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Free Fire, PUGB, Fortnite e a Igreja de Jesus

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Jogos como Fortnite, PUGB e Free Fire viraram febre no Brasil e no mundo. São milhões de jogadores online e muito conteúdo para blogs e Youtube sendo produzidos sobre esses jogos. Todos os três que citei pertencem a um estilo de jogo chamado Battle Royale. Em resumo, nesses jogos, jogadores individuais, em dupla ou em grupo, caem numa ilha cheia de armas e outros itens (loot) e precisam sobreviver até o final enquanto a zona de segurança diminui com o tempo.

Cada jogo possui suas variações e detalhes, mas essa é a ideia central, um jogo de combate, estratégia e sobrevivência. Com todas as opções de armas, itens, carros e a possibilidade de jogar online com seus amigos, inclusive falando com eles em tempo real, não é difícil imaginar porque esses jogos estão fazendo tanto sucesso.

Se estou escrevendo sobre eles, você já deve imaginar que estou jogando. Acertou! Minha escolha foi pelo Free Fire por ser mais leve para o celular, com ótima qualidade e jogabilidade. Tenho jogado nos tempos livres e com os amigos da igreja. Nos reunimos às vezes para comer e jogar. São ótimos momentos de comunhão e diversão! Como pastor, gosto de estar por dentro e até de participar, se possível, do que os jovens estão fazendo.

E claro, gosto demais desse estilo de jogo. Gosto tanto que sei que o grande perigo que corremos é o do vício. Podemos perder muito tempo e negligenciarmos áreas importantes da vida por causa de uma boa partida de Battle Royale. Se você joga ou está pensando em jogar, tome esse cuidado!

Mas hoje não é dia de falar de vício. Vamos falar de coisa boa! Como pastor e alguém que está o tempo todo pensando na igreja, não posso deixar de falar sobre algo que sempre percebo jogando Free Fire com meus amigos. Então lá vai, segura esse drop! Quando jogamos no modo squad somos 4 jogadores contra outras equipes. É o modo mais divertido!

Nele a estratégia mais comum é a de permanecermos unidos. É muito comum ouvir e falar o tempo todo: “vamos ficar juntos”, “não me deixem só”, “ei, Pedro, não vai para muito longe”. Não sei para você, mas eu não consigo ouvir essas coisas e não lembrar da Igreja de Jesus!

Ao orar por nós em João 17, Jesus pede ao Pai pela unidade da igreja como marca fundamental para o cumprimento da nossa missão no mundo (João 17.21-23). O testemunho do envio para a missão depende da unidade da igreja. Em Efésios 4, logo após a exposição dos 3 primeiros capítulos sobre a obra de Deus da salvação e ajuntamento do seu povo, Paulo fala sobre a unidade da igreja como marca fundamental (Efésios 4.1-6), que possibilita o crescimento e fortalecimento da igreja em maturidade (Efésios 4.11-16). Não fomos chamados para estarmos nesse mundo sozinhos. A igreja é esse squad lutando pelo evangelho!

Há uma particularidade nesses jogos incrivelmente parecida com um texto bíblico. Diferente do modo individual, no squad, quando um jogador é acertado e sofre grande dano, ele é derrubado e fica aguardando por socorro. Seu companheiro de equipe pode vir e levantá-lo antes que ele morra para ambos continuarem combatendo na partida.

Isso acontece bastante no Free Fire. Queremos estar sempre perto um dos outros para que possamos ser levantados quando caímos ou levantarmos alguém que esteja precisando. Novamente, é impossível não lembrar da igreja. Impossível não lembrar de Eclesiastes.

“É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” (Ec 4.9-10)

A Igreja de Jesus foi chamada para viver em unidade! Sua vida nesse mundo hostil deve ser em plena união entre os irmãos. É assim que igrejas locais crescem e sobrevivem. É assim que cada membro cresce e sobrevive. Fomos chamados a nos congregar e admoestar uns aos outros (Hebreus 10.25). Fomos chamados a levar as cargas uns dos outros (Gálatas 6.2). Fomos chamados a confessar pecados e orar uns pelos outros (Tiago 5.16). Viver cristianismo sozinho nesse mundo é mais perigoso que cair sozinho na Mill. A vida cristã é uma vida em igreja! E a igreja não é você, somos nós!

Espero que ao ver alguém tentando viver a vida cristã sozinho você lembre de alertá-lo como no Free Fire: isolar-se é perigoso; não haverá ninguém para ajudar; distanciar-se do grupo é correr grande perigo. É impossível não jogar com amigos e não lembrar da unidade da igreja. Pense nisso e traga esses textos à mente. Estar sempre junto do squad e avançar em unidade é melhor que qualquer silenciador e mira 4x…

“O Deus que concede perseverança e ânimo dê-lhes um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 15.5-6)

 

Pedro Pamplona é casado com Laryssa e pastor na Igreja Batista Filadélfia, em Fortaleza. Formado em Administração pela Faculdade 7 de Setembro (Fortaleza/CE), pós-graduado em Estudos Teológicos pelo Centro Presbiteriano Andrew Jumper (São Paulo/SP) e estudante do Sacrae Theologiae Magister (Th.M) em Teologia Sistemática do Instituto Aubrey Clark (Fortaleza/CE).  

*Publicado com a devida permissão do autor

Link Original:

http://doisdedosdeteologia.com.br/free-fire-pugb-fortnite-e-a-igreja-de-jesus/

 

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Denuncie o Abuso Sexual Infantil!

Hoje é considerado o dia nacional de combate a exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes. E essa é uma causa que nós homens cristãos nos posicionamos também a favor do combate a toda prática pecaminosa e criminosa contra a vida de nossas crianças.

Independente de você homem ou rapaz, ser pai ou não, essa é uma causa que devemos nos posicionar combatendo de forma pró-ativa e constante, entendendo que além de ser PECADO a pedofilia é também CRIME!

E como cristãos, bem como cidadãos brasileiros não podemos fugir, se omitir ou mesmo ignorar essa questão.

Saiba Mais no Vídeo abaixo:

Amizades Virtuais: boas, mas incompletas

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Amizades virtuais podem ser perigosas.

Nossa capacidade de nos conectarmos instantaneamente com pessoas através da Web, independentemente da localização delas, tem mudado a maneira com que vemos e conduzimos os relacionamentos. E, devido a um avanço tecnológico conhecido como redes sociais, nós temos agora muitíssimas maneiras de nos comunicarmos com pessoas diferentes sem ter que sair de nossas casas ou convidar alguém para entrar.

