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Perguntas a fazer antes de postar sobre política nas redes sociais

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Discussões políticas têm dominado as redes sociais por vários anos e agora parecem estar ficando mais aquecidas. Cada ordem executiva emitida pelo Presidente Trump ou protesto destinado a mudar uma prática atual, farão as redes sociais gerarem uma infinidade de links e opiniões. Essas opiniões geralmente levam a debates nas seções dos comentários que geram mais calor do que luz.

Como cristãos, o modo como nos envolvemos em discussões políticas nas redes pode ser especialmente complicado. De um lado, nossa fé toca cada área da nossa vida, portanto, política é importante. Por outro lado, sabemos que cada pessoa neste mundo deverá estar diante de Jesus um dia e a última questão não será se eles tinham a posição correta sobre questões de segurança nacional.

Quando você considera quão causadora de divisões a política pode ser e como geralmente nós dizemos coisas no calor do momento que podem influenciar o modo como as pessoas veem Jesus e o evangelho, cristãos devem gastar tempo em reflexões antes de publicarem sobre política nas redes sociais.

Na verdade, eu gostaria de sugerir sete perguntas que você deve fazer a si mesmo antes de publicar sobre política ou compartilhar um link de um artigo sobre alguma questão política.

Tenho os fatos corretos?

“O tolo não tem prazer no entendimento, mas sim em expor os seus pensamentos” [NVI]. Embora o rei Salomão não pudesse ver o advento das redes sociais, ele conhecia o coração humano. Provérbios 18.2 nos lembra a importância de ouvir e entender uma questão antes de começar a falar sobre ela. Quanto mais divisiva a questão, mais tempo precisamos gastar para entendê-la.

A Bíblia fala sobre essa questão? Se eu acho que sim, tenho certeza que entendo a passagem bíblica em seu próprio contexto e que estou aplicando-a corretamente à situação? Há outros textos que falam sobre isso que eu não considerei?

Eu gostaria de sugerir que você leia uma ampla variedade de recursos sobre um assunto antes de opiniar a respeito dele nas redes sociais. Leia o artigo que mais se baseia em fatos que você puder encontrar. Por exemplo, Joe Carter postou um conjunto de perguntas frequentes sobre a ordem executiva do Presidente Trump a respeito dos imigrantes e refugiados. Ler esse tipo de arquivo pode lhe ajudar a obter um entendimento dos principais fatos. Depois, leia vários artigos de publicações mais liberais e outros de publicações mais conservadoras. Leia o The Atlantic, The New York Times, The Wall Street Journal e The National Review. Observe os argumentos de cada lado e veja como cada lado responde a eles. Através desse tipo de leitura cuidadosa, você pode obter uma compreensão melhor da questão antes de falar sobre ela.

Isso precisa ser dito?

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”. Quando eu era mais jovem, o versículo que mais ouvia sobre não xingar era Efésios 4.29. Embora possa falar disso, também tem algo a dizer sobre nossas interações nas redes sociais.

“E, assim, transmita graça aos que ouvem”. O que você tem a dizer vai trazer graça aos que ouvem? Eles aumentarão seu entendimento e obterão um discernimento maior da perspectiva bíblica sobre esse assunto? Suas palavras mostrarão Cristo a eles? Ou o que você vai dizer é apenas mero vento? Você vai trazer luz ou vai trazer apenas calor?

O que você tem a dizer pode ser correto, mas isso não necessariamente deve ser dito.

Porque eu preciso ser a pessoa a dizer isso?

Vamos imaginar que o que você tem a dizer sobre política nas redes deveria ser dito. Agora você precisa considerar se você é a pessoa certa para dizê-lo. Você tem um discernimento sobre essa questão que não tenha visto em outro lugar, ou você está meramente repetindo um argumento que leu em algum lugar? Você tem um papel ou uma responsabilidade onde pessoas estão procurando por sua liderança? Por que você deveria ser a pessoa a dizer o que está prestes a dizer?

Estou dizendo isso de uma forma que representa Cristo?

“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” [Colossenses 4.6]. Pessoas que experimentaram a graça devem falar de modo que exibam a graça. Geralmente, nós publicamos a primeira coisa que vem à nossa mente sobre certa questão, não lemos para perceber como pode ser percebido e acabamostrazendo vergonha sobre Cristo e sua igreja através do nosso discurso imprudente. Emitir opiniões impensadas e que ofendem os outros é um sinal de tremenda tolice, isso demonstra falta de amor pelos nossos próximos e não honra a Jesus.

Antes de postar algo, leia o texto três ou quatro vezes. Printe a tela do texto e envie a um amigo. Está bom? Está correto? Está elaborado para o bem dos outros? Irá impactar negativamente o que as pessoas pensam sobre Jesus?

Paralelamente, se você precisa pensar duas vezes antes de postar sobre a política americana, então precisa pensar dez vezes antes de postar sobre políticas denominacionais. Na verdade, não consigo pensar em nenhuma boa razão para disputas denominacionais serem compartilhadas diante de um mundo observador nas redes sociais. Debata-as em grupos ou nas seções de comentários dos blogs, mas não as leve a público e traga desonra à causa de Cristo.

Como posso ser mal-interpretado?Eu aprendi uma lição em agosto passado no Facebook. Publiquei o que eu cria sobre ser uma falta de compromisso de Donald Trump sobre questões pró-vida e disse que era um terrível erro nomeá-lo. Quase imediatamente, meus amigos e família perceberam que minhas preocupações sobre Trump estavam apoiando Hillary Clinton.

A lição que aprendi disso foi que não havia nada a ser ganho por questionar a nomeação de Donald Trump, que no momento já era algo passado. A corrida presidencial era primariamente entre Donald Trump e Hillary Clinton. Eu falhei em pensar como as pessoas interpretariam minhas preocupações sobre um dos candidatos como se fosse apoio ao outro. Minha publicação não trouxe luz ou graça à situação e somente trouxe confusão.

Pare e pense antes de publicar. Você está se comunicando claramente ou há a possibilidade de um número significativo de pessoas lhe interpretarem de forma errada?Quais são meus motivos para dizer isso?

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus”.

Embora a questão dos nossos motivos esteja subjacente a várias outras questões, devemos fazer esse questionamento em si: Você pode honestamente dizer que está dizendo o que está dizendo para a glória de Deus e o bem de outros?Devemos estar cientes dos nossos motivos, pois eles irão determinar o que nós dizemos, como dizemos, quando dizemos e como responderemos às pessoas que discordarão de nós. Se o nosso motivo é divulgar algo porque estamos bravos, iremos falar brusca, precipitada e imediatamente, e feriremos aqueles que discordam de nós. Por outro lado, se os nossos motivos refletirem o ensino de Paulo em 1 Coríntios 10.31-32, então falaremos graciosa, gentil e racionalmente, e responderemos pacientemente àqueles que discordam.

