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Série Referenciais: Keith Green

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Quem foi Keith Green?

Qual a razão de se escrever um post sobre ele?

Particularmente conheço muito pouco sobre ele, mas, após ler alguns artigos ao seu respeito me deparei com uma história muito inspiradora e exemplar.

Para você que não conhece nada sobre Keith Green, eu poderia começar falando não propriamente sobre ele, mas de sua influencia para muitos de nossa geração. Nos EUA costumam dizer que Jason Upton herdou sua unção, tanto em termos de canções como em seu ministério profético, por isso, eu te convido a ler sobre sua vida, o texto é um pouco longo, porém, muito inspirador:

“Keith Gordon Green (1953 – 1982) foi um cantor gospel americano que possuía o raro dom completo da musica. Compunha, interpretava e tocava piano, guitarra, contrabaixo e percussão.

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Green entrou na música desde a mais tenra idade, com três anos mais precisamente, e seu primeiro instrumento foi um Ukulele (instrumento musical semelhante a um violão, com apenas 4 cordas afinadas em lá, mi, dó e sol). A guitarra ele iniciou aos cinco, e o piano com sete anos de idade. Seus talentos foram observados por grandes programas e jornais americanos da época como Arthur Laurents’ A e o Los Angeles Times. Keith não nasceu num lar cristão e seu talento o levou naturalmente para o mundo artístico musical.

Em Fevereiro de 1965, contando apenas com 12 anos de idade, já dispunha de quarenta canções originais sob sua carreira. Green então assinou um contrato de cinco anos com a Decca Records, uma das maiores gravadoras do mundo, comprada depois pela Polygran. Entre seus artista a Decca tinha nomes como, Louis Armstrong, Elvis Presley, Rolling Stones, George Harrison, para se ter uma idéia do nível do talento de Keith Green. Green se tornou o artista mais jovem a assinar com a Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores (ASCAP). A Decca Records havia planejado fazer de Green um ídolo teen, recebendo regularmente os jovens pré-adolescentes caracterizado-os em shows populares de televisão como “ Jack Benny Show” e o “Steve Allen Show”.

No entanto, após a atenção nacional previsto pela Decca Records para Keith, por providência divina, O Senhor tinha outros planos para ele e a fama não conseguiu se materializar. Um jovem cantor chamado Donny Osmond captou a atenção dos pré-adolescentes e adolescentes, eclipsando Keith da recém descoberta e do estrelato, e Keith foi rapidamente esquecido pelo público.

Conversão

Depois de entrar na vida adulta, antes de se converter, Keith tinha uma filosofia pessoal que misturava a visão judaica e a Ciência Cristã, mas cresceu lendo o Novo Testamento. Ele chamou o evangelho de “uma estranha combinação” que deixou seu espírito aberto, mas até então ainda profundamente insatisfeito.

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Seu estilo de vida artístico o levou às drogas. Viajou ao Sul da Ásia, atrás do misticismo, e do “amor livre” que dominaram os anos 60 e 70. Depois de experimentar o que descreveu como uma “bad trip”(má viagem), ele abandonou o consumo de drogas e se tornou avesso á filosofia e a teologia de um modo geral. Green viria a afirmar, no entanto, que, no meio de seu ceticismo, ele sentiu que Deus “furou os calos do seu coração”, e ele entregou-se á Cristo nascendo de novo. Logo depois sua esposa Melody também se entregou á Cristo.

Ministério

Em 1975, o casal Green iniciaram um programa de evangelização nos subúrbios de Los Angeles, Califórnia, em San Fernando Valley. Rapidamente sua pequena casa no subúrbio estava superlotada de prostitutas, tóxico-dependentes e sem-teto que recebiam além do evangelho, atenção e cuidados. A comunidade de novos crentes foi crescendo rapidamente, pessoas foram continuamente se posicionando para o batismo e definindo suas vidas para servir o Senhor.

Logo tiveram que adquirir uma casa vizinha à sua própria e alugaram mais cinco no mesmo bairro, para grande consternação dos seus vizinhos. O ministério de Keith Green foi largamente influenciado por um grande pregador da época, Leonard Ravenhill, que possui um de seus livros publicados aqui no Brasil chamado, “ Por que tarda o Avivamento?”.

Ravenhill apontou para Keith, Charles Finney, um reavivalista pregador do século XIX que pregou a lei de Deus provocando convicção de pecado em seus ouvintes. Durante seus concertos, muitas vezes ele exortava seus ouvintes a se arrependerem e a empenharem-se mais inteiramente a seguir Cristo.

Como Músico Cristão

Em 1976 Green trabalhou no álbum Firewind (1976) com cantores cristãos como Terry Talbot, John Talbot, e Barry McGuire. “Para Quem Tem Ouvidos para Ouvir”, foi lançado em 1977 e alcançou o topo do sucesso nas rádios evangélicas americanas. Seu segundo trabalho solo “Libertação”, seguido de “Compromisso”, em 1978.

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Em 1979, depois de negociar o encerramento de seu contrato com a produtora Sparrow, Green sentiu-se direcionado por Deus a não mais cobrar dinheiro por suas apresentações e seus discos e lançou o “pague o que puder”. Keith e Melody sua esposa hipotecaram sua casa para financiar pessoalmente o próximo álbum, “So You Wanna Go Back To Egito”. O álbum, que incluiu uma participação especial do cantor Bob Dylan, que na época era recém convertido, foi oferecido através do correio e no caso dos shows, a pessoa que ia assistir determinava quanto queria pagar, se quisesse pagar.

