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Cinco Conselhos para Homens Jovens

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Homens mais jovens, vocês precisam de orientação de homens mais velhos. Ao mesmo tempo, o mito de que a geração mais velha reúne tudo deve ser apagado. Nós não. Estamos aprendendo e crescendo em muitas das mesmas maneiras que os homens jovens estão.

Deus ensinou a homens mais velhos uma série de coisas, embora – através de nossos pontos fortes e fracos, através de nossos sucessos e fracassos – que ele possa ter pretendido para você. Há um conselho que pode te ancorar no meio da turbulência da vida (dentro de você e ao seu redor) e prepará-lo para se tornar mais maduro em Cristo (Colossenses 1:28).

Aqui estão cinco pontos que me serviram bem, assim como os rapazes que eu tenho orientado.

1. Encontre sua identidade em Cristo.

Pode soar clichê, mas de longe a coisa mais importante que tenho a dizer aos homens mais jovens é que sua identidade deve estar ancorada em Cristo (Romanos 6:11; 2 Coríntios 5:17).

Todos nós nos definimos de várias maneiras, e algumas delas são apropriadas até certo ponto. Mas nossa identidade deve, em primeiro lugar, estar fundamentada em Cristo. É em nossa união com ele que temos segurança profunda e real. Somos perfeitamente conhecidos e profundamente amados (Efésios 1: 4-5).

 

“De longe, a coisa mais importante que tenho a dizer aos homens mais jovens é que sua identidade deve estar ancorada em Cristo”.
Você pode “conhecer” isso teologicamente, mas há uma diferença entre “conhecer” e “conhecer”, sabe? Cada dia – muitas vezes a cada momento – quando você se encontra desesperado de amor, olhe para Cristo. Quando você se encontrar buscando uma afirmação, olhe para Cristo. Quando você se encontrar precisando se sentir significativo, olhe para Cristo. Quando você tiver sido desprezado, ou tratado injustamente, olhe para Cristo (Filipenses 1: 29-30).

Naturalmente, Deus nos dá pessoas em nossas vidas para ajudar com essas coisas (Filemom 7), mas elas não podem fazê-lo em última análise ou de forma decisiva. Somente Cristo pode trazer verdadeiro contentamento, verdadeira identidade e verdadeira segurança (Filipenses 4:11). Pare de buscar sua justificação e aprovação e receba o que Jesus comprou por completo para você na cruz.

 

2. Tenha um plano de maturidade.

Eu não preciso te dizer para crescer. Você já conhece a sua necessidade de resistir às exigências escorregadias da nossa cultura sobre os meninos para se tornarem homens. Um menino costumava se tornar um homem aos 21 anos. Então tinha 30 anos. Agora são 40 anos. Eu sei que você quer ser maduro. O desejo sozinho não amadurecerá você, no entanto. Você precisa de um plano. Apenas envelhecer não garante que você amadurecerá – há poucas coisas mais tristes do que um menino de 36 anos, mas elas estão por aí a granel.
Olhe em volta para homens que são mais velhos do que você – talvez dez anos ou mais. Quem você quer ser? Quais características você gostaria de ter no momento em que tiver a idade deles? O que seguiria a aparência de Cristo naquele estágio da vida (1 Coríntios 11: 1)? Imagine o homem mais maduro que você quer ser e tome medidas específicas para se tornar ele.

Mate os pecados da sua juventude (Romanos 8:13). É fácil pensar que apenas cresceremos de certas práticas, atitudes ou crenças pecaminosas. Pela graça de Deus, às vezes isso acontece. Mas, mais frequentemente, crescemos mais profundamente enraizados nos padrões e hábitos que estabelecemos em nossa juventude (Tiago 1:15). Então, você precisa ser proativo e colocar essas coisas para a morte. Não presuma que eles vão embora um dia. Com o poder de Deus em você e através de você, “desenvolva sua própria salvação” (Filipenses 2: 12–13).

 

3. Invista em seus amigos.

Eu não tenho sido bom nessa frente e continuo pagando o preço (Eclesiastes 4:12). Você precisa de dois ou três amigos do sexo masculino próximos com quem você pode conversar sobre tudo. A amizade masculina tem caído em tempos difíceis em nossa cultura por várias razões, mas é um dos dons mais preciosos que Deus pode dar a um jovem. Se você não tem amigos próximos, ore por um e o procure.

 

“Envelhecer não garante que você vai amadurecer.”
Seja vulnerável, seja honesto e compartilhe seus problemas também (1 João 1: 9). Mas também esteja preparado para uma possível decepção; nem todo cara está procurando a mesma coisa, e muitos já têm suas principais amizades no lugar.

Buscar um irmão mais velho também é importante. Todos nós precisamos da perspectiva de um homem mais velho, alguém que possa nos encorajar, que tenha estado lá e que saibamos que passaremos por isso, seja o que for.

Invista em seus amigos, mas não confie neles para fazer o que somente Cristo pode fazer. Isso colocará muita pressão em suas amizades e você acabará desapontado e possivelmente desiludido. A amizade é grande (1 Samuel 18: 3), mas precisamos de Cristo mais do que qualquer amigo.

 

4. Pare de procurar a mulher perfeita.
A mulher perfeita não existe, então pare de procurar por ela. Hollywood mentiu e ensinou-lhe mal (Provérbios 7: 21-23). Se você espera se casar, é melhor gastar sua energia desenvolvendo sua própria piedade e maturidade. Torne-se um marido melhor (1 Coríntios 16:13), em vez de ficar procurando uma mulher perfeita.

Sua futura esposa, perfeitamente ajustada ou não, nunca lhe dará a totalidade que só vem de Cristo. Se você está procurando uma esposa para fazer você se sentir completo, para ser totalmente conhecido, ou para lhe dar segurança, você vai colocar muita pressão sobre o seu casamento e você vai ficar desapontado. Por outro lado, se ambos souberem quem você é em Cristo, você terá a base certa para um bom casamento.

Se você já é casado, já sabe que não se casou com a mulher perfeita. Não continue procurando a mulher perfeita (Provérbios 18:22; 19:14), como se estivesse com saudades dela. Essa mentira vem de Hollywood também. Esse tipo de pensamento falha em confiar na bondade soberana de Deus (Provérbios 6: 27-29). Ame a esposa que ele lhe deu e não seja tolo (Provérbios 5:18)!

 

5. Seja forte – e gentil.

Masculinidade está experimentando uma crise de identidade. Os homens não sabem se devem ser macias, durões ou algo entre os dois. Acho que precisamos de homens que tenham coragem, especialmente coragem em suas convicções (Salmos 27:14; Mateus 10:22). A verdadeira coragem vem da segurança, e isso só é verdadeiramente encontrado na verdade sobre Cristo (João 10:28). Veja o ponto 1.

 

“Precisamos de homens na igreja que sejam fortes, confiáveis, corajosos e educados”.
Precisamos ser fortes – fortes o suficiente para sermos gentis (2 Coríntios 10: 9). Deus nosso Pai é onipotente e poderoso (Salmo 147: 5), mas ele também cuida da viúva e do órfão (Salmos 146: 9). Ele conhece compaixão e é bondoso (Isaías 40:11; Lucas 1:78). Esse equilíbrio é difícil de acertar, mas é importante.

Nós não precisamos de caras mais durões que são insensíveis às necessidades e sentimentos dos outros. Mas também não precisamos de caras mais sensíveis sem o backbone. A empatia é importante, a compaixão é importante e a gentileza é importante. Precisamos ser fortes, confiáveis e corajosos. Mas também precisamos saber amar, dar e consolar.

 

Estabilidade na Tempestade
Quando você é jovem, é muito fácil ficar sobrecarregado com os detalhes de todas as circunstâncias imediatamente à sua frente – todas as oportunidades perdidas, cada rompimento, cada falha, todo pecado. Como você provavelmente notou acima, quanto mais você envelhece, mais sua união com Cristo se torna uma realidade discernível e estabilizadora.

Apegue-se a Cristo e, à medida que amadurecer como homem, ele deixará claro para você a beleza e a relevância de sua união com ele. Ele promete: “Nunca te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus 13: 5) – não agora, não em sua jornada de crescimento como homem, e não quando estiver mais velho. “Aquele que te chama é fiel; ele certamente [te santificará e amadurecerá] ”(1 Tessalonicenses 5:24).