Posso esperar até amanhã para dizer isso?

Quando Abraham Lincoln ficava bravo com alguém, ele escrevia o que chamava de “carta quente”. Ele colocaria a carta de lado até que suas emoções esfriassem. Daí então, leria a carta com a cabeça fria. Ele deixou de assinar e de enviar muitas cartas.

Embora Abraham Lincoln escrevesse cartas ao invés de posts nas redes sociais, seu hábito nos dá um exemplo útil para hoje. Se sua publicação lida com um tema particularmente sensível, ela pode esperar até amanhã? Se puder esperar um dia, salve-a como rascunho e revise amanhã. Ao ler novamente você pode descobrir que não deveria publica-la. Ou pode perceber que seria útil para as pessoas e clicar em “publicar”. De qualquer forma, quanto mais tempo puder esperar antes de entrar em uma discussão, melhor.

Cristãos, precisamos lembrar que somos cristãos em primeiro lugar. Nós representamos o Rei Jesus e sua igreja. Quando falamos, nossa fala deveria refletir as prioridades e o caráter do nosso Rei e de seu reino. Essa preocupação significa que precisamos tomar cuidados extras e considerar as palavras que dizemos online.

Tradução: Anderson Alcides

Revisão: William Teixeira

Original: 7 questions ask posting politics social

 

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
Autor
Scott Slayton (M.Div., SBTS) serve como pastor principal na Chelsea Village Baptist Church in Chelsea, Alabama. Scott e sua esposa Beth têm quatro filhos:…

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William Wilberforce

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No século 18, a Inglaterra detinha o monopólio do comércio de escravos negros. Os meios de transporte eram os mais cruéis imagináveis. Boa parte da população inglesa tirava proveito desse comércio, e o povo, de maneira geral, aceitava a escravidão. Havia aqueles que enriqueciam e, por isso, defendiam com veemência o escravagismo. Mas Deus graciosamente ergueu uma geração de políticos cristãos para lutar contra o que William Carey chamou de “maldito comércio de escravos”.

 

 

Preciosa graça

 

 

É surpreendente que nenhum grande reformador da história ocidental seja tão pouco conhecido como William Wilberforce. Ele nasceu numa família nobre da Inglaterra, na cidade portuária de Hull, em Yorkshire, em 24 de agosto de 1759. Naquela época, como hoje, a aristocracia vivia em meio a contradições: nela se encontravam alguns dos grandes benfeitores da nação e alguns de seus maiores corruptores. Wilberforce era fruto dessas ambigüidades.

 

 

Após estudar em uma escola em Pocklington, foi aceito em 1776 no St. John’s College, na Universidade de Cambridge, onde decidiu dedicar-se à carreira política, tendo sido eleito representante de seu povoado aos 21 anos de idade. Além de repartir o dinheiro que possuía, mandou fazer um grande churrasco para todo o vilarejo, o que lhe valeu um bom número de votantes. Aos 24 anos, já era um político famoso por sua eloqüência e acabou por ser eleito representante de Yorkshire, o maior e mais importante condado da Inglaterra, chegando a Londres cheio de popularidade.

 

 

Em 1784, ainda aos 24 anos de idade, partiu para uma viagem a Nice, na França, que traria grande transformação em seu caráter. Levou consigo a mãe, Elizabeth, a irmã Sally, uma amiga dela e Isaac Milner, seu antigo professor primário, e que veio a se tornar presidente do Queen’s College, na Universidade de Cambridge. Na bagagem de Milner, Wilberforce viu uma cópia do livro de Philip Doddridge – mais conhecido por ter escrito o famoso hino “Oh! Happy Day” [Oh! Dia Feliz!] -, The Rise and Progress of Religion in the Soul [O começo e o progresso da religião na alma]. Ele perguntou para seu amigo o que era aquilo e recebeu a resposta: “Um dos melhores livros já escritos”. Os dois concordaram em lê-lo juntos na jornada.

 

 

A leitura desse livro e das Escrituras, acompanhada de conversas com Milner, levaram o jovem político à conversão. Ele declarou em seu diário, em fins de outubro daquele ano:

 

 

Assim que me compenetrei com seriedade, a profunda culpa e tenebrosa ingratidão de minha vida pregressa vieram sobre mim com toda sua força, condenei-me por ter perdido tempo precioso, oportunidades e talentos […]. Não foi tanto o temor da punição que me afetou, mas um senso de minha grande pecaminosidade por ter negligenciado por tanto tempo as misericórdias indescritíveis de meu Deus e Senhor. Eu me encho de tristeza. Duvido que algum ser humano tenha sofrido tanto quanto eu sofri naqueles meses.

 

 

Wilberforce começou um programa que durou toda sua vida, de separar os domingos e um intervalo a cada manhã para se dedicar à oração e às leituras espirituais.

 

 

Uma longa e dura luta

 

 

Já de volta a Londres, a vida de Wilberforce tomou novos rumos. Ele considerou suas opções, inclusive o ministério cristão, mas foi convencido por John Newton que Deus o queria permanecendo na política, em vez de entrar para o ministério. “Espera e crê que o Senhor te levantou para o bem da nação”, escreveu Newton.

 

 

Depois de muito pensar e orar, Wilberforce concluiu que Newton estava certo. Deus o chamara para defender a liberdade dos oprimidos como parlamentar. “Minha caminhada é de vida pública. Meu negócio está no mundo, e é necessário que eu me misture nas assembléias dos homens ou deixe o cargo que a Providência parece ter-me imposto”, escreveu em seu diário, em 1788.

 

 

Outro que o influenciou fortemente foi JohnWesley. Newton e Wesley tinham, além de uma fé vibrante no evangelho, uma forte convicção de que não havia maior pecado pesando sobre as costas do Império Britânico do que o terrível e abominável tráfico de escravos, que Wesley batizara de “execrável vileza”.

 

 

 

Bruce Shelley diz que os ingleses entraram nesse comércio em 1562, quando Sir John Hawkins pegou uma carga de escravos em Serra Leoa e a vendeu em São Domingos. Então, depois que a monarquia foi restaurada em 1660, o rei Carlos II deu uma concessão especial para uma companhia que levava 3 mil escravos por ano para as Índias Orientais. A partir daí, o comércio cresceu e atingiu enormes proporções. Em 1770, os navios ingleses transportavam mais da metade dos cem mil escravos vindos da África Oriental. Muitos ingleses consideravam o tráfico de escravos inseparavelmente ligado ao comércio e à segurança nacional da Grã-Bretanha.