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Em Maio de 1982, Green tinha enviado mais de 200.000 unidades de seu álbum via correio. Desses, 61.000, ele não recebeu nada, foram todos gratuitos. Posteriormente da mesma forma os álbuns “Keith Green Collection” (1981) e “Songs For The Shepherd” (1982). Quando sua música foi enviado para as livrarias evangélicas, um segundo cassete foi incluído de forma gratuita para todos os cassetes comprados, para serem dados de presente a um amigo para ajudar á difundir o evangelho. Ou seja, o lucro era zero.

 

Últimos Dias de Ministério

Em 1978, Last Days Ministries (LDM), ministério dos Últimos Dias, fundado por Green começou a publicar um periódico chamado “ Notícias dos Últimos Dias”. Inicialmente impresso em poucas páginas em papel solto, o boletim informativo cresceu em termos de conteúdo e, posteriormente, se tornou em uma revista impressa em cores, e foi renomeada em meados de 1985, como “ Revista dos Últimos Dias”.

A revista caracterizava-se por matérias de Green e sua esposa, assim como de homens consagrados na fé como os pastores David Wilkerson, Leonard Ravenhill, e Winkie Pratney, todos com uma mesma visão. A publicação também mais tarde incluiu a reimpressão das obras de autores clássicos, como os cristãos Charles Finney, John Wesley, William Booth e sua esposa Catherine.

A maioria dos artigos foram reimpressos como folhetos em 50 idiomas diferentes. No auge da sua popularidade a revista “Os Últimos Dias” foi enviada mais de 16 milhões de cópias ao redor do mundo. A revista desafiadora, provocadora e artigos para a promoção de um “Sem compromisso com o mundo” e um compromisso com Cristo. Em 1979, o ministério se mudou do bairro de San Fernando Valley, na California para 40 acres (160.000 m 2) em Lindale, Texas. Dentro de alguns anos, o ministério compraria terras adicionais, elevando o total para 140 acres.

Falecimento

Junto com outros onze, Keith Green faleceu em 28 julho, 1982, quando o avião Cessna 414 alugado pelo ministério, caiu após decolar da pista privada localizada na sede da missão. O pequeno avião de dois motores estava transportando onze passageiros para um passeio aéreo pela região da propriedade.

 

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Green e dois dos seus filhos, Josias de três anos de idade chamado, e sua filha Betânia com dois, estavam a bordo do avião, juntamente com os missionários visitantes Jonh e Dede Smalley e os seus seis filhos. Em 27 de novembro de 2001, Keith Green foi introduzido no hall da fama da musica Gospel americana.”

Keith Green deu um testemunho de “servo cantor” que simplesmente não encontramos mais hoje em dia. Através de seu desapego material, á despeito de possuir um talento difícil de ser encontrado entre os que se alto intitulam levitas em nossos dias, com possibilidades de transformá-lo em muito dinheiro, demonstrou compreender uma ordem de Cristo á muito esquecida: “De graça recebei, de grada daí”.

E não parou ai, Green não se via como um “artista” por profissão, para usar o sentido da palavra, ele não se isolava no palco nem transformava isso em meio de vida, muito pelo contrário, como qualquer servo legítimo, arregaçava as mangas, saia dos holofotes e ia atrás dos perdidos onde eles se encontravam.

O irmão Green exercitava dons muito mais elevados do que o dom da musica, os dons espirituais, presentes em todo aquele que realmente crê. Green deu provas de que não se embaraçava em meio a multidão de aplausos, o chamado do Senhor para abandonar seus próprios interesses e segui-lo de corpo e alma foi bem entendido e sua vida marcou como uma nota dissonante no âmbito dos cantores cristãos.

Algumas frases de Keith Green:

“Ir à igreja não faz de você um cristão, como ir ao McDonalds não faz de você um hamburguer!”

“É hora de parar de brincar de igreja e começar a ser Igreja”

“Cristo morreu de braços abertos, será que podemos viver uma vida espiritual de braços cruzados?”

“Se o seu coração tem mais prazer em ler romances, ou assistindo TV, ou indo ao cinema, ou conversando com amigos, ao invés de apenas ficar sentado sozinho com Deus e abraçando-o, compartilhando suas preocupações e seus encargos, chorando e se alegrando com Ele, então como você vai lidar com toda a eternidade em Sua presença!? Você ficaria entediado até às lágrimas no céu, se você não está extasiado com Deus agora!”

 

 

 

 

 

Fonte Original:
https://identidadeblog.wordpress.com/2009/10/27/a-historia-de-keith-green/

Outros links:
http://rockforjesus.com.br/a-historia-de-keith-green-uma-joia-rara-na-musica-crista/
http://clamordosadoradores.com.br/new/a-vida-de-keith-green-o-som-do-ceu/
http://www.cesariopinto.com/2011/06/serie-historia-crista-keith-green_5310.html
http://www.apenasmusica.com.br/artigos/11-cancoes-do-keith-green-que-transformaram-a-musica-crista

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Série Referenciais: Jim Elliot

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A história de Jim Elliot e seus quatro amigos é uma das histórias missionárias mais empolgantes e inspiradoras.
Jim Elliot nasceu em 8 de Outubro de 1927 na cidade de Portland, no estado americano de Oregon. Jim pertencia a uma família cristã dedicada ao Senhor; desde cedo foi instruído nos caminhos de Deus, e veio a receber a Cristo como seu salvador aos 8 anos de idade. Fred, um pastor batista, e Clara Elliot, seus pais, eram bastante cuidadosos quanto à instrução bíblica de seus filhos e exerceram forte influência na formação de suas vidas.