 

Constantine Campbell (PhD, Universidade Macquarie) é professor associado de Novo Testamento na Trinity Evangelical Divinity School. Ele é autor de vários livros, incluindo o Livro Cristianismo do Ano de 2014 em Estudos Bíblicos, Paulo e União com Cristo.

 

Artigo de Constantine Campbell

Traduzido por Filipe Paulo Christian

Fonte Original:
https://www.desiringgod.org/articles/five-pieces-of-advice-for-young-men

 

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Mulheres e Homens Cristãos Podem ser Amigos?

 

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A questão é um barril de pólvora. Aqueles que respondem imediatamente “sim” podem arremessar tantos barris de evidência anedótica como aqueles que gritam “não”. Poucos tratam isso como uma questão legítima – as opiniões são dadas num tom que implica que a própria questão viola o senso comum. São dadas respostas diferentes. Diferentes passagens são citadas. Diferentes colinas são construídas e desfeitas. Então, as mulheres e os homens cristãos podem ser amigos?

Para começar, vários tipos de amizade homem-mulher merecem atenção única.

Uma mulher solteira e um homem casado;

Uma mulher casada e um homem solteiro;

Uma mulher casada e um homem casado;

Uma mulher solteira e um homem solteiro.

Como são essas amizades? Elas deveriam existir? Deus as proíbe, ou são elas vitais para o corpo de Cristo? Elas são obviamente inapropriadas ou inegavelmente essenciais na comunidade religiosa saudável? Parece-me, depois de considerar a evidência bíblica, que as amizades entre homens e mulheres se inclinam ainda mais a um processo que existe em todas as amizades:

Ponderação sobre os riscos da relação;

Implementação de limites necessários e amorosos na relação;

Colheita dos benefícios únicos que exaltam a Cristo na relação.

Normalmente, passamos por esse processo inconscientemente com cada nova relação: avaliando se a relação será prejudicial a nós mesmos ou desobediente a Deus; e se não for, identificando parâmetros saudáveis ​​para tornar a relação tão frutífera quanto possível e, finalmente, desfrutando os benefícios contínuos do relacionamento.

Ao fazermos a pergunta: “Mulheres e homens podem ser amigos?”, Devemos compreender que cada nova possibilidade de amizade entre uma mulher e um homem pode exigir um “não” ou um “sim” em várias circunstâncias ou em vários estágios da vida.

Riscos Inevitáveis

Uma vez que qualquer amizade piedosa entre homens e mulheres será a amizade entre dois discípulos de Cristo, o primeiro passo para construir essa amizade é “fazer as contas dos gastos, para ver se tem o suficiente para completá-la” (Lucas 14:28). Informação o suficiente. Auto-controle o suficiente. Comunhão o suficiente. Sabedoria o suficiente.

As amizades entre homens e mulheres podem levar a sentimentos não recíprocos.

Uma pessoa tem intenções completamente inocentes e amigáveis, e a outra se apaixona. Entre uma pessoa casada e qualquer pessoa que não seja seu cônjuge, a amizade deve terminar imediatamente.

Mas, mesmo entre pessoas solteiras, os perigos são significativos. A amizade homem-mulher sempre traz a possibilidade de estranheza, de conflito, de mágoa. Alguém está pensando: “Isto está levando a algum lugar?” E a outra não está. Isso é chamado de “friendzone”, e é muito fácil para as placas tectônicas do desejo criarem amizades quentes e que despertam o desejo nas quais esse calor é, de fato, causado por motivações que se movem em direções opostas.

Quer sejamos os desejantes ou os desejados, sejamos honestos com nós mesmos: ambos realmente queremos a mesma coisa dessa amizade? Se não nos fizermos essa pergunta, alguém acabará arcando com as graves consequências.

As amizades entre homens e mulheres podem provocar a tentação sexual

Se nós cegamente caminharmos pelas amizades entre homem e mulher com a noção ingênua de que elas não são diferentes de amizades entre pessoas do mesmo sexo, estamos cega e perigosamente equivocados. Elas são diferentes. Tendências trágicas e dolorosas na igreja sugerem que aventuras amorosas muitas vezes começam sutilmente ou mesmo inocentemente, e terminam em terrível destruição. Padrões de intimidade um a um entre membros do sexo oposto cultivam naturalmente o tipo de intimidade que leva ao romance.

Salomão escreve: “Um homem perverso… tem no coração o propósito de enganar, continuamente semeando discórdia; Então a desgraça se abaterá repentinamente sobre ele; de um golpe será destruído, irremediavelmente” (Provérbios 6:12, 14-15).

Esta é a atitude errada: “Não estamos sendo imprudentes. Não há nada com o que se preocupar. Não é assim.” A calamidade da fornicação quase sempre ocorre de repente. Sempre nos surpreende. Sempre aparece na nossa porta com um sorriso inocente. Ou talvez nos leve à porta de outra pessoa. Ao sofá de alguém.

A fagulha da imoralidade sexual pode ter a diferença de uma polegada, de um olhar. A questão que devemos nos perguntar honesta e consistentemente é: “A estrutura de nosso relacionamento parece ser a de um incêndio florestal?” Se a sua atitude em relação à sua intimidade é descuidada, é provável que ela se incendeie.

As amizades entre homens e mulheres podem comprometer o casamento

É comum que as pessoas solteiras sejam demonizadas como “sedutoras” ou como “iscas”, enquanto as pessoas casadas são apenas vítimas de amantes devoradores. No entanto, parece que a tentação muitas vezes anda do lado contrário, da pessoa casada para a solteira; por exemplo, José e a esposa de Potifar (Gênesis 39:11-18), ou pelo menos ambígua, no caso do membro da igreja e a esposa do seu pai (1 Coríntios 5:1).

O ponto não é condenar ou idolatrar qualquer estado civil como mais protegido que o outro. O ponto é reconhecer o elemento humano comum que torna possível a subversão da aliança matrimonial se uma (ou ambas) pessoas estiverem casadas. Algumas perguntas diagnósticas são:

Estamos passando tempo sozinhos juntos?

Os nossos encontros (especialmente locais) são cada vez mais privados?

Estamos nos queixando de nossos casamentos (ou vida amorosa) um para o outro?

Estamos enviando mensagens um para o outro em particular?

Eu me encontro pensando nela (nele), ou fantasiando sobre uma vida com ela (ele)?

Sinto que estou me esquivando de uma intimidade que sob outro ponto de vista seria inapropriada?

 

Recompensas Potenciais

Uma vez considerados e ponderados os riscos de uma amizade entre homens e mulheres, podemos fazer a seguinte pergunta: “Esses riscos podem ser mitigados?” A humildade, a honestidade, a comunidade e a responsabilidade podem nos proteger das consequências iminentes e nos permitir desfrutar o bem que pode vir dessas amizades?

Deus recompensa os limites apropriados

Todo relacionamento – e todo nível de intimidade – floresce com o tipo certo de limites. E o tipo de relacionamento determina quais limites ele precisa para florescer. “O caminho da vida conduz para cima quem é sensato, para que ele não desça à sepultura” (Provérbios 15:24). Então, qual é o caminho adequado para as amizades entre mulheres e homens?

A resposta é, naturalmente, diferente para cada tipo de relacionamento. Mas o ponto é limites devem existir. Alguns exemplos seriam:

Sem mensagens de texto privadas (inclua sempre o cônjuge, ou algum amigo piedoso);

Sem encontros privados ou secretos, a (as) pessoa(s) sempre sabe (m);

Nenhuma discussão detalhada sobre casamentos ou vidas amorosas;

A sabedoria exige alguns “nãos”, a fim de manter a segurança e a integridade que levam à vida, e não o descuido ou a liberdade que levam ao pecado.

 

Deus recompensa a comunicação clara

Imaginemos o lado oposto, o pecado prospera na preguiça da ambiguidade. Sejamos honestos sobre nossas próprias intenções: por que somos realmente compelidos a construir e investir nesta amizade? É porque nós gostamos da atenção que recebemos do amigo a qual não podemos obter de um cônjuge ou de um futuro cônjuge? É porque ficamos sutilmente excitados ao flertar com os limites de algo que parece ter passado dos limites?

Deus recompensa uma resposta ponderada que reflete honestamente o estado de nossos corações. E precisamos ter cuidado, no contexto de uma comunidade rigorosa, a provar se não estamos nos enganando sobre nossas próprias intenções.