 

 

John Wesley escreveu sua última carta a Wilberforce, em 24 de fevereiro de 1791, seis dias antes de morrer, encorajando-o a executar o plano da abolição da escravatura. Um parágrafo dessa carta diz o seguinte: “Oh! Não vos desanimeis de fazer o bem. Ide avante, em nome de Deus, e na força do seu poder, até que desapareça a escravidão americana, a mais vil que o sol já iluminou”.

 

 

 

Foi por conta dessas influências que Wilberforce decidiu dedicar toda a força de sua juventude e todo o talento que tinha a um único objetivo que consumiria toda sua vida: a abolição do tráfico negreiro. Algum tempo depois, num domingo, 28 de outubro de 1787, ele escreveu em seu diário as palavras que se tornaram famosas: “O Deus todo-poderoso tem colocado sobre mim dois grandes objetivos: a supressão do comércio escravocrata e a reforma dos costumes.

 

 

Uma fonte de estímulo nessa luta foi sua participação ativa no chamado Grupo de Clapham (Clapham Sect), constituído de pessoas ricas cujas residências ficavam em Clapham, um elegante bairro localizado a 8 quilômetros de Londres, que apoiava muitos líderes leigos na busca de uma reforma social, liderados por um humilde ministro anglicano, John Venn. Como destacam Clouse, Pierard & Yamauchi, o Grupo de Clapham foi, de longe, a mais importante expressão anglicana na esfera da ação social. Esse grupo de leigos geralmente se reunia para estudar a Bíblia, orar e dialogar na biblioteca oval de Henry Thornton, um rico banqueiro que todo ano doava grande parte de seus rendimentos para a filantropia.

 

 

Outros que participavam do grupo eram: Charles Grant, presidente da Companhia das Índias Orientais; James Stephens, cujo filho, chefe do Departamento Colonial, auxiliou bastante os missionários nas colônias; John Shore, Lorde Teignmouth, governador-geral da Índia e primeiro presidente da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira; Zachary Macauley, editor do Observador Cristão; Thomas Clarkson, famoso líder abolicionista; a educadora Hannah More, além de outros líderes evangélicos. Dentre várias atividades, eles ajudaram a fundar a colônia de Serra Leoa, onde escravos libertos poderiam viver livres.

 

 

Clouse, Pierard & Yamauchi dizem:

Este grupo uniu-se numa intimidade e solidariedade incríveis, quase como uma grande família. Eles se visitavam e moravam um na casa do outro, tanto em Clapham, como na própria Londres e no campo. Ficaram conhecidos como ‘os Santos’ por causa de seu fervor religioso e desejo de estabelecer a retidão no país. Vários comentaristas observaram que eles planejavam e trabalhavam com um comitê que estava sempre reunido em ‘conselhos de gabinete’ em suas residências pata discutir o que precisava ser consertado e estratégias que poderiam usar para alcançar seus objetivos.

 

 

Neste grupo, discutiam os erros e as injustiças de seu país, e as batalhas que teriam de travar para estabelecer a justiça.

 

 

Os membros do Grupo de Clapham demonstraram a diferença que um grupo de cristãos pode fazer. Eles elaboraram 12 marcas que nortearam seu esforço pela reforma social na Inglaterra do século 19:

 

 

1. Estabeleça objetivos claros e específicos.
2. Pesquise cuidadosamente para produzir uma proposta realista e irrefutável.
3. Construa uma comunidade comprometida que apóie uns aos outros. A batalha não pode ser vencida sozinha.
4. Não aceite retiradas como uma derrota final.
5. Comprometa-se a lutar de forma contínua, mesmo que a luta demore décadas.
6. Mantenha o foco nas questões; não permita que os ataques malignos de oponentes o distraiam ou provoquem resposta similar.
7. Demonstre empatia com a posição do oponente, de forma que diálogo significativo aconteça.
8. Aceite ganhos parciais quando tudo o que é desejado não puder ser obtido de uma só vez.
9. Cultive e apóie suas bases populares quando outros, que estiverem no poder, se opuserem a seus projetos.
10. Transcenda à mentalidade simplista e direcione-se às questões maiores, principalmente as que envolvem questões éticas!
11. Trabalhe através de canais reconhecidos, sem lançar mão de táticas sujas ou violentas.
12. Prossiga com senso de missão e convicção de que Deus o guiará providencialmente se estiver verdadeiramente a seu serviço.

 

 

Em 1797, Wilberforce publicou um livro intitulado Practical View of Real Christianity [Panorama prático do cristianismo verdadeiro], amplamente lido e ainda publicado, que evidenciava o interesse evangélico na redenção como a única força regeneradora, na justificação pela graça por meio da fé e na leitura da Escritura em dependência ao Espírito Santo, ou seja, numa piedade prática que redundasse em serviço relevante para a sociedade. Nessa obra, ele disse sobre o cristianismo verdadeiro:

 

 

 

Eu compreendo que a marca prática e essencial dos verdadeiros cristãos é a seguinte: que os pecadores arrependidos, confiando na promessa de serem aceitos [por Deus], mediante o Redentor, têm renunciado e abjurado todos os outros senhores, e têm de maneira integral se devotado a Deus. Agora, seu propósito determinado é se dedicar integralmente ao justo serviço do legítimo Soberano. Eles não mais pertencem a si mesmos: todas as faculdades físicas e mentais, sua herança, sua essência, sua autoridade, seu tempo, sua influência, tudo o que desconsideram como sendo seus […] devem ser consagrados em honra a Deus e empregados a seu serviço.

 

 

E sobre o poder e o direito:

Eu devo confessar […] que minhas próprias [e sólidas] esperanças pelo bem-estar do meu país não depende de seus navios e exércitos, nem da sabedoria de seus governantes, ou ainda do espírito de seu povo, mas sim da [capacidade de] persuasão de todos aqueles que amam e obedecem ao evangelho de Cristo.

 

 

No tempo de Deus

 

 

 

Wilberforce e seus amigos do Grupo de Clapham também ajudaram a fundar escolas cristãs para os pobres, a reformar as prisões, a combater a pornografia, a realizar missões cristãs no estrangeiro e a batalhar pela liberdade religiosa. Mas Wilberforce acabou por se tornar mais conhecido por seu compromisso incansável pela abolição de escravidão e do comércio de escravos.