 
Jim revelou-se um jovem bastante promissor, destacando-se em todas as atividades que se envolvia. Era líder de sua classe, e detentor de uma brilhante oratória. Elaborou um aclamado discurso de honra em homenagem ao presidente americano, Franklin D. Roosevelt, por ocasião de seu falecimento. Graduou em “desenho arquitetônico” na High School e depois se transferiu para a faculdade cristã de Illinois, a Wheaton College, onde se graduou com as mais elevadas honras.

Embora se destacasse talentosíssimo em qualquer atividade em que se envolvesse e aos olhos dos homens pudesse seguir uma carreira secular de sucesso, ele era convicto de sua vocação e chamada para o ministério e por isso priorizou seus estudos com o intuito de alcançar a melhor preparação possível para este intento, tanto que empenhou-se em estudar grego já visando uma possível tradução do evangelho para alguma língua nativa. Foi durante seus estudos que conheceu Elizabeth Howard, que também tinha um chamado para missões transculturais e se casaram em 1953 na cidade de Quito (Equador) sendo que em 1955, nasceu sua filha Valerie.

Convicto de seu chamado transcultural, Jim foi duramente criticado por alguns líderes que viam nele um futuro promissor, mas pastoreando Igrejas nos Estados Unidos e não pregando aos índios na Amazônia Equatoriana.

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Jim Elliot orava constantemente: “Consuma minha vida, Senhor. Eu não quero uma vida longa, mas sim cheio de Ti, Senhor Jesus. Satura-me com o óleo do teu Espírito…”. Durante seus estudos conheceu Elizabeth Howard, que também tinha um chamado para missões transculturais. Jim e Elizabeth se casaram em 1953, na cidade de Quito (Equador) e em 1955, nasceu sua filha Valerie.

 

Jim recusou convites para pastorear em algumas igrejas nos ministérios da juventude. Para alguns líderes, Jim tinha um futuro bastante promissor no ministério pastoral nas igrejas do EUA. Por esta razão foi criticado quando insistia em sua decisão em levar o evangelho de seu Salvador aos índios na Amazônia. . Jim e Elizabeth trabalharam na tradução do Novo Testamento para a língua dos quechuas. Nesse tempo Jim se lembrou dos índios aucas (hoje conhecidos como Huaoranis) que tinham a fama de serem muito violentos e que não possuiam nenhum contato com o mundo exterior. Com o propósito de levar o evangelho aos índios huaoranis, o grupo começou a elaborar um plano que ficou conhecido como Operação Auca.

 
Pouco tempo depois, um grupo de quatro índios visitaram os missionários em seu acampamento. Os missionários deram-lhes presentes e alimentos como um sinal de paz.

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Passado algum tempo,voltaram os aucas armados com machados e lanças e pouco esses cinco jovens puderam fazer. Foram mortos pelos aucas naquele dia de 8 de Janeiro de 1956. Angustiadas pela demora do contato de seus maridos, suas esposas solicitaram imediatamente ajuda. Helicópteros e forças do exercito equatoriano sobrevoando o rio Curray encontraram os corpos de quatro missionários (não foi encontrado o corpo de Ed McCully). Seus corpos foram encontrados brutalmente perfurados por lanças e machados. O relógio de Nate Saint foi encontrado parado em 15:12 minutos, do que se deduz a hora em que foram mortos.

 

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A vida e o testemunho desses cinco missionários martirizados por amor ao evangelho têm inspirado até hoje centenas de jovens a dedicar suas vidas ao Senhor da seara. Jim Elliot procurou servir a Jesus com todas as suas forças e a maior parte de sua vida e de seu ministério é contado por sua esposa Elizabeth em dois livros publicados posteriormente. Sua célebre frase, encontrada em seu diário nos inspira a entregar sem reservas a nossas vidas nas mãos do Mestre: “Aquele que dá o que não pode manter, para ganhar o que não pode perder, não é um tolo”.

 

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As esposas desses missionários, apesar da grande dor que sofreram, decidiram continuar com a missão, e algum tempo depois foram sucedidas na evangelização dos Aucas. A tribo foi evangelizada e alguns anos mais tarde, o assassino de Jim Elliot, agora convertido ao Senhor Jesus e líder da igreja na aldeia batizou a filha de Jim e Elizabeth no rio onde seu pai tinha sido morto.

Fonte: http://elescreram.blogspot.com.br/2015/04/jim-elliot-nao-e-tolo-quem-troca.html

 

Outros Links:

http://voltemosaoevangelho.com/blog/2014/01/uma-carta-de-jim-elliot-a-seus-pais/

Filme sobre o trabalho de Jim Elliot e seus amigos

 

 

Levando seu trabalho para o exterior em prol do evangelho

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Texto de Andy Johnson

Você já pensou em realizar negócios em prol de missões? Você deveria. Permita-me dar-lhe duas ilustrações do que é isso.

Recentemente eu estava sentado em um restaurante asiático em Londres, conversando com um ex-membro da igreja cujo pastor eu ajudei em Washington. Ele e sua jovem família tinham se mudado um ano antes para Londres, especificamente para ajudar uma igreja em dificuldades nas proximidades. Ele faria isso como um membro fiel da igreja com um trabalho comum. Recentemente, ele se tornou um presbítero na congregação, e seu pastor (também um amigo meu) confidenciou-me depois que a presença dessa família fiel ajudou a mantê-lo trabalhando no solo rochoso da Londres pós-cristã.