Uma vez que tenhamos sido honestos sobre nossas próprias intenções, precisamos articulá-las claramente. Somos amigos por causa da igreja, por causa de um projeto, por uma questão de desfrutar de um hobby mútuo, para servir a igreja? Tenhamos uma resposta e deixemos que as interações que se desviam do propósito acordado permaneçam fora de cogitação.

Deus recompensa a comunidade forte

É fácil para a igreja se dividir em ministérios de homens, ministérios de mulheres e ministérios de casais. Os solteiros tornam-se “carta branca”, e muitas vezes jogam fora o que poderia ter sido um sistema simples de pureza. Mas as amizades entre homens e mulheres na igreja são uma santa expressão da intimidade que Deus nos conquistou em Cristo (Gálatas 3:28), especialmente quando atraímos outros para essas amizades como salvaguardas.

Todo o esforço que colocamos tanto nos limites quanto na clareza honra e promove este dom – um dom que não deveria ser proibido, em princípio, entre o povo de Deus. Mas essas amizades só devem ser permitidas dentro do adequado “campo de visão” de pessoas informadas e envolvidas o suficiente para proteger as duas partes.

Por que Não Podemos Ser Amigos?

“Tudo é permitido, mas nem tudo convém” (1 Coríntios 10:23). O que é bom para alguns não vale a pena para todos – e pode ser prejudicial. O que pode ser uma bela e santa amizade entre um homem e uma mulher em um caso pode não ser correspondente para todos os homens e mulheres, e certamente não pode ser tido como verdade absoluta a todo homem e mulher. Agir assim simplesmente não seria sábio nem seguro.

Mas quando os riscos forem pesados ​​e as estruturas gratificantes forem estabelecidas, podemos, com uma consciência limpa, vir diante de Deus e pedir-lhe para abençoar nossas amizades com o sexo oposto. Esta confiança é obtida através de um registro maduro e piedoso: “Não se deixem enganar; de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6: 7). Mas está disponível. E é linda. E como tudo que é belo requer um paciente investimento, humildade generosa, abnegação implacável, autoconsciência e autocontrole.

Paulo nos encoraja: “Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja” (Romanos 13:13). É interessante como Paulo contrapõe a “imoralidade sexual” com “comportar-se com decência, como quem age à luz do dia”. Quando nossas mensagens não são privadas, nossos encontros não são às escondidas, nossa intimidade não está coberta de sorrisos tortos, podemos participar de uma intimidade pura em amizades entre homem e mulher que é pública e louvável, cheia de graça e verdade.

“Ama o teu próximo como a ti mesmo: Eu sou o Senhor” (Levítico 19:18). Nenhuma ordenança farisaica sobre as relações homem-mulher deve inibir esse mandamento. Nem um libertário livre para fazer o que quer deve sutilmente subvertê-lo. Deus se deleita em amizades entre homens e mulheres, mas somente quando dizem algo verdadeiro e bom sobre Ele ao mundo (João 13:35). Homens e mulheres, sejamos diligentes na sabedoria, implacavelmente acima do opróbrio, e sejamos amigos em Cristo.

 

 

Autor: Paul Maxwell

Fonte: desiringGod

Tradução: Moacir Campos

Via: PNO – Perguntar não Ofende

 

http://reformados21.com.br/2017/07/31/mulheres-e-homens-cristaos-podem-ser-amigos/

Moças e rapazes solteiros podem ser apenas amigos?

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Semana passada estava muito feliz com um dos meus amigos solteiros, Roman, pois ele acredita ter encontrado a garota com quem deseja se casar. Naturalmente, estou feliz por ele e espero poder comparecer ao seu casamento. Meu desejo é que todos os meus amigos solteiros possam se casar.

Mas também me preocupa um pouco saber que muitos solteiros que eu queria que se casassem têm poucos amigos próximos do sexo oposto. Algo surgiu na cultura cristã que desencoraja amizades normais entre garoto e garota. É como se tivéssemos medo de que eles acabem indo para a cama se conversarem por mais de uma hora e compartilharem suas esperanças, medos ou lutas.

Enquanto isso, pressionamos rapazes e moças a se casarem se se tornam amigos (hummm, Gina, eu vi você com o Brad ontem. Tem algo rolando entre vocês dois?). Por que Gina e Brad não podem apenas se encorajarem em suas caminhadas com Deus sem fazerem muito caso de seu relacionamento? É possível para rapazes e garotas cristãs construir amizades saudáveis sem assumir que irão para o altar?

Eu creio que isso é possível. Aqui estão alguns pontos para desenvolver relacionamentos assim:

1. Veja seus amigos como família.

Paulo disse a Timóteo que deveria tratar mulheres mais velhas como mães e mulheres mais novas como irmãs (cf. 1 Timóteo 5.2). A mesma regra se aplica às garotas: vocês deveria ver seus amigos cristãos homens como irmãos. Ter essa atitude de pureza de coração torna possível uma amizade. Se um rapaz vê sua amiga mulher como uma irmã, ele não vai desejar seu corpo; pelo contrário, seu instinto será de encorajá-la. Se uma jovem vê seu amigo homem como um irmão, ela cuidará dele e orará por ele sem esperar que ele tenha sentimentos sexuais por ela.

2. Evite a “pressão dos pares”.

Em muitas igrejas hoje já uma pressão incrível para encontrar “a pessoa certa” que vai te tirar do mercado. Se você está carregando esse fardo, cada amizade com uma pessoa do sexo oposto pode ser um peso. “Ela é a pessoa certa?”. “Será que ele gosta de mim?”. “Como eu deveria me vestir?”. Essas preocupações se tornam ansiedade que pode arruinar a alegria da vida. Confie em Deus seu desejo de um cônjuge. Se você não se despreocupar, pode parecer desesperado – e isso é muito ruim. Pare de tentar fazer algo acontecer e apenas aproveite a oportunidade de conhecer uma pessoa nova. Lembre-se do Salmo 37.4: “Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.”

3. Diga adeus ao embaraço.

Antes de nos casarmos, minha esposa e eu temíamos os encontros. Chamar alguém que você mal conhece e convidá-lo para jantar ou ver um filme é assustador – e essa é a razão pela qual muitos rapazes cristãos ainda estão solteiros aos 35. Enquanto isso, garotas cristãs ouvem que devem esperar os rapazes darem o primeiro passo, e assim são condicionadas a esperarem “o convite”. Você pode deixar de lado todo esse embaraço organizando encontros de grupo: saia com vários amigos para tomar café, convide-os para cozinhar alguma coisa ou dê uma festa. Então apenas aproveitem a companhia uns dos outros. E garotas: sintam-se à vontade para iniciar os convites!

4. Redescubram a arte de conversar.

Na cultura midiática atual, esquecemos de como conversar uns com os outros. Muitos rapazes se sentem socialmente desastrados, então se afogam em videogames e se tornam ermitões emocionais. Eles precisam de amigos – incluindo amigas – para ajudá-los a sair de suas zonas de conforto. Enquanto isso, tanto rapazes quanto garotas estão tão viciados em seus telefones que não sabem como conversar por mais de uma hora sem checar suas mensagens. Se você quer ser um bom amigo, ouça, aprenda a focar na pessoa com quem você está conversando.

5. Não permita qualquer tipo insinuação.

A mensagem que recebemos da mídia é que tudo é sexo. Mas como cristão, você não precisa de dobrar perante esse ídolo. Você pode ter uma amizade significativa com uma pessoa do sexo oposto sem precisar ir para a cama com ela. Mas se você pretende manter o relacionamento puro, você precisará estabelecer alguns limites óbvios. Use o senso comum. Não use roupas reveladoras. Não se toquem de forma inapropriada. E não passe a noite na casa um do outros em nome da “amizade”. Se vocês são amigos verdadeiros, irão respeitar um ou outro o suficiente para evitar um pecado sexual do qual irá se arrepender depois.

6. Mantenha suas amizades centradas em Cristo.

Hebreus 3.13 diz: “pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia”. Esse verso se aplica a homens e mulheres solteiras também. Nós precisamos do encorajamentos uns dos outros, e Deus quer que os membros solteiros da igreja estejam envolvidos nas vidas uns dos outros. Suas ligações, mensagens e conselhos honestos podem ser o que impulsiona os projetos de seus amigos; sua bondade e suas orações podem ser o que os ajudam a superar crises difíceis. Mantenha Jesus no centro de suas amizades e não perca a bênção que esses amigos podem ser para você.
Autor:  J. Lee Grady

Tradução: Filipe Schulz

Fonte: Charisma Magazine

Via: Reforma 21
http://reformados21.com.br/2017/05/19/mocas-e-rapazes-solteiros-podem-ser-apenas-amigos/

Amizades Virtuais: boas, mas incompletas

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Amizades virtuais podem ser perigosas.