Um meio popular para se conectar intimamente com estranhos pela internet é por Grupos do Facebook. Eles podem ser um tipo de mundo subterrâneo secreto dentro da própria plataforma, e, se você não faz parte de um grupo, você pode nem saber que ele existe. Muitos grupos são bem leves, centrados em hobbies e interesses específicos. Outros são criados como grupos de apoio, nos quais os participantes são livres para compartilhar detalhes muito íntimos e privados com pessoas que eles podem nunca ter encontrado na vida real ou que provavelmente nunca irão encontrar. Até mesmo em um grupo de interesse específico comum, eu testemunhei um homem abrindo seu coração para o grupo, dizendo como ele os considerava como sua própria família, por causa da maneira com que o apoiaram enquanto seu pai estava doente.

Serei o primeiro a admitir que faço parte desse novo fenômeno de amizades virtuais. Eu nem consigo me lembrar de quantas vezes no passado, quando alguém me perguntava como eu tinha conhecido uma pessoa, surpreendente, eu respondi sem jeito: “Na verdade, nos conhecemos pelo Twitter.” O fato de irmãos cristãos que se conhecem pela internet e eventualmente se tornam grandes amigos após se encontrarem pessoalmente pode ser uma grande dádiva.

Então, por que eu pensaria que amizades virtuais podem ser perigosas? Porque elas podem facilmente parecer algo que não são. Embora amigos virtuais sejam, de fato, pessoas reais por quem nós temos afeição genuína, é essencialmente impossível que eles conheçam o seu eu verdadeiro. Isso não significa que essas amizades têm que ser cortadas, mas elas precisam, sim, serem controladas.

Amizades virtuais podem ser grandes bênçãos quando colocadas em suas perspectivas apropriadas, mas também podem ser perigosas quando elas substituem a comunidade e a igreja local.

Pessoas Reais, Projeções Incompletas

Você pode aprender muito sobre uma pessoa estudando a presença online dela. Não importa o quanto tentemos esconder nossas faltas ou projetar uma versão mais polida de nós mesmos, cedo ou tarde, postamos o bastante em nossa página para revelar aspectos de quem realmente somos. Por outro lado, mesmo quando tentamos ser autênticos na Internet, é difícil criar um retrato completo de nós mesmos.

Uma razão de nossos autorretratos virtuais serem tão incompletos é porque eles são feitos por nós mesmos. Tudo que projetamos sobre nós mesmos é manchado pela autopercepção. Somos finitos e caídos, e, entre nós, até mesmo os que mais se conhecem, se conhecem apenas parcialmente. Ao lado do espelho da Escritura, a comunidade tem o propósito de expor e ajudar a remover os argueiros e as traves que todos nós temos em nossos olhos.

Além disso, o seu verdadeiro ser foi feito para relacionamentos de mão dupla em tempo real. Fomos feitos não apenas para conhecer outros, mas também para sermos conhecidos por outros. A verdade é que você não pode conhecer verdadeiramente uma pessoa ou ser conhecido através do inevitável firewall das redes sociais.

Relacionamentos em Tempo Real

Para que sejamos verdadeiramente conhecidos, precisamos de relacionamentos em tempo e espaço real. A única maneira de buscarmos relacionamentos que são realmente autênticos é assumindo o risco de deixar que as pessoas vejam as versões sem filtro de quem realmente somos. Como? Nós acolhemos crentes locais em nossas vidas reais e deixamos que eles vejam, exponham e desafiem nossas vidas mais autênticas, bagunçadas e sem filtro. Crentes locais também nos restauram com amor que se manifesta em lágrimas, abraços, palavras de encorajamento e acompanhamento.

Se alguém me repreende pela Internet, eu posso me tornar passivo-agressivo, fornecer uma resposta polida que não revele meu coração e proteja minha imagem virtual, ou evitá-la completamente com pouca ou nenhuma consequência. Quando as coisas ficam difíceis com amizades virtuais, é muito fácil simplesmente deixá-las com apenas um clique.

Lá no fundo, nós tememos relacionamentos em tempo real porque eles podem se tornar bagunçados. Mas, como meu pastor frequentemente me lembrava, apesar de serem bagunçados, eles valem muito a pena. Uma vez que nós reconhecemos o valor dos relacionamentos locais, estamos mais dispostos a suportar a dor, a angústia e as lágrimas que eles trazem. Quando experimentamos a alegria de amizades em tempo real e em espaço real, os relacionamentos virtuais se acomodam, confortavelmente, em seus lugares secundários.

Suportando a Bagunça

A razão pela qual somos tentados a substituir relacionamentos da vida real com companheiros distantes e virtuais é porque esses relacionamentos podem ser bagunçados e extremamente exigentes, e até mesmo assustadores. Como podemos suportar o risco a fim de que possamos colher os benefícios? Nós lançamos nossas ansiedades sociais, medos e angústias sobre aquele que é capaz de cuidar de todos esses problemas – Cristo Jesus, nosso Senhor.

Muros têm dois propósitos – proteger e esconder. E é exatamente por isso que a nossa carne pode amar o muro das redes sociais. Protegemo-nos das pessoas e escondemos nossas identidades partidas. Mas, quando descansamos na retidão e no poder de Cristo, ele pode derrubar o muro e nos libertar para amarmos os outros e pensar menos em nós mesmos. Somos capazes de amar pecadores pois reconhecemos que somos os piores pecadores que conhecemos. Não nos encolhemos quando nosso quebrantamento é exposto porque nossa dívida foi paga e nossa alma está sendo restaurada. Nós, cristãos, não precisamos de tais muros, pois estamos cobertos e protegidos pelo sangue de Cristo.

A igreja local e a comunhão da aliança que recebemos dela é essencial para nossa saúde e crescimento cristão. A igreja é tão vital que deveria guiar os empregos que assumimos e os lugares nos quais escolhemos viver. Infelizmente, muitos cristãos que dependem de amizades virtuais para suporte emocional e espiritual fazem isso porque estão isolados de um corpo de crentes fiéis ao evangelho.

Devemos cuidadosamente tomar nota de qualquer coisa ou qualquer um que ameace a vitalidade dos relacionamentos da igreja local. Pelo bom projeto de Deus, nós não fomos feitos para crescer e prosperar à parte da comunidade. Priorize a igreja, e considere tudo que afasta seu coração ou atente para que você a substitua como uma ameaça à saúde da sua alma.

 

 

Autor: Phillip Holmes

Fonte: DesiringGod

Tradução: Milton Garcia Bassagas Fernandes

Via: Voltemos ao Evangelho

 

http://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/06/amizades-virtuais-boas-mas-incompletas/

 

4 Razões pelas Quais Homens Gostam de Pornografia

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Uma das tarefas de um bom amigo ou de um parceiro de prestação de contas para com pessoas enraizadas na pornografia é ajudá-los a entender o seu próprio coração. Por que eles correm em direção a pornografia vez após vez? Salomão nos lembra que, “Como águas profundas, são os propósitos do coração do homem” [muitas vezes nós não conseguimos enxergar nossas motivações], “mas o homem de inteligência sabe descobri-los” (Provérbios 20.5).
Um amigo sábio ajuda a extrair dos outros as motivações mais profundas que eles não são capazes de enxergar ou que eles não desejam enxergar.

