Arquivo da tag: Filhos

Pais, considere o impacto da disponibilidade

pais-01

Em seu livro Never Walk Away, Crawford Loritts fala sobre o impacto formidável que seu pai causou em sua vida:

Pelo que sei, meu pai nunca leu artigos ou livros sobre a família. Ele certamente não participou de nenhum seminário familiar que falava sobre a prioridade do lar, mas, em algum momento, assumiu um compromisso com a prioridade do lar e de sua família. Ele nunca tratou de assuntos familiares como ciência de foguetes. Ele nunca se sentou e me deu palestras sobre as complexidades dos relacionamentos familiares e as estratégias por trás de ser pai e marido. Ele apenas modelou isso. . . .

 

Disponibilidade. Essa é a palavra-chave: disponibilidade. Embora Pop trabalhasse longas horas e não estivesse em casa durante a semana, estávamos confiantes de que, se precisássemos dele, ele deixaria tudo para estar conosco.

 

De alguma forma, sentimos que ele estava sempre disponível para nós. Ele passou o tempo que teve conosco. Sua declaração de “dinheiro de sangue” representou sua perspectiva sobre essa família. Hoje muitas pessoas enfatizam que não é apenas a quantidade de tempo, mas a qualidade e a concentração de tempo com a família que conta. Isso é verdade em muitos aspectos, mas nós, pais, também devemos considerar o acesso que deixamos nossos filhos ter conosco.

 

Nossos filhos precisam interagir conosco regularmente e saber que a qualquer momento, se eles realmente precisarem de nós, estaremos lá. Nada neste mundo pode tomar o nosso lugar com eles. Nossas ações e palavras devem demonstrar que nossos filhos ocupam um lugar especial e acesso a nós que ninguém exceto nosso cônjuge tem.
Nunca vá embora: lições sobre integridade de um pai que viveu (Chicago: Moody, 1997), p. 28.

 

 
Jonathan Parnell (@ jonathanparnell) é o pastor principal da Cities Church em Minneapolis – St. Paulo, onde mora com a esposa, Melissa, e seus sete filhos. Ele é o autor de Never Settle for Normal: O Caminho Provado para a Significância e a Felicidade.

 

Autor Jonathan Parnell

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:
https://www.desiringgod.org/articles/dads-consider-the-impact-of-availability

Anúncios

Não adote!

bebe-carter-e-cachorro-toby

Se você quer o seu “bebê dos sonhos”, não adote ou promova uma criança: compre um gato e faça de conta. Adotar um órfão não é encomendar um item de consumidor ou comprar um animal de estimação. Tal mentalidade prejudica a criança e inúmeras outras crianças e famílias. Adoção é assumir o risco como um amor cruzado.

 
Por anos, convidei igrejas cristãs e famílias para o nosso mandato de 1:27 de Tiago para cuidar de viúvas e órfãos em sua aflição, para viver a adoção que recebemos no evangelho adotando e promovendo crianças. Ao mesmo tempo, sustentei que, enquanto todo cristão é chamado para cuidar de órfãos e viúvas, nem todo cristão é chamado a adotar ou promover. De fato, há muitos que, e digo enfaticamente, não deveriam.

 
Amor de qualquer tipo traz risco e, em um mundo caído, traz mágoa. Simeão diz à mãe do nosso Senhor, a Santíssima Virgem Maria, que uma espada perfuraria seu coração. Isso é verdade, em certo sentido, para todas as mães, todos os pais. Mesmo além disso, toda adoção, todo órfão, representa uma tragédia. Alguém foi morto, alguém foi embora, alguém estava empobrecido ou alguém estava doente. Embrulhado em cada situação é algum tipo de dor, e tudo o que acompanha isso. Essa é a razão pela qual realmente não há adoção que não seja uma adoção de “necessidades especiais”; você pode não saber no front end quais são essas necessidades especiais.

 
Vivemos em um tempo em que nossos compromissos tornaram-se a oportunidade muitas vezes para simplesmente uma auto-realização narcisista. Os casamentos se tornaram eventos para planejadores e fotógrafos que participam do que parece ser um jantar de estado em homenagem ao “amor do casal”.

 

As crianças muitas vezes se tornam adereços em uma vida de pais que buscam entender o que acreditam que o mundo lhes deve. É mais fácil retirar esse tipo de ilusão de autocentralização com suas fotos de noivado e festa de casamento do que com crianças. As crianças estão vivas. As crianças são pessoas com individualidade que não podem ser suprimidas. Crianças, de todos os tipos, são, por definição, imprevisíveis. As crianças quebram o seu plano de vida. A adoção certamente faz.

 
Vale a pena.
Mas Jesus nos diz que devemos saber que um rei que vai para a batalha deve medir suas tropas, um construtor de torres deve contar as despesas do projeto (Lucas 14: 28-31). Aqueles que vêem a adoção como um modo caloroso e sentimental de ter um bebê são equivocados e perigosos. Há muitos que mergulham sem conselho, sem compromisso com a fidelidade, não importa o que aconteça. Eles procuram por um bebê que atenda às suas especificações. E bebês nunca se encaixam em suas especificações … pelo menos não quando eles crescem.

 
Se o que está por trás de tudo isso não é crucificado, um compromisso de guerra aberta e olhos abertos, você vai acabar com uma criança que é duas vezes órfã. Ele ou ela será abandonado pela primeira vez pela ausência de pai e, pela segunda vez, pela rejeição de não corresponder às expectativas dos pais que não tinham nenhum negócio que impusesse tais expectativas em primeiro lugar.

 
Precisamos de um batalhão de cristãos prontos para adotar, promover e ministrar aos órfãos. Mas isso significa que precisamos de cristãos prontos para cuidar de verdadeiros órfãos, com todo o quebrantamento e risco que vem com isso. Precisamos de cristãos que possam refletir o poder de adoção do evangelho, que não procurou um berçário boutique, mas uma casa de ex-órfãos que foram encontrados em nosso próprio sangue, com os genes de Satanás em nossa corrente sanguínea.

 
Se o que você gosta é a idéia de um bebê que atenda às suas necessidades e atenda às suas expectativas, basta comprar um gato. Decore o berçário, se você quiser. Vestir-se em rosa ou azul e tirar fotos. E certifique-se de tê-lo declamado.