Nossa capacidade de nos conectarmos instantaneamente com pessoas através da Web, independentemente da localização delas, tem mudado a maneira com que vemos e conduzimos os relacionamentos. E, devido a um avanço tecnológico conhecido como redes sociais, nós temos agora muitíssimas maneiras de nos comunicarmos com pessoas diferentes sem ter que sair de nossas casas ou convidar alguém para entrar.

Um meio popular para se conectar intimamente com estranhos pela internet é por Grupos do Facebook. Eles podem ser um tipo de mundo subterrâneo secreto dentro da própria plataforma, e, se você não faz parte de um grupo, você pode nem saber que ele existe. Muitos grupos são bem leves, centrados em hobbies e interesses específicos. Outros são criados como grupos de apoio, nos quais os participantes são livres para compartilhar detalhes muito íntimos e privados com pessoas que eles podem nunca ter encontrado na vida real ou que provavelmente nunca irão encontrar. Até mesmo em um grupo de interesse específico comum, eu testemunhei um homem abrindo seu coração para o grupo, dizendo como ele os considerava como sua própria família, por causa da maneira com que o apoiaram enquanto seu pai estava doente.

Serei o primeiro a admitir que faço parte desse novo fenômeno de amizades virtuais. Eu nem consigo me lembrar de quantas vezes no passado, quando alguém me perguntava como eu tinha conhecido uma pessoa, surpreendente, eu respondi sem jeito: “Na verdade, nos conhecemos pelo Twitter.” O fato de irmãos cristãos que se conhecem pela internet e eventualmente se tornam grandes amigos após se encontrarem pessoalmente pode ser uma grande dádiva.

Então, por que eu pensaria que amizades virtuais podem ser perigosas? Porque elas podem facilmente parecer algo que não são. Embora amigos virtuais sejam, de fato, pessoas reais por quem nós temos afeição genuína, é essencialmente impossível que eles conheçam o seu eu verdadeiro. Isso não significa que essas amizades têm que ser cortadas, mas elas precisam, sim, serem controladas.

Amizades virtuais podem ser grandes bênçãos quando colocadas em suas perspectivas apropriadas, mas também podem ser perigosas quando elas substituem a comunidade e a igreja local.

Pessoas Reais, Projeções Incompletas

Você pode aprender muito sobre uma pessoa estudando a presença online dela. Não importa o quanto tentemos esconder nossas faltas ou projetar uma versão mais polida de nós mesmos, cedo ou tarde, postamos o bastante em nossa página para revelar aspectos de quem realmente somos. Por outro lado, mesmo quando tentamos ser autênticos na Internet, é difícil criar um retrato completo de nós mesmos.

Uma razão de nossos autorretratos virtuais serem tão incompletos é porque eles são feitos por nós mesmos. Tudo que projetamos sobre nós mesmos é manchado pela autopercepção. Somos finitos e caídos, e, entre nós, até mesmo os que mais se conhecem, se conhecem apenas parcialmente. Ao lado do espelho da Escritura, a comunidade tem o propósito de expor e ajudar a remover os argueiros e as traves que todos nós temos em nossos olhos.

Além disso, o seu verdadeiro ser foi feito para relacionamentos de mão dupla em tempo real. Fomos feitos não apenas para conhecer outros, mas também para sermos conhecidos por outros. A verdade é que você não pode conhecer verdadeiramente uma pessoa ou ser conhecido através do inevitável firewall das redes sociais.

Relacionamentos em Tempo Real

Para que sejamos verdadeiramente conhecidos, precisamos de relacionamentos em tempo e espaço real. A única maneira de buscarmos relacionamentos que são realmente autênticos é assumindo o risco de deixar que as pessoas vejam as versões sem filtro de quem realmente somos. Como? Nós acolhemos crentes locais em nossas vidas reais e deixamos que eles vejam, exponham e desafiem nossas vidas mais autênticas, bagunçadas e sem filtro. Crentes locais também nos restauram com amor que se manifesta em lágrimas, abraços, palavras de encorajamento e acompanhamento.

Se alguém me repreende pela Internet, eu posso me tornar passivo-agressivo, fornecer uma resposta polida que não revele meu coração e proteja minha imagem virtual, ou evitá-la completamente com pouca ou nenhuma consequência. Quando as coisas ficam difíceis com amizades virtuais, é muito fácil simplesmente deixá-las com apenas um clique.

Lá no fundo, nós tememos relacionamentos em tempo real porque eles podem se tornar bagunçados. Mas, como meu pastor frequentemente me lembrava, apesar de serem bagunçados, eles valem muito a pena. Uma vez que nós reconhecemos o valor dos relacionamentos locais, estamos mais dispostos a suportar a dor, a angústia e as lágrimas que eles trazem. Quando experimentamos a alegria de amizades em tempo real e em espaço real, os relacionamentos virtuais se acomodam, confortavelmente, em seus lugares secundários.

Suportando a Bagunça

A razão pela qual somos tentados a substituir relacionamentos da vida real com companheiros distantes e virtuais é porque esses relacionamentos podem ser bagunçados e extremamente exigentes, e até mesmo assustadores. Como podemos suportar o risco a fim de que possamos colher os benefícios? Nós lançamos nossas ansiedades sociais, medos e angústias sobre aquele que é capaz de cuidar de todos esses problemas – Cristo Jesus, nosso Senhor.

Muros têm dois propósitos – proteger e esconder. E é exatamente por isso que a nossa carne pode amar o muro das redes sociais. Protegemo-nos das pessoas e escondemos nossas identidades partidas. Mas, quando descansamos na retidão e no poder de Cristo, ele pode derrubar o muro e nos libertar para amarmos os outros e pensar menos em nós mesmos. Somos capazes de amar pecadores pois reconhecemos que somos os piores pecadores que conhecemos. Não nos encolhemos quando nosso quebrantamento é exposto porque nossa dívida foi paga e nossa alma está sendo restaurada. Nós, cristãos, não precisamos de tais muros, pois estamos cobertos e protegidos pelo sangue de Cristo.

A igreja local e a comunhão da aliança que recebemos dela é essencial para nossa saúde e crescimento cristão. A igreja é tão vital que deveria guiar os empregos que assumimos e os lugares nos quais escolhemos viver. Infelizmente, muitos cristãos que dependem de amizades virtuais para suporte emocional e espiritual fazem isso porque estão isolados de um corpo de crentes fiéis ao evangelho.

Devemos cuidadosamente tomar nota de qualquer coisa ou qualquer um que ameace a vitalidade dos relacionamentos da igreja local. Pelo bom projeto de Deus, nós não fomos feitos para crescer e prosperar à parte da comunidade. Priorize a igreja, e considere tudo que afasta seu coração ou atente para que você a substitua como uma ameaça à saúde da sua alma.

 

 

Autor: Phillip Holmes

Fonte: DesiringGod

Tradução: Milton Garcia Bassagas Fernandes

Via: Voltemos ao Evangelho

 

http://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/06/amizades-virtuais-boas-mas-incompletas/

 

Por que todo cristão deveria praticar esportes?