Como um parceiro de prestação de contas, é importante entender o fascínio da pornografia. Quais as motivações mais profundas que fazem com que homens retornem a ela vez após vez? Quais são as boas perguntas para nos ajudar a encontrar a raiz do problema?

  1. Pornografia é fácil, mas relacionamentos são difíceis

Relacionamentos, especialmente nossos relacionamentos mais próximos, envolvem trabalho. Todos os dias somos cobrados de cuidar do que tem acontecido na vida uns dos outros. Precisamos lidar com mau-humor, comportamentos ofensivos e egoísmo — tanto em nós quando nos outros.

 

Por outro lado, a pornografia oferece aos homens um sentimento de intimidade sem riscos. A pornografia oferece aos homens um mundo de fantasias onde eles não precisam conhecer ninguém, onde o romance não é necessário, e onde eles não precisam se sacrificar em benefício dos outros. E para muitos, a recompensa é grande: eles não somente podem evitar a confusão de relacionamentos reais, como podem sentir prazer com milhares de mulheres virtuais dispostas a fazerem o que eles desejarem.

 

Boa pergunta para prestação de contas: Há ou houve algum relacionamento recente em sua vida que foi extraordinariamente difícil?

 

 

  1. Pornografia é confortável, mas a vida é estressante

Na vida, as coisas dão errado. Expectativas são frustradas. Pessoas nos decepcionam. Tragédias acontecem. Ficamos doentes. Ficamos cansados. Entramos em grandes desentendimentos. A vida é estressante.

 

A pornografia, por outro lado, oferece um mundo extremamente confortável em que nada dá errado. Ela oferece um cenário pronto onde sabemos que podemos conseguir exatamente o que queremos.

 

Obviamente, sabemos que isso é mentira. É como luta livre ou reality shows. Como Chris Hedges diz em seu livro Império da Ilusão (Empire of Illusion), “o sucesso dessas formas de entretenimento não está em nos fazer acreditar que essas histórias são reais. Pelo contrário, elas são bem-sucedidas porque nós queremos ser enganados. Nós pagamos alegremente pela chance de fugir da realidade.”

 

Boa pergunta para prestação de contas: Há ou houve algum estresse recente em sua vida que trouxe um sentimento de pressão ou tensão?

 

  1. A pornografia é excitante, mas a vida é chata

A palavra “tédio” começou a ser usada por autores franceses quando eles escreviam sobre esse sentimento de descontentamento quando a vida se torna tediosa. Embora o sentimento de tédio sempre esteve presente, somente nos últimos 300 anos ele se tornou uma epidemia social. Blaise Pascal disse que o tédio é a situação do homem moderno quando “ele não tem distrações e não tem mais paixões ou passatempos”.

 

 

Tédio é um dos frutos de uma cultura preguiçosa. Conforme a saúde e o tempo livre aumentaram, também aumentou nosso desejo por distrações. À medida em que começamos a esperar estímulos constantes e excitação, o dia a dia parece maçante. Com o Google na ponta dos dedos, a informação está em todo lugar, mas nós facilmente ficamos isolados, como expectadores anônimos, raramente assumindo riscos para se envolver de forma vulnerável ou nos comprometendo de forma apaixonada — raramente agindo com base naquilo que sabemos.

 

Culturalmente, somos culpados do que Dorothy Sayers chama de pecado de tolerância, “o pecado que não acredita em nada, que não se preocupa com nada, que não quer saber de nada, que não interfere em nada, que não gosta de nada, que não odeia nada, que não encontra propósito em nada, que vive para nada, e que permanece vivo porque não há nada pelo qual ele irá morrer”.

 

 

A pornografia oferece um mundo de prazer sexual para as nossas mentes entediadas. Ela é uma forma altamente sexualizada da cultura em que vivemos, baseada na imagem, em um mundo onde bilhões de imagens estão pintando milhares de palavras a uma velocidade surpreendente. A pornografia oferece a fantasia de estímulos sexuais puros.

Boa pergunta para prestação de contas: Você se já se viu entediado ou inquieto em busca de excitação? Você sente que sua vida é mundana?

 

 

  1. A pornografia faz o homem se sentir poderoso, mas a vida real faz com que eles se sintam fracos

É fácil sentir-se pequeno no mundo. Nós sabemos, intuitivamente, que o mundo não gira ao nosso redor, mas isso não nos faz deixar de desejar que isso aconteça. Queremos que outros prestem atenção em nós, que nos tratem como pessoas importantes, que nos coloquem em primeiro lugar. Esse desejo pode ser tão forte que, por vezes, pensamos que temos o direito de exigir exatamente isto: queremos um pequeno canto do mundo onde somos reis.

 

A pornografia oferece ao homem uma grande quantidade de poder. Na fantasia pornográfica de um homem, as mulheres nunca dizem não. Na pornografia, não existem barreiras sociais entre o homem e a mulher dos seus sonhos. A pornografia vende a ideia de que mulheres bonitas são troféus — como peças de coleção que mostram ao mundo ao redor o que é um homem de verdade. A pornografia também sensualiza o domínio masculino, permitindo aos homens fantasiar um mundo onde as mulheres gostam de serem tratadas como objetos.

Boa pergunta para prestação de contas: Você se lembra de alguma situação recente em que você se sentiu menosprezado, sem importância ou desrespeitado?

 

 

O objetivo bíblico das perguntas para prestação de contas

A razão pelas quais os parceiros de prestação de contas devem fazer essas perguntas não é para “psicologizar” os pecados. Pelo contrário, o objetivo de boas perguntas é usá-las como um trampolim para focar nossos pensamentos nos benefícios do evangelho de Cristo mais do que nos prazeres do pecado (Hebreus 11.24-26).

 

Cada questão abre uma porta para vivermos Hebreus 10.24: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras”.