 

 

Sua luta começou por volta de 1787 – ele já era parlamentar desde 1780. Haviam pedido a Wilberforce que propusesse a abolição do comércio de escravos, embora quase todos os ingleses achassem a escravidão necessária, ainda que desagradável, e que a ruína econômica certamente viria ao acabar com a escravidão. Apenas uns poucos achavam o comércio de escravos errado. A pesquisa de Wilberforce o pressionou até conclusões dolorosamente claras. “Tão enorme, tão terrível, tão irremediável aparentou a maldade desse comércio que minha mente ficou inteiramente decidida em favor da abolição”, disse ele à Casa dos Comuns.

 

“Sejam quais forem as conseqüências, deste momento em diante estou resolvido que não descansarei até efetuar sua abolição.” Wilberforce falou primeiramente sobre o comércio de escravos na Casa de Câmara dos Comuns em 1788, num discurso de três horas e meia, que concluiu dizendo: “Senhor, quando nós pensamos na eternidade e em suas futuras conseqüências sobre toda conduta humana, se existe esta vida, o que esta fará a qualquer homem que contradisser as ordens de sua consciência e os princípios da justiça e da lei de Deus!”. Sua luta custou-lhe dezoito anos de trabalho incansável.

 

 

Os feitos de Wilberforce foram realizados em meio a tremendos desafios. Ele era um homem de constituição fraca e com uma fé desprezada. Quanto à tarefa, enquanto a prática da escravatura era quase universalmente aceita, o comércio de escravos era tão importante para a economia do Império Britânico quanto é a indústria de armamentos para os Estados Unidos hoje.

 

Quanto à sua oposição, incluía poderosos interesses mercantis e coloniais e personalidades como o famoso Almirante Horacio Nelson e a maior parte da família real. E quanto à sua perseverança, Wilberforce continuou incansavelmente, anos a fio, antes de alcançar seu alvo. Sempre desprezado, ele foi duas vezes assaltado e surrado. Certa vez, um amigo lhe escreveu, dizendo-lhe que, do jeito que as coisas andavam, “eu espero ouvir dizer que foste carbonizado por algum dono de fazenda das Índias Ocidentais, feito churrasco por mercadores africanos e comido por capitães da Guiné, mas não desanime – eu escreverei o seu epitáfio!”

 

 

O comércio de escravos foi finalmente abolido em 25 de março de 1806. Quando a lei foi aprovada, todo o Parlamento se pôs de pé e aplaudiu Wilberforce por vários minutos, enquanto ele, já desgastado pelos anos, chorava com o rosto entre as mãos.

 

 

Ele continuou a campanha contra a escravidão em todos os territórios britânicos, e o voto crucial da famosa Lei de Emancipação chegou quatro dias antes de sua morte, em 29 de julho de 1833.

 

 

Por conta da decisão parlamentar, poderosa como era e não querendo ser lesada em seus interesses, a Grã-Bretanha declarou ao mundo que nem ela nem ninguém mais poderia traficar escravos. Além disso, tornou-se a guardiã dos mares. Logo, Portugal e Bélgica, as duas nações rivais, tiveram também de parar com o tráfico, por força do poderio naval inglês.

 

Um ano depois da morte de Wilberforce, em julho de 1834, 800 mil escravos, principalmente na Índia Ocidental britânica, foram libertos. Em pouco tempo, a maior parte dos países ocidentais aboliria a escravidão em definitivo.

(extraido do blog azusa)

Precisamos de Homens Cristãos (Verdadeiros) na Política!

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Texto-Bíblico: Ester 10:1-3

Atualmente, enfrentamos diversos problemas gerados por aqueles que deveriam servir ao povo de nosso país. E colaborar no progresso e bem estar de toda a nação, mas vemos que eles estão muito mais preocupados em garantir uma farta aposentadoria as custas do emprego de milhões de brasileiros, do fechamento de diversas empresas, da desgraça de nossas famílias, de gerar mais pobreza econômica, cultural e ambiental do que gerar riquezas, da tristeza e sofrimento de nossas famílias.

 

 

E junto a esses mesmo políticos, porém não igualando os dois grupos, temos políticos que se declaram cristãos, mas sim qual o problema de políticos cristãos?

Posso listar alguns:

– Não se prepararam para a carreira política e, não se capacitam para melhor servir ao povo brasileiro;

– Muitos focam somente em servir aos cristãos e, não a nação;

– Falam demais e pouco fazem de coisas benéficas e concretas;

– Não abraçam a atividade política como um chamado de vida, mas sim, como um meio de enriquecer ou somente mais uma função ou trabalho;

– Não se distinguem dos políticos não-cristãos. Não se distinguem em capacidade/qualificação para a política, em bons e excelentes trabalhos e serviços prestados a população, por uma vida dedicada a realmente servir e abençoar a vida das pessoas através de sua vocação, etc.

–  O discurso de que são cristãos não é compatível com suas vidas. Um exemplo disso é a possível candidata a presidência Marina Silva, que inclusive busca se distanciar da imagem de religiosa (ou mais precisamente evangélica).

 

Esses são somente alguns dos muitos problemas que podemos ver nos ditos políticos cristãos atuais, que acabam por mais ser uma vergonha para o Reino de Deus, do que uma alegria.

 

 

Ao observarmos a vida dos políticos da Bíblia, como por exemplo José, Daniel e seus amigos, Neemias, Ester e Mordecai, o Rei Davi, etc. Bem como os políticos cristãos, como William Wilberforce, Abraham Kuyper, Althusius, etc. Podemos aprender ricas lições para a escolha de políticos hoje, bem como para que cristãos sinceros e genuínos vocacionados por Deus para a Política se preparem melhor de maneira a serem realmente políticos que fazem política de maneira agradável a Deus e benéfica aos homens.

 

 

Mais do que nunca, vejo que precisamos orar, mas também ver homens (e também mulheres) vocacionados por Deus se levantarem para fazer política, se envolver com a política e serem sal e luz no ambiente político de nossa nação e do mundo.

 

 

Precisamos de homens que não vendam o seu caráter, que dependam de Deus em tudo o que forem fazer ou decidir, que se importem com todos (tanto cristãos, quanto não cristãos), que sejam preparados e capacitados para serem políticos e não pessoas analfabetas ou desqualificadas, homens corajosos e ousados em encarar/enfrentar certas questões (como projetos de lei que visem legalizar o aborto, a maconha, a pedofilia, dentre outros assuntos), que se levantem contra a corrupção política, que tenham transparência em seu próprio trabalho, que pautem suas decisões de acordo com uma cosmovisão cristã de mundo e que lutem por leis justas e sensatas.