 

Autor: Dr. Russell D. Moore

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:

https://www.russellmoore.com/2011/10/12/dont-adopt/

A prioridade dos cuidados com órfãos significa que devemos parar de ter filhos?

Novo-cadastro-de-adoção-tem-auxílio-tecnológico-de-Tribunais

Recentemente recebi um email de um leitor com uma boa pergunta. Como há tantos órfãos em nosso mundo, ele perguntou, e uma vez que os cristãos acreditam que cuidar desses órfãos em sua aflição é uma questão do evangelho – os casais cristãos devem conscientemente parar de conceber filhos e se concentrar em cuidar de órfãos?

 
É uma boa pergunta, que leva a sério as exigências do evangelho. Mas acredito que a resposta bíblica aqui é direta. Não, as famílias cristãs não devem intencionalmente limitar sua concepção de crianças por causa do cuidado dos órfãos.

 
As pessoas de Deus, parece-me, são perpetuamente atraídas para substituir uma ética “tanto / quanto” por uma “ou / ou”. Não me interpretem mal. A Escritura é muitas vezes “um ou outro”. Ou é Deus ou Baal, seja Jesus ou Mamon, seja Espírito ou carnalidade. Uma ética “ambos / e” em qualquer desses lugares leva ao desastre. Mas pense sobre a frequência com que uma ética “ambos / e” é destruída por um falso “ou / ou”.

 

A Escritura ensina graça e obediência, mistério e clareza, tanto a humanidade de Jesus como a divindade de Jesus, tanto no discipulado local quanto no global. missões. Escolher um em oposição ao outro leva a uma falsa escolha que acaba derrubando toda a conversa.

 
Fico feliz que este leitor veja o imperativo cristão de cuidar de órfãos e viúvas. Fico feliz que ele veja através da grade do evangelho de Cristo. Passei anos da minha vida pedindo essa visão. Mas proibir nossos corpos de conceber crianças não realiza realmente o que podemos supor que faz.

 
Família não é simplesmente uma questão incidental de biologia. A família é construída sobre um padrão já existente, o padrão do evangelho. É por isso que nossa adoção em Cristo significa que devemos nos preocupar com a adoção de crianças. O evangelho nos leva à missão, e a missão nos leva de volta ao evangelho. Esse padrão é missional, sim, mas o padrão também é encarnacional. Ambos importam.

 
A adoção, nas Escrituras, não forma um tipo diferente de família. Este não é um tipo de relacionamento totalmente único. Em vez disso, no evangelho, somos adotados “como filhos” (Rom. 8:15; Gl. 4: 5). Essa linguagem de “filhos” é realmente importante porque Deus já treinou a humanidade para reconhecer o conceito de pais e filhos, pais e filhos, e ele o fez por meio da procriação.

 
No início da história bíblica, Deus ordena à humanidade que “seja frutífera e multiplique” (Gn 1:28). Então Deus, quase imediatamente, nos leva as “árvores” das várias genealogias. O favor de Deus e a misericórdia de Deus são vistos no nascimento dos filhos, que as Escrituras consideram abençoar em todos os lugares.

 
Por quê? Bem, isso ocorre porque a procriação (como o casamento) é uma figura do evangelho. O amor de Deus por nós tomou carne na pessoa de nosso Senhor Jesus (João 1:14), uma Encarnação que nos leva a ser “gerados” como filhos de Deus (João 1:12; 3: 6-7). 1 Jo 5: 1). O amor entre Jesus e sua igreja é frutífero e se multiplica. Ele está diante de seu Pai, com seu povo, e proclama: “Aqui estou e os filhos que Deus me deu” (Hb 2:13).

 
A adoção só faz sentido à luz da procriação. Uma criança adotada é adotada em um conceito já existente, o de pais e filhos. As Escrituras usam ambos os arquétipos, o da adoção e o da procriação.

 
Se idolatrarmos a procriação, como se a família fosse meramente sangue, repudiamos o evangelho que nos salvou. Mas, se nos afastarmos completamente da procriação, a adoção não será mais adotada “como filhos”. A metáfora, então, atribui-se apenas a um arranjo de vida, não à família natural. A adoção é mais cosmicamente mais do que um arranjo vivo. A adoção de crianças faz sentido à luz da geração de filhos.

 
Antes de podermos cuidar de órfãos, devemos perguntar por que existem órfãos no mundo. A resposta inclui uma variedade de razões, desde o divórcio à pobreza, passando pela guerra até desastres naturais, e a lista continua indefinidamente. A melhor coisa que pode acontecer aos órfãos é que as crianças sejam bem-vindas e desejadas, sejam recebidas como Jesus sempre recebe crianças pequenas.

 
Antes de podermos amar as crianças como órfãs, devemos amar as crianças quando crianças.

 
A congregação que discipula seus próprios membros e cuida daqueles imediatamente ao redor, mas se recusa a unir-se a Jesus para alcançar os confins da terra não é uma igreja fiel. Da mesma forma, a congregação que envia missionários para todos os lados, mas se recusa a amar seus próprios vizinhos locais, é infiel. Em ambos os casos, um “ou / ou” leva a erro. Deve ser “ambos / e”.

 
Não acredito que as famílias cristãs devam permanentemente incapacitar sua capacidade de procriação. Mesmo fora das divergências cristãs sobre contracepção ou tamanho da família, todos podemos concordar que o nascimento dos filhos é retratado por Deus como bênção e não como fardo (Sl 127: 3).

 

Além disso, não devemos ver o potencial amor futuro por crianças nascidas como uma mercadoria escassa, que então deve ser tirada das crianças que adotamos ou adotamos. O amor não é uma mercadoria, e não é parcelado. O amor não é limitado e não é uma barreira para o ministério.

 
O amor “tudo suporta … tudo suporta” (1 Co 13: 7). Tenha bebês e ame seus bebês. Ministre aos órfãos, e ore pela sabedoria de Deus em como você pode cuidar melhor dos órfãos e viúvas em sua vizinhança e ao redor do mundo.

 
Sim, o casamento e a família inibem a liberdade que alguém tem de fazer certas coisas no ministério. O apóstolo Paulo celebra aqueles que abandonam a família por causa do ministério, mas isso, no exemplo apostólico, implica a renúncia do próprio casamento (1 Co 7: 1). Uma vez que há casamento, não se pode simplesmente separar as realidades conjugais em prol do ministério.