 

  • Quando fazemos a pergunta: “Há ou houve algum relacionamento recente em sua vida que foi extraordinariamente difícil?”, o objetivo é ajudar os outros a enxergarem como eles têm buscado relacionamentos como forma de obter prazer ou satisfação (e esse tipo de relacionamento sempre vai decepcioná-los). Podemos, então, apontá-los para a plenitude de alegria e satisfação que vem de Cristo (João 15.1–11; 16.16–24; Romanos 15.13).
  • Quando fazemos a pergunta: “Há ou houve algum estresse recente em sua vida que trouxe um sentimento de pressão ou tensão?”, o objetivo é ajudar os outros a enxergarem como eles têm usado a pornografia para fugir da vida. Podemos, então, apontá-los para o salmista que viu Deus como seu refúgio (Salmo 46; 59.16–17; 61.1–3; 62.5–8; 91; 142). Ao invés de escapar da realidade, podemos escapar para dentro da realidade divina.
  • Quando fazemos a pergunta: “Você se encontrou entediado ou inquieto em busca de excitação? Você sente que sua vida é mundana?”, o objetivo é ajudar os outros a enxergar se eles têm buscado uma vida de entretenimento ao invés de uma vida de admiração. Podemos, então, apontá-los para a alegria de conhecer a Deus e obedecê-lo (Mateus 13.44; 2 Coríntios 8.1–2; Filipenses 1.3–4; Colossenses 1.9–14; 1 Pedro 1.3–9; 3 João 1.3–4).
  • Quando fazemos a pergunta: “Você se lembra de alguma situação recente em que você se sentiu menosprezado, sem importância ou desrespeitado?”, o objetivo é ajudar os outros a enxergarem como eles buscam poder, reconhecimento e estima dos homens mais do que buscam pelo favor de Deus. Jesus perguntou: “Como podeis crer, vós os que aceitam glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?” (João 5.44). Podemos, então, apontá-los para a glória eterna que o Pai concede a Cristo, e a realidade de que os cristãos compartilham da glória de Cristo porque ele vive em nós (João 17.20–24; Romanos 2.6–10; Colossenses 1.24–29).

 

 

Autor: Luke Gilkerson

Fonte: Biblical Counseling Coalition

Tradução: Gustavo Santos

Via: ABCB

Perguntas a fazer antes de postar sobre política nas redes sociais

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Discussões políticas têm dominado as redes sociais por vários anos e agora parecem estar ficando mais aquecidas. Cada ordem executiva emitida pelo Presidente Trump ou protesto destinado a mudar uma prática atual, farão as redes sociais gerarem uma infinidade de links e opiniões. Essas opiniões geralmente levam a debates nas seções dos comentários que geram mais calor do que luz.

Como cristãos, o modo como nos envolvemos em discussões políticas nas redes pode ser especialmente complicado. De um lado, nossa fé toca cada área da nossa vida, portanto, política é importante. Por outro lado, sabemos que cada pessoa neste mundo deverá estar diante de Jesus um dia e a última questão não será se eles tinham a posição correta sobre questões de segurança nacional.

Quando você considera quão causadora de divisões a política pode ser e como geralmente nós dizemos coisas no calor do momento que podem influenciar o modo como as pessoas veem Jesus e o evangelho, cristãos devem gastar tempo em reflexões antes de publicarem sobre política nas redes sociais.

Na verdade, eu gostaria de sugerir sete perguntas que você deve fazer a si mesmo antes de publicar sobre política ou compartilhar um link de um artigo sobre alguma questão política.

Tenho os fatos corretos?

“O tolo não tem prazer no entendimento, mas sim em expor os seus pensamentos” [NVI]. Embora o rei Salomão não pudesse ver o advento das redes sociais, ele conhecia o coração humano. Provérbios 18.2 nos lembra a importância de ouvir e entender uma questão antes de começar a falar sobre ela. Quanto mais divisiva a questão, mais tempo precisamos gastar para entendê-la.

A Bíblia fala sobre essa questão? Se eu acho que sim, tenho certeza que entendo a passagem bíblica em seu próprio contexto e que estou aplicando-a corretamente à situação? Há outros textos que falam sobre isso que eu não considerei?

Eu gostaria de sugerir que você leia uma ampla variedade de recursos sobre um assunto antes de opiniar a respeito dele nas redes sociais. Leia o artigo que mais se baseia em fatos que você puder encontrar. Por exemplo, Joe Carter postou um conjunto de perguntas frequentes sobre a ordem executiva do Presidente Trump a respeito dos imigrantes e refugiados. Ler esse tipo de arquivo pode lhe ajudar a obter um entendimento dos principais fatos. Depois, leia vários artigos de publicações mais liberais e outros de publicações mais conservadoras. Leia o The Atlantic, The New York Times, The Wall Street Journal e The National Review. Observe os argumentos de cada lado e veja como cada lado responde a eles. Através desse tipo de leitura cuidadosa, você pode obter uma compreensão melhor da questão antes de falar sobre ela.

Isso precisa ser dito?

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”. Quando eu era mais jovem, o versículo que mais ouvia sobre não xingar era Efésios 4.29. Embora possa falar disso, também tem algo a dizer sobre nossas interações nas redes sociais.

“E, assim, transmita graça aos que ouvem”. O que você tem a dizer vai trazer graça aos que ouvem? Eles aumentarão seu entendimento e obterão um discernimento maior da perspectiva bíblica sobre esse assunto? Suas palavras mostrarão Cristo a eles? Ou o que você vai dizer é apenas mero vento? Você vai trazer luz ou vai trazer apenas calor?

O que você tem a dizer pode ser correto, mas isso não necessariamente deve ser dito.

Porque eu preciso ser a pessoa a dizer isso?

Vamos imaginar que o que você tem a dizer sobre política nas redes deveria ser dito. Agora você precisa considerar se você é a pessoa certa para dizê-lo. Você tem um discernimento sobre essa questão que não tenha visto em outro lugar, ou você está meramente repetindo um argumento que leu em algum lugar? Você tem um papel ou uma responsabilidade onde pessoas estão procurando por sua liderança? Por que você deveria ser a pessoa a dizer o que está prestes a dizer?

Estou dizendo isso de uma forma que representa Cristo?

“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” [Colossenses 4.6]. Pessoas que experimentaram a graça devem falar de modo que exibam a graça. Geralmente, nós publicamos a primeira coisa que vem à nossa mente sobre certa questão, não lemos para perceber como pode ser percebido e acabamostrazendo vergonha sobre Cristo e sua igreja através do nosso discurso imprudente. Emitir opiniões impensadas e que ofendem os outros é um sinal de tremenda tolice, isso demonstra falta de amor pelos nossos próximos e não honra a Jesus.

Antes de postar algo, leia o texto três ou quatro vezes. Printe a tela do texto e envie a um amigo. Está bom? Está correto? Está elaborado para o bem dos outros? Irá impactar negativamente o que as pessoas pensam sobre Jesus?

Paralelamente, se você precisa pensar duas vezes antes de postar sobre a política americana, então precisa pensar dez vezes antes de postar sobre políticas denominacionais. Na verdade, não consigo pensar em nenhuma boa razão para disputas denominacionais serem compartilhadas diante de um mundo observador nas redes sociais. Debata-as em grupos ou nas seções de comentários dos blogs, mas não as leve a público e traga desonra à causa de Cristo.