 

 

Que não sejamos omissos em relação a política. Oremos (de maneira intencional e constante) por cada assunto de nosso Brasil, bem como a vida de nossos políticos e seus familiares. Mas também votemos sabiamente e após investigar a vida de cada candidato (SEMPRE REJEITANDO CORRUPTOS E IMORAIS).

 

 

E entendamos que o Senhor chama homens e mulheres de seu povo para a política, o que nos leva a pensar que não? Quando ao longo de toda as Escrituras Sagradas vemos tantos exemplos reais e que enfrentaram problemas tão grandes, como os que temos atualmente aqui no Brasil. Veja Mordecai, José e Daniel são alguns exemplos de homens na Bíblia que foram políticos em ambientes idolatras, ímpios e corruptos de suas épocas.

 

“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?
Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?”
1 Coríntios 6:2,3

 

Em Cristo Jesus,

Filipe Paulo Christian

É EM CASA QUE SE APRENDE!

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É EM CASA que as crianças devem aprender:
– Bom dia, boa tarde e boa noite
– Por favor; Com Lincença; Me desculpe; Me Perdoe
– Muito obrigado, Grato, Errei

É EM CASA que também se aprende:
– Ser honesto
– Ser pontual
– Não xingar
– Ser solidário
– Respeitar a todos: parentes, amigos, vizinhos, professores, colegas, idosos, autoridades, etc.
Também EM CASA é que se aprende:
– A comer de tudo que se tem a mesa
– A Cuidar das suas coisas
– Não mexer nas coisas dos outros
– Respeitar as regras, usos e costumes
– Amar a Deus
Porque NA ESCOLA os professores devem ensinar:
– MATEMÁTICA
– PORTUGUÊS
– HISTÓRIA
– GOEGRAFIA
– LÍNGUA ESTRANGEIRA
– CIÊNCIAS
– QUÍMICA
– FÍSICA
– BIOLOGIA
– FILOSOFIA
– SOCIOLOGIA
– EDUCAÇÃO FÍSICA
– ARTES
E apenas reforçam o que o aluno aprendeu EM CASA!!!
NA ESCOLA NÃO SE APRENDE SOBRE:
– SEXO
– IDEOLOGIA DE GÊNERO
– ATIVISMO LGBTZ
– COMUNISMO
– ESQUERDISMO
– ISLAMISMO
“UMA CAMPANHA CONTRA A INVERSÃO DE VALORES E A FAVOR DA FAMÍLIA E DE UM MUNDO MELHOR”

FONTE: WEB/REDES SOCIAIS

Qual o problema com Banheiros Unissex?

 

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Desde a primeira vez que pude ouvir e conhecer mais a respeito da ideologia de gênero, pude perceber claramente suas implicações nas famílias, igrejas, empresas, vida em sociedade e no mundo todo, como hoje em dia podemos constatar ao fazer uma simples pesquisa no Google.

Vemos notícias que falam de doutrinação ideológica nas escolas com crianças pequenas até adolescentes (principalmente eles e com ou sem o consentimento dos pais), perda ou retirada da guarda dos próprios filhos no Canadá (caso os pais discordem da ideologia de gênero), ensino explicito e implicito da ideologia de gênero e ativismo LGBTZ em desenhos infantis, séries e filmes cada vez mais, bem como tantas outras tristes notícias de como a ideologia de gênero tem se espalhado em todo o mundo, como um câncer nas famílias, sociedade, nações e mundo todo.

E inclusive, para a nossa tristeza, muitas igrejas outrora cristãs agora estão abraçando a teoria/ideologia de gênero, feminismo, apoio ao aborto, etc. Podemos encontrar não somente na Europa, EUA e Canadá, mas também aqui no Brasil. Onde existem várias igrejas apóstatas quer seja declaradamente ou discretamente ao serem politicamente corretos aos padrões do mundo.

E dentre essas tantas notícias e implicações, vem a questão dos banheiros mistos, únicos, trans, ou qualquer outro nome que queiram usar para essa bizarrice deles.

O problema da implantação dessa idéia diabólica e absurda (que infelizmente tem sido acatada por cada vez mais setores da nossa sociedade) é que ignora claramente e descartar totalmente as diferenças físicas, genéticas, fisiológicas, psicológicas e sociais entre os homens e as mulheres.

Além de acabar por colocar crianças, adultos, meninos e meninas, homens e mulheres, pessoas de diferentes procedências e contextos, tudo em um só lugar. O que acaba por trazer constrangimento, casos de estupros e violência contra as mulheres, roubos, etc.

 

E tudo isso pra quê?

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Simplesmente para atender caprichos de pessoas egoístas, ignorantes e que sempre recorrem ao vitimismo, argumentos sentimentais e apelativos (e nada cientificos!) e que sempre rotulam quem discorda deles como “homofóbicos”, “Opressores”, dentre outros adjetivos, substantivos e palavras novas que eles mesmos criam e definem o seu significado.

Ao se criarem banheiros mistos ou por ideologia de gênero, criam-se sérios problemas para a sociedade como um todo, somente por causa de uma minoria. Vejamos:

– Ignorar, Rejeitar e Deturpar as claras diferenças biológicas entre HOMENS e MULHERES;

– Sujeita crianças e adolescentes (meninos ou meninas) a serem roubados, assediados, abusados e violentados;

– Possibilidade já comprovada de maior indice de crimes contra as mulheres, como assédio sexual, constrangimentos, estupro, etc;

– Desrespeito aos direitos da maior parte da população brasileira;
Além de tantas outras consequências que virão sobre todos aqueles que são coniventes com essa prática absurda.

Que os homens possam continuar urinando em pé como sempre foi e as mulheres possam conversar com suas amigas, arrumar a maquiagem ou cabelo e, relaxar sentadas e tranquilas sem medo de serem estupradas dentro do banheiro.

Não concordamos com o banheiro misto e outras invenções doentias oriundas da ideologia de gênero, feminismo e ativismo LGBTZ.

Como já dizia um dito popular bem conhecido aqui no Nordeste:
“Cada macaco no seu galho”, ou seja, cada um no seu devido lugar/local.
Nada mudará o fato comprovado bíblica, social, mental, cultural, histórico e cientifico de que só existem dois sexos/gêneros – Homem e Mulher. E isso nunca mudará, ainda que mudem o exterior.