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Texto-Bíblico: 2 Timóteo 2:1-8

 
Existem vários motivos de porque acredito que todo cristão deveria praticar algum tipo de esporte, entendendo que existem diversas modalidades esportivas para os mais diversos tipos de pessoas (sexo, idade, condições econômicas, etc). E gostaria de nesse artigo destacar bons motivos para você começar hoje a praticar algum esporte:

 

– Glorificar a Deus. Através da prática esportiva, podemos glorificar ao Senhor de diversas formas, dentre elas: orando, louvando, evangelizando colegas de esporte e admiradores, cuidando de nossa saúde, dando exemplo pessoal de uma vida saudável e livre de vícios (drogas, álcool, imoralidade sexual, etc), etc. E especialmente antes, durante e após cada vitória atribuir ou tributar toda a Glória, Honra e Louvor ao Senhor . Seja em conversas, entrevistas, redes sociais, etc;
– Cuidar de sua Saúde. Como dito no item anterior, ao cuidarmos de nossa saúde, glorificamos ao Senhor. A prática esportiva costuma trazer benefícios não somente para o seu corpo ou saúde física (melhora na circulação sanguínea, respiração, metabolismo, imunidade a doenças e infecções, etc), mas também traz benefícios para a sua saúde mental (autoconfiança, auto controle, desestressa, sociabilidade, combate a depressão, etc);

 
– Começar relacionamentos intencionais. Por meio dos esportes (tanto os individuais, quanto os de equipe), temos a incrível oportunidade de conhecermos cada vez mais pessoas, bem como sermos conhecidos por elas. Pois o esporte é uma ponte comum em todo o mundo e ultrapassa barreiras sociais, culturais e políticas. Bem como aproxima pessoas – atletas, profissionais da saúde, empresas, admiradores, etc. Posso dizer com convicção que essa é uma das melhores oportunidades para evangelizar e alcançar para Cristos, milhares de pessoas de maneira direta e indireta por meio de nossa influência e testemunho pessoal de homens e atletas transformados pelo o poder das Boas Novas de Jesus a todo o mundo.
*Comece hoje a construir amizades de maneira intencional. Orando por elas, se aproximando, conversando, celebrando e chorando juntos, chamando para junto de si, apresentando e testemunhando sobre Jesus através de suas palavras e ações de diversas formas e em diversos momentos. Não se cale, não se omita e não perca as oportunidades dadas pelo o Senhor a você.
– Podemos trazer o sal do evangelho ao mundo dos esportes e dos famosos. Você já parou pra observar que praticamente grande parte dos esportistas e famosos tem suas vidas pessoais marcadas por futilidades, vícios e promiscuidade sexual?
Como homens e atletas cristãos, podemos trazer o sal do Evangelho de Jesus para o mundo dos esportes e dos famosos. Trazendo alegria, paz e propósito em tudo o que falamos, fazemos e expressamos como fruto ou consequência de um coração e mente salvos e transformados por Jesus a cada novo dia, novo desafio e fases da vida. Tanto no mundo dos esportes e da fama, quanto no âmbito pessoal. Como exemplo disso temos os atletas: Lúcio, jogador brasileiro de futebol, Tim Tebow (EUA), Manny Pacquiao (Filipinas), dentre outros no mundo todo.

 

Esses são os meus motivos ao praticar taekwondo, um esporte que gosto muito e ao qual comecei a praticar por influência de minha mãe e do genro de uma amiga da minha mãe vizinha nossa.
Homens e servos de Deus, podemos e devemos praticar esportes (artes marciais, futebol, vôlei, basquete, corrida, atletismo, arco e flecha, remo, natação, etc) e ao fazer isso tributar ao Senhor Deus toda Glória, Honra, Louvor, Adoração e Exaltação por Quem Ele é, Faz e Nos revelou por meio do sacrifício na cruz mediante seu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador.

 

Em Cristo Jesus,
Filipe Paulo Christian

 

Links Complementares
https://guiame.com.br/search/?q=tim+tebow
https://guiame.com.br/gospel/testemunhos/boxeador-se-converteu-apos-ouvir-voz-de-deus-o-som-era-mais-forte-que-um-trovao.html
https://oglobo.globo.com/esportes/tim-tebow-virgem-de-24-anos-em-nova-york-4421685
https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/quero-ser-conhecido-pela-minha-fe-e-nao-pelo-sucesso-no-esporte-diz-atleta-cristao.html
https://noticias.gospelmais.com.br/copa-do-mundo-lucio-zagueiro-capitao-brasil-biblia-evangelico-globo-video.html
https://noticias.gospelmais.com.br/zagueiro-lucio-sofrer-preconceito-futebol-evangelico-64622.html

Ministério de Homens – Café da Manhã (Série) 

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Nesta série de artigos – Ministério com Homens, estaremos trazendo várias dicas de como iniciar e realizar um bom trabalho com os meninos, rapazes e homens de sua igreja, família e comunidade. 

 

Na dica de hoje, trago como uma excelente ação em prol de criar e fortalecer relacionamentos dentro da igreja, bem como evangelizar homens e rapazes não cristãos – o café da manhã dos homens na Igreja. 

 

Pude ver essa ação sendo realizada pela Primeira Igreja Batista de Cajueiro, aqui em Recife/PE. Onde uma vez por mês, normalmente no primeiro sábado de cada mês, logo cedo de manhã das 7h as 9h, realizam esse encontro de homens, rapazes e meninos para juntos orarem, compartilhar uma palavra e testemunho de conversão e transformação de vida em Jesus, louvar ao Senhor juntos. E logo após esse momento de comunhão com Deus e edificação mútua, tomam um maravilhoso café da manhã juntos. 

 

Essa é uma das ações do ministério de homens dessa igreja. E que serve como dica para as demais igrejas, de uma maneira excelente de iniciar e realizar o ministério de homens em sua igreja. E que benefícios podemos colher disso: 

  • Criar e fortalecer relacionamentos. Pois começar o dia orando, louvando ao Senhor, ouvindo a Sua Palavra, ouvindo o testemunho de conversão e transformação no Senhor e finalizando com um café da manhã abençoado. Não tem como não serem criados e fortalecidos os relacionamentos de amizade e família dentro de um clima e ambiente cristão como esse e tantos outros que a igreja nos proporciona. 
  • Ocorre edificação do Corpo de Cristo (Mateus 18:20). Pois é um momento rico para haver encorajamento, consolação, aconselhamento mútuo, correção e exortação amorosa, oração e intercessão, ensino e pregação da Palavra de Deus, testemunhos, etc. 
  • É uma oportunidade de pregar e anunciar o Evangelho a homens e rapazes que ainda não seguem e servem ao Senhor Jesus; 
  • Discipular e treinar homens que discipulem e cuidem de outros homens (2 Timóteo 2:1-2). Mais do que nunca devemos nos preocupar e investir tempo e recursos no discipulado dos homens de nossas igrejas e famílias. Com o objetivo de que eles alcancem outros para Cristo e assim por diante. 

 

Esses são alguns dos benefícios pelos quais vale a pena investir nesse tipo de programação para a sua igreja. Uma dica que pode ser implementada nesse café da manhã (antes, durante ou depois) seria um momento de prestação de contas (que pode ser em dupla, pequenos grupos de 3 pessoas ou no coletivo), onde os homens estariam livres para fazer confissões de tentações, lutas e fracassos, dizer como foi a semana, como está a vida devocional deles, áreas de suas vidas em que eles tem avançado, etc. 

 

Resumindo e como forma de sugestão 

Café da Manhã dos Homens 

Período do dia: Manhã 

Horário ideal: 7h as 9h 

Regularidade: Inicialmente 1 vez por mês. Podendo ser semanal ou 2 vezes por mês. 

Programação: Boas Vindas, Oração, Louvor, Palavra Devocional, Testemunho, Oração e Ação de Graças. E o café da manhã. 

 

 

 

“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” 

Salmo 133:1 

 

Em Cristo Jesus, 

Filipe Paulo Christian 

Por que participar de um curso de noivos?

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Infelizmente, são pouquíssimas as igrejas que oferecem aos jovens noivos um curso de noivos ou aconselhamento pré-nupcial, ou mesmo acompanhe o casal em seus primeiros anos de casamento, orando, aconselhando, mostrando o seu próprio exemplo, etc.

 

 
E por conta disso, nos deparamos com homens e mulheres imaturos, inseguros e despreparados para a vida a dois. Muitos casais acabam se separando mesmo com poucos anos de casados e por motivos banais. Ou acabam vivendo e enfrentando muitas dificuldades internas e externas ao casamento e não sabendo lidar com elas, acabam por sucumbir.

 

 
Minha intenção e oração é que se em sua igreja ou região existe um curso de noivos, que você noivo participe de maneira intencional e ativa. Mas se não tem que você procure seu pastor, para um aconselhamento pré-nupcial, para conversar, expor preocupações e lutas, perguntar e tirar dúvidas sobre sexualidade, família, casamento e tudo o mais que envolva a vida a dois.

 
Bom seria ou será que toda igreja cristã desenvolvesse bons cursos de noivos, a fim de preparar, orientar e ajudar os jovens namorados e noivos para viverem o casamento de maneira a glorificar a Deus.