 

Essa é uma ilustração. Aqui está outra. Exatamente um mês antes, eu estava sentado em um restaurante de espetinhos menos elegante em uma região problemática da Ásia Central. Estava visitando outra jovem família da nossa igreja em Washington. Eles também haviam se mudado recentemente com seus empregos para uma cidade a poucos quilômetros das linhas de frente do Estado Islâmico (ISIS). Eles estavam se unindo a um casal missionário de tempo integral enviado um ano antes. Eles não se viam como missionários plantadores de igrejas em tempo integral. Simplesmente amavam fazer o seu trabalho educativo sem fins lucrativos com os refugiados. Mas, rapidamente, eles estavam se tornando úteis para a sua pequena igreja internacional. Certamente, havia lutas espirituais no entorno deles, mas essa família parecia animada com o seu futuro.

 

Tem sido uma alegria ver esses tipos de situações se refletindo com frequência por duas décadas. Pessoas comuns descobrem como usar as suas habilidades e vocações para apoiar a obra do evangelho em lugares difíceis, não como plantadores de igrejas ou “missionários”, mas como cristãos comuns e fiéis.

 

As pessoas chamam esse tipo de atividade por muitos nomes diferentes: Negócios como Missões, Fazedores de tendas[1] e Profissionais de Mercado Móvel. Alguns termos são melhores do que outros. Alguns carregam um pouco de bagagem teológica desnecessária. Mas todos os termos são variações da mesma ideia: cristãos que se inserem em uma cultura por meio do mercado podem usufruir de acesso, bem como de vantagens financeiras e relacionais, que as pessoas no ministério vocacional não podem. Além disso, eles serão capazes de ajudar as pessoas no ministério de tempo integral em lugares difíceis.

 

Se você nunca pensou em levar o seu trabalho para o exterior em prol do evangelho, pense nisso. Aqui estão algumas coisas que tenho observado nos últimos 20 anos de encorajamento desse tipo de atividade.

 

  1. Reconheça a sua necessidade para a comunidade.

 

Quando as pessoas começam a pensar em se mudar para o exterior com seus empregos para os propósitos do evangelho, alguns imaginam um trabalho pioneiro em lugares não-alcançados. Em vez disso, a maioria deve pensar em se unir a igrejas já estabelecidas no exterior, e não em fazer experimentos novos entre os não-alcançados. Todos precisam da comunidade, de prestação de contas e de ajuda no ministério. Estruturas de apoio da comunidade há 16.000 quilômetros de distância não são exatamente ideais. Em vez disso, você deve ir a um lugar onde haja uma boa igreja local em uma língua que você entende, ou pelo menos uma equipe missionária local muito forte que possa preencher essa lacuna. É uma raridade que alguém consiga trabalhar mais de 40 horas por semana, em uma nova cultura, e sustentar a si mesmo e sua família sem uma igreja.

 

  1. Reconheça que uma igreja local é uma plataforma para o ministério em todos os lugares.

 

Você não somente deveria considerar mudar para um lugar com uma igreja local saudável em uma língua que você entende, mas ainda melhor, você deveria apoiar essa igreja como o foco principal do seu ministério. Os profissionais cristãos mais nitidamente frutíferos que tenho observado fazem exatamente isso.

 

Muitas vezes, é difícil ver como tanto ministério frutífero vem pela comunhão, cooperação e testemunho de uma congregação local de crentes. Mas esses frutos podem se tornar evidentes em uma nova cultura. O ensino, as interações e o testemunho público coletivo de uma congregação local é uma representação do evangelho ainda mais poderosa do que a nossa conduta privada no trabalho. É verdade que pode haver lugares onde ainda não exista uma igreja com a qual vincular-se, e pode haver lugares onde os profissionais cristãos precisarão se reunir com algumas famílias missionárias. Porém, a maioria das pessoas florescem espiritualmente quando há uma igreja local que funciona como o centro de suas vidas e ministério. E há pequenas igrejas assim em todo o mundo.

 

  1. Tenha expectativas otimistas e realistas.

 

A maioria dos cristãos não deseja ou se sente capacitada para ser um membro da equipe de tempo integral de uma igreja local. E a maioria deles está muito feliz no estilo de vida e relacionamentos que Deus lhes deu. Eu, pessoalmente, passei quase 20 anos da minha vida como um empresário ou um empregado e encontrei uma grande alegria como um cristão naquela época. E, no entanto, essas pessoas geralmente terão muito menos tempo livre para oferecer ao ministério do que uma pessoa em tempo integral na equipe da igreja.

 

O mesmo é verdade quanto às pessoas que se mudam para o exterior com um trabalho paralelo à obra do evangelho. Eles não terão a mesma quantidade de tempo para estudar a língua ou para apoiar muitos aspectos do ministério, como um missionário de tempo integral terá. A boa notícia é que o que eles fazem pode ser mais estratégico se estiverem em um lugar onde os cristãos bíblicos são poucos e infrequentes.

 

  1. Entenda por que isso não é o mesmo que ser enviado como missionário.

 

Em 3 João, o apóstolo João descreve o tipo de pessoa a quem os cristãos têm se referido historicamente como missionário. Trata-se de alguém que foi enviado por uma igreja para fazer o nome de Cristo conhecido, e ele ou ela confia na igreja (não nos pagãos) para o seu apoio. E João ordena aos cristãos (ele usa a insistente palavra “devemos”) para apoiar essas pessoas e se associar a elas na verdade do evangelho.

 

Em outras palavras, mudar-se para o exterior com um trabalho para estar ao lado de uma igreja ou de uma equipe missionária não é a mesma coisa que ser um missionário, mas é absolutamente valioso. Percebo que algumas pessoas ficarão ofendidas por essa distinção. Mas eu acho que a maioria de nós entende isso. Nem todos são mestres ou presbíteros na igreja, mas cada um ainda tem um papel valioso a desempenhar (1 Coríntios 12.12-31). “Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve”. Você não precisa ter um título ou um cargo específico para ser uma bênção para a obra de Cristo.