Em Cristo Jesus,
Filipe Paulo Christian

 

 

Para se aprofundar no assunto…
https://ipco.org.br/ipco/loucura-da-ideologia-de-genero-escola-maternal-na-suecia-proibe-que-criancas-sejam-tratadas-como-meninos-e-meninas/#.WapABvk97IU
https://pt.zenit.org/articles/o-exemplo-da-suecia-um-pais-totalmente-contaminado-pela-ideologia-de-genero/
https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/rede-globo-esta-se-especializando-em-destruir-familia-diz-pastor-ex-gay.html
http://www.apocalipsenews.com/brasil/brasil-dilma-decreta-reconhecimento-da-identidade-de-genero-e-gays-poderao-usar-o-mesmo-banheiro-da-sua-filha/
http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/19986/A-verdade-sobre-a-guerra-dos-banheiros-O-movimento-para-permitir-que-as-pessoas-usem-o-banheiro-de-sua-escolha-nada-mais-e-do-que-a-fase-mais-recente-da-revolucao-sexual
http://www.citizengo.org/pt-pt/fm/70881-pela-revogacao-do-decreto-do-governo-do-estado-sao-paulo-que-autoriza-uso-dos-banheiros
https://www.passedigital.com.br/post.jsp?u=2147483647&p=2zYNkz&redirect=1
http://www.conservadorismodobrasil.com.br/2017/04/o-equivoco-da-ideologia-de-genero-quanto-ao-uso-dos-banheiros.html
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/acesso-a-banheiros-escolares-por-identidade-de-genero-volta-a-gerar-polemica-2ffwh8qznpvlvi6638ucl7s45
http://www.rededefesadafamilia.com.br/voce-sabe-o-que-e-um-banheiro-que-respeita-a-identidade-de-genero/

O feminismo me ensinou que os homens eram o problema

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O texto abaixo foi extraído do livro Feminilidade Radical, de Carolyn McCulley

A primeira vez que você ouve um garoto dizer isto, pode ser muito ruim.

“Você joga a bola como uma menina!”

“Ele gritou exatamente como uma menina!”

“Eca… Isso é  nojento. É  rosa. Isso é  coisa   de menina.”

 

O conteúdo desses insultos geralmente não carrega um motivo sério, mas a implicação é clara: meninas são diferentes. Diferentes no sentido de piores. Inferiores. Se um menino não tem certa habilidade, força ou velocidade, ele não é melhor que… uma menina.

Do fundo do coração feminino, um protesto importante surge: Isso não é justo!

Não sei quando me dei conta disso, mas deve ter sido durante os primeiros anos de escola. Tenho lembranças de competir em corridas e de garantir que os times das meninas se saíssem bem contra os times dos meninos. A certa altura, os garotos tinham algumas liberdades durante o recreio que não eram dadas às meninas — talvez de jogar algum esporte com contato físico. Então nós, meninas, rodeávamos a professora durante o recreio e, de maneira sarcástica, brincávamos os jogos de crianças bem pequenas, como forma de demonstrar nosso argumento.

No ensino médio, a divisão entre os gêneros se tornou mais ameaçadora — e, de maneira bizarra, mais sedutora. Todas as meninas queriam a atenção tradicionalmente dada às líderes de torcida e às rainhas dos bailes, mas havia sempre o risco das fofocas de vestiário. Meninas no ensino médio não eram mais acusadas de ter piolhos ou apenas de serem “nojentas”. Nessa fase, os insultos masculinos tinham um viés ameaçador e desrespeitoso, frequentemente combinados a difamações sexuais. Mesmo assim, alguns meninos eram bonitos. Nós queríamos a atenção e o tempo deles. Nós apenas não sabíamos se podíamos confiar neles. E, algumas vezes, nós não podíamos.

Grosso modo, isso resume meu entendimento sobre a “política sexual” até o tempo de faculdade — nada traumático tampouco minimamente dramático. Minha família era intacta e estável. Meu pai era amável e presente em minha vida, assim como minha mãe. Eu me envolvi em várias atividades escolares. Meus pais compareceram a todos os concertos e apresentações da banda marcial, às peças teatrais e às reuniões de pais e mestres. Eu circulava bem perto do grupo popular — não fazia parte do seleto grupo de líderes de torcida e dos jogadores de futebol americano, mas era próxima o suficiente para ser convidada para as festas eventuais.

Nada disso realmente explica por que eu acabei entrando naquele primeiro módulo de Estudos Femininos na faculdade. Provavelmente, pensei que seria uma matéria eletiva mais fácil que Ciências Políticas ou Economia. Mas a razão por que eu me matriculei no segundo módulo foi bem mais intencional: através do feminismo, eu recebi uma visão de mundo que tratava do sexismo dissimulado do qual suspeitei todos aqueles anos. As coisas começaram a fazer sentido. O problema eram… os homens! O “patriarcalismo” e sua opressão contra as mulheres eram os verdadeiros culpados. (Ou melhor, womyn1.) Como estudante de Jornalismo, eu precisava de algum tema no qual eu me especializasse, uma causa para advogar. Encontrei a minha no feminismo. Fiz minha missão de vida espalhar a causa do feminismo nas revistas e rádios em que trabalhei.

Houve alguns contratempos pelo caminho. Certa vez durante a faculdade, segundo me lembro, meu feminismo crescente arruinou o Dia de Ação de Graças. No jantar, meu tio, um homem pragmático formado na Academia Naval, fez algum comentário — agora já esquecido e provavelmente mais benigno do que eu percebi ser — que me ofendeu muito. Comecei um longo discurso sobre estupro, patriarcalismo, a opressão das “womyn” e os papéis sufocantes de esposas e mães. (Nenhum dos quais, exceto o patriarcalismo, eu havia experimentado pessoalmente.) Qualquer refutação das minhas vastas conclusões era respondida com crescentes volume e paixão da minha parte. Eu havia vivido apenas duas décadas, mas, em minha opinião, possuía a sabedoria de muitos anos.

Também houve o tempo em que choquei meu pai com o anúncio de que, se um dia me cassasse, não mudaria meu sobrenome. Naquela época, eu pensava que essa era uma tradição opressiva e desnecessária e não via qualquer motivo para mudar minha identidade apenas porque havia obtido um esposo. Eu honestamente pensei que meu pai concordaria comigo, porque ele era pai de três filhas, e, se todas nós mudássemos nosso sobrenome, o nome da família morreria com ele. Mas ele não pareceu muito feliz, o que genuinamente me surpreendeu. Em retrospectiva, eu sinceramente não sei se foi a informação ou o meu comportamento que provocou essa reação dele.

Aprendi muito da teoria nas aulas de Estudos Femininos, mas, surpreendentemente, não aprendi muito  sobre a história real. Nós aprendemos sobre o movimento de libertação feminina das décadas de 1960 e 1970, mas nada anterior a isso. Eu não me lembro de estudar coisa alguma escrita antes do influente livro de Betty Friedan, da década de 1960, A Mística Feminina, ou seja, nada anterior ao meu próprio nascimento. Levaria anos até que aprendesse sobre o movimento sufragista que precedeu o feminismo moderno, os diferentes impactos da Reforma Protestante e do Iluminismo sobre os papéis de cada gênero, e, finalmente, a respeito do que a Bíblia diz sobre homens e mulheres.