Como posso ser mal-interpretado?Eu aprendi uma lição em agosto passado no Facebook. Publiquei o que eu cria sobre ser uma falta de compromisso de Donald Trump sobre questões pró-vida e disse que era um terrível erro nomeá-lo. Quase imediatamente, meus amigos e família perceberam que minhas preocupações sobre Trump estavam apoiando Hillary Clinton.

A lição que aprendi disso foi que não havia nada a ser ganho por questionar a nomeação de Donald Trump, que no momento já era algo passado. A corrida presidencial era primariamente entre Donald Trump e Hillary Clinton. Eu falhei em pensar como as pessoas interpretariam minhas preocupações sobre um dos candidatos como se fosse apoio ao outro. Minha publicação não trouxe luz ou graça à situação e somente trouxe confusão.

Pare e pense antes de publicar. Você está se comunicando claramente ou há a possibilidade de um número significativo de pessoas lhe interpretarem de forma errada?Quais são meus motivos para dizer isso?

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus”.

Embora a questão dos nossos motivos esteja subjacente a várias outras questões, devemos fazer esse questionamento em si: Você pode honestamente dizer que está dizendo o que está dizendo para a glória de Deus e o bem de outros?Devemos estar cientes dos nossos motivos, pois eles irão determinar o que nós dizemos, como dizemos, quando dizemos e como responderemos às pessoas que discordarão de nós. Se o nosso motivo é divulgar algo porque estamos bravos, iremos falar brusca, precipitada e imediatamente, e feriremos aqueles que discordam de nós. Por outro lado, se os nossos motivos refletirem o ensino de Paulo em 1 Coríntios 10.31-32, então falaremos graciosa, gentil e racionalmente, e responderemos pacientemente àqueles que discordam.

Posso esperar até amanhã para dizer isso?

Quando Abraham Lincoln ficava bravo com alguém, ele escrevia o que chamava de “carta quente”. Ele colocaria a carta de lado até que suas emoções esfriassem. Daí então, leria a carta com a cabeça fria. Ele deixou de assinar e de enviar muitas cartas.

Embora Abraham Lincoln escrevesse cartas ao invés de posts nas redes sociais, seu hábito nos dá um exemplo útil para hoje. Se sua publicação lida com um tema particularmente sensível, ela pode esperar até amanhã? Se puder esperar um dia, salve-a como rascunho e revise amanhã. Ao ler novamente você pode descobrir que não deveria publica-la. Ou pode perceber que seria útil para as pessoas e clicar em “publicar”. De qualquer forma, quanto mais tempo puder esperar antes de entrar em uma discussão, melhor.

Cristãos, precisamos lembrar que somos cristãos em primeiro lugar. Nós representamos o Rei Jesus e sua igreja. Quando falamos, nossa fala deveria refletir as prioridades e o caráter do nosso Rei e de seu reino. Essa preocupação significa que precisamos tomar cuidados extras e considerar as palavras que dizemos online.

Tradução: Anderson Alcides

Revisão: William Teixeira

Original: 7 questions ask posting politics social

 

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
Autor
Scott Slayton (M.Div., SBTS) serve como pastor principal na Chelsea Village Baptist Church in Chelsea, Alabama. Scott e sua esposa Beth têm quatro filhos:…

 A PORNOGRAFIA ESTUPRA A MENTE

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A pornografia distorce as nossas fantasias privadas, trazendo conceitos em nossa mente que, originalmente, não existiam em nós. Trata-se de homens que dominam mulheres não só como prática sexual, mas também como um modo de ser.

 

E, com o advento da internet a pornografia se tornou ainda mais acessível e, em alguns casos, evolui para um vício e, como tal, é possível ser tratado. Ran Gavrieli trata no TEDx dois motivos pelos quais parou de ver pornografia. Primeiro pela pornografia trazer raiva e violência às suas fantasias originais, e segundo por se sentir parte da criação de uma demanda de prostituição filmada.

 

 

Ele defende que a pornografia não é o sonho de infância de ninguém e relata que antes de ver pornografia construía narrativas que eram relacionadas a ambos, e não ao prazer egoísta de satisfazer-se a qualquer custo.

 

Quando lemos o Cântico dos Cânticos de Salomão vemos que Deus concedeu o amor romântico entre marido e esposa como um maravilhoso presente, onde um deleita-se no outro emocionalmente e fisicamente. Pelo menos três dimensões centrais nos orientam nesta leitura: a autoentrega, desejo e compromisso. Não se trata da dominação de um sobre o outro, mas da entrega mútua em amor, e não apenas satisfação sexual. Para ver o vídeo de Ran Gavrieli: http://migre.me/vrTW9

Para saber como pode ser tratado: http://migre.me/vrTWC

Texto do Ministério Florê

Uma carta aos meus filhos sobre pornografia

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Meus queridos filhos,

O olho contempla tanto o bem quanto o mal nesta vida. Olhar leva a tornar-se. O que nós continuamente colocamos diante de nossos olhos e mentes moldarão e determinarão quem somos. As imagens dizem ou a verdade ou a mentira, mas todas elas falam.

 

Além disso, os nossos olhos naturais são coisas sensuais que não são satisfeitas facilmente (1João 2.16). Um olhar lascivo pode nos mudar. Um olhar pode alimentar o monstro interior de modo a erguer a sua cabeça feia à procura de mais.
“Alimente-me”, diz ele. Seu apetite é feroz e insatisfeito. Um olhar conduz a outro, e, em seguida, a muitos outros mais.

 
Tal é o reino do desejo sexual — um mundo de pornografia leve e livre — e dos segredos contidos em navegadores de internet. O que vocês veem, meninos, vocês se tornam. Se vocês fervem o seu chá por muito tempo, ele fica amargo.

 

Assim, se vocês se sentarem e se encharcarem de fantasias pornográficas, sua vida terá um sabor amargo. A princípio, os sabores podem parecer doces, mas a amargura sempre será o resultado final. E essa amargura será compartilhada um dia em suas interações com moças, no modo como vocês pensam sobre moças, falam com as moças, tratam as moças e se interessam por elas.

 
Uma educação ímpia sobre sexo
A pornografia deforma a sua visão sobre as moças, estejam vocês conscientes disso ou não. E um dia, a pornografia pode afetar a sua futura esposa. As mulheres exuberantes na tela do computador podem não sentir diretamente os efeitos de sua luxúria, mas elas as sentem indiretamente, enquanto vocês alimentam a indústria que as escraviza e as trafica.

