Satanás saiba que um dos papéis fundamentais do homem é liderar, é tomar iniciativa, fazer, empreender, correr atrás. É, em português bem claro, “puxar o bonde”, sendo assim, de posse desse saber, ele trabalha sobremaneira nessa área.

O segundo aspecto, e talvez em parte ele tenha um pouco a ver com o que acabei de dizer, os homens têm sido cada vez mais privados de bons referenciais de masculinidade bíblica e abundantemente bombardeados por exemplos não saudáveis de homens.

É fundamental que tenhamos a consciência de que a ascensão da mulher e a garantia de seus direitos básicos em momento algum é motivo para a supressão e desmoralização do homem e seu papel fundamental na família e na sociedade. As duas coisas não só podem, mas devem desenvolver-se concomitantemente, inclusive a partir de um apoio e encorajamento mútuo entre ambas as partes.

A fé cristã bíblica sempre sustentou a ideia de complementariedade, em que homem e mulher são reconhecidamente dois seres diferentes, de igual valor, mas planejados pela mente divina para caminharem juntos a fim de ajudarem-se mutuamente para tornarem-se seres humanos melhores, mais justos e mais parecidos com Jesus Cristo, filho de Deus.

Geração excessivamente protegida
Todavia, parece-me que essa noção perdeu-se. Faço parte de uma geração que aprendeu a se privar de todo e qualquer choque e a entender que esse é o caminho, que se privar de tudo que possa causar algum tipo de atrito ou problema é de fato o correto.

Temos uma geração que não interage mais com a realidade cruel da vida, que tem pouco ou nenhum contato com gente real, o que faz com que tenha também pouco ou nenhum contato com conflitos e problemas reais. Tudo é bullying, tudo é nocivo, para tudo há que haver proteção.

Não somos estimulados a encarar os pequenos conflitos relacionais cotidianos de frente, não somos estimulados a buscar por nós mesmos as soluções para as pequenas crises e dificuldades do dia a dia; pelo contrário, de modo geral, somos encorajados a fugir, a denunciar para a diretora, a correr para barra da saia da mãe ou da professora, mas nunca, nunca pensar com nossas próprias mentes uma solução da qual nós mesmos poderíamos dar conta sozinhos.

Aquele espírito desbravador de líder de si mesmo e de seus problemas próximos foi escorrendo por entre nossos dedos e estamos nos tornando uma classe de homens bananas, que não conseguem trocar uma lâmpada, ligar um chuveiro, não conseguem bater um prego, varrer uma casa, fazer uma panela de arroz, trocar uma fralda, resolver um conflito dentro de casa.
Uma trágica perspectiva

O problema é que esse comportamento é só a porta de entrada para uma realidade altamente preocupante que pode estar por vir. Esse espírito omisso e acovardado vai se tornar uma tragédia, quando nossas filhas precisarem de nós, e estivermos ausentes, faltando-lhes em estender as mãos para as demandas que elas sequer conseguirão nos dizer quais são.

Quando nossas esposas, precisando de um porto seguro, de um abraço, de alguém que lhes aponte um caminho naquelas situações mais críticas da vida, não nos encontrarão, antes, darão conta de que estaremos recolhidos à nossa insignificância e egoísta acomodação, fugindo covardemente mais uma vez para a barra da saia de algum bode expiatório, talvez o álcool, talvez uma amante, talvez a televisão, a internet, o futebol, enfim, a mesma atitude de fuga na infância será novamente replicada agora na vida adulta.

É possível que muitos de nós sejamos assim porque a tarefa de ser homem de verdade é árdua. Exige muito daquele que ainda é menino. Mas muitos de nós ainda agimos assim, pois não temos a real consciência de quão trágica essa postura de fato será e significará para o coração daqueles e daquelas que estiverem ao nosso redor, sim, principalmente para nossas mulheres.

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. [ Ef. 5:25 ]

Quebrando edifícios mal construídos.

Talvez esteja aí o motivo pelo qual Rodrigo Hilbert seja esse personagem tão aclamado como é hoje em dia. Ele conhece seu papel, sabe que sua função é ser um líder que serve em amor, aliás, e isso não sei exatamente se ele sabe, bem nos moldes do maior líder que já existiu.

Cristo tanto amou sua Noiva, que chegou ao ponto de entregar absolutamente tudo por ela, inclusive sua própria vida, e é exatamente nos moldes deste amor que nós homens somos chamados a amar nossas mulheres. Percebem como quão radical e revolucionário é esse chamado?

Esse frisson em torno do mito que se criou de Rodrigo Hilbert deve nos fazer pensar a quantas anda nossa masculinidade diante de Deus e das mulheres de nossas vidas. Por que elas estão tão carentes assim? É claro que toquei aqui em pontos altamente sensíveis e em questões profundamente estruturais da vida de um homem, todavia se tivermos de quebrar todo um edifício que está sendo construído de forma equivocada, que assim seja.

O que não podemos é continuar cooperando para a propagação e estruturação de uma masculinidade que não constrói nada, que adoece nossa sociedade e que está muito mais a serviço de fazer-nos passar vergonha e destruir vidas alheias do que qualquer outra coisa.

Que o Senhor nos dê um espírito valente e molde nossa masculinidade de acordo com o Seu plano, e que encontremos ocasião de arrependimento se temos nos comportado de forma omissa e acovardada diante de nossa família e principalmente de nossas mulheres.

Que Deus nos alcance!