 

  1. Entenda por que negócios em prol de missões é algo tão bom.

 

A maioria de nós precisa se sustentar com um trabalho. A maioria de nós nunca desfrutará dos benefícios (e fardos) de trabalhar em tempo integral na obra do evangelho. Tanto 1 como 2 Tessalonicenses retratam muito claramente a normalidade e bondade da vida cristã comum e que se autossustenta. Porém, muitos de nós podem escolher onde vivem. E aqui, a liberdade cristã nos dá uma grande variedade de escolhas. Alguns podem escolher deixar uma igreja que amam para ajudar na plantação de uma igreja no outro lado da sua cidade. Alguns se enraizarão profundamente e permanecerão na mesma igreja, mesmo à custa de novos e estimulantes empregos ou oportunidades. E alguns podem optar por desarraigar sua vida e mudar-se para um país diferente para incentivar a obra do evangelho onde os trabalhadores são poucos. Todas são ótimas opções. Todas são partes dos modos normais pelos quais Deus pretende que suas igrejas cresçam em maturidade e seu evangelho seja propagado. Então, pense sobre o que seria possível para você e onde sua vida poderia ser gasta de modo mais frutífero.

 

  1. Obtenha ajuda para avaliar a si mesmo e analisar opções.

 

Os cristãos devem pensar muito cuidadosamente antes de mudarem de emprego e se afastarem de uma igreja onde estão prosperando atualmente. A saúde espiritual não é algo a ser tratado tão levemente. Mas isso é especialmente verdadeiro para os cristãos que pensam em se mudar especificamente para se unirem a um testemunho local em outra cultura. Nem todo mundo deve fazer isso. Precisamos estar abertos para ouvirmos amigos de confiança nos dizerem para ficarmos. Os bons candidatos para se mudar para o exterior são os cristãos que serão ajudadores do ministério, não os cristãos cujas necessidades ou desafios exigem muito cuidado pastoral. É necessária muita humildade para ouvir esse tipo de opinião. Alguns de nós podem ser mais estratégicos ao permanecerem e continuarem a crescer, por enquanto.

 

Para aqueles que consideram mudança focada no evangelho, a humildade pode significar obter ajuda pensando em poucos lugares em vez de ver o mundo inteiro como sua ostra. Comece por considerar os locais no exterior onde sua igreja já está envolvida. Existe uma igreja internacional ou uma equipe missionária firme em uma cidade onde você pode considerar se mudar? Como você poderia unir-se e encorajar os líderes como um membro daquela congregação? Essa pode não ser a sua primeira escolha, mas eventualmente você perceberá que trabalhar com as pessoas certas é quase sempre mais importante do que encontrar o lugar perfeito.

 

Considere também qualquer organização missionária com a qual sua igreja coopere e se eles têm algum recurso. Minha própria igreja trabalha com o Conselho Internacional de Missões da Convenção Batista do Sul. Essa organização missionária tem uma Iniciativa Global de Cidades destinada a ajudar as igrejas a considerarem como ajudar os membros a usarem seus empregos para ajudar missionários de tempo integral em algumas cidades específicas. Seus próprios missionários ou organizações podem ser capazes de fornecer suporte semelhante.

 

  1. Negócios em prol de missões não é uma “chave de ouro”; mas o que é?

 

Muitos que começam o processo de mudança de lugar logo descobrem que encontrar um emprego e atravessar o mundo dá muito trabalho! E uma vez lá, as pessoas ficam, por vezes, decepcionadas por descobrir quão semelhante é a sua vida em relação ao que era em seu país de origem. Você cuida das crianças, vai para o trabalho, conhece os vizinhos, fala sobre o evangelho quando pode, ajuda o ministério de uma igreja local, continua semeando e espera com esperança. Mas, agora, as barreiras da linguagem e da cultura podem tornar tudo mais lento do que em casa.

 

Negócios em prol de missões não são uma “chave de ouro” para as missões, como se essa estratégia revolucionasse as missões e tornasse tudo mais fácil.

 

Mas apenas porque algo não garante um caminho para o fruto evangélico rápido e fácil, isso não o torna ruim. Em vez disso, apenas o torna real, normal e algo que, segundo a Bíblia, devemos esperar.

 

Enquanto manifestamos a Palavra e valorizamos o evangelho, enquanto vivemos vidas de santidade e amor, enquanto proclamamos o evangelho ao mundo e discipulamos pessoas na igreja, enquanto treinamos pastores e enviamos missionários e plantamos novas igrejas e incentivamos vidas fiéis entre todos, Deus promete que nossos esforços comuns resultarão em um fim extraordinário. Na mão de Deus, a fidelidade pequena e comum alcança a eternidade.

 

Então, talvez você ou alguém em sua igreja seja capaz de viver a vida comum entre os irmãos em um lugar onde cristãos fiéis são um em um milhão, em vez de um em cada dez. O que você acha?

 

Seus dons e talentos comuns podem ser um tesouro para uma congregação na Malásia, Londres, Istambul ou Dubai. Sim, ainda haverá uma enorme necessidade de missionários pioneiros em tempo integral e enviados pela igreja. Sim, essa não será a única ferramenta para abrir o mundo para Cristo. Certamente, essa não é a estratégia para lugares totalmente não-alcançados ou longínquos. Mas pode ser uma maneira maravilhosa de muitos cristãos aproveitarem as suas vidas como uma parte pequena e gloriosa do sábio plano que Cristo tem de usar a fidelidade simples, comum e mesmo secular do seu povo para mostrar a sua glória ao universo (Efésios 3.10). E esse não é um modo ruim de fazer o seu trabalho e gastar a sua vida.