 
Mas as imagens não podem sentir o doloroso pesar e perda que uma esposa sente quando os pecados ocultos de seu marido são inevitavelmente revelados. Peço a vocês que não deixem o chá ferver por muito tempo; não deixem que alguém contemple os milhares de olhares ao longo de anos. Se isso acontecer, vocês sentirão amargura, meus filhos, e vocês desejarão vomitá-la.

 
A luxúria distorce a glória tanto da masculinidade quanto da feminilidade bíblicas; vai contra a ordem divina dada no jardim do Éden. Os homens devem cuidar das mulheres — prover e protegê-las com força humilde — não devem explorar e dominar. As mulheres são fortes, capazes e iguais a eles, e não objetos a serem usados e descartados.
Mas a indústria da pornografia rebaixa homens e mulheres, e os reduz de todas as formas a simples atores de luxúria animal por pixilação#1, em vez de honrá-los como complexos e gloriosos portadores da imagem do seu Criador. Essa é a sociedade de consumo em que vivemos, desvalorizando os seres humanos enquanto eles são oferecidos para consumo. A indústria pornográfica se apresenta como um zoológico sexual virtual para busca de prazer.

 
Um lugar muito melhor para olhar
Vocês, meus filhos, são chamados por Deus para rejeitar o consumismo sexual. Vocês são chamados por Cristo a buscarem o prazer nele e a derramarem a sua vida em sacrifício altruísta a Deus e aos outros.

 
Jesus Cristo é o oposto da pornografia. Jesus viveu uma vida de negação e sacrifício. Jamais ele teve qualquer luxúria. O sexo para ele era desnecessário, já que era perfeitamente à imagem de Deus. Ele humilhou-se e colocou-se como último, a fim de colocar-nos em primeiro lugar.

 

A pornografia é autoexaltação. É colocar os seus prazeres e desejos em primeiro lugar, antes da glória de Deus e do bem dos outros. Visto que Cristo é o oposto da pornografia, então, olhem para Cristo em sua luta contra a tentação sexual e contra o pecado. Quando vocês contemplarem a Cristo, se tornarão semelhante a ele.

 
“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2Coríntios 4.6).
Olhem em sua face e a pornografia começará a parecer estranhamente obscurecida.

 

 

Um lugar seguro após a falha sexual
Quando Moisés solicitou a Deus que lhe mostrasse a sua glória (Êxodo 33.18), a glória de Deus no evangelho de Jesus Cristo ainda não havia sido totalmente revelada. Quanto mais glorioso é para vocês, quando pedirem a Deus que lhes mostre a sua glória agora, depois da cruz e da ressurreição? Vocês apenas precisam ler sobre essa glória na Palavra de Deus e meditar sobre ela em seus corações e mentes. Vocês serão transformados. “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Salmos 119.9).

 
E se vocês estão atraídos por prazeres ilícitos na internet, lembrem-se das palavras de Robert Murray M’Cheyne: “Para cada olhar para si mesmo, olhe dez vezes para Cristo”. Um olhar para o seu eu pecaminoso carece de dez olhares para Cristo pregado numa cruz por vocês. Estar em Cristo é a única qualificação que nós precisamos para contemplarmos a sua glória, mesmo depois de termos pecado. Somente Ele é a cura e a prevenção para o seu pecado.

 
Sê tu a minha visão

 
Lembrem-se do que Jesus disse em Mateus 6.22: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”.
Um olho bom indica visão clara, e vocês terão uma forma espiritualmente boa de olhar para as coisas (como o dom do sexo).

Porém os seus olhos podem mentir para vocês se verem apenas com eles e não através deles. Os seus olhos podem corromper os seus corações e as suas mentes, se estiverem usando-o apenas para verem o que está diretamente diante de vocês. Quando seus olhos estiverem cheios com a glória de Deus em Cristo, vocês verão claramente todas as mentiras distorcidas da luxúria.

 
Antes que papai e eu tivéssemos vocês, meninos, nós planejamos o nosso casamento. Eu desejei cantar o meu hino favorito: “Sê Tu a Minha Visão” [“Be Thou My Vision”], antes de caminhar até o altar. Minha oração foi que Cristo sempre fosse a minha visão no casamento, mas agora essa oração também envolve vocês. Eu oro para que Cristo seja a sua visão em toda a vida — que os seus olhos sejam cheios da glória que conduz à verdade, à vida e à alegria. Aquilo que vocês colocam diante de seus olhos os transformarão. Que isso vos encha de luz e não de trevas.

 

 
Com amor,
Sua mamãe.

 
#1: Pixilação: é uma técnica que capta imagens de atores ou objetos reais, criando uma sequência de animação.

 

 

Por: Liz Wann. © 2016 Desiring God. Original: A Letter to My Sons About Pornography
Tradução: Camila Rebeca Almeida. Revisão: William Teixeira. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Uma carta aos meus filhos sobre pornografia
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

 

 

Liz Wann (@liz_wann) tem um bacharelado em Inglês e escrita pelo Rollins College. Ela agora vive na Filadélfia com o seu marido e dois filhos pequenos. Ela escreve em lizwann.com. Ela é uma mãe que permanece na vida comum do lar em tempo integral

MACHOS

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Machos protegem! Machos se doam! Machos amam e cuidam das mulheres e crianças. Machos não fogem! Machos ficam e enfrentam a tempestade! Machos morrem protegendo as fêmeas.

Machos não traem. Machos travam uma violenta luta contra seus pecados. Machos vêem com alegria o nascimento de uma criança.

Machos odeiam a palavra aborto. Machos abominam a palavra estupro. Machos acolhem. Machos choram, não choramingam. Machos possuem uma casca dura, bruta e um interior macio com o qual se relacionam com os mais fracos.

Machos inspiram. Machos confrontam o lobo e choram com as ovelhas. Machos lutam contra a pornografia! Machos lutam por sua cidade, sua terra, seu legado.

Machos preservam. Machos são aqueles que conservam esse mundo! Que Deus nos dê mais machos num mundo lotado de maricas.

Jackson Jacques

Fonte: Ministério Homens de Honra CV

As redes sociais não são o maior problema de seus filhos adolescentes

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O coração é o problema para os nossos adolescentes, e também para nós como (pais e) mães.

*Esse artigo foi originalmente escrito para as mães, mas também se aplica aos pais. Pois  criação dos filhos é uma tarefa dada por Deus aos homens e mulheres.
O medo na sala era palpável. Acabei de falar em uma sala cheia de mães e filhas sobre o tema das redes sociais. Muitas das meninas presentes estavam no auge de sua adolescência, e a maioria das mães estava começando sua maternidade adolescente.