 

Por Lucas Freitas

Extraído de: https: https://doisdedosdeteologia.com.br/rodrigo-hilbert-e-nossa-masculinidade-distorcida/ — com Rodrigo Hilbert.

O glorioso do sexo

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A Bíblia apresenta uma visão elevada do sexo. E é, sem dúvida, o selo e sinal de unidade como um casal aos olhos de Deus. Portanto, não deve ser surpreendente descobrir que podem surgir “problemas na cama”, que, se não por causa do sexo, nunca se tornariam evidentes. Assim, a culpa, o medo e a ira podem existir como resultado de relacionamentos anteriores. Por esta razão, pode-se manifestar um ódio ou uma falta de respeito, que tem a ver com diferenças não resolvidas no presente relacionamento.
O sexo é uma coisa maravilhosa, mas frágil, e não é uma boa tática para se esconder sob os problemas do tapete que tem que ser explodido e levado à luz. Se a relação conjugal não está funcionando corretamente, a relação sexual não funcionará bem. Certifique-se de ir além da superfície. A falta de “compatibilidade sexual” não precisa necessariamente ser uma falta de habilidade física. Pode ser, pelo contrário, uma indicação de problemas mais profundos no relacionamento. E muitas vezes o caso é que, se você lida com esses problemas, o relacionamento sexual melhora.
Uma regra fundamental no casamento é que, com o passar do tempo, e como Lewis Smedes aponta, descobrimos que não nos casamos com uma única pessoa, mas com as muitas pessoas em quem essa mesma pessoa se torna.

Tempo, crianças, se há doenças, experiências múltiplas e acumulação de anos trazem mudanças que exigem respostas criativas e disciplinadas, de modo que seja possível a renovação necessária de uma intimidade sexual mais fácil nos seus começos. Se não reconhecermos e nos adaptaremos a essas mudanças, nossa relação sexual como um casal sofrerá por isso.
Kathy e eu costumamos comparar o sexo em casamento com o óleo que graxa um motor. Se o óleo não estiver lá, o atrito no casamento provocará raiva, ressentimento, decepção e um relacionamento pobre. O que deve ser um motivo, torna-se um motivo para a divisão. Nunca devemos desistir de uma relação sexual legítima.
Um reflexo do eterno

O sexo é algo realmente maravilhoso e totalmente extraordinário. Isso é algo que seria evidente mesmo sem a Bíblia dizer isso. O sexo nos leva a uma alegria que se manifesta espontaneamente em elogios agradecidos. A Bíblia coloca em palavras certas. João 17 nos informa que desde a eternidade o Pai, o Filho e o Espírito Santo glorificaram e professaram o culto mútuo, expressado em devoção mútua, na alegria recíproca do coração (ver João 1:18, 17: 5, 21, 24-25).

A relação sexual entre um homem e uma mulher é, na sua essência mais pura, um reflexo do amor existente entre o Pai e o Filho (1 Cor. 11: 3). E é também o reflexo de um presente pessoal generoso e alegre que gera amor no seio da Trindade.
O sexo é uma coisa gloriosa, não só porque reflete a alegria existente em um Deus trino, mas também porque é também o começo do deleite eterno da alma que experimentaremos no céu, no seio de uma relação amorosa com Deus e com nossos irmãos na fé Romanos 7: 1s., Informa-nos que os casamentos bem combinados são os primeiros frutos da futura relação de amor que teremos com Cristo, numa união final profunda e infinitamente satisfatória.
Portanto, não é surpreendente que, como alguém apontou, a relação sexual entre um homem e uma mulher pode se tornar uma verdadeira experiência extracorpórea. E é, sem um possível paralelo, uma visão antecipada da vida gloriosa de unidade profunda que acontecerá no futuro, por isso inimaginável, mas certamente extraordinário.

 

Autores
Tim Keller é o pastor sênior da Igreja Presbiteriana do Redentor (PCA) em Manhattan, Nova York. Ele também é co-fundador e vice-presidente da The Gospel Coalition.

Kathy Keller atua como assistente de comunicação na Igreja Redemptorista Presbiteriana em Nova York. Ela é co-autora com o marido, Tim, de The Meaning of Marriage.

Fragmento adaptado do Significado do Casamento: Como enfrentar as dificuldades de compromisso com a sabedoria de Deus. Timothy e Kathy Keller. Publicações B & H.

Link do artigo original em espanhol

https://www.thegospelcoalition.org/coalicion/article/lo-glorioso-del-sexo

Criação de Filhos, HOJE!

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Talvez um dos mais maiores desafios de se ter filhos é que a maioria da minha idade NÃO FOI CRIADA PARA TER FILHOS.

Não foram ensinados que um dia seriam pais e mães. A ideia de cuidar do irmão (quando é que se tinha) já era estranha. O homem não aprendeu a cuidar da mãe e da irmã; a mulher não sabe suas responsabilidades do lar e nunca aprende a trocar uma fralda e ficar noites acordadas por causa de algum bebê.

Some-se isso ao fato de que a paternidade/maternidade envolve completa mudança nas perspectivas e envolve um altíssimo teor de mudança de rumo e a tragédia está anunciada.

Por isso, se hoje você tem filhos, não os crie SOMENTE para uma boa carreira. Resgate a importância da família, do casar cedo e ter filhos ainda na flor do vigor físico e mental. A escola e faculdade podem dar uma ajuda na parte técnica, mas NADA substituirá os ensinamentos aprendidos em casa e que serão gravados no coração.

Autor

Filipe Machado, do Ministério Homens de Honra CV