 

 

 

#1: N.T.: O termo original, “Tentmakers”, provavelmente faz uma referência ao apóstolo Paulo e aos seus cooperadores, Priscila e Áquila, que faziam tendas enquanto tinham como o seu principal objetivo propagar o evangelho de Jesus Cristo (Atos 18.1-5).

 

Tradução: Camila Rebeca Teixeira

Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva

Original: Take Your Job Overseas—Introducing Business for Missions

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Dica para complementar

http://sepal.org.br/blog-sepal/podcast-sepal-17-negocios-em-missao/

Podcast sobre Negócios em Missões

 

NÓS SOMOS O PLANO

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Todo mundo tem problemas – dinheiro, significado, casamento, filho, trabalho, saúde, vícios e ídolos, e assim por diante. As pessoas estão se perguntando:

Deus sabe o que estou passando?

Ele se importa?

Ele tem o poder de fazer alguma coisa sobre isso?

Como Deus providencia para resolver esses problemas? Fazer discípulos é a maneira designada por Deus de liberar o poder de seu evangelho em cada problema que enfrentamos.

Então o que deveríamos fazer?

Em qualquer ponto você e eu estamos “se tornando” ou “fazendo” discípulos. Há estações para ambos, e eles muitas vezes se sobrepõem.

Às vezes, estamos espiritualmente desidratados e precisamos preencher nosso relacionamento com Jesus. É por isso que precisamos estar ativamente envolvidos em uma igreja, lendo e meditando na Palavra de Deus para nós mesmos, e estando em comunhão juntos com alguns outros em um pequeno grupo. É assim que “nos tornamos” discípulos.

Mas quando estamos cheios do transbordamento em nosso relacionamento de Jesus, então é hora de se reproduzir. É hora de “fazer” discípulos.

Não temos que ser estudiosos ou pastores ou pregadores para “fazer”.

Considere o meu amigo Victor, um cidadão americano nascido em Honduras, que tem um fardo para a América Central. Eu escrevi em Como Deus Faz Homens como ele foi em uma viagem de missões para sua terra natal. Sua equipe viajou para várias aldeias de montanha, a maioria dos quais não tinha eletricidade. Eles tiveram que usar um gerador para utilizar seus laptops e projetor.

 

Em uma aldeia hondurenha, trinta e quatro homens se reuniram para um seminário masculino. O pastor ficou espantado porque ninguém podia se lembrar que muitos homens se uniram por uma razão espiritual na história daquela aldeia. Nessa região, uma igreja normalmente tem apenas dois ou três homens e o resto são mulheres.

Nessas aldeias remotas, os homens não respeitam as mulheres. Os pais rotineiramente abusam de seus filhos, tanto física como verbalmente. Contra esse pano de fundo, Victor falou a esses homens sobre o que significa ser um homem piedoso, marido e pai.

E então algo bonito aconteceu. No dia seguinte, as esposas vieram ao pastor e disseram: “Eu não posso deixar de dizer que uma mudança aconteceu em apenas vinte e quatro horas.”

Três meses depois, uma visita àquela aldeia descobriu que o número de homens que atendiam aos seus sete pequenos burros tinha dobrado, e 150 homens estavam servindo a Deus e fazendo ministério. Muitos desses homens têm que caminhar três horas em trilhas de montanha perigosas para chegar ao local de encontro.

E tudo começou com um fardo. Deus chamou Victor para entrar em um vácuo de conhecimento sobre Deus e discipular cada um desses homens hondurenhos como ser um homem piedoso, marido e pai.

Vocês podem imaginar quão felizes serão aquelas esposas e filhos nas próximas décadas, porque este homem foi fiel não apenas “tornar-se” discípulo, mas “fazer” discípulos?

A maior missão a que podemos aspirar é ser discípulo discípulo. Nós somos o plano.

Patrick Morley

Artigo traduzido e publicado com a devida permissão do autor.

Link do artigo em Inglês, abaixo

http://patrickmorley.com/blog/fbe02ba0-6e35-432e-bdc8-d66c9662ac06

Quer saber sobre Missões? Leia!

 

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Texto-Bíblico: 2 Timóteo 4:13

Quer saber sobre qualquer assunto? Então, recorra aos livros. Neles, podemos ver os registros da história do mundo e, mais especialmente da história da fé cristã e sua propagação no mundo.

Gosto muito dos livros e, com certeza quero lhes incentivar bastante a desenvolverem esse hábito que podemos ver na Bíblia, na vida dos homens de Deus daqueles tempos. Quanto também em vários outros homens na história do cristianismo, como Agostinho, Martinho Lutero, Calvino, Jacó Armínio, Charles H. Spurgeon, Jonh Wesley e, tantos outros.

Um pastor brasileiro que gosto muito dele é o pastor Hernandes Dias Lopes. Ele além de ser um leitor voraz, escritor prolifico e um excelente pregador e expositor da Palavra de Deus. Existe também O livro O Cristão e a Leitura, da editora CPAD. Posso ver através desse livro e da história de vida de cada um desses servos de Deus, que a prática da leitura é fundamental par ao crescimento de qualquer líder cristão.

Nessa nova lista de livros, aqui do Blog, gostaria de recomendar livros que tratam sobre a questão missionária e evangelística. Existem autores que tratam mais especificamente sobre essa temática, como Oswald Smith, Billy Graham, Ronado Lidório, etc. Mais vou dar uma lista mais ampla e diversificada que serve tanto para pastores e líderes cristãos em geral, como também serve para quem deseja ou está se preparando para o campo missionário.