Depois que as meninas foram para uma sala separada para uma discussão de seguimento com os líderes da juventude, as mãos das mães foram jogadas no ar. A urgência na questão de cada mãe expressava ansiedade sobre redes sociais e outros desafios da adolescência. Era encorajador ver muitas mães que queriam estar melhor equipadas para navegar durante a adolescência. Muitas vezes eu vejo o contrário, os pais renunciaram à falsa noção de “adolescentes serão adolescentes”, desistindo de tentar.
Mas não tenho certeza de que essas mães estavam ansiosas pelas razões corretas.
Confie nas regras
As mães que estavam tão desesperadas para controlar e proteger seus filhos queriam que eu lhes desse um roteiro a seguir; uma lista do que fazer e do que não fazer com redes sociais e telefones celulares, com a garantia de que tudo funcionaria se você simplesmente seguir as regras.

 

Compreendo o desejo de um script com uma garantia; Todo pai quer que seu filho adolescente esteja seguro, feliz e longe do caminho da destruição. Mas se nos concentramos principalmente em soluções externas para educar nossos adolescentes, colocamos nossa esperança em algo que não pode manter.

 

As mídias sociais, os telefones celulares e o mundo selfie que habitamos são problemáticos, mas eles não são os principais problemas para nossos adolescentes. O consumo de álcool, drogas, sexo, transtornos alimentares, pornografia, auto-corte, perfeccionismo, estresse e depressão também não são problemas fundamentais para os adolescentes. Jesus nos diz que “não há nada fora do homem que possa contaminá-lo entrando nela; mas aquilo que sai do homem é o que contamina o homem “(Marcos 7:15).
Enquanto as influências externas são fontes de tentação, nossa própria natureza caída nos leva a pensar e agir com pecaminosidade. Os comportamentos negativos que tememos, então, são subprodutos do que está acontecendo em nossos corações idólatras. O coração é o problema para os nossos adolescentes, e também para nós.
Agora, não estou sugerindo que as tentações não sejam levadas a sério. Certamente, regras e limites devem ser estabelecidos. Mas se abordarmos apenas o que está na superfície, o pecado é facilmente visto, e não ajudamos nossos adolescentes a desenterrar os ídolos governantes de seus corações, nunca facilitaremos mudanças reais.
O que as regras não podem corrigir

A idolatria é o que acontece quando há algo que queremos mais do que Deus, levando-nos a trocar a verdade sobre Ele por uma mentira (Romanos 1:25). Acreditamos na mentira de que não é suficiente e que a “vida”, o que significa, está em algum lugar longe dEle. Esta é a mentira que todos os humanos compraram desde que Satanás convenceu Adão e Eva de que Deus estava escondendo algo deles.
Para adolescentes (e adultos), esta mentira é facilmente enraizada nas mídias sociais. Tudo o que é preciso é um postagem através do nosso Instagram ou Facebook para a cobra antiga começar a sussurrar:
• “Você não é como eles”.
• “Sua vida é chata”.
• “Você não é suficientemente fino, suficientemente bonito, suficientemente popular, rico o suficiente”.
Seja o que for para você, preencha o espaço em branco.
Quanto mais nos comparamos, mais provável a mentira se instalará em nossa alma como “verdade”, enquanto o que Deus diz que é verdadeiro será esquecido. É fácil estar convencido de que nosso valor reside na aparência, desempenho, popularidade, perfeição, estado ou “Eu gosto”.
Mas o que acontece quando o adolescente que busca seu valor na quantidade de “Eu gosto” que eles recebem em uma imagem não recebe tantos na próxima publicação? Ou o que diz sobre o que atrai comentários sobre o quão atraente (ou magro) parece?
Para se apegar à sua identidade “segura”, deve ser tão perfeito no próximo dia, ou na próxima foto. Viver sob este esforço constante para levar o que é fugaz só intensifica o desespero para conhecer o valor de um. Mas com todas as fontes falsas para as quais você se volta, mais insegura e vazia você sentirá. Uma sensação de futilidade será estabelecida.
Com esta raiz identificada do pecado, faz sentido por que um adolescente entraria em abuso de substâncias, promiscuidade, distúrbios alimentares, depressão ou qualquer outra dificuldade. Há outros pecados de raiz, com certeza, mas a idolatria de algum tipo sempre será o pecado que guiará os outros. É o pecado que devemos ajudar nossos adolescentes a identificar cavando mais fundo. É o seu maior problema e o nosso.
Apenas uma solução

Virar-se para deuses falsos e procurar garantir a “vida” em coisas que não deveriam ser definidas, sempre nos deixará vazios. Para ser preenchido, devemos tirar nossos olhos de nós mesmos e olhar completamente para o rosto de Deus, cujo trabalho em nosso lugar foi perfeito. Nossa alma só sentirá seu valor quando vermos Jesus por quem Ele é, e através do que ele fez por nós.
Foi o que mais queria que as mães reunidas aquela noite para escutassem. Sim, devemos prestar atenção às redes sociais. Sim, é aconselhável limitar e controlar o uso do telefone. Mas, assim, não consertará os corações dos nossos jovens. A única solução para um coração pecaminoso é o arrependimento e a confiança no evangelho. Em um mundo próprio, vamos ajudar nossos adolescentes a entender que sua verdadeira identidade é encontrada apenas em Jesus.

 
Originalmente publicado na The Gospel Coalition.

Autora

Kristen Hatton é a autora de Teenage Devotion Get Your Story Straight, com seu segundo livro, Face Time: Your Identity in Selfie World, para ser publicado pela New Growth Press em maio de 2017. Kristen descobriu sua paixão por ensinar, falar e escreva sobre a graça e o crescimento no evangelho através de muitos anos de execução de um estudo bíblico para jovens adolescentes. Ela mora em Edmond, Oklahoma, com o marido do pastor e três adolescentes. Para mais informações, visite http://www.kristenhatton.com,

Link do Artigo Original em Espanhol

https://www.thegospelcoalition.org/coalicion/article/las-redes-sociales-no-son-el-problema-mas-grande-de-tus-hijos-adolescentes

RODRIGO HILBERT E NOSSA MASCULINIDADE DISTORCIDA

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Rodrigo Hilbert, famoso ator e galã da TV Globo, recentemente virou um fenômeno na internet por causa de sua peculiar disponibilidade em servir e ajudar sua família – em especial, sua esposa. O rapaz parece gostar de cozinhar, arrumar, consertar e prestar todo tipo de auxílio necessário dentro de casa. Ao que parece, ele faz muita coisa e tudo que faz, faz muito bem feito.

Obviamente, o fato de Rodrigo ser uma pessoa pública, exposto nas televisões de todo país e ainda ser marido de Fernanda Lima, certamente faz com que todo esse frisson ganhe ainda mais volume, contudo, mesmo assim, gostaria de propor um motivo mais estrutural e profundo para todo esse barulho.
Por que atitudes cotidianas e cuidados comuns de homens para com suas esposas e famílias há 20 ou 30 anos atrás, em certo sentido, transformaram-se em algo absolutamente raro atualmente? Por que as mulheres identificaram-se tanto com o jeito de ser de Rodrigo Hilbert? Será mesmo apenas uma identificação com os dotes físicos e com a conta bancária do galã ou existe algo a mais por trás desse movimento todo?