O feminismo me ensinou que os homens eram o problema, mas, no fim das contas, a política feminista me deixou entediada. Embora eu não tivesse problemas em concordar que os homens eram o problema, eu não tinha nada contra algum homem em específico, e alguns pareciam agradáveis e, até mesmo, atraentes para mim. Depois de um tempo, a vitimização estridente do feminismo perdeu seu apelo. Embora uma das minhas colegas tenha ido trabalhar para grupos feministas de ação política — a National Organization for Women [Organização Nacional pelas Mulheres] e depois a Feminist Majority [Maioria Feminista] —, eu peguei meu diploma em Jornalismo e meu certificado em Estudos Femininos e busquei uma carreira na mídia.

Não demorou muito para que a minha definição e prática do feminismo se tornassem tão genéricas quanto as de uma mulher carregando a revista Cosmopolitan. Construções sociais e teorias de gênero eram agora lembranças distantes. Restaram-me um senso de moda andrógeno do tipo “vista-se objetivando o sucesso”, uma percepção exagerada de abuso sexual e discriminação no ambiente de trabalho e uma caricatura da sexualidade masculina como o modelo de liberdade para ambos os sexos. Agressão no trabalho e em encontros românticos foi o legado da minha educação.

Quando eu tinha vinte e nove anos, examinei minha vida e percebi um vazio. Um insistente foco em mim mesma não havia gerado muita felicidade.

A Psique Feminina Fragmentada

Durante esse tempo, uma amiga me emprestou um livro, dizendo o quão útil ele havia sido para “reaver uma psique feminina completa”. A premissa do livro era de que as mulheres poderiam ser restauradas pelo estudo das fraquezas e forças das deusas da mitologia grega e pela busca por reconciliação desses arquétipos numa mulher completa.

Eu fiz o teste do livro e descobri que meu resultado era muito próximo ao de Atenas, a deusa-guerreira que surgiu completamente formada da cabeça de Zeus. Este é um trecho da descrição que anotei em meu diário àquele tempo:

É fácil identificar Atenas no mundo moderno. Ela está lá fora, em todos os sentidos da palavra. Editando revistas, dirigindo departamentos de Estudos Femininos em faculdades, apresentando programas de entrevistas, fazendo turismo educacional na Nicarágua, produzindo filmes, desafiando o parlamento local.

A mulher “Atenas” é muito visível porque ela é extrovertida, prática e inteligente. Os homens geralmente são um pouco intimidados por ela no início, porque ela não responde às táticas sexuais comuns, e ela os colocará contra a parede em qualquer discussão intelectual. Quando eles ganham o respeito dela, ela se torna a mais leal das companheiras, uma amiga para toda a vida e uma fonte generosa de inspiração […].

Apesar de sua força, genialidade e independência, há um paradoxo na imagem tradicional de uma dama de armadura. Parece-nos que quanto mais energia a mulher “Atenas” coloca em desenvolver seu eu de sucesso, secular e bem armado, tanto mais ela esconde sua vulnerabilidade feminina. Assim, com sua androgenia, Atenas esconde um conflito, uma tensão não resolvida entre seu eu exterior inflexível e seu eu oculto, não expressado, que pode ser uma fonte de grande insegurança no tocante a encontrar uma identidade feminina integral. Nós chamamos isso de “a ferida de Atenas” […].

Ela  disputará  [com  seu  companheiro],  competirá  com  ele  e  frequentemente o desprezará por não ser tão  firme quanto ela.

Esse era um retrato bastante exato da minha vida naquela época. Eu realmente não sabia o que fazer com a minha identidade feminina, mas certamente sabia como discutir com homens. Agora, ao citar aquele livro, não o estou endossando de forma alguma. Mas eu olho para trás e me maravilho com o quão criativo Deus é quando ele começa a trabalhar em nossos corações. Já que eu não estava nem um pouco perto de uma Bíblia naquele tempo, Deus usou aquele livro e sua premissa teológica defeituosa para despertar a minha mente. Aquela citação foi a última coisa que escrevi em meu diário antes de embarcar no voo para a África do Sul. Eu saí para aquelas férias pensando que precisava fazer alguma coisa em relação à minha psique feminina fragmentada. Eu vi o problema — ou pelo menos parte dele —, mas não tinha certeza sobre como resolvê-lo.

Foi durante minhas viagens na África do Sul que Deus revelou para mim mais sobre esse dilema e ofereceu sua solução preciosa. Eu estava indo visitar minha irmã e meu cunhado, que estavam morando lá temporariamente para estudar em um Instituto Bíblico. Meu plano era desfrutar de umas férias exóticas, nada mais. Mas no domingo de Páscoa, numa igreja lutando pela reconciliação racial em uma nação ferida pelo apartheid, eu escutei a maior mensagem de redenção e perdão que já alcançou os ouvidos humanos.

Lá, sentada entre pessoas que certa vez se desprezavam por causa da cor de suas peles, eu aprendi que a esperança da mudança se encontrava na vida e na morte de Jesus Cristo. Depois de explicar a evidência histórica para a veracidade da vida de Jesus, o pastor nos falou sobre a importância de sua morte. Ele começou com o problema do pecado — nossa rebelião contra as leis de Deus e os padrões santos. Num lugar como a África do Sul, marcada pelo preconceito e pelo derramamento de sangue, o pecado é claramente evidente. Mas mesmo se nunca tivéssemos discriminado nem assassinado alguém, nós não seríamos inocentes. Desde o momento em que gritamos “não!” enquanto bebês, passando pelo tempo em que traímos, mentimos e roubamos quando adultos, até as inúmeras horas que gastamos consumidos pela nossa autoimagem e avaliação própria às custas dos outros, nós acumulamos um peso de culpa e pecado que nos esmaga diante de um Deus santo.