 
Pode ser que Deus não lhe dê filhos biologicamente e, ao contrário, os estimulará mais rapidamente em direção à adoção ou assistência social. Pode ser que Deus lhe mostre como dar as boas-vindas aos filhos tanto pela adoção quanto pelo modo mais típico. E pode ser que o seu amor pelas crianças que você recebe de nascença seja o sinal para sua igreja e seus vizinhos amarem os filhos e, assim, receber crianças órfãs.

 

É “ambos / e”, não “ou / ou”. Adotar para a vida não exige aceitar a faca.

 

Autor: Dr. Russell D. Moore

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:
https://www.russellmoore.com/2017/02/14/priority-orphan-care-mean-stop-children/

O que a adoção me ensinou

adocao

Quatorze anos atrás, hoje, minha esposa e eu saímos de um orfanato russo com dois meninos de um ano de idade. De repente, pela primeira vez, eu era pai e ela era mãe. De repente, o pequeno Maxim era “Benjamin Jacob Moore” e o pequeno Sergei era “Timothy Russell Moore”. Tudo mudou para todos nós, para a vida.
Como escrevi no meu livro Adopted For Life, Deus usou essa experiência para mudar toda a minha vida. Ele me ensinou muito sobre sua paternidade, muito sobre o evangelho, muito sobre a comunidade e muito sobre a missão da igreja. Mas as pessoas às vezes me perguntam: “Desde então, o que você aprendeu sobre se tornar uma família por meio da adoção?”
O principal é que as convicções forjadas lá no calor de julho da antiga União Soviética apenas se cristalizaram mais. Como pai de cinco filhos agora, alguns por essa adoção e alguns pela maneira mais típica, estou tão convencido como sempre que a adoção, em uma família ou na Família de Deus, é “real”. Não existe tal coisa A economia de Deus como “filho adotivo”, somente uma criança que foi adotada na família. “Adotado” define como você veio para a casa, mas não define você como outro tipo de membro da família.

 

No livro de Romanos, Paulo define todos os cristãos, judeus e gentios, como tendo recebido um “espírito de adoção” comum (Rm 8:15; 9: 4).

Eu também aprendi muito sobre a dificuldade de adoção. Fomos abençoados quando recebemos nossos dois filhos, mas não sabíamos o quão difícil seria. Nós nunca tivemos filhos antes, então simplesmente nos ajustamos ao novo normal. Como os meninos nunca tinham comido alimentos sólidos, um deles estava traumatizado pela textura da comida, enfiava nas bochechas e engasgava. Ensiná-lo a comer era a coisa mais estressante que eu já vivi, enquanto eu sentava em sua cadeira e persuadia: “Chew! Chew! ”Em um ponto, eu me virei para Maria e disse:“ Espere! Eu, pela primeira vez, realmente adquiro todo o conceito de “leite para carne” do Novo Testamento. ”

 

Mas então nosso filho vomitou toda aquela comida, e minha percepção exegética se foi.
Minha avó costumava sempre dizer sobre a Depressão, o que eu ouvi quase todo mundo daquela época dizer: “Nós éramos pobres, mas não sabíamos que éramos pobres”. Eu posso me relacionar. Ajustar-se à vida em uma nova casa naquele primeiro ano foi difícil, mas nós realmente não sabíamos disso. Eles eram nossos filhos e nós apenas amamos e disciplinamos e rimos o nosso caminho através dele. Quando nosso próximo filho nasceu para nós, quando bebês, nos entreolhamos por cerca de seis meses e dissemos: “Isso é incrivelmente fácil!”

 
Acho que as coisas teriam sido muito diferentes, se tivéssemos entrado em pânico com cada pilha de alimentos acumulados que encontramos em casa ou com todos os tipos de bolas jogados. Se tivéssemos tentado relacionar tudo isso de volta a algum tipo de possível história de horror de adoção, ou tentado atribuir uma síndrome a tudo isso, provavelmente nunca teríamos se unido como fizemos, como uma família. Mas nós fizemos, e nós somos.

 

Essa dificuldade alegre é exatamente igual ao evangelho equivalente no Espírito de adotar a graça. Às vezes nós, como igreja, não reconhecemos como uma nova família parece estranha. As pessoas em nosso meio vêm a conhecer a Cristo; eles aprendem a gritar “Abba”, mas ainda há um longo e difícil ajuste a ser feito. Às vezes, eles se perguntam se são bem-vindos porque não sabiam como encontrar Ageu em suas Bíblias, ou porque não tinham lembranças da Escola Bíblica de Férias. Se a igreja é a casa de Deus, não vemos esses novos crentes ansiosos e esforçados como nossos convidados ou nossos projetos ministeriais. Eles são nossos irmãos e irmãs. Não é nenhum fardo andar ao lado deles, firmando a cruz nas suas costas. É só o que você faz quando você é da família.
Quatorze anos depois, esses garotos estão crescendo e tenho orgulho deles. Vamos celebrar o “Dia de Moore” hoje e vou recontar a história da transição do orfanato para a mesa de jantar. E eu vou lembrar que fiz a mesma transição, e digo a mim mesma uma velha e antiga história também. Mas, acima de tudo, vou apenas agradecer a Deus, pois me lembro desses dois órfãos emacipados naquela instituição, e os vejo sentados juntos, em família.
Eles são meus amados filhos, e com eles estou bem satisfeito.

 

Autor: Dr. Russell Moore

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:
https://www.russellmoore.com/2016/07/27/what-adoption-has-taught-me/

Como as igrejas podem criar uma cultura de adoção

media_header_581b847649d63

Ainda tinha aquele cheiro, como uma mistura de tapete novo e velha senhora.

Maria e eu olhamos uma para a outra enquanto nos levantávamos neste auditório familiar. Foi o primeiro lugar que nós já vimos um ao outro – de pé bem aqui, enquanto eu corria da chuva e ela estava dobrando um guarda-chuva encharcado. Eu andei por esta porta milhares de vezes.