Eis a Lista de Livros:

 

Konkombas – Ronaldo Lidório

África- A alegria vem pela manhã – Ronaldo Lidório

O fator melquisedeque – Don Richardson

Alegrem-se os povos – Jonh Piper

O diário de Jonh Wesley- O pai do metodismo.

A vida de David Brainerd – Jonathan Edwards

Celebração da disciplina – Richard Foster

Discipulado – Dietrich Bonhoeffer

Guerra Contra os Santos – Jessie Penn-Lewis

Heróis da Fé – Orlando Boyer

Mananciais no Deserto – Lettie Cowman

Mero Cristianismo – C S Lewis

Meu coração nas mãos de Deus – Ann Judson

O Contrabandista de Deus – irmão André

O Melhor de A W Tozer – A W Tozer

O Peregrino – John Bunyan

O apóstolo dos pés sangrentos – A vida de Sadu Sandar Singh

O clamor do mundo – Osvald Smith

O livro do travesseiro – A história de Adoniram Judson

O livro dos mártires – John Fox

O refúgio Secreto – Corrie Tem Boom

Os atributos de Deus – A W Pink

Pelo meu Espírito – Jonathan Goforth

Plena submissâo – J Edwin Orr

Porque tarda o avivamento – Leonard Havenhil

Tesouros da oração – E M Bonds

Tratado sobre afeições religiosas – Jonathan Edwards

A cruz e o punhal – David Wilkerson

Missões: Até os confins da Terra – Ruth A. Tucker

 

Existem vários outros livros com certeza, mais alguns nessa lista levarão algumas semanas ou pelo menos dois meses para serem lidos. Mais enfim, fica a dica e vale a pena ler cada obra. E também poder conhecer a vida e trabalho de muitos desses homens de Deus que atuam para o Reino de Deus em nossa atual geração.

 

Quem levará o Evangelho as próximas gerações?

O que tem feito os homens de Deus da geração atual?

Como nós, seremos lembrados no futuro e como vamos nos apresentar diante do Nosso Deus?

 

 

Em Cristo Jesus,

Filipe Paulo Christian

Você quer ser um missionário? Então…

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Texto-Bíblico: Jeremias 48:10

Existe algo que ocorre no coração de qualquer pessoa que ama ao Senhor e deseja servi-lo na seara (Mateus 9:37), seja aqui no brasil ou em outras nações – o sentimento de urgência. Infelizmente, muitos com esse sentimento no coração acabam extrapolando muitas ou todas as etapas que são fundamentais no preparo e envio de missionários ou obreiros para o campo missionário.

Você Homem, que deseja servir ao Senhor no campo missionário. Precisa e tem que considerar e cumprir algumas etapas fundamentais e necessárias antes mesmo de ir ao campo, pregar o evangelho e ver vidas sendo salvas (ou não) através de seu trabalho ao Senhor.

Mas que etapas fundamentais são essas?

Essas etapas são fundamentais, pois possibilitarão ao obreiro servir melhor e mais ainda ao Senhor e ao povo ou comunidade onde ele for enviado. E elas são as seguintes:

– Estar congregando e ativo em uma Igreja Local (Atos 13:1-3). Que o reconhece-lo, enviar e o apoiar no campo missionário. E não adianta, querer ir servir em missões nacionais ou transculturais, se seu bairro ou cidade você nem sequer evangeliza e muito menos se envolve no trabalho e atividades da igreja local.

– Uma profissão! Veja o exemplo do próprio apóstolo Paulo (Atos 18:1-4, 11; 20:32-35) e tantos outros missionários. Antes mesmo de pensar em ir ao campo, aprenda logo uma profissão para se autosustentar, poder servir a comunidade ou país onde você irá anunciar as boas novas de Jesus Cristo e ser uma bênção.

– Qualificar-se e estudar. Desde adquirir uma profissão até ir para o seminário teológico, além de aprender outros idiomas é claro. Tudo isso além de muito bem vindo a bagagem de todo e qualquer missionário é fundamental a sua formação e preparo para a Seara do Senhor. E como você vai pregar e ensinar as Boas Novas de Jesus, se não as conhece bem e nem muito menos a Palavra de Deus nos seus mais diversos detalhes e minúcias.

– Estudar a cultura, história e tudo o mais sobre o campo missionário. Seja uma comunidade ou cidade, seja outro país. Se prepare, aprenda mais sobre o povo e esteja por dentro do que você irá enfrentar e lidar no campo. Isso lhe ajudará bastante na fase inicial de adaptação e contextualização.

– Desenvolva ou participe de um projeto evangelístico e social. No campo missionário, em sua grande maioria ou quase totalidade a ação evangelística sempre vêm depois ou junto com a ação no âmbito social da comunidade ou local onde você vai atuar. Então aprenda a lidar com as necessidades físicas e espirituais das pessoas aqui no Brasil, para poder começar bem em outro lugar.

– Aprenda a lidar e se relacionar com diferentes tipos e grupos de pessoas. Missões se desenvolve e se realiza através de relacionamento diário e constante com o Senhor, mas também com as pessoas que te cercam. Sejam familiares, amigos, colegas de trabalho, irmãos da igreja, vizinhos, desconhecidos, moradores de rua, presidiários, comerciantes, etc.

– Leia e estude a vida de outros missionários. Aprenda com seus erros e acertos, ouça-os e reflita bem e melhor sobre o seu chamado missionário. Existem vários livros e filmes, sobre a vida e obra de missionários de vários locais, épocas e culturas.