O pastor nos explicou que a Bíblia diz que a morte é a consequência do pecado. Cada um de nós enfrenta a morte por causa de nossos pecados individuais, mas também vivemos num mundo caído por causa de nossa pecaminosidade coletiva. Mas Deus nos oferece uma solução chocante. Para quebrar o ciclo de pecado e morte, ele enviou seu Filho, Jesus Cristo, para ser nosso substituto — para viver a vida perfeita que não podemos viver a fim de pagar pela punição de nossos pecados que não podemos pagar. Jesus morreu na cruz para que pudéssemos viver. Sua ressurreição, três dias depois, era prova de que seu sacrifício foi suficiente para quebrar o ciclo da maldição do pecado e da morte. Deus não ignora o pecado nem tolera a injustiça. Ele derramou toda a justa ira por nossos pecados sobre seu Filho para que pudéssemos receber perdão. O pecado não ficou impune, mas na cruz de Cristo a misericórdia triunfa sobre o juízo. Esse é o evangelho — ou as boas-novas — da vida, da morte e da ressurreição de Jesus Cristo.

Naquele domingo de Páscoa, eu finalmente ouvi e entendi a gravidade dessa mensagem. Eu vi a raiva, o duro julgamento de outros e o egoísmo na minha vida, tais quais eles eram: pecado contra Deus e contra os outros. E eu caí em lágrimas à medida que as boas-novas do sacrifício salvador de Jesus foram reveladas e oferecidas a mim.

Pela primeira vez, eu tinha esperança real por mudança. Mas a mudança era um processo. Eu ainda era hesitante em algumas áreas, cínica quanto à subcultura evangélica, aos escândalos dos pregadores da TV, aos milagres falsificados e à divisão denominacional. Ao longo daquela viagem, fiz várias perguntas difíceis à minha irmã e ao meu cunhado. Eles responderam graciosamente com as palavras da Escritura, mas não tentaram me forçar a aceitar a visão deles. Eu me maravilhei com a moderação deles e ponderei sobre suas palavras à medida que as estradas empoeiradas da África do Sul passavam sob as rodas do carro.

No terceiro domingo na África do Sul, visitamos uma igreja na Cidade do Cabo para ouvir o antigo pastor do meu cunhado. Um americano chamado C. J. Mahaney pregou uma mensagem sobre a honestidade e a variedade das emoções humanas registradas no livro de Salmos. C. J. aliviou minhas preocupações quanto a pôr um sorriso falso no rosto por causa de Jesus. A Bíblia não se evadiu da realidade de nossos sentimentos instáveis. Ela também não nos deixou chafurdando neles. Nossas emoções foram planejadas por Deus para nos impelir em direção à verdade e à fé — uma progressão modelada para nós em quase todos os salmos.

 

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

 

Dicas de Livros/Filmes para Políticos Cristãos

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Texto-Bíblico: Jeremias 29:1-19

Louvo ao Senhor por podermos desfrutar de liberdade tal, que podemos cultuar ao Senhor livre e publicamente em nossa nação. Bem como podemos (e devemos) participar e se envolver com a vida pública.

Porém e infelizmente, temos duas realidade que podemos ver em muitos (se não  a maioria) dos políticos cristãos, ou eles são pessoas que ainda não se converteram a Cristo e usam da boa fé dos nossos irmãos. Ou são verdadeiros cristãos, porém, sem o devido preparo para a lidar com a vida política, seja nas esferas municipal, estadual ou federal/nacional.

Com o objetivo de poder ajudar ao segundo grupo – com cristãos sinceros que se sentem chamados a carreira pública/política, estou elaborando alguns artigos que podem servir como dicas para se prepararem melhor a fim de viver de maneira plena o que o profeta jeremias disse aos seus contemporâneos:

“Busquem a prosperidade da cidade para a qual eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela” (Jeremias 29:7).

Recomendo que leiam todo o capítulo 29, e meditem a respeito da mensagem de jeremias aos exilados.

Políticos cristãos devem estar bem preparados e experimentados para exercerem bem as suas funções e deveres para com toda a sociedade. E não somente para com os seus irmãos na fé. Mas nossa maneira de fazer política deve ser baseada e vivenciada através de uma cosmovisão bíblica-cristã.

Para tanto, trago dicas de livros e filme que tratam direta e indiretamente sobre os assuntos política, cristianismo, cosmovisão cristã, cultura, vida em sociedade, etc.

Livros:

– O cristão em um sociedade não cristã. De Jonh Stott;

– Política segundo a Bíblia. Wayne Grudem. Editora Vida Nova;

– Economia e Política na Cosmovisão Cristã. Wayne Grudem e Barry Asmus. Ed. Vida Nova;

– Visões e Ilusões Políticas. David T. Koyzis. Ed. Vida Nova;

– A Pobreza das Nações. Wayne Grudem e Barry Asmus. Ed. Vida Nova;

– Religião e Política, SIM. Igreja e Estado, Não. Paul Freston. Ed. Ultimato;

– Mentalidade Cristã. Jonh Stott;

– Os Cristãos e os desafios contemporâneos. Jonh Stott;

– A missão cristã no mundo moderno. Jonh Stott;

– O Cristão na cultura de hoje. Charles Colson e Nancy Pearcy. Ed. Cpad;

– Contra a Idolatria do Estado – O papel do cristão na política. Franklin Ferreira. Edit. Vida Nova;

– A Morte da Razão. De Francis Schaeffer;

– Poluição e a morte do homem – Uma perspectiva cristã sobre ecologia. De francis Schaeffer;

 

E filmes…

– Jornada Pela Liberdade (2006) esse filme aborda a vida do político cristão William Wilberforce na sua luta contra a escravidão na Inglaterra;

– A Jornada (2002) Nesse filme de ficção com temática cristã, vemos a jornada de um professor de seminário cristão do passado até os dias atuais para se deparar com uma sociedade e mundo sem moral e com uma ética corrompida, inclusive dentro da igreja;

– O diabo no banco dos réus. A Lição que esse filme nos traz é que o diabo não é o grande culpado dos problemas humanos e, sim nós mesmos. Já que tudo começou com adão e eva, continuando até os dias atuais;

– Redenção (Machine Gun Preacher) baseado em fatos reais, mostra a luta de um homem buscando justiça, bem como proteger os mais fracos, bem como servir a uma nação africana.

– Corajosos. É um filme cristão voltado para a família. Mais que aborda várias questões que estão relacionados direta e indiretamente com a formação de um homem cristão ou não. Vale a pena assistir e refletir sobre cada assunto tratado no filme.

– Um homem entre os gigantes. Baseado em fatos reais e tendo o principal personagem interpretado pelo o excelente ator Will Smith. Esse filme mostra a luta de um homem contra os poderosos do futebol americano.

 

Conheça melhor o conteúdo de bons autores, pregadores e sites para ler, ouvir e acompanhar: Jonh Stott, Wayne Grudem, Charles Colson, Franklin Ferreira; Sites, como o Voltemos ao Evangelho e o The Coalition Gospel.

 

Em Cristo Jesus,

Filipe Paulo Christian