 
Pois infelizmente, vejo inúmeras iniciativas para cuidar de casais casados, mas nenhuma ou pouquíssimas para preparar e treinar os futuros casais, evitando assim, ter que se preocupar e gastar tempo em aconselhamentos e acompanhamento para tratar de problemas que poderiam ter sido tratados e resolvidos antes mesmo de surgirem ou se tornarem maiores (como por exemplo nas áreas financeira, sexual, emocional, familiar, profissional, etc).

 
Trago nesse artigo, alguns bons e importantes motivos para participar de um curso de noivos:

 

– Para aprender sobre casamento

O curso de noivos visa preparar os noivos para a vida a dois, com suas alegrias e desafios. É diferente de você ler livros sobre casamento ou mesmo ouvir pregações a respeito, pois em um curso de noivos você e sua noiva terão temas e áreas do casamento abordadas de maneira particular e abrangente.
Como por exemplo: Sexualidade, Finanças Pessoais, Criação de Filhos, Os papeis do Homem e da Mulher, Relacionamento com a família dela e vice-versa, etc.

 
– Para ouvir as experiências e testemunhos de casais casados
Normalmente, os cursos de noivos são ministrados e realizados por pessoas casadas. Ou seja, que já passaram por diversas experiências que você como noivo, já passou e irá vivenciar. Como por exemplo paquera, namoro, noivado, casamento, filhos,etc.
Bem como experiências e coisas mais especificas deles de maneira a trazer lições para a sua vida e relacionamento.

 
– Para estarem preparados para o futuro breve

Brevemente, você estará casado com sua noiva. E fica uma pergunta: Você está preparado para o casamento? Para deixar a vida de solteiro? E viver com um homem casado e comprometido com uma só mulher? Você realmente ama e desejar estar com sua noiva pra vida inteira? Formar uma família com ela? E Inclui-la em sua vida?
Essas são perguntas que vale a pena você refletir a respeito e conversar com outros homens casados, maduros e cristãos genuínos. Bem como seu pastor ou o casal responsável poderá lhe fazer perguntas semelhantes a estas e, o que você responderá?

 

– Tirar dúvidas e perguntar
O curso de noivos ou aconselhamento pré-nupcial é o momento e lugar certos para você perguntas sobre qualquer assunto relacionado a casamento e família. Expor suas dúvidas e encontrar respostas não meramente teóricas, mas baseadas na Palavra de Deus e na prática de casais que amam e vivem o que Deus nos ordena e recomenda na Bíblia.
– Para se expor e sermos tratados por Deus através de nossos irmãos e irmãs
Outro motivo importante para participar de um curso de noivos é expor problemas, tentações, lutas e dificuldades diversas que direta ou indiretamente podem afetar o seu casamento antes mesmo de começar ou durante a caminhada a dois de vocês.
E que problemas ou questões podem ser estas?
Descontrole financeiro, vícios (álcool, drogas, pornografia, gula), um passado problemático, um histórico de depravação sexual no passado, uma família problemática, falta de iniciativa masculina, insubmissão feminina, conciliar trabalho e estudos, etc.

Aqui neste artigo, pude trazer alguns dos principais motivos para você e sua noiva participar de um curso de noivos ou mesmo procurarem ter com seu pastor um aconselhamento pré-nupcial ao longo de seu noivado.

Em meu noivado com minha esposa, pude participar de um curso de noivos e frequentar um discipulado voltados para namorados, noivos e casados é ser imensamente abençoado por esse rico tempo de formação, preparo e orientação para o casamento.

 

Hoje desfruto de frutos desse tempo de preparo, como por exemplo: ter momentos devocionais com minha esposa, dedicar tempo para o dialogo com ela diariamente, estarmos sempre em contato com nossas famílias de origem e vice-versa, ajudar nas tarefas domésticas, se preocupar com o bem estar espiritual, emocional e físico de minha esposa, etc.

Num tempo em que muitos se preparam para o fracasso, que possamos ser uma geração de homens e mulheres que se preparam para Glorificar a Deus e render-lhe Glória, Honra e Louvor por meio de nossas vidas e casamento.
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.”
Gênesis 2:18

Em Cristo Jesus,
Filipe Paulo Christian

Compartilhando o Evangelho com um Amigo Homossexual

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Josh sempre soube que ele era diferente. Desde suas memórias mais antigas, ele olhava para alguns meninos como mais do que apenas colegas. Seus pais sabiam que ele era “especial”, mas o amavam por isso. Ele aprendeu a usar uma máscara e fazer o papel de criança “normal” até se formar no Ensino Médio.

 

Na faculdade, Josh decidiu que era hora de ser quem ele realmente era. Ele fez amizade com outros homossexuais e se lançou em descobertas sexuais. Josh encontrou um refúgio em sua comunidade gay e desenvolveu laços que foram muito além de aventuras sexuais. Embora seus pais tenham se distanciado e seus antigos amigos tenham passado a ignorá-lo, Josh sentiu que estava finalmente livre em sua nova identidade como um homem gay.

 

Josh não é uma caricatura. Suas experiências e sua história são verdadeiras, e elas são comuns.

 

E se Josh fosse o seu vizinho, ou seu colega de trabalho, ou o seu filho? Como você apresentaria o evangelho para ele? Como você contaria a ele a respeito do perdão de pecados, da comunidade de crentes e da verdadeira identidade em Jesus?

 

Em certo sentido, nós presumiríamos que de fato não existe diferença na maneira como apresentaríamos a Josh as boas novas em relação a qualquer outra pessoa. Só porque Josh sente atração sexual por pessoas do mesmo gênero, isso não o torna fundamentalmente diferente de ninguém.

 

Para muitos dos meus amigos cristãos que amam Jesus e lutam contra a mesma atração homossexual, a beleza do evangelho é que ele aborda cada área de suas vidas e não apenas uma expressão somente da queda. Todos nós que somos crentes sabemos disso. Quer tenhamos sido ateus, mentirosos, muçulmanos ou hipócritas frequentadores de igreja, não existe um evangelho mágico apenas para o “nosso pecado”. Aos pés da cruz todos nós somos igualmente necessitados da maravilhosa graça de Deus.

 

Ao mesmo tempo, Josh tem perguntas muito reais que precisam ser respondidas. Da mesma maneira que um ateu, um muçulmano ou um hipócrita precisaria que o evangelho fosse dirigido a eles pessoalmente, nós devemos aprender a amar Josh onde ele está em suas considerações a respeito das afirmações de Jesus. Ele tem perguntas reais com as quais luta, e devemos buscar ajudá-lo a encontrar essas respostas.

 

Ideias para compartilhar o evangelho

 

Para compartilhar o evangelho com Josh ou com qualquer outra pessoa que possa ter perguntas como as dele, aqui vão algumas ideias para você guardar em mente.

 

1. Confie no poder de Jesus para ajudá-lo

 

Confie no poder de Jesus para ajudá-lo. Pode ser intimidador para pessoas que nunca lutaram contra a atração homossexual compartilhar o evangelho com um homem ou uma mulher homossexual. Assim como qualquer um com quem compartilhamos o evangelho, tememos como eles nos julgarão e nos sentimos tentados a pensar que eles nunca nos ouviriam. O temor do homem é uma cilada (Pv 29.25). Então em vez de sermos apanhados na armadilha, devemos confiar na força de Jesus em nós, e não na nossa suficiência para entregar a mensagem (Jo 15.5; 2Co 3.5). Devemos beber profundamente do evangelho enquanto o compartilhamos, pois nele encontramos o poder que precisamos para sermos testemunhas de Jesus (At 1.8). Confie no poder de Jesus para ajudá-lo.

 

2. Mantenha Jesus no centro

 

Considere Jesus supremo. Amigos como Josh frequentemente irão querer trazer a questão da sexualidade para o foco durante sua conversa. Ao mesmo tempo, queremos manter Jesus e seu evangelho no centro.

 

A fim de ajudar, eu encorajo você a pedir que ele compartilhe a própria história com você. Peça que ele ou ela ajude você a entender como ser gay se tornou parte central de sua identidade. Ou, se não é esse o caso, pergunte onde ele ou ela encontra a própria identidade. Pergunte a ela se já houve momentos difíceis em sua jornada. Conhecer as pessoas é parte do processo de amá-las.

 

Conforme você faz isso, pergunte a ela se você pode contar porque você vê a sua identidade em Cristo como suprema. No fim das contas, não estamos tentando transformar as pessoas em heterossexuais, mas queremos que elas sejam salvas. Nós nunca queremos minimizar os pecados que afastam as pessoas de Deus, mas ao mesmo tempo queremos magnificar quem nos aproxima de Deus. Jesus veio para pecadores de todos os tipos, e devemos manter essa mensagem central.