Essência perdida, masculinidade distorcida.
Gostaria de chamar a atenção para os caminhos que nossa geração tem tomado no que tange à compreensão do que significa ser homem. Existe há décadas uma positiva e fundamental ascensão dos direitos e garantias sociais das mulheres, que, não por culpa delas obviamente, ao que me parece, tem feito com que os homens deixem-se acomodar em um lugar de completa apatia, quase que de anonimato.
O problema, do meu ponto de vista, parece dividir-se em dois aspectos: o primeiro é que, com a ascensão da mulher e seu quase que onipresente espírito empreendedor e guerreiro na sociedade, o homem viu a oportunidade ideal para dar vazão a uma personalidade preguiçosa e acomodada, que, corriqueiramente, é predominantemente bastante acentuada nos homens.

Não sei como essas coisas funcionam ao certo, mas creio que Satanás saiba que um dos papéis fundamentais do homem é liderar, é tomar iniciativa, fazer, empreender, correr atrás. É, em português bem claro, “puxar o bonde”, sendo assim, de posse desse saber, ele trabalha sobremaneira nessa área.

O segundo aspecto, e talvez em parte ele tenha um pouco a ver com o que acabei de dizer, os homens têm sido cada vez mais privados de bons referenciais de masculinidade bíblica e abundantemente bombardeados por exemplos não saudáveis de homens.

É fundamental que tenhamos a consciência de que a ascensão da mulher e a garantia de seus direitos básicos em momento algum é motivo para a supressão e desmoralização do homem e seu papel fundamental na família e na sociedade. As duas coisas não só podem, mas devem desenvolver-se concomitantemente, inclusive a partir de um apoio e encorajamento mútuo entre ambas as partes.

A fé cristã bíblica sempre sustentou a ideia de complementariedade, em que homem e mulher são reconhecidamente dois seres diferentes, de igual valor, mas planejados pela mente divina para caminharem juntos a fim de ajudarem-se mutuamente para tornarem-se seres humanos melhores, mais justos e mais parecidos com Jesus Cristo, filho de Deus.

Geração excessivamente protegida
Todavia, parece-me que essa noção perdeu-se. Faço parte de uma geração que aprendeu a se privar de todo e qualquer choque e a entender que esse é o caminho, que se privar de tudo que possa causar algum tipo de atrito ou problema é de fato o correto.

Temos uma geração que não interage mais com a realidade cruel da vida, que tem pouco ou nenhum contato com gente real, o que faz com que tenha também pouco ou nenhum contato com conflitos e problemas reais. Tudo é bullying, tudo é nocivo, para tudo há que haver proteção.

Não somos estimulados a encarar os pequenos conflitos relacionais cotidianos de frente, não somos estimulados a buscar por nós mesmos as soluções para as pequenas crises e dificuldades do dia a dia; pelo contrário, de modo geral, somos encorajados a fugir, a denunciar para a diretora, a correr para barra da saia da mãe ou da professora, mas nunca, nunca pensar com nossas próprias mentes uma solução da qual nós mesmos poderíamos dar conta sozinhos.

Aquele espírito desbravador de líder de si mesmo e de seus problemas próximos foi escorrendo por entre nossos dedos e estamos nos tornando uma classe de homens bananas, que não conseguem trocar uma lâmpada, ligar um chuveiro, não conseguem bater um prego, varrer uma casa, fazer uma panela de arroz, trocar uma fralda, resolver um conflito dentro de casa.
Uma trágica perspectiva

O problema é que esse comportamento é só a porta de entrada para uma realidade altamente preocupante que pode estar por vir. Esse espírito omisso e acovardado vai se tornar uma tragédia, quando nossas filhas precisarem de nós, e estivermos ausentes, faltando-lhes em estender as mãos para as demandas que elas sequer conseguirão nos dizer quais são.

Quando nossas esposas, precisando de um porto seguro, de um abraço, de alguém que lhes aponte um caminho naquelas situações mais críticas da vida, não nos encontrarão, antes, darão conta de que estaremos recolhidos à nossa insignificância e egoísta acomodação, fugindo covardemente mais uma vez para a barra da saia de algum bode expiatório, talvez o álcool, talvez uma amante, talvez a televisão, a internet, o futebol, enfim, a mesma atitude de fuga na infância será novamente replicada agora na vida adulta.

É possível que muitos de nós sejamos assim porque a tarefa de ser homem de verdade é árdua. Exige muito daquele que ainda é menino. Mas muitos de nós ainda agimos assim, pois não temos a real consciência de quão trágica essa postura de fato será e significará para o coração daqueles e daquelas que estiverem ao nosso redor, sim, principalmente para nossas mulheres.

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. [ Ef. 5:25 ]

Quebrando edifícios mal construídos.

Talvez esteja aí o motivo pelo qual Rodrigo Hilbert seja esse personagem tão aclamado como é hoje em dia. Ele conhece seu papel, sabe que sua função é ser um líder que serve em amor, aliás, e isso não sei exatamente se ele sabe, bem nos moldes do maior líder que já existiu.

Cristo tanto amou sua Noiva, que chegou ao ponto de entregar absolutamente tudo por ela, inclusive sua própria vida, e é exatamente nos moldes deste amor que nós homens somos chamados a amar nossas mulheres. Percebem como quão radical e revolucionário é esse chamado?

Esse frisson em torno do mito que se criou de Rodrigo Hilbert deve nos fazer pensar a quantas anda nossa masculinidade diante de Deus e das mulheres de nossas vidas. Por que elas estão tão carentes assim? É claro que toquei aqui em pontos altamente sensíveis e em questões profundamente estruturais da vida de um homem, todavia se tivermos de quebrar todo um edifício que está sendo construído de forma equivocada, que assim seja.

O que não podemos é continuar cooperando para a propagação e estruturação de uma masculinidade que não constrói nada, que adoece nossa sociedade e que está muito mais a serviço de fazer-nos passar vergonha e destruir vidas alheias do que qualquer outra coisa.

Que o Senhor nos dê um espírito valente e molde nossa masculinidade de acordo com o Seu plano, e que encontremos ocasião de arrependimento se temos nos comportado de forma omissa e acovardada diante de nossa família e principalmente de nossas mulheres.

Que Deus nos alcance!

 

Por Lucas Freitas

Extraído de: https: https://doisdedosdeteologia.com.br/rodrigo-hilbert-e-nossa-masculinidade-distorcida/ — com Rodrigo Hilbert.