Meus pais me carregaram nessas portas algumas semanas depois do meu nascimento. Eu passei por eles todos os domingos de manhã da minha infância, com uma Bíblia e um envelope de oferta na mão. Todo verão eu caminhava por essas portas – carregando uma bandeira ou uma Bíblia para a rodada de compromissos da Escola Bíblica de Férias, as coisas mais próximas que tínhamos de uma liturgia ou de um calendário do ano cristão.

Eu olhei para a janela, bem ao lado das grandes portas de vidro. Esse foi o filho do pregador que quebrou com uma pedra, e nós todos nos espalhamos, sabendo que ele iria conseguir. Esta foi a minha igreja em casa. Fazia muito tempo desde que entramos neste auditório, e agora tínhamos duas pequenas mãos segurando nossos dedos.

Nossos garotos tinham, eu tenho certeza, nenhuma ideia de quão grande era para nós tê-los aqui conosco. Para eles, era apenas outra igreja em algum lugar. Mas para mim, foi tudo.

Para a maioria das igrejas, a adoção não é uma prioridade, e isso não é porque os membros da igreja são anti-adoção. É porque a adoção parece estranha para alguns deles e irrelevante para os outros. Torna-se um foco apenas quando um membro da igreja enfrenta pessoalmente infertilidade, ou conhece crianças particulares sem pais. Até então, para a maioria de nós, a adoção raramente cruza nossas mentes.

 

É por isso que o primeiro passo para uma igreja amiga da adoção deve ser o púlpito. Isso parece óbvio, mas é menos óbvio do que parece. Ao dizer que os pastores deveriam pregar sobre adoção, não estou falando primariamente de “conscientizar” sobre a adoção, da mesma forma que um diretor do ensino médio pode “aumentar a conscientização” em um discurso sobre uma campanha de arrecadação de fundos para o novo estádio de futebol.

A pregação não é simplesmente um meio de transmitir informações. O ato de pregar, então, carrega consigo, se é a pregação bíblica fiel do evangelho, a autoridade do próprio Jesus. Essa é a diferença entre o ato de pregar e o ato de dar palestras – a diferença entre “Assim diz o Senhor” e “Parece para mim”.

O pregador, além disso, deveria pregar sobre adoção com especificidade.

O pastor não sabe exatamente como uma prioridade de adoção funciona em cada vida ou família individual, mas ele pode promover a causa provocando perguntas. Ele pode perguntar, por exemplo, em uma mensagem sobre a pobreza ou a santidade da vida humana, se Deus pode estar chamando alguns na congregação naquele dia para adotar, se Deus está chamando alguém para dar dinheiro para financiar uma adoção. Ele pode chamar seu povo para orar por como Deus os usaria para servir os órfãos, seguido por informações sobre como eles podem cumprir qualquer compromisso que Deus ponha em seus corações com informações de contato sobre grupos dentro da igreja capazes de ajudar.

Pastores e líderes da igreja também podem criar uma prioridade para adoção, destacando as adoções dentro da igreja. Esta não é uma maneira de “elogiar” os pais adotivos, mas sim de fazer com que a adoção pareça menos “estranha” para o resto da congregação.

Em quase todos os cultos da igreja, há aqueles que começariam a pensar se deveriam ou não adotá-los se apenas virem alguém que tenha feito isso. Quando as pessoas vêem e conhecem crianças que foram adotadas, de repente, a realidade não é abstrata para elas. Quando eles ouvem a palavra “órfão”, eles param de pensar em um rosto triste em um filme e começam a pensar em “Caleb” ou “Chloe”, que se senta no banco na frente deles.

Algumas igrejas têm um tempo de “dedicação do bebê” ou “dedicação de pais e filhos”, em que oram por recém-chegados dentro da congregação. Algumas congregações são de um tamanho tão grande, que esse tipo de celebração anual é o que é prático. Para outras igrejas, no entanto, pode haver um tempo no final do culto sempre que um bebê nasce ou uma criança é adotada por uma família dentro da igreja.

Isso poderia levar apenas três ou quatro minutos com reconhecimento e uma oração de agradecimento. Em igrejas maiores, isso poderia ser feito via vídeo. O objetivo seria contrapor-se à crescente visão utilitarista da cultura sobre as crianças, acolher as crianças como bênçãos de Deus e encorajar as famílias a considerarem a adoção de órfãos em suas casas.

Um pastor-herói meu costumava concluir cada batismo permanecendo no batistério, mergulhando as mãos na água e anunciando: “E ainda há espaço para mais.” Era a maneira dele de convidar aqueles que ouviam entrar na comunhão de Cristo sem demora. Um pastor poderia ter grande efeito se realizasse um tempo de oração por adotar famílias, seguido da declaração ao seu povo: “E ainda há mais crianças lá fora que precisam de pais piedosos”.

Outro aspecto chave do ministério da igreja local em direção à adoção é o da administração econômica.

Se os apóstolos lembram até mesmo o próprio Paulo de “lembrar-se dos pobres” (Gl 2,10), então certamente o restante de nós precisa de tal lembrança. O pastor pode se levantar e dizer: “Temos um casal sem nome em nossa congregação que está orando pelo dinheiro que será necessário para adotar uma criança, imagino se o Senhor está chamando alguém aqui para ajudar a fazer isso acontecer”. ao permitir que os doadores o façam anonimamente, sabendo que serão recompensados ​​integralmente no Tribunal.

Os pastores podem encorajar a adoção também à medida que enfatizam continuamente a santidade (e dignidade) da vida humana, incluindo a vida dos deficientes, os “ilegítimos” e os que ainda não nasceram.

Algumas das mulheres da sua congregação são vulneráveis ​​à propaganda abortista precisamente porque ela sente que perderá sua igreja se as pessoas da igreja souberem da vergonha de sua gravidez. Fale com essa mulher do púlpito – e para seu marido ou namorado ou pai. Fale diretamente com o abortista, que pode ter escorregado pela porta dos fundos ou pode se deparar com uma gravação da mensagem. Fale diretamente do horror do julgamento que virá por aqueles que derramam sangue inocente. Mas fale também diretamente que o julgamento caiu sobre o corpo trêmulo de um Jesus crucificado. Avise do inferno, mas ofereça misericórdia – misericórdia não apenas no Tribunal, mas misericórdia nas células/grupos e nos corredores de sua igreja.