 

Também é bom se ter em mente que todos são pecadores sexuais — alguns de maneiras menores, outros de maneiras maiores. Isso nos ajuda a reformular a conversa de “Você é sexualmente doente e precisa ser como nós” para “Todos nós somos pecadores sexuais que precisam de Jesus”. Jesus é a esperança para todos nós, não importa como a queda se mostre em nossas vidas.

 

3. Tenha a compaixão e a convicção de Jesus.

 

Tenha a compaixão e a convicção de Jesus. Os cristãos têm pecado em, pelo menos, duas grandes áreas quando se trata de alcançar aqueles na comunidade gay. Por um lado, alguns colocam de lado o claro ensinamento de Deus de que o homossexualismo é um pecado na tentativa de mostrar o amor de Deus. Amor que é despojado de verdade não é amor, mas engano. Esse é um pecado grave, tanto contra Deus quanto contra o homem.

 

Tenha a convicção de Jesus e fale a verdade em amor. Compartilhe o que a Bíblia ensina sobre o homossexualismo (Mc 7.21; Rm 1.24-27; 1Co 6.9-10; 1Tm 1.10). Compartilhe que há um terrível julgamento para aqueles que rejeitam a Cristo (Ap 20.11-15). Compartilhe que existe um grande custo em seguir a Cristo e também uma grande esperança de perdão e liberdade para aqueles que o fazem (Mc 10.28-30). Fale a verdade em amor.

 

Por outro lado, alguns têm negligenciado a compaixão e nutrido uma atitude de superioridade para com pessoas que praticam o pecado homossexual. Amor que é despojado de compaixão não é amor, mas hipocrisia. Esse também é um pecado grave, porque é diferente do amor de Cristo para conosco.

 

Jesus, o Deus-homem, era diferente do mundo de pecadores que o cercavam, mas ainda assim teve compaixão deles (Mt 9.36). Conforme alcançamos aqueles na comunidade gay, devemos nos esforçar para fazê-lo com um coração semelhante. O que poderia ser mais desolador do que uma pessoa criada à imagem de Deus estar perdida em seus pecados e para sempre separada do amor de Deus? Peça a Deus que o ajude a ver aqueles na comunidade gay como ele vê, a fim de que você possa ministrar com convicção e compaixão.

 

4. Coloque a igreja de Jesus no centro

 

Coloque a igreja de Jesus no centro. Assim como foi para Josh, a comunidade gay é um refúgio da rejeição e da agitação interior que muitos homossexuais experimentam. Por causa disso, eles encontram um lugar onde eles são aceitos em seus pecados e adotados por quem eles são.

 

Eu creio que um dos grandes antídotos para essa poderosa ferramenta do maligno é a comunidade da igreja. Isso pode parecer estranho tendo em vista o modo como muitos demonizam a igreja por causa de sua “intolerância”, mas acredito que conforme construímos relacionamentos com amigos gays e os convidamos aos nossos lares e às nossas vidas, eles verão a verdadeira comunidade que só conheceram em seus sonhos.

 

Isso só é reforçado quando nós, como igreja, crescemos em graça para com nossos irmãos e irmãs em Cristo que lutam contra a atração homossexual. Um dos momentos mais instrutivos que tive na última década foi quando um neófito estava sendo batizado e compartilhou abertamente a respeito de estar saindo de um estilo de vida homossexual. Em seu testemunho, ele descreveu como a igreja não apenas havia compartilhado o evangelho compassivamente com ele, mas também estava ajudando-o a viver agora como um homem que luta contra os seus antigos desejos. Ele disse que encontrou na igreja um refúgio que o desafiou a não abraçar seu pecado, mas a abraçar o Salvador.

 

Jesus disse que todas as pessoas saberão que somos seus discípulos pelo nosso amor (Jo 13.34-35). Conforme você constrói relacionamentos com amigos homossexuais, convide-os a participar da sua vida para que eles possam não só ouvir o evangelho, mas também vê-lo representado através da vida da sua igreja local.

 

5. Ajude a responder suas perguntas

 

Ajude a responder suas perguntas. Sempre existem objeções ao evangelho e poucos de nós se sentem “plenamente preparados” para responder a essas objeções. Mas Deus nos chama a defender a nossa esperança em Jesus (1Pe 3.15). Isso significa que devemos ajudar as pessoas a lutar com perguntas muito reais. Aqui estão algumas que Josh fez:

 

Por que você acredita em alguns versículos do Antigo Testamento e ignora outros?

Por que Deus me fez gay se ele condena isso como um pecado?

Por que é errado que duas pessoas que se amam se comprometam em um relacionamento?

Eu tenho que me tornar heterossexual para me tornar um cristão?

Por que Jesus não disse nada a respeito do homossexualismo?

E se eu me tornar um cristão gay?

Parte do nosso chamado como embaixadores de Cristo é ajudar as pessoas a trabalharem perguntas como essas e a verem que a Palavra de Deus tem as respostas. Se você não sabe a resposta, não tenha medo de dizer: “Essa é uma pergunta realmente importante. Podemos encontrar a resposta juntos?”

 

6. Tenha paciência

 

Tenha paciência com eles. Assuma uma visão de longo prazo no evangelismo. É raro você compartilhar o evangelho com alguém e a pessoa se arrepender imediatamente. Isso pode acontecer, mas normalmente o processo é muito mais demorado.

 

Entre em relacionamentos evangelísticos de longo prazo. Nós somos impacientes, e isso pode nos tentar a desistir rápido demais quando não vemos resultados. Pessoas são pessoas, não projetos. Frequentemente não veremos o que Deus está fazendo em suas vidas. Veja a si mesmo como parte dos meios que Deus escolheu para ajudá-las a ver e a ouvir o evangelho de Jesus. O amor é paciente. Demonstre a eles amor estando presente ao longo de todo o processo.

 

7. Confie no poder de Jesus para salvar

 

Confie no poder de Jesus para salvá-las. O evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16-17). Isso significa que o evangelho para um homem ou mulher homossexual é o mesmo evangelho para um homem ou mulher heterossexual. O homossexualismo não é o pecado principal; incredulidade é o pecado principal. Jesus morreu por todos os tipos de pecados e por todos os tipos de pecadores.

 

Então não duvide do poder de Cristo, mas ore fervorosamente por corações receptivos, portas abertas e frutos que permaneçam. Confie na sabedoria de Deus e no poder de Deus, não no seu. Lembre-se que cada cristão é um milagre vivo. Se Jesus pode salvar você, ele pode salvar qualquer um, inclusive Josh.

 

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Autor

Garrett Kell

Garret Kell é pastor sênior da Del Ray Baptist Church em Alexandria, Virginia.

Ame a Pessoa Com Quem Você Está

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Depois que C. S. Lewis perdeu sua esposa Helen para o câncer, ele se deu conta de que não tinha uma única foto boa dela. Talvez isso seja difícil de entender em nossa cultura de fotos de perfil em vários ângulos, mas ele não ficou chateado com isso. Na verdade, ele viu uma vantagem peculiar na falta de uma imagem de qualidade de sua esposa. Ele escreveu:

Quero H., não algo parecido com ela. Uma boa fotografia pode se tornar, no final, uma armadilha, um horror e um obstáculo.

Como poderia uma foto da mulher que ele amava se tornar uma armadilha? Na ausência da pessoa real, ele viu sua tendência em preencher a fotografia com sua própria fantasia. Na verdade, este foi um dos temas de destaque para Lewis em “A Anatomia de Uma Dor – Um Luto em Observação”. Ele estava apavorado com a possibilidade de transformar Helen em um fantasma de sua própria criação. Sua inclinação em desejar certos aspectos da personalidade de Helen mais do que outros, era particularmente alarmante. Claro que ele nunca iria produzir algo fictício sobre ela intencionalmente, mas, devaneou: “Será que essa condição não se tornará inevitavelmente mais e mais a minha própria?” O que mais preocupava Lewis era que Helen se tornaria a ele apenas uma extensão de si mesmo, de seus velhos sonhos de solteirão.