– Tenha irmãos e amigos em Cristo que lhe ajudem como intercessores, mantenedores e conselheiros. Você irá precisar desse suporte e apoio a curto, médio e longo prazo em sua vida, seja no campo missionário, sejam nos momentos de “férias, descanso ou cuidados médicos” ou mesmo “aposentadoria”. Estabeleça relacionamentos de apoio e suporte a sua vida e ministério, pois você irá enfrentar e lidar com várias dificuldades e tribulações.

 

 

Por que considerar essas etapas e respeitá-las?

Porque não podemos servir ao Senhor de qualquer forma. O Senhor nos chama, mas também nos capacita, assim como ele fez com Noé, Moisés, Davi, Samuel, Eliseu, Paulo, Timóteo, os Apóstolos, etc.

O tempo de preparo é fundamental! O campo missionário tem um ou vários idiomas, tem necessidades físicas e sociais, tem vários grupos sociais, etc. Tudo isso e muito mais você terá que lidar e se relacionar. E para alguns ou para muitos, algumas questões como infanticídio, terrorismo, idolatria e outras questões podem ser muito traumatizantes a primeira vista ou difíceis de lidar, então prepare-se melhor e respeite as etapas. Pois até mesmo ao ser enviado para o campo missionário, você ainda passará por outras, como se adaptar a nova cultura, a distância da família, amigos e igreja de origem, questões socio-culturais, etc.

 

Para servir como missionários, você não pode ir de qualquer jeito ou forma. Você precisa se preparar, pois muitos vão sem preparo nenhum e se dão muito mal, outros retornam em poucos meses ou diante das primeiras dificuldades ou não se prepararam devidamente para o local onde iriam atuar.

Experimente conversar com seu pastor e com missionários experientes, ouça o que eles tem a dizer, ore por eles e com eles (e também por você mesmo) e aprenda com eles tudo e quanto você puder. E também participe de uma viagem missionária de curto prazo a nível local, regional, nacional ou internacional.

Desejo desde já sucesso e bênçãos sobre a sua vida. Sabendo que o mesmo Senhor que chama, continua sendo o mesmo que capacita, supre suas necessidades e envia, além de cuidar durante sua jornada ministerial.

 

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?”                                                                  Romanos 10:14-1a

 

Em Cristo Jesus,

Filipe Paulo Christian

Ministérios Femininos – Colaboradoras do Reino

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Texto-Bíblico: Lucas 8:1-3

Por muito tempo, desde os tempos bíblicos até mesmo nos dias atuais as mulheres sempre foram tidas como seres de segunda categoria, inferiores ou sem muitas aptidões ou mesmo valor.

Mas para o Nosso Senhor Jesus, era totalmente diferente a sua maneira de lidar e se relacionar com elas. Da maneira que ainda hoje são tratadas por muitos homens e pela sociedade.

As mulheres no Novo Testamento não eram meras espectadoras. Elas desempenhavam um papel ativo, vibrante e vital no funcionamento diário da Igreja. Deus também derramou do seu Espírito Santo sobre e em suas vidas (conforme Joel 2:28 e Atos 2:17-18), e mulheres capacitadas ministraram e serviram usando a diversidade de dons e talentos que o Senhor lhes concedeu.

Além do evangelismo, profecia (Atos 21:8-9), ensino e discipulado (Tito 2:1-5), as mulheres estavam envolvidas em vários outros ministérios, além de servir suas próprias famílias (1 Tm 5:10) de acordo com seus respectivos dons espirituais (At 1:14;12:12; 1Co. 12:8-10; 1 Tm 5:5, etc).

Elas tiveram participação ativa na assembleia de Filipos (Atos 16:11-15) e estiveram envolvidas no estabelecimento de igrejas em Tessalônica (Atos 17:4) e em Bereia (Atos 17:12).

Paulo sempre se referia ás mulheres como suas “cooperadoras”. Ele deu um especial reconhecimento para Maria (Rm 16:6), Trifena, Trifosa e Pérside (Rm 16:12), Evódia e Síntique (Fp 4:2) e Priscila (Rm 16:3) como mulheres que trabalharam muito pela propagação e anúncio do Evangelho de Jesus Cristo.

A chegada do Reino de Deus revolucionou o envolvimento de pessoas comuns na Obra de Deus. Fosse grego ou judeu, escravo ou livre, homem ou mulher – o ministério  do Reino tornou-se responsabilidade de todos.

A Bíblia destaca algumas mulheres, como a Mulher Samaritana que trouxe toda a cidade para ouvir Jesus (João 4); Dorcas (Atos 9:36-43) que era notável pelas boas obras e esmolas que fazia; Lídia (Atos 16:11-15,40), que foi uma comerciante influente; Dâmaris (Atos 17); Priscila, que trabalhava lado a lado com seu marido Áquila, eles foram profissionais fazedores de tendas e são mencionados diversas vezes no NT (At 18:18; Rm 16:3; etc); dentre tantas outras, quer citadas no Antigo, quer no Novo Testamentos.

Desde os tempos de Jesus para os dias atuais, milhares de mulheres tem contribuído ricamente para o Reino de Deus e na história da Igreja Cristã. Sejam elas missionárias, mães que criaram filhos piedosos e de destaque, profissionais excelentes ou simples pessoas comuns, como por exemplo: Susana Wesley, Catherine Booth, Corrie Tem Boom, Mary Jones, Ruth Bell Graham, Joni Eareckson Tada, Madre Teresa de Calcutá, Betty Greene, Ruth Siemens, Amy Carmichael,  Gladys Aylward, etc.

Que como homens que servem a Deus, possamos contribuir sempre para o crescimento de nossas esposas, filhas, amigas e irmãs em Cristo. Bem como em seus ministérios e oportunidades que Deus lhes chamou para servirem e o glorificarem.

 

Em Cristo Jesus,

 Filipe Paulo Christian