Sua congregação pode incentivar e equipar a adoção de bebês e crianças. Sua igreja pode pregar o evangelho e cuidar dos vulneráveis. Você pode fornecer os fundos e o incentivo e o apoio de oração para um número incontável de famílias da Grande Comissão. Se a adoção for uma prioridade, as congregações precisarão se mobilizar para isso. Afinal, é preciso mais do que uma aldeia para adotar uma criança, pelo menos para aqueles de nós em Cristo. É preciso uma igreja.

 

Este artigo é adaptado da nova edição do meu livro Adoptado para a Vida: A Prioridade da Adoção para Famílias e Igrejas Cristãs.

 

Autor: Dr. Russell D. Moore

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:

https://www.russellmoore.com/2015/11/23/how-churches-can-create-a-culture-of-adoption/

Uma carta aos meus filhos sobre pornografia

atitudes-maes-transformam-filhos

Meus queridos filhos,

O olho contempla tanto o bem quanto o mal nesta vida. Olhar leva a tornar-se. O que nós continuamente colocamos diante de nossos olhos e mentes moldarão e determinarão quem somos. As imagens dizem ou a verdade ou a mentira, mas todas elas falam.

 

Além disso, os nossos olhos naturais são coisas sensuais que não são satisfeitas facilmente (1João 2.16). Um olhar lascivo pode nos mudar. Um olhar pode alimentar o monstro interior de modo a erguer a sua cabeça feia à procura de mais.
“Alimente-me”, diz ele. Seu apetite é feroz e insatisfeito. Um olhar conduz a outro, e, em seguida, a muitos outros mais.

 
Tal é o reino do desejo sexual — um mundo de pornografia leve e livre — e dos segredos contidos em navegadores de internet. O que vocês veem, meninos, vocês se tornam. Se vocês fervem o seu chá por muito tempo, ele fica amargo.

 

Assim, se vocês se sentarem e se encharcarem de fantasias pornográficas, sua vida terá um sabor amargo. A princípio, os sabores podem parecer doces, mas a amargura sempre será o resultado final. E essa amargura será compartilhada um dia em suas interações com moças, no modo como vocês pensam sobre moças, falam com as moças, tratam as moças e se interessam por elas.

 
Uma educação ímpia sobre sexo
A pornografia deforma a sua visão sobre as moças, estejam vocês conscientes disso ou não. E um dia, a pornografia pode afetar a sua futura esposa. As mulheres exuberantes na tela do computador podem não sentir diretamente os efeitos de sua luxúria, mas elas as sentem indiretamente, enquanto vocês alimentam a indústria que as escraviza e as trafica.

 
Mas as imagens não podem sentir o doloroso pesar e perda que uma esposa sente quando os pecados ocultos de seu marido são inevitavelmente revelados. Peço a vocês que não deixem o chá ferver por muito tempo; não deixem que alguém contemple os milhares de olhares ao longo de anos. Se isso acontecer, vocês sentirão amargura, meus filhos, e vocês desejarão vomitá-la.

 
A luxúria distorce a glória tanto da masculinidade quanto da feminilidade bíblicas; vai contra a ordem divina dada no jardim do Éden. Os homens devem cuidar das mulheres — prover e protegê-las com força humilde — não devem explorar e dominar. As mulheres são fortes, capazes e iguais a eles, e não objetos a serem usados e descartados.
Mas a indústria da pornografia rebaixa homens e mulheres, e os reduz de todas as formas a simples atores de luxúria animal por pixilação#1, em vez de honrá-los como complexos e gloriosos portadores da imagem do seu Criador. Essa é a sociedade de consumo em que vivemos, desvalorizando os seres humanos enquanto eles são oferecidos para consumo. A indústria pornográfica se apresenta como um zoológico sexual virtual para busca de prazer.

 
Um lugar muito melhor para olhar
Vocês, meus filhos, são chamados por Deus para rejeitar o consumismo sexual. Vocês são chamados por Cristo a buscarem o prazer nele e a derramarem a sua vida em sacrifício altruísta a Deus e aos outros.

 
Jesus Cristo é o oposto da pornografia. Jesus viveu uma vida de negação e sacrifício. Jamais ele teve qualquer luxúria. O sexo para ele era desnecessário, já que era perfeitamente à imagem de Deus. Ele humilhou-se e colocou-se como último, a fim de colocar-nos em primeiro lugar.

 

A pornografia é autoexaltação. É colocar os seus prazeres e desejos em primeiro lugar, antes da glória de Deus e do bem dos outros. Visto que Cristo é o oposto da pornografia, então, olhem para Cristo em sua luta contra a tentação sexual e contra o pecado. Quando vocês contemplarem a Cristo, se tornarão semelhante a ele.

 
“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2Coríntios 4.6).
Olhem em sua face e a pornografia começará a parecer estranhamente obscurecida.

 

 

Um lugar seguro após a falha sexual
Quando Moisés solicitou a Deus que lhe mostrasse a sua glória (Êxodo 33.18), a glória de Deus no evangelho de Jesus Cristo ainda não havia sido totalmente revelada. Quanto mais glorioso é para vocês, quando pedirem a Deus que lhes mostre a sua glória agora, depois da cruz e da ressurreição? Vocês apenas precisam ler sobre essa glória na Palavra de Deus e meditar sobre ela em seus corações e mentes. Vocês serão transformados. “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Salmos 119.9).

 
E se vocês estão atraídos por prazeres ilícitos na internet, lembrem-se das palavras de Robert Murray M’Cheyne: “Para cada olhar para si mesmo, olhe dez vezes para Cristo”. Um olhar para o seu eu pecaminoso carece de dez olhares para Cristo pregado numa cruz por vocês. Estar em Cristo é a única qualificação que nós precisamos para contemplarmos a sua glória, mesmo depois de termos pecado. Somente Ele é a cura e a prevenção para o seu pecado.

 
Sê tu a minha visão

 
Lembrem-se do que Jesus disse em Mateus 6.22: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”.
Um olho bom indica visão clara, e vocês terão uma forma espiritualmente boa de olhar para as coisas (como o dom do sexo).

Porém os seus olhos podem mentir para vocês se verem apenas com eles e não através deles. Os seus olhos podem corromper os seus corações e as suas mentes, se estiverem usando-o apenas para verem o que está diretamente diante de vocês. Quando seus olhos estiverem cheios com a glória de Deus em Cristo, vocês verão claramente todas as mentiras distorcidas da luxúria.

 
Antes que papai e eu tivéssemos vocês, meninos, nós planejamos o nosso casamento. Eu desejei cantar o meu hino favorito: “Sê Tu a Minha Visão” [“Be Thou My Vision”], antes de caminhar até o altar. Minha oração foi que Cristo sempre fosse a minha visão no casamento, mas agora essa oração também envolve vocês. Eu oro para que Cristo seja a sua visão em toda a vida — que os seus olhos sejam cheios da glória que conduz à verdade, à vida e à alegria. Aquilo que vocês colocam diante de seus olhos os transformarão. Que isso vos encha de luz e não de trevas.

 

 
Com amor,
Sua mamãe.

 
#1: Pixilação: é uma técnica que capta imagens de atores ou objetos reais, criando uma sequência de animação.

 

 

Por: Liz Wann. © 2016 Desiring God. Original: A Letter to My Sons About Pornography
Tradução: Camila Rebeca Almeida. Revisão: William Teixeira. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Uma carta aos meus filhos sobre pornografia
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

 

 

Liz Wann (@liz_wann) tem um bacharelado em Inglês e escrita pelo Rollins College. Ela agora vive na Filadélfia com o seu marido e dois filhos pequenos. Ela escreve em lizwann.com. Ela é uma mãe que permanece na vida comum do lar em tempo integral

Criação de Filhos, HOJE!

25coisas-750x422

Talvez um dos mais maiores desafios de se ter filhos é que a maioria da minha idade NÃO FOI CRIADA PARA TER FILHOS.

Não foram ensinados que um dia seriam pais e mães. A ideia de cuidar do irmão (quando é que se tinha) já era estranha. O homem não aprendeu a cuidar da mãe e da irmã; a mulher não sabe suas responsabilidades do lar e nunca aprende a trocar uma fralda e ficar noites acordadas por causa de algum bebê.

Some-se isso ao fato de que a paternidade/maternidade envolve completa mudança nas perspectivas e envolve um altíssimo teor de mudança de rumo e a tragédia está anunciada.

Por isso, se hoje você tem filhos, não os crie SOMENTE para uma boa carreira. Resgate a importância da família, do casar cedo e ter filhos ainda na flor do vigor físico e mental. A escola e faculdade podem dar uma ajuda na parte técnica, mas NADA substituirá os ensinamentos aprendidos em casa e que serão gravados no coração.

Autor

Filipe Machado, do Ministério Homens de Honra CV

Pastor: cuide dos seus filhos

homem-biblia

Muitas vezes, investimos nosso tempo e energia para fazer coisas que importam e negligenciamos as que mais importam. Do meu ponto de vista, este é um dos principais perigos dos chamados por Deus para o ministério. Deus nos chama a realizar uma tarefa de grande importância: cuidar de Seu povo. Mas muitas vezes, por diferentes motivos, tendemos a colocar em segundo plano o nosso principal chamado: cuidar da nossa família.
Uma comissão divina
Não dar prioridade aos nossos filhos e familiares nos desqualifica para o ministério. Nós vemos isso em 1 Timóteo 3: 4-5: “Deixe ele governar bem a sua casa, tendo seus filhos com toda a dignidade, (pois se um homem não sabe como governar sua própria casa, como ele pode cuidar da igreja de Deus? ) “.

Este texto comunica que, se um pastor deixar sua casa no caos, ele não deve governar a igreja. Portanto, ele deve dedicar sua atenção ao que é mais importante. De certo modo, um pastor que coloca sua família no fundo acaba por insultar o evangelho. Efésios nos chama a amar nossas esposas como Cristo amou a igreja (Efésios 5:25), e não para provocar nossos filhos a ira (Efésios 6: 4). Esse comportamento é correto e reflete o evangelho. Assim como Deus nos ama como pai, devemos amar nossos filhos de forma sacrificial.
1 Timóteo 3: 4 nos mostra que essas crianças seguem de alguma forma a liderança de seu pai. É um verso muito controverso, com interpretações diferentes, mas podemos pelo menos ver que o pastor aqui, como pai, foi fiel ao seu chamado para governar sua casa. Isso é algo que pode ser medido objetivamente. Ele era fiel para pregar o evangelho a eles, para discípula-los, amá-los, corrigi-los, viver uma vida de testemunho no lar, perdoá-los e confessar suas próprias falhas. Essas coisas só podem acontecer em um ambiente onde o pai é um líder envolvido na vida de seus filhos.
De primordial importância

Talvez seja por causa da ideia de que devemos dar o melhor para Deus. Ou talvez seja legalismo institucionalizado. De qualquer forma, no ministério há uma tentação comum de pensar que se servimos a Deus, devemos dar-lhe o tempo todo o tempo que temos.

Isso também pode ser devido a tendências pecaminosas em nossas vidas; pelo medo de que as pessoas abandonem nossa igreja ou satisfaçam o desejo de serem aceitas.
Antes de continuar, quero esclarecer algo. Por causa da ênfase dada nos últimos anos para passar o tempo com a família, ocasionalmente conheci pastores que não trabalham duro para a congregação e não se sacrificam pelo evangelho. Estamos chamados a dar nossas vidas por esta obra gloriosa, a de pastorear o corpo de Cristo. Não podemos usar nossas famílias como desculpas para a preguiça.

Agora, 1 Timoteo 3 nos permite ver isso, para aqueles de nós que temos família, nossa prioridade deve ser eles. Nossos filhos devem estar cientes de que eles são os mais importantes. Com isso, não estamos tomando o lugar de Deus, mas está na instrução e formação de nossos filhos segundo a Sua Palavra, que mostramos a obediência a Ele.
Alguns meses atrás, eu estava no processo de recrutamento de conferencistas/palestrantes para a reunião anual da ReformaDos, um ministério em Porto Rico que eu presido. Entrei em contato com um pastor e amigo que é um dos homens mais piedosos que conheço, e um excelente pregador da Palavra, Mike Bullmore.

Eu sei que o tema que seria apresentado na conferência foi um dos temas sobre os quais ele é mais apaixonado: Jesus e o evangelho ao longo da vida. Não só isso; se Mike concordasse em participar como palestrante, ele estaria visitando uma ilha tropical no momento em que ele começaria o duro inverno em Wisconsin, onde ele morava. Após dias de oração, procurando conselhos e pensamentos, ele me informou com arrependimento que ele não podia aceitar o convite. O motivo era que seu filho estaria na última temporada do futebol universitário, e desejou poder testemunhar a maioria dos jogos naquela última temporada.

Talvez eu pudesse pensar, Mike, como vai sacrificar servir a igreja para ir a um jogo? Mas naquele momento, como pai, eu poderia me relacionar com ele. Seu filho não teria motivos para duvidar do amor de seu pai por ele.

Desafios à frente
Os filhos de pastores, durante seus anos de desenvolvimento, enfrentam desafios especiais em comparação com seus pares. Muitos têm de lidar com expectativas que não são realistas em seu processo de santificação. Muitos filhos de pastores rebeldes mencionam interações com membros da igreja que marcaram suas vidas.

Comentários como “Você não pode fazer isso, você é o filho do pastor”, ou “um filho de um pastor não se comportaria desse jeito”, colocou uma pressão desnecessária e, por muitos, insuportável sobre sua vida. Nesse sentido, tento encorajar as congregações a dar o espaço por causa dos filhos dos pastores para que eles possam caminhar a fé de uma forma cheia de graça.
Um erro que podemos fazer é não colocar expectativas bíblicas sobre nossos filhos para liberá-los dessa pressão da congregação. Em casa, dizemos aos nossos filhos: “Se papai fosse um encanador, um engenheiro ou um pedreiro, nada mudaria. Todos somos chamados a dar nossas vidas para a igreja, a viver vidas de piedade e a refletir o evangelho com nossas vidas “. Embora seja uma realidade que nossos filhos enfrentam desafios, muitas vezes o fazemos mais prejudiciais ao não apresentar os padrões bíblicos.
Uma benção do alto
Uma das tentações mais comuns a todos os homens é o medo. Esta tentação se intensifica e assume um sabor particular para os pastores que são pais de família. Medo de que meu filho está perdido, medo de ser desqualificado do ministério, temem que eles sejam marcados para sempre. Nunca devemos deixar o medo nos conduzir ou paralisar, pois o medo é a incredulidade. Devemos encontrar convicções bíblicas que nos conduzam a práticas que refletem o evangelho na vida de nossos filhos.
Vemos em Êxodo 12 e 13 o chamado para passar a Páscoa de geração em geração. Este é um chamado eterno que na nova aliança se reflete em dar prioridade à vida da igreja em nossa família. Portanto, não devemos ter medo de restringir as atividades nas vidas de nossos filhos que interferem com a igreja. Fazemos isso porque temos convicções bíblicas de que a vida da igreja é de primordial importância. Não porque somos a família pastoral, mas porque é algo que Deus nos chama a fazer. Desta forma, convicções bíblicas devem melhorar todas as áreas de como criamos nossos filhos.

Uma tentação causada pelo medo não é aproveitar a benção das crianças. O salmo 127 diz que as crianças são um presente do próprio Deus. Durante a parentalidade, podemos ser dominados pelo medo e esquecer de apreciá-los. Eles percebem se os vemos como benção ou carga. Mas o evangelho informa a nossa educação. Eles devem saber que não há nada que possam fazer que nos faça mudar nossa disposição para eles. Nós sempre os amamos. Eles podem desqualificar-nos do ministério, eles podem ter vergonha, eles podem nos tornar cinzentos … mas eles devem sempre sentir que os amamos. Esse é o efeito do evangelho na parternidade.
Crianças para a glória de Deus
Uma amiga, a filha do pastor, nos contou uma história. Seu pai começou no ministério quando tinha 17 anos, então ela não experimentou a infância como filha de um pastor.

Em um retiro congregacional de famílias pastorais, as crianças subiram ao estrado e, um a um, compartilharam o quanto eles estavam feridas porque o pai colocou o ministério acima deles. Eu uso essa história com freqüência com minha esposa. Eu lhe digo que é minha intenção que meus filhos saibam que eles são uma prioridade para mim. Não nos dando motivos para subir em um palco para dizer que não os amamos. Se decidirem não servir ao Senhor, podemos dizer calmamente: “Eu fiz o meu melhor. Não para sentir calma, mas porque eu tentei glorificar a Deus “.
Muitos se referem a criação de flhos como a coisa mais difícil que eles fizeram em suas vidas. Se você adicionar o desafio de fazê-lo enquanto trabalha no ministério, fica mais complicado. Mas é bom quando as coisas se complicam, porque nos levam a depender mais de Deus. Se somos chamados por Deus para servi-Lo no ministério pastoral, devemos ir diariamente ao Senhor para clamar pela Sua ajuda nesta bela tarefa que Ele nos deu, não só para pastorear, mas para criar nossos filhos para a Sua glória. Na Sua providência, Ele pode se glorificar salvando-os, e em Sua graça, Ele pode nos usar nesse processo.

Autor
José Mercado
José Mercado (Joselo) é membro do Conselho de Coalizão para o Evangelho. Nascido em Porto Rico, ele renuncia a sua carreira de consultoria em 2006 para se juntar ao Pastoral dos pastores dos ministérios da soberania soberana. Ele é o pastor sênior da Sovereign Grace Church em Gaithersburg, Maryland. Joseph está no processo de completar seu SBTS Mdiv, e é casado com Kathy Mercado e é pai de Joey e Janelle.

Link do artigo em espanhol

https://www.thegospelcoalition.org/coalicion/article/pastor-cuida-de-tus-hijos

 

O que eu faço se meu filho for indiferente ao evangelho?

24exawn

A salvação de seus filhos pertence ao Senhor.
Uma das coisas que faz com que os pais fiéis ao Senhor sofram mais é ver como alguns de seus filhos não são crentes e vivem no mundo de costas para Deus. A dor é dolorosa!
Eu sou uma dessas mães, então eu posso entender essa dor. Embora tenhamos lutado com sentimentos de culpa, não devemos nos concentrar em nós mesmos. Sem justificar nossas faltas e pecados – que há e muitos – nos pede uma e outra vez o que fizemos de errado, só nos faz mal.
Ao longo dos anos, tive que aprender algumas lições que gostaria de compartilhar com você. Cada um deles me ajudou a ver esta situação dolorosa com uma perspectiva bíblica:
1. Nossos filhos não nos pertencem.
Deus nos emprestou para que possamos amá-los e guiá-los no caminho do Senhor. Antes de nascermos, devemos devolver nossos filhos a Deus, seu criador, como fez Ana com Samuel (1 Samuel 1:11).
2. Nós não somos seus salvadores.
Como pais, nossa responsabilidade é educar nossos filhos no temor do Senhor, mas não podemos salvá-los. A salvação é obra do Espírito Santo nos corações; não é recebido por herança, nem por trabalho ou vontade de carne ou sangue (João 1: 12-13).
3. Devemos parar de pregar.
Se ele ou ela já conhece o evangelho, o que eles precisam são pais que oram incessantemente em seu favor e vivem o que pregam.

Lembre-se de Mônica, a mãe de Agostinho de Hipona. Ela era uma crente fiel e seu filho conduziu uma vida equivocada cometendo pecados sérios que faziam sua mãe sofrer muito. No entanto, ela não parou de orar e interceder por seu filho. Daí a frase do bispo de Cartago que disse a Monica: “O filho de tantas lágrimas não se perderá”. A quem devemos chorar e insistir é Deus, não eles, porque Deus é o único que pode mudar seu coração (Lucas 18: 1-8).
4. Não espere o comportamento cristão.
Não espere comportamento de um cristão se seu filho não é um crente. Dói vê-los fumar, dizendo palavras obscenas, vestir-se como o mundo, ser imoral, e assim por diante. Mas esses são sintomas e o fruto de um coração que não é arrependido. O que temos de procurar não é que mude seu comportamento, mas é seu coração; Se o seu coração mudar você mudará sua vida, você será uma nova criatura e você verá o fruto do Espírito em sua vida (Gálatas 5: 22-24).
5. Não esqueçamos o poder da Palavra.
Lembre-se de que tudo o que vocês ensinaram a eles a partir da Palavra de Deus está lá; O Senhor pode usar qualquer circunstância para trazer à memória um verso ou uma passagem da Escritura e falar diretamente sobre sua consciência e coração. “Assim, a minha palavra sairá da minha boca; ela não voltará para mim vazia sem ter cumprido o que eu desejo, e alcançado o propósito para o qual eu a enviei” Isaías 55:11.
6. Ame incondicionalmente.

Como Deus nos ama. Não culpe constantemente todos os seus erros, pecados e estilo de vida. Seu filho sabe. Ele pode até estar lutando com seus próprios pecados; nós não sabemos, mas Deus faz. Mostre respeito por ele mesmo se você discordar de seu comportamento, assim como o Senhor nos amou com amor eterno (Efésios 2: 4-5).

7. Vamos constantemente apontar para Cristo.
Seu filho precisa ver Cristo e sentir a necessidade de ir a Ele. Mostre-lhes Cristo na sua vida, nas suas palavras, nas suas ações, nas suas relações com os outros e no seu relacionamento com ele ou ela.

Fale sobre Ele de uma maneira natural, sempre procurando oportunidades para falar sobre Seu trabalho na cruz para nós. Que você veja a beleza de Jesus em você. Você pode enviar mensagens com um verso da Bíblia de tempos em tempos, diga-lhes que os ama, que você sente falta deles e fica com eles para comer ou beber. Mesmo que eles não lhe digam, esses pequenos detalhes lhe agradam (Efésios 5: 1-2).
8. Não perca a esperança.
Seja paciente; enquanto há vida, há esperança. Embora Deus só saiba se um dia ele será um verdadeiro cristão, não devemos perder a esperança. Deus chama alguns da manhã, outros ao meio dia e outros à noite (Mateus 20: 1-16).
Não se sinta tentado a pensar que seu filho ou filha será condenado; Isso é somente para Deus e não para nós. Cabe a nós continuar a orar, amar e esperar que eles retornem ao Pai celestial e acolhê-los com alegria e celebrar como a parábola do filho pródigo (Lucas 15: 11-32). Confie em Deus.

 

Autora
Filha e servo de Deus pela pura graça. Esposa do pastor Luis Cano de 1985, mãe de Bequi e Débora. Juntamente com o marido, ela atua na “Igreja cristã evangélica” de Ciudad Real, na Espanha. Ela também é professora de inglês em uma escola pública de ensino fundamental. Há 30 anos, participou ativamente da “Associação dos Camps Cristãos Castilla La Mancha” para crianças e adolescentes.

Link para o artigo original em espanhol

https://www.thegospelcoalition.org/coalicion/article/que-hago-si-mi-hijo-es-indiferente-al-evangelio

É EM CASA QUE SE APRENDE!

7ed7d6_122d8206e5f44646889e6fd1117a014b-mv2

É EM CASA que as crianças devem aprender:
– Bom dia, boa tarde e boa noite
– Por favor; Com Lincença; Me desculpe; Me Perdoe
– Muito obrigado, Grato, Errei

É EM CASA que também se aprende:
– Ser honesto
– Ser pontual
– Não xingar
– Ser solidário
– Respeitar a todos: parentes, amigos, vizinhos, professores, colegas, idosos, autoridades, etc.
Também EM CASA é que se aprende:
– A comer de tudo que se tem a mesa
– A Cuidar das suas coisas
– Não mexer nas coisas dos outros
– Respeitar as regras, usos e costumes
– Amar a Deus
Porque NA ESCOLA os professores devem ensinar:
– MATEMÁTICA
– PORTUGUÊS
– HISTÓRIA
– GOEGRAFIA
– LÍNGUA ESTRANGEIRA
– CIÊNCIAS
– QUÍMICA
– FÍSICA
– BIOLOGIA
– FILOSOFIA
– SOCIOLOGIA
– EDUCAÇÃO FÍSICA
– ARTES
E apenas reforçam o que o aluno aprendeu EM CASA!!!
NA ESCOLA NÃO SE APRENDE SOBRE:
– SEXO
– IDEOLOGIA DE GÊNERO
– ATIVISMO LGBTZ
– COMUNISMO
– ESQUERDISMO
– ISLAMISMO
“UMA CAMPANHA CONTRA A INVERSÃO DE VALORES E A FAVOR DA FAMÍLIA E DE UM MUNDO MELHOR”

FONTE: WEB/REDES SOCIAIS