Resistência do Cônjuge

Lewis traz luz a uma dádiva negligenciada nos casamentos: a resistência do cônjuge. Não estou falando de tensão irada ou insubordinação sarcástica. Mas sim, do simples fato de que o seu cônjuge é uma pessoa real, cuja existência não estará de acordo com a imagem que você tem dele ou dela. A resistência do cônjuge serve de âncora à realidade, uma realidade na qual Deus o chama a amar seu cônjuge real, não um imaginário. Lewis observou:

Toda a realidade é iconoclasta. A pessoa amada, mesmo nesta vida, triunfa incessantemente sobre a simples ideia dela. E assim a queremos; a queremos com todas as suas resistências, todos os seus defeitos, toda sua imprevisibilidade. Ou seja, ela em sua realidade firme e independente. E é isto que devemos amar depois que ela morrer, não uma imagem ou memória dela.

Eu diria mais, enquanto ela está viva também. Por mais estranho que pareça, podemos ser gratos pelas milhares de pequenas divergências que temperam a relação conjugal, pelas inúmeras diferenças de perspectiva que avivam a relação. Isso indica que você está interagindo com um ser independente, alguém que você recebeu para amar sacrificialmente.

O Original e Melhor

A essência do amor sacrificial é tranquilizar o outro, ao invés de esperar que o outro tranquilize você. Usando a percepção de Lewis, então, devemos desconfiar da nossa tendência de admirar apenas as características que aprovamos em nosso cônjuge, e de corrigir aquelas que não aprovamos. Lembrar de um cônjuge falecido é ruim; você não está amando a pessoa, mas uma memória editada dela. Servir um cônjuge vivo, é pior; você não está buscando a pessoa, mas o que você espera que ela se torne. Muito melhor é amar a pessoa original, não a edição revisada que você faz dela. Afinal, você é uma pessoa original também.

Amar a pessoa original requer um ajuste da parte de quem ama, e isso pode levar uma vida inteira; essa consideração é uma prova fundamental do amor conjugal ao qual os cristãos são chamados (Efésios 5.21–33). Não desanime quando você não concorda plenamente com seu cônjuge. Onde não há nenhum desacordo, aborrecimento ou resistência, não há oportunidade para o sacrifício. Se amamos apenas o que é agradável a nós em nosso cônjuge, estamos amando apenas as nossas preferências. Não precisamos do evangelho para fazer isso.

Precisamos dele para nos libertar de nossa tendência em ajustar um ao outro constantemente ao nosso gosto. Jesus veio para servir a um Pedro impulsivo, a uma Marta distraída, a um Tomé duvidoso. Ele veio para servir a tolos como cada um de nós. E sim, o amor redentor de Cristo nos muda gradualmente, mas essa mudança está em conformidade com a justiça, e não com preferências pessoais.

Então, se sua esposa ri demais para o seu gosto, ame-a por isso. Se ela é mais pessimista do que você gostaria, trate os medos dela. Se seu marido é mais silencioso em encontros sociais do que você gostaria, seja grata por isso. Se ele tem mais dificuldade em fazer planos do que você acha razoável, esteja contente a seu lado. Em cada pequena resistência do cônjuge, celebre o privilégio de amar uma pessoa, não uma imagem.

Como disse Lewis, a realidade é iconoclasta. Graças a Deus isso é especialmente real no casamento.

 

Traduzido por Raul Flores.

Jeremy Pierre é o Decano dos Estudantes e o Professor Associado de aconselhamento bíblico no Seminário Teológico Batista do Sul e serve como presbítero na Igreja Batista de Clifton. Ele é co-autor de “The Pastor and Couseling” (O Pastor e o Aconselhamento) e autor do futuro livro “The Dynamic Heart in Daily Life: Counseling from a Theology of Human Experience” [O Coração Dinâmico no Dia-a-Dia: Aconselhamento a partir de uma Teologia da Experiência Humana]. Ele e sua esposa, Sarah, têm cinco filhos e vivem em Louisville, Kentucky. Você pode segui-lo no Twitter.
http://www.thegospelcoalition.org/pt/article/ame-a-pessoa-com-quem-voce-esta

Todo cristão deve estar envolvido no “ministério da Palavra”

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Quando olhamos para o Novo Testamento e para o livro de Atos em particular, vemos que o evangelho se espalhou e a igreja cresceu através da proclamação e ensino da “Palavra de Deus” (Atos 6.7; 12.24; 19.20). Essa deve ser a base para todo e qualquer ministério em nossas congregações: devemos ser “baseados na Palavra”. Esse é o ponto de partida. Mas observe o que era o “ministério da Palavra” no Novo Testamento:

(1) algo feito por todos os crentes (Atos 8.4) e (2) era em grande parte (embora não exclusivamente) feito através de uma rede de relações informais e amizades (Atos 10.2, 24; 16.15, 31).

Em harmonia com isso, também observamos no livro de Atos que o “ministério da Palavra” na igreja primitiva tinha um propósito encorajador (crente com crente) e uma vertente evangelística (crente com incrédulos).

A questão é que todo cristão deve estar envolvido no “ministério da Palavra” em uma dessas formas. Alguns de nós são encorajadores e podem se aproximar de crentes jovens ou em dificuldades e conectar a Palavra de Deus, fazendo com que ela seja aplicada em suas vidas.

Alguns de nós somos melhores com os incrédulos e podemos conectar a Palavra de Deus, aplicando-a às suas vidas. Um dos sinais de um cristão saudável (na verdade, de uma igreja saudável) é que este “ministério da Palavra” está operando em uma série de diferentes níveis e em diferentes contextos em uma base regular. Aqui estão algumas maneiras em que este ministério poderia e deveria estar acontecendo:

1. Espontaneamente: Trata-se de quando nos envolvemos com alguém (ou mais de uma pessoa) completamente de modo voluntário e fora do “programa” normal da igreja. Por exemplo, encontramos alguém nas lojas e acabamos conversando. Isso, por sua vez, termina em um estudo bíblico não planejado. Em outras palavras, não é uma “reunião marcada” ou um “evento específico”, mas uma oportunidade dada por Deus que intuitivamente aproveitamos.

É claro que isso exige flexibilidade da nossa parte, bem como uma abertura ao Espírito Santo e às necessidades das pessoas ao nosso redor. Significa ser menos “focado na tarefa” em nossos dias e deixar espaço para o que eu chamo de “espontaneidade organizada”. Peça ao Senhor para intervir em seu dia e esteja preparado para ser espontâneo quando necessário. Algumas das minhas maiores oportunidades vêm por essa abordagem à vida e às pessoas.

2. Relações pré-existentes: Há algum crente que conhecemos que se beneficiaria de reunir-se conosco e estudar as Escrituras? Existe um crente maduro que você conhece do qual você poderia se aproximar para que ele o ajudasse em sua caminhada cristã e melhorasse a sua compreensão bíblica? Existe um incrédulo que você conhece que poderia ativamente conhecer melhor? Às vezes, só precisamos arriscar.

3. Propositadamente: Devemos aprender a tomar mais a iniciativa em nossos relacionamentos com as pessoas. Eu, 99% das vezes, tomarei a iniciativa com alguém para ir jogar bilhar, ou levá-lo para tirar documentos, ou fazer um estudo, pois eu sinto que tenho o dever de fazê-lo, mas também porque as pessoas sempre assumem que o outro está “muito ocupado” para eles.

Nós vivemos em uma época maravilhosa agora. Sim, há muitos céticos e aborrecedores lá fora, mas também há muitos que estão curiosos e abertos a descobrir mais. Há pessoas deprimidas e solitárias ao nosso redor, marginalizadas pela nossa cultura tecnológica com seus mundos virtuais e amizades online. Há uma grande quantidade de material disponível para os cristãos usarem, tanto internamente, dentro das nossas igrejas, quanto externamente, com o mundo incrédulo.

Recentemente, li um relatório que sugere que muitos cristãos não estão conseguindo alcançar as pessoas com o evangelho por uma das três razões:

(1) Nós não temos alegria em nossa vida (nenhum poder).

(2) Nós não temos humildade e respeito pelos incrédulos. Simplesmente não conseguimos nos preocupar com eles.

(3) Nós não temos coragem. Nós tememos o que as pessoas pensarão ou como reagirão a nós.

Descubra qual é o seu problema persistente e leve-o ao Senhor em arrependimento. Vamos nos envolver no ministério da sua Palavra.

 

Tradução: Camila Rebeca Teixeira

Revisão: André Aloísio Oliveira da Silvo

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Autor
Mez McConnell
É pastor sênior da Niddrie Community Church, Edimburgo, Escócia. É fundador do 